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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Noruega : Punição a nazista assassino foi pequena

Ontem as manchetes falavam na libertação do Cabo Bruno, policial-bandido que liderava um grupo de extermínio em São Paulo responsável por 50 mortes, após 27 anos de cadeia. Há no senso comum a idéia da brandura das penas para crimes bárbaros como o de extermínio. Enquanto isso, na Noruega, o nazista Anders Breivik pegou apenas 21 anos por ter explodido um prédio do governo e fuzilado mais de 70 jovens. Matou uns 80.

Pela lei norueguesa, com 10 anos poderá apelar da pena, mas a critério dos juízes, ao final dos 21 anos, se persistir o risco à sociedade, a pena poderá ser prorrogada indefinidamente. Pode virar prisão perpétua.

Breivik se diz inocente, e que as mortes que causou foram necessárias para alertar a Noruega sobre a invasão islâmica. Pertencente a uma facção neo-nazista, ele fez questão de ser considerado mentalmente capaz para fazer do tribunal um palanque de divulgação das suas idéias. Quer sair como mártir do episódio, e aumentar a legião de débeis mentais que o consideram um guru. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Noruega : Tribunal vira palanque para nazista

Alheio ao sofrimento das famílias que tiveram seus entes queridos liquidados por suas balas e bombas, o terrorista de extrema-direita Anders Breivik diz que faria tudo de novo. Entrou no "palco" fazendo uma saudação neonazista, sorriu por boa parte do tempo, disse que agiu em legítima defesa contra a invasão muçulmana na Noruega e na Europa, e se considera um herói da resistência. Só se emocionou quando foram mostrados os seus textos que propagam o ódio xenofóbico.

Apesar do julgamento não estar sendo transmitido pela TV, o que sai da sala do júri é suficiente para dizermos que Breivik está à vontade para propagar a outros nazistas os seus ideais, fazendo uma jogada muito inteligente: diz o que quer para que o júri o ache incapaz, mas o que diz é verdade para outros direitistas, que vão torná-lo um mártir. Seu advogado alega a incapacidade, mas o tribunal, na ânsia de mantê-lo em prisão perpétua, tende a não aceitar a tese da insanidade.

Resumo: se for considerado incapaz, muitos não acham isso; se for considerado capaz, a justiça homologará como racional tudo o que diz. É previsível que aqui e ali outros criminosos doentios como ele venham a repetir seus "feitos", e que haja movimentos pela sua libertação. Pior que as bombas e balas será a divulgação das suas idéias.