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sábado, 4 de julho de 2015

BBBB = BOI + BALA + BÍBLIA + BILHÃO = BRASIL?

Quem é você, Brasileiro? Você é do Partido do Boi, que reúne proprietários rurais ricos? Do Partido da Bala, dos genocidas que só pensam em matar? Do Partido da Bíblia, dos ricos pastores de rebanhos de dinheiro? Do Partido do Bilhão, dos banqueiros, especuladores e ricos capitalistas? 

Claro que se você ler isto não pertence a nenhum desses grupos, pois eles representam 1% da população, mas têm maioria na Câmara e no Senado para alterar nossa Constituição, como foi demonstrado nas últimas votações de projetos que só a eles interessam. E mesmo assim ganhando roubado, porque perderam na votação do financiamento de campanha e da maioridade penal e, aproveitando o vácuo causado por um judiciário omisso, mudaram as regras do jogo depois de terminado e botaram uma prorrogação onde compraram jogadores que estavam do outro lado. 

Quem botou esses caras lá? Provavelmente você mesmo, que acha legal o Bolsonaro perseguir homossexuais, esculachar mulheres e pregar a volta da ditadura onde possivelmente você pagaria um preço alto. Que elegeu o Feliciano porque na sua igreja alguém disse que era ungido e deveria levar a palavra de Deus ao Congresso. Que elegeu o Caiado, que representa uma pequena minoria que devasta florestas e escraviza pessoas no campo para ter lucros com terras nem sempre deles mesmos. Que botou lá o Eduardo Cunha, uma pessoa cheia de processos nas costas, eleito com muito dinheiro de empresários para pilotar o congresso por eles. 

Levada ao extremo essa situação poderemos ver em pleno governo Dilma a Amazônia arrasada pelo desmatamento, a população carcerária duplicada, o genocídio de pretos, pobres e outros "desagradáveis" à luz do dia, o uso de véus pelas mulheres, o charlatanismo e as crendices substituindo a ciência, a mídia deformando as mentes em definitivo e a economia arrasada com a sucção impiedosa de mais valia pelos capitalistas parasitas. E o mais interessante: se não matarem a presidente Dilma antes, a culpa de tudo será dela!

Então a fórmula acima seria BBBB = BOBOS que fizeram o nosso Congresso ser o pior da história votando nessa escória, algo digno do século XI. Ou seria BBBB = BANDIDOS, já que metade dos nobres congressistas tem processos por coisas arrepiantes nas costas e gozam de confortável impunidade?

E agora? Eles só vão sair de lá em 2018, já que a justiça não anda mesmo e alguns poderiam encurtar seus mandatos saindo algemados num camburão. Como detê-los? Mostrando a força do povo, a insatisfação e que eles não representam a  maioria. Aquela que elegeu Dilma e ainda pode ter a esperança de algum veto em meio a muita chantagem da quadrilha congressual. Podia ser pior? Sim, podia. Imaginem tudo isso e mais o Aécio chefiando a gangue na presidência?

domingo, 14 de setembro de 2014

EURÁSIA2014 - 008 - De São Paulo a Istambul


`Para fugir ao risco de uma desvalorização cambial em tempos eleitorais e os 6,38% de impostos sobre compras internacionais adquirimos as passagens pela Turkish Airlines numa promoção por US$ 999 ida e volta pela Decolar.com. A limitação disso é que não se pode marcar assentos senão a 24h da hora do vôo, o que nos deixou poucas opções. Entre elas, a de viajar do lado direito do avião para escapar de ficar em cima da asa e não ver nada da paisagem. Ou seja, ficamos com vista para o leste, com direito a sol o tempo todo. E o ar condicionado do avião não esfriava o suficiente para combater o calor que fez durante boa parte do vôo.
Amanhecer sobre o Atlântico

Chegamos de Brasília ao aeroporto de Guarulhos pelo terminal 1 para pegar o vôo da Turkish Airlines no terminal 3, recém-construído. Na longa caminhada descobrimos que existem algumas opções de alimentação por menos de R$ 10 em estabelecimento que têm uma bandeira indicativa, e máquinas dispensadoras que vendem água e refrigerantes a preços menos salgados que nos demais.

O aeroporto recentemente reformado tem qualidades superiores às de Brasília, como piso tátil para deficientes visuais e várias fileiras de cadeiras de espera com tomadas de força individuais, uma necessidade que ainda não está presente nos projetos de reforma de outros aeroportos, que usam tótens de tomadas forçando as pessoas a ficarem em pé ao lado.

