Mostrando postagens com marcador floresta da tijuca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador floresta da tijuca. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Micos da natureza

Ontem 6 miquinhos brincaram por toda a manhã nas árvores do meu quintal, no Rio. As crianças da vizinhança adoraram ver as performances, muito interessantes. Depois a ficha caiu: eles se alimentam de ovos que colhem nos muitos ninhos que estão nas árvores, e são os responsáveis pela redução do número de pássaros por aqui. 

Desequilíbrio ambiental está tirando os animais do seu habitat, na Floresta da Tijuca (500m daqui) e trazendo-os para buscar comida na área urbana, acelerando a redução de outras espécies.

Eles andam pela rede elétrica e de telefone como se estivessem numa calçada. A aparição é recente, coisa de 3 anos. Possivelmente estão encontrando alimentos em maior quantidade nas casas, permitindo aumento da população, já que a floresta próxima não teve redução de área nos últimos anos.


Outra possibilidade, que coincide com o período de invasão da área urbana, é o fim da bandidagem do morro próximo à floresta, com a implantação da UPP. Se os traficantes brincavam de atirar nas pessoas nos prédios, por que não fazer dos bichos alvo para suas Ak-47, AR-15, etc, etc.




 De qualquer maneira, por mais que os bichos lancem olhares pidões, não se deve dar comida, evitando que se domestiquem. Além disso, criado o hábito da comida fácil, logo irão remexer latas de lixo, entrar na casa atrás de furtar comida, etc. 




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rio : Parque Estadual do Grajaú é boa opção de lazer

O Grajaú é um dos poucos bairros cariocas que tem um símbolo na paisagem. Assim como a Urca tem o Pão de Açúcar, a Gávea tem a pedra de mesmo nome, o Leblon tem o Morro Dois Irmãos, o Grajaú tem o onipresente Pico do Papagaio, como todos chamam, ou Perdido do Andaraí, nome geográfico da pedra. Fica no Parque Estadual do Grajaú. Para chegar lá, pega-se a principal entrada do bairro, a Av. Eng. Richard, contorna-se a praça Edmundo Rego e se continua pela mesma rua até o fim, que é a Rua Comendador Martinelli. Pegando à direita, depois à esquerda e seguindo até o fim chega-se ao portão principal do Parque.

Na base da pedra há diversos matacões, pedregulhos que se desprenderam do Pico pela erosão, que servem para o aprendizado de alpinismo, com os seis graus de escalada mais a negativa. Há mesas para piqueniques e amplos espaços para brincadeiras com bola, além de um parque com brinquedos para crianças. Quando estive ontem lá o único bebedouro liberado ao público estava quebrado. Há boa infra-estrutura de banheiros, e as coisas são organizadas e limpas.

Uma das alternativas para o visitante é a subida ao topo do Pico, seguindo-se uma boa trilha que começa no prédio da administração até uma calha de águas pluviais, onde se deve entrar e subir para a esquerda até a base da Pedra, e daí subindo até o fim, onde começa uma nova trilha que passa por uma área de replantio e vai até o divisor de águas do morro. Ali se chega com facilidade até um trecho de uns 20 metros onde é necessária a escalada, que não é recomendada para crianças nem para pessoas que tenham problema de pânico. De preferência é bom ir com um guia que suba e jogue uma corda para fazer a segurança dos demais e ajude na escalada da fenda.

Num dia claro é possível ver toda a Baía de Guanabara, a Serra dos Órgãos, onde está o pico Dedo de Deus, parte da zona norte (Grajaú, Tijuca, Maracanã) e do centro, Ponte Rio-Niterói, zona portuária, etc. No topo do morro se encontra uma outra trilha que contorna o Pico por uma outra vertente, passando por trás da pedra e saindo nas ruínas da casa do Barão de Bom Retiro. Pelo caminho há quedas d'água, inclusive uma bela cachoeira.


 Esse parque foi criado após a retirada de uma favela que existia na base do Pico até a década de 70. Atravessar a comunidade era obrigatório para quem quisesse ir ao cume da pedra. Como o solo da encosta é instável, houve deslizamento de barreiras que serviram de pretexto para a remoção das pessoas e barracos. Desde então se tenta reflorestar a encosta, com muita dificuldade, porque na falta de vegetação de grande porte o capim colonião ocupa tudo, e é facilmente incendiável por combustão espontânea nas épocas secas do ano. O trabalho está avançando, e agora há um projeto patrocinado pela Petrobrás que deve dar resultado, pois além do replantio de mudas de espécies da Mata Atlântica há a retirada sistemática do capim, evitando o risco de incêndio.


No topo do morro há uma cerca que separa o Parque da Floresta da Tijuca. O que enfeia a paisagem é a passagem de linhas de transmissão de Furnas, com torres metálicas elevadas e fiações que comprometem as fotos.