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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mídia Bandida 008 - O recorde de empregos e o "pibinho"

No melhor estilo partidário de direita, a Globo não podia de deixar de fazer o contraponto quando deu a notícia do Brasil ter em 2012 registrado o menor desemprego da série histórica, criada em 2002, de 5,5% e em dezembro ter sido o menor índice, com 4,6%, com aumento da renda média para R$ 1.805. Não tinha o que dizer, porque o mundo capitalista amarga índices de desemprego e renda crescentes. Aí vem a estória do "pibinho", porque foi de 1%, etc, etc.

A manipulação midiática de números econômicos vai além. A Folha esculpiu uma preciosidade de notícia onde fala que "a renda per capita dos brasileiros caiu como "pibinho" de 2012" . Essa tem que ir para os anais da falsidade, já que parece ter saído de um. Simplesmente desprezaram a valorização de mais de 30% do dólar para dizer que "a renda per capita em dólares cairá cerca de 9% por causa do "pibinho". 

É óbvio que com um dólar mais caro em relação aos reais, qualquer valor que se converta na moeda americana diminuirá, não porque houve queda de renda no Brasil, mas porque o câmbio estava extremamente apreciado com a desvalorização contínua do dólar, que prejudicava a balança comercial brasileira. Dilma elevou o patamar de preço da moeda americana para proteger os produtos brasileiros, mas, para a Folha, o que interessa é provar uma "queda de renda" por conta do "pibinho". 

Vão além, falando que aumenta a defasagem entre a renda média brasileira e americana, que seria a maior desde 1980, mas não falam nada da invasão de turistas brasileiros, inédita na história, comprando de tudo nos EUA, mesmo depois da desvalorização do real. As médias são ótimas para criar distorções, especialmente quando se compara qualquer coisa com a renda média americana, onde há um punhado de bilionários cujas fortunas elevam o valor sem dizer muito do poder aquisitivo real do povão, que está desempregado e dependendo de programas sociais que os ricos querem eliminar por lá. 


Quem sabe o que é PIB, Produto Interno Bruto? Quando muito, já ouviram a explicação de que é o índice que mede as riquezas produzidas num país. Raros são os que sabem como é calculado. Mas é um número bom de manipular, porque esconde realidades desconfortáveis para quem quer simplesmente desmoralizar governos. Essa perseguição da Globo não vem de hoje. Ainda no governo Lula falavam que o desempenho do PIB, e portanto do governo, era ruim.  

Na época o mundo despencava, com o PIB da União Européia, logo após a crise bancária americana, crescendo no terceiro trimestre de 2009 apenas 0,4%, o da Alemanha e dos Estados Unidos 0,7%, e o do Japão apenas 0,3%. O do Brasil, 1,3% e já era "pibinho". Nisso milhões de americanos foram morar embaixo de pontes, em áreas de camping, perdendo casas, carros, etc. Espanhóis viam os empregos e renda se derreterem, até chegarem à situação atual onde 1 em cada 3 trabalhadores não têm trabalho. Mas o Brasil, com miséria decrescente, com 30 milhões de novas pessoas ascendendo à classe média, com programas únicos de inclusão social e um plano de investimentos estatais robusto é que era o errado.

A direita nunca aceitou como solução para a crise a intervenção estatal anticíclica. Lula foi execrado quando falou que o tsunami econômico que varria o mundo seria uma "marolinha" por aqui. Disseram que as medidas econômicas de incentivo ao crédito e ao consumo, além do aumento de gastos públicos, eram apenas eleitoreiros, para fazer Dilma sucessora. Ela ganhou a eleição e aprofundou a intervenção, reduzindo os juros através dos bancos públicos, baixando as contas de energia e mantendo os preços dos combustíveis inalterados por muitos anos, diminuindo seu valor real. 

Eles queriam que hoje fôssemos uma Espanha, um imenso Portugal, baixando salários, reduzindo benefícios previdenciários, entregando o patrimônio público de bandeja, reduzindo gastos sociais e perdendo soberania. O modelo de país colonizado é a utopia deles. Submetem o Brasil a qualquer coisa que se diga lá pela corte. Tudo de fora é melhor, mas no Brasil nada presta.

Para a mídia bandida somos o país do "pibinho", mesmo com recorde de emprego e salário mínimo crescendo acima da inflação há uma década. O problema é que o discurso depressivo não consegue contaminar além de uma dúzia de deficientes mentais que se limitam a repetir "Brasil tem um pibinho por causa da incompetência do governo" porque leem, veem  e ouvem as besteiras globais. O povo mesmo aprova e vota na melhoria das condições de vida. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Globo manipula notícia sobre criação de empregos

Ontem no Jornal Nacional o gráfico atrás da apresentadora Patrícia Poeta mostrava a criação de 1,77 milhão de empregos até agora em 2012. Considerada a pindaíba econômica do mundo ocidental, qualquer cidadão de outro país olharia com inveja para cá. Mas na Globo não é assim: toda notícia que venha do governo tem que ser "negativada".