Rota do vôo São Paulo - Istambul
Entre o pouso no terminal 1 e a chegada ao check-in da Turkish levamos quase uma hora pegando malas e caminhando. Esse dado deve ser levado em consideração no planejamento. A fila, mesmo faltando 3,5 horas para o vôo, era grande e muito lenta. Como fizemos o check-in pela internet pegamos os cartões de embarque nos terminais da empresa e fomos para a fila de despachar bagagens, que era a mesma de pessoas com necessidades especiais, o que nos causou um certo constrangimento, apesar de respaldados pelas informações dos atendentes da empresa.
Nos guichês ao lado a Emirates tem o despacho de malas para quem faz web check-in à parte.

O serviço de internet gratuita por meia hora GRU se mostrou lento na área de check in internacional. Como o aeroporto estava vazio no horário as etapas de segurança e imigração foram tranquilas.
Gráfico de zonas de noite e dia
Dentro do embarque acontece o tradicional milagre da multiplicação de preços. Uma salada que comi na área de check-in por R$ 16 estava por R$ 21. Os refrigerantes subiram de R$ 4 para R$ 6,50. Na loja da FNAC vimos câmeras a preços mais altos que no comércio varejista brasileiro. Na Duty Free achamos caros os chocolates e perfumes.

O embarque é feito por uma única passarela, iniciando pela classe executiva, comfort e depois os meros mortais que compraram a passagem na promoção por US$ 999 ida e volta. O Boeing 777-300
tem pouco espaço entre as fileiras de cadeiras, praticamente inviabilizando abrir um notebook e mesmo ver os filmes na tela da cadeira da frente, pois fica a menos de 50 cm do rosto. Não vimos
brasileiros na tripulação e todas as mensagens são em inglês ou turco. As cadeiras têm tomada USB, console para jogos e no cardápio do computador há filmes recentes, jogos e noticiários. Bom para quem vai ficar as 12,5 horas acordado.

Detalhe do vôo entre a África (Tunísia) e Itália
Com uma hora de vôo foi servida uma refeição tipo café da manhã reforçado. Sobrevoamos o litoral até Campos depois foi tudo sobre o Atlântico até a entrada na África sobre Dakar. Daí pra frente, Saara. A rota passa pela Mauritânia, Argélia e Tunísia, e vai pelo Mediterrâneo até o destino. As últimas imagens antes de anoitecer foram da ilha de Malta. Não deu para ver nada na passagem sobre a Grécia.

Aguardamos um tempo antes do avião conseguir vaga para desembarque. Na saída do túnel de desembarque policiais pediam os passaportes, ou seja, se o passageiro não tiver os requisitos nem vai até imigração, onde o atendimento foi rápido. Sufoco nos ATMs do desembarque, que não reconheciam os cartões VTM, exceto um, que salvou a pátria na troca por liras turcas (LT ou TLY).

Ilhas de Malta
Apesar do vôo ter chegado no horário (21:35 hora local), chegamos à estação do metrô, que fica dentro do terminal, por volta das 23h, preocupados com o horário do sistema de transporte encerrar. Para ir até a zona histórica deve-se pegar o metrô M1, que faz ponto final no Aeroporto Internacional
Ataturk, andar 6 estações até Zeytinburnu, onde ao saltar deve-se procurar pelo tram T1, que fica do lado de fora. Para ir a Sultanameht são 15 estações. O tempo total que gastamos nessa operação foi de 50 minutos. O sistema de metrô e tram termina às 00:00h

Nas estações não há bilheteria para comprar tickets, apenas máquinas. O melhor é comprar o cartão por 4 liras turcas e botar créditos. Apesar das passagens serem mais baratas que no Brasil, não há integração entre os tipos de transporte. Paga-se para andar no metrô e depois para andar no tram.

À meia-noite ainda havia bastante movimento nas ruas por conta dos muitos restaurantes da região e, apesar de não se ver policiais, havia sensação de segurança. A opção ao sistema público é pegar um táxi por umas 40 liras turcas (uns R$ 45) ou contratar com antecipação um tranfer, com preços entre 5 LT e 25 LT.
Uma lira turca equivale a R$ 1,16, com o euro comprado por valor efetivo (com taxas, etc) a R$ 3,20.

Post anterior: http://blogdobranquinho.blogspot.com.tr/2014/09/eurasia-2014-007-preparacao-de-malas.html


quarta-feira, 9 de julho de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0029 : "Derrota para a Alemanha mostrou a m* que somos"

Quem apostou na derrota do Brasil vai ganhar votos com isso? 
Chegou o dia tão desejado pelos vira-latas com requintes de humilhação e vexame: perdemos para  a Alemanha por 7 x 1 e acabou-se o sonho de ganhar uma Copa no Brasil e o hexa. Eles já estão aí com o discurso pronto do "fracasso da Copa" e que agora é hora de pagarmos as contas por esse "delírio de fazer um evento de país de primeiro mundo numa terra desgraçada como o Brasil".

Ontem andando por uma concentração de pessoas vi gente bêbada dizendo "eu não tenho orgulho nenhum de ser brasileiro" e "a seleção somos nós - uns merdas". Rolando muita autoflagelação que talvez hoje, passado o efeito emocional e na ressaca da bebida, seja motivo de vergonha, porque:
- Se olharmos os últimos 30 anos apenas a França venceu Copa jogando em casa, portanto, nada obrigava a ganharmos aqui;
- As obras que não ficaram prontas serão terminadas e não foram exclusivas para a Copa, representando um legado real para o povo;
- Faltando apenas 2 jogos para terminar não houve incidentes anormais para qualquer Copa, e tudo funcionou a ponto de ser elogiado pelos gringos;
- Em todo o mundo os 19 mil correspondentes estrangeiros encheram com mais de 3,5 milhões de horas de exposição os olhos de quase 4 bilhões de pessoas com imagens positivas do Brasil, feitas por eles e não mais obtidas da mídia  bandida brasileira, o PIG. Muita gente lá fora lamentou não ter vindo porque ficou mal impressionada com o que era divulgado por vira-latas brasileiros, sempre negativo, depreciativo e depressivo.
- O dinheiro que circulou na economia e se reverterá em impostos, além da perspectiva de ampliação de turismo, pagará  com facilidade a obra dos estádios, ou seja, essa conta já está quitada;
- O brasileiro se livrou momentaneamente do baixo-astral dos vira-latas e acreditou no sonho, fazendo grandes festas. Foi o maior beneficiário da conta feita, em especial das obras de mobilidade, que foram antecipadas para coincidir com a Copa. E com os empregos gerados por elas;
- Lições de civilidade foram impostas a mal-educados que xingaram a Presidente na frente do mundo todo e o hino de um outro país, sendo condenados pela opinião pública. Aprenderam que isso não se faz;
- Todos os que agouraram a Copa agora pagarão por isso com a denúncia de falta de credibilidade, da má-fé, do viralatismo e principalmente por tentarem transformar tudo numa disputa eleitoral para favorecer a oposição denegrindo o governo federal. A mídia sai em baixa, em especial a Globo, VEJA, Folha e outros que fizeram de  tudo pelo fracasso da Copa e depois do sucesso viraram casaca, só que isso ficou flagrante e será cobrado;
- Realizamos a Copa das Copas, a maior de todos os tempos, e o mundo todo viu isso, menos os vira-latas, coxinhas, os fanáticos da oposição de direita e outros inimigos do Brasil. A Presidente Dilma entregará a taça ao vencedor no dia 13 de julho, coroando o sucesso do evento e a competência do Brasil fazer coisas grandes;
Vira-latas em fúria queimaram a bandeira do país que odeiam
- A seleção que fez a vergonha ontem é de responsabilidade da CBF, que não é de nenhum governo. Entidade associada à  FIFA, cercada de denúncias de corrupção (cadê o Ricardo Teixeira, a propósito?) que foi divinizada pela mídia e teve suas críticas amplificadas pela mídia contra o governo;
- A boçalidade vira-latas criou o "padrão FIFA" como algo sofisticado, decente, digno. Quem disse isso vai pagar pela boca diante do mar de lama da roubalheira com ingressos que vem da Copa do Japão/Coréia, passou pela da Alemanha, África do Sul e finalmente foi desbaratada no Brasil. Nossa polícia está sendo elogiada em todo o mundo;
- Os que fizeram o movimento "não vai ter Copa", alguns com bons argumentos, outros por má-fé oposicionista, calaram-se diante da adesão popular ao campeonato. Se tivesse fracassado estariam por aí com suas máscaras, coquetéis Molotov e apoio de mídia bandida. Algumas bandeiras, como melhorias na saúde e educação, ficaram em destaque para a campanha eleitoral que agora se inicia e medidas já foram tomadas a partir da pressão social;
- Analisando o retrospecto da seleção veremos que a campanha não foi essa bola toda. Não empolgou. Passamos raspando com o fraco desempenho nos grupos, quase tropeçamos no Chile, vencemos a Colômbia sem convencer e finalmente desabamos frente à Alemanha com desfalques no elenco. No primeiro adversário realmente forte nosso esquema tático e a falta de qualidades da equipe trouxe o desastre com sete gols feitos praticamente explorando os mesmos erros. Todos temíamos perder feito ontem.
- A agressão criminosa do colombiano Zuñega tirou Neymar da Copa, merecia ter sido exemplarmente punida mas a CBF sequer se empenhou nisso, colaborando para teorias conspiratórias que exigiam o Brasil fora da final para atender a interesses de vira-latas e patrocinadores. Os governos não têm qualquer participação nisso;
- O desabamento de uma viga em São Paulo e a queda do viaduto em BH, obras que não vão ficar prontas tão cedo e não podem ser consideradas "aceleradas para ficar prontas na Copa", não podem ser imputados ao governo federal, como vira-latas tentaram fazer. Os contratos são do governo Alckmin e da prefeitura de BH, os verdadeiros responsáveis pela  fiscalização.
- A falta de Neymar e Thiago Silva não explica a derrota de ontem. O esquema tático de Felipe Scolari deixou uma avenida larga para o ataque alemão fazer sete gols e deixar a impressão que tiraram o pé do acelerador para não meterem mais de 10 gols. A vida deles foi facilitada em parte por jogadores que poderiam endurecer o ataque, mas o que aconteceu com a defesa?
- Neymar não é zagueiro e Thiago Silva não é nenhuma excelência para justificar a goleada. Enquanto se gastava tempo atacando a Copa ninguém olhava para a seleção pífia que temos. Felipão assumiu a responsabilidade como se fosse simples assim, esperar por 2018, paciência, etc.