Foi o que fizeram. Este foi o texto lido pela apresentadora:

"A criação de empregos com carteira assinada, este ano, foi 23% menor do que em 2011. É o pior resultado desde 2009. Mas, isoladamente, os números de novembro mostram um aumento de quase 8% no emprego formal."

Quem estivesse jantando nessa hora sem olhar para a TV não veria o gráfico e faria juízo sobre a informação apenas com o que estivesse ouvindo. Desta vez mudaram a técnica: deram a notícia positiva de forma negativa, e no fim veio o "mas" positivando parcialmente os fatos. Isso é democracia, liberdade de expressão e tudo o mais que eles dizem quando se quer acabar com o oligopólio da mídia? O nome disso é partidarismo de mídia através de manipulação da notícia.

Paranóia? Perseguição à Globo? Coisa de esquerdista, de petista, de lulista, brizolista? Confira mais essa vergonha:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/12/criacao-de-empregos-com-carteira-tem-pior-resultado-desde-2009.html

Agora veja a notícia por outro ângulo:


"Brasil cria 1,77 milhão de empregos com carteira assinada em 2012

Em novembro, Caged teve saldo de 46 mil novas vagas
De janeiro a novembro deste ano, foram abertos 1.771.576 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil, o que representa uma expansão de 4,67% no nível de emprego comparado com o final de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nessa quarta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os dados de novembro, segundo o MTE, mostram continuidade à tendência de crescimento do emprego no Brasil, que registrou pela terceira vez em 2012 um saldo superior ao do ano anterior. Foram declaradas 1.624.306 admissões e 1.578.211 desligamentos no referido mês. Como resultado, o saldo do mês foi de 46.095 novos empregos com carteira assinada no Brasil, correspondentes ao crescimento de 0,12% em relação ao registrado no mês anterior.
Setores - Segundo o Caged, apresentaram desempenho positivo no mês:
comércio, com 109.617 postos (1,27%), sendo o terceiro melhor saldo para o período; e serviços, com 41.538 postos (0,26%). Por outro lado, alguns setores apresentaram desempenhos negativos.
A construção civil teve baixa de 41.567 postos (-1,34%), decorrente de
atividades relacionadas à construção de edifícios (-15.577 postos) e construção de rodovias e ferrovias (-8.803 postos), associados a términos de contratos e a condições climáticas.
Na agricultura, houve retração de 32.733 postos (-1,98%), devido à presença de fatores sazonais negativos. A indústria de transformação teve perda de 26.110 postos (-0,31%), proveniente dos ajustes da demanda das festas do fim do ano, queda menor que a ocorrida em novembro de 2011 (-54.306 postos ou -0,65%).
Regiões - O emprego cresceu em três das cinco grandes regiões, sendo
a Sul, com 29.562 postos (0,41%); Sudeste, com 17.946 vagas (0,08%), e
Nordeste, com 17.067 empregos (0,28%). As exceções ficaram por conta
da região Centro-Oeste (-14.820 postos ou -0,50%), cuja redução deu-se ao desempenho negativo da agricultura (-9.130 postos); da construção civil (-6.393 postos) e da indústria de transformação (-5.929 postos); e da região Norte (- 3.660 postos ou -0,21%), onde a construção civil(-3.371 postos) e a indústria e transformação (-2.084 postos) foram os principais setores responsáveis pela queda no mês.
Por unidade da federação, dezesseis tiveram expansão do emprego. Os
destaques foram Rio Grande do Sul (+15.759 postos ou 0,61%); Rio de
Janeiro (+13.233 postos ou 0,36%); Santa Catarina: (+8.046 postos ou 0,42%); São Paulo (+7.203 postos ou 0,06%); Paraná (+5.757 postos ou 0,22%) e Bahia (+5.695 postos ou 0,34%). Os estados que demonstraram as maiores quedas no nível de emprego foram: Goiás (-8.649 postos ou -0,75%), devido, principalmente, às atividades relacionadas ao complexo sucroalcooleiro, e Mato Grosso (-5.910 postos ou -0,97%), por causa do desempenho negativo do setor agrícola (-4.798 postos)."

http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/acoes-e-programas/comunicacao-publica/em-questao/edicoes-anteriores/dezembro-2012/boletim-1682-20.12/brasil-cria-1-77-milhao-de-empregos-com-carteira-assinada-em-2012?utm_campaign=Newsletteremquestao&utm_medium=Ministerio.Do.Trabalho.E.Emprego&utm_source=Empregos.Com.Carteira.Assinada&utm_content=191212