E quem disse que a Copa acabou? Dependendo do resultado do jogo de hoje entre Holanda e Alemanha poderemos ter uma disputa de terceiro lugar entre Argentina e Brasil. Ou a grande final entre Alemanha e Argentina, um clássico que consagrará esta Copa mesmo sem o Brasil na final.

A Copa pode não ter resultado em vitória no futebol por motivos de responsabilidade dos entes esportivos privados, mas foi o maior evento já realizado no Brasil que será lembrado para sempre. Não se pode reduzir tudo a um placar de jogo. Somos bem maiores que a nossa seleção!


quinta-feira, 3 de julho de 2014

MÍDIA BANDIDA 0063 : Terror para derrotar seleção, Dilma e manter viralatismo

Sobre a Copa de 2014 paira o fantasma de 1950, do Maracanazo, onde o goleiro Barbosa foi especialmente penalizado para a história por não ter defendido o chute do segundo gol. O Brasil foi penalizado com a difusão do "complexo de vira-latas", conceituado pelo jornalista Nelson Rodrigues, que alimenta a fracassomania, a falta de auto-estima e o desestímulo ao orgulho nacional desde então.

Nesses 7 anos desde a contratação da Copa pelo Brasil com a FIFA até aqui toda a mídia atacou o flanco mais vulnerável para causar estragos ao governo: a construção dos estádios, acessibilidade e a segurança. Cunharam o "imagina na Copa". Aprofundaram o viralatismo pregando a nossa incompetência em organizar um campeonato mundial. Apostaram tanto nisso que a qualidade da Seleção não foi muito questionada.

A Seleção Brasileira passou ao largo desse massacre diuturno, sem maior foco da midia bandida. Ganhou a Copa das Confederações em 2013 no Brasil, indicou que haveria Copa, se dependesse de estádios e futebol, mas o brilho da vitória ficou estranhamente ofuscado porque nem ao movimento das ruas nem aos poderosos interessava um arroubo patriótico que tirasse a potência dos ataques ao governo tendo a Copa como foco.

Começou a Copa, a seleção foi ganhando porque tem maior peso, sem mostrar futebol excepcional. Houve a baixaria dos coxinhas xingando Dilma e o hino do Chile, mas o povão passou por cima disso tudo e a cada jogo fez a festa se amplificar. No último jogo entre Brasil e Chile o país parou para viver a comoção de uma derrota iminente e se aliviou no último pênalti, batido por Neymar. Júlio César, o goleiro que ficou proscrito por causa de um gol levado na Copa passada, deu a volta por cima e desabafou sobre as críticas que sofreu e o massacre feito sobre ele e a família. Diante de tamanha responsabilidade, jogadores e o torcedor em geral sofreram muito, com choros e até problemas cardíacos.

Nos dias seguintes se viu a nova realidade: não existe mais favorito na Copa. O futebol se nivelou e Alemanha e Argentina passaram por consideráveis sufocos contra Argélia e Suiça, respectivamente. Fica patente que uma derrota da nossa seleção não terá sido por incompetência pura e simplesmente do Felipão e da equipe, mas resultado de uma nova correlação de forças no esporte acima de tradição e peso das camisas.

Na última semana dois fatos mudaram o rumo da Copa: o sufoco contra o Chile e a revelação da pesquisa Datafolha apontando para crescimento real de Dilma de 34% para 38%, crescimento real de Eduardo Campos em 2% e crescimento dentro da margem de erro de Aécio Neves, ou seja, estagnação do candidato que domina a mídia. Outros indicadores apontam para uma possível correlação entre o sucesso da Copa e a reeleição de Dilma: aumentou o percentual dos que consideram seu governo bom/ ótimo e cresceu a simpatia pela Copa.

Na visão dos estrategistas anti-Dilma que fracassaram no "não vai ter Copa" um êxito do Brasil pode ser não apenas uma auto-estrada para a presidente liquidar a eleição no primeiro turno, como, pior para eles, O BRASILEIRO ABANDONAR O COMPLEXO DE VIRA-LATAS, restaurando a crença no país, num futuro melhor, etc. Sem o viralatismo não dá para fazer mídia terrorista, depressivo.

A derrota do Brasil passou a ser questão de vida ou morte para eles. Nada garante que se tombarmos amanhã diante do futebol eficiente da Colômbia a derrota de Dilma será automática, afinal, ela já foi vitoriosa trazendo a festa com sucesso para o Brasil e isso se reflete nos últimos índices. Se puderem aterrorizar o time para que amarelem e percam, acabando com a festa brasileira na Copa, o farão.

Neymar, na sua simplicidade, autoridade como o melhor jogador do Brasil até aqui e liderança na equipe, pode ter falado em nome de todos na coletiva de imprensa ontem. Disse que a imprensa precisa ir ao divã, assim como os jogadores. Pelo visto, estão muito incomodados com a mídia, já que o povo, o torcedor, compreende as dificuldades e não é cruel nas suas cobranças como a imprensa, que parece não querer pressionar para melhorar, mas apenas para derrotar o Brasil.





domingo, 29 de junho de 2014

YOUTROUXA 0110 : "Dilma comprou a Copa do Mundo"

Gozação com os coxinhas que odeiam a Copa e botam gosto ruim em tudo
"A Copa do Mundo foi comprada pela Dilma para ganhar a eleição " é mais um lançamento da canalha que também produziu "não vai ter Copa", depois "nada vai ficar pronto", depois "vamos dar vexame perante o mundo com o fracasso da Copa" e "ei, Dilma vai tomar no ** e ontem mandou vaia no hino do Chile.

O que é "comprar uma Copa"? Para um certo sheik significa pagar a alguns dirigentes da FIFA para garantir a Copa de 2022 no seu país. Para o Brasil, que não usou nenhum artifício, "comprar a Copa" significa pagar o preço econômico e político por contratar um produto vendido por monopólio sob suspeitas para realizar a festa. Assim como na Fórmula 1 quem não faz acordo com a FIA não tem corrida. Daí a dizer que todo um esquema está montado para o Brasil ser campeão é uma longa distância.

E se a seleção perder, como quase aconteceu ontem? Claro que os que mentem sobre a compra da Copa esqueceriam seu discurso anterior e colocariam a culpa pela derrota em Dilma, porque, segundo os valores coxinhas, devia mesmo ter comprado a Copa. E partiriam para cima do governo chamando de incompetente, etc, etc. Para essa elite canalha, só os fins interessam, e os meios podem ser os mais corruptos possíveis. Afinal, se botarmos lupa nas grandes fortunas do país, veremos que em algum momento o "pulo do gato" teve ilegalidades. Essa é a lógica deles. Sabem tudo de corrupção porque frequentam o lado dos vendidos e o dos que compram favores, e acham que só pelo método deles se atinge o sucesso.


Ontem quando o bicho pegou e até o mais indiferente anti-futebolista sofreu diante da TV, ouvi algumas pessoas na multidão dizendo "ué, mas a Copa não tinha sido comprada, por que esse sufoco?". Ou seja, a estupidez se instalou dentro da lógica da mentira. E aí vêm novas versões como "Dilma sustou o cheque". O personagem de gozação anti-direitista Prof Hariovaldo "explicou" tudo com avião trazendo ouro da Coréia do Norte e traves magnéticas que atraíram as bolas.

Por outro lado, a grande maioria que está aproveitando a festa que quase lhe foi negada pela oposição a Dilma, tira onda com os ocorridos e faz circular na internet centenas de memes sobre essa estupidez de "Copa comprada". 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0028 : "Que vergonha a tradução dos nossos cardápios para os gringos da Copa!"

Osaka, 2013 -Restaurante no principal shopping do centro
Tosquezas na tradução de cardápios para os turistas estão virando moda no Face. O peixe "Namorado" virou "Boyfriend", e por aí vai. Aí o vira-latas vem e diz: "tá vendo, essa vergonha na Copa vai expulsar turistas". Só que o colonizado geralmente não viaja a não ser à tua terra prometida, os EUA, e não sabe como o resto do mundo faz.

Osaka, 2002. O estádio Nagai foi palco de 3 jogos da Copa do Mundo da FIFA. É um dos principais pólos turísticos do Japão, além de grande centro de negócios que recebe gente do mundo todo.

E no principal shopping do centro da cidade o cardápio é o da foto. Ou seja, nem se importam em traduzir, só botam a foto e pronto. Aí aquela coisa amarelada que parece purê pode ser a baba de um peixe-monstro de filme japonês, qualquer coisa. Imaginem na Copa... de 2002!

No Japão inteiro é assim. Na China, nem foto, até nos melhores restaurantes de Pequim ou Shanghai. O que fazem é trazer um prato ou mostrar nas mesas vizinhas o que é.

Não é à toa que somos o país mais visitável dos BRICS, seja para turistas ou executivos de negócios. Uma coisa é contrafilé virar "Against Filé" ou brigadeiro (o doce) vira "Brigadier", o militar. Essas coisas de Google Translate. A propósito, como fica "coxinha" em inglês? Little thigh?

domingo, 27 de abril de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0023 : "Curta essa notícia estrangeira detonando o Brasil"

À medida que a Copa se aproxima multiplicam-se videos e notícias com origem no exterior mostrando as mazelas do Brasil. Algumas até feitas por brasileiros. Que os gringos tenham motivos para isso é cruel mas razoável. O cobertor da riqueza está curto, e a concorrência capitalista hoje se faz mais destruindo reputações de países (e os próprios países - Iraque, Síria, Ucrânia e Egito que o digam) que apresentando vantagens competitivas. E o "eurocentrismo" é como os coxinhas: não aceita que países pobres evoluam por preconceitos centenários.

Um lixão de direita do Facebook, o perfil TV Revolta, está divulgando com o apoio da viralatice nacional um vídeo "O Brasil na visão dos americanos" fazendo o contraponto da miséria com a Copa do Mundo. E ainda ressaltam que o vídeo nos humilha. A quem, cara pálida? Os problemas existem, as soluções sempre existiram, mas só agora se teve a decisão política de tentar mudar a realidade. Os americanos são grandes causadores de toda essa miséria, aqui e no mundo, ao sugarem grandes riquezas pelas veias do imperialismo. Nunca nos ajudaram. O vídeo quer mesmo é detonar o Brasil como país organizado, capaz de concorrer com eles. E tem gente que não enxerga isso. Eles enxergam, por isso fazem isso para deprimir as pessoas e deixá-las passivas diante da dominação. Aproveitei para postar esse vídeo que poderia se chamar "Os Estados Unidos na visão dos americanos", com a mesma generalização indevida do post dos coxinhas.

Que alguns brasileiros não gostem de Dilma, Lula, PT, trabalhadores, favelados, pobres, nordestinos por ódio ou preconceito  faz parte da vida, democrática ou não. O perigoso é que entre eles estão os que controlam os meios de comunicação, e suas idéias vão assaltando as casas e as mentes das pessoas. Sempre houve oposição política ao governo em prol do bem do Brasil. Hoje uma minoria diz que o Brasil não tem futuro, que o país não presta e a culpa é do povo. Daí talvez a vertente para o fascismo genocida: tem que matar, tem que pendurar no poste, não pode ter direitos humanos, pobre tem que morrer de fome, nada de programas sociais.

A miséria é endêmica no Brasil há séculos. Os portugueses, holandeses e franceses, nos tempos coloniais, e os ingleses e americanos, na fase imperialista do capital, nunca vieram aqui preocupados com o nosso povo, mas em como retirar as riquezas, de preferência com a colaboração dos locais. A preocupação com a pobreza e a miséria acima dos interesses dos exploradores só apareceu em alguns raros momentos, em especial nos últimos 12 anos. Isso é fato, mas nas mentes e bocas dos brasileiros foi incutida idéia disso ser negativo para o país e as pessoas. Soberania e disputa de mercados internacionais também é novidade na nossa história. E os vira-latas também acham isso péssimo. Se isso fosse uma questão de foro íntimo, que vá lá, mas os caras têm a mídia na mão 24 horas dominando tudo, vendendo suas verdades.

Se por aqui tem gente que entuba os gringos nos cutucarem com a nossa realidade, queria ver o que diriam se fizéssemos o contrário: divulgássemos por lá que eles são novos-pobres, que a miséria no seio do grande capital está aumentando, com concentração de renda, aumento de desemprego e corte de benefícios sociais. Os Estados Unidos pagam a mais de 40 milhões de miseráveis um "bolsa-comida". Se um americano perde o emprego vai morar acampado nos bosques ou nas ruas dependendo de caridade, sem médico, enfim, vira um pária. Um americano ver o país em decadência equivale a um paulista levando lata d'água na cabeça por falta d'água: não sabem o que fazer com essa nova situação. Já quem estava na miséria ou na seca e buscou soluções sabe como sobreviver na mudança de cenários.

Selecionei algumas matérias referentes ao G-7, grupo de países mais ricos do mundo, para que os nossos vira-latas expliquem se é melhor ser um novo-pobre com problemas se agravando ou viver num país que está rompendo as fronteiras da miséria e evoluindo. E os gringos têm que sentir vergonha de ver desabar seus impérios de fantasias. Sorte deles que não somos egoístas e exportamos o Bolsa-Família de Nova Iorque à Suíça. .

O G7 DA POBREZA

Estados Unidos - http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,conheca-os-acampamentos-da-miseria-nos-eua-pais-mais-rico-do-mundo,836286,0.htm

Inglaterra - http://jornalggn.com.br/noticia/13-milhoes-vivem-abaixo-da-linha-da-pobreza-na-inglaterra

França - http://www.portugues.rfi.fr/geral/20131107-pobreza-aumenta-na-franca-e-atinge-144-da-populacao-revela-imprensa

Itália - http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pobreza-atinge-niveis-recordes-na-italia,1113654,0.htm

Alemanha - https://www.youtube.com/watch?v=30_24u3FkuM

Japão - http://oglobo.globo.com/mundo/surto-de-pobreza-assusta-japao-3039873

Canadá - http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=aa5fb316032860bad4c453c010a2c859&cod=11068

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fórum Econômico Mundial : Capitalismo não tem solução para riscos globais

OXFAM: Concentração de renda é ameaça à democracia
Começa nesta quarta-feira a edição de 2014 do Fórum Econômico Mundial, evento de natureza privada que busca reunir os principais atores que regem os destinos do planeta através do poder econõmico. Os organizadores do Fórum lançaram o documento "Riscos Globais 2014", onde através de pesquisa entre os diversos participantes do evento foram listados 31 problemas carentes de solução para melhorar o mundo.

O relatório mostra que os riscos  globais são não apenas interligados, mas também têm impactos sistêmicos, e precisam ser entendidos para que se dimensione suas medidas e se busque ferramentas de gestão que funcionem em meio a um ambiente de incertezas. Um exemplo da falta de tratamento eficaz de risco seria a crise financeira de 2007-2008. O relatório afirma que a natureza sistêmica dos riscos mais significativos exige procedimentos e instituições articuladas globalmente e flexíveis localmente.

Os 10 principais riscos apontados pelo relatório são:

1 - Crise fiscal em economias-chave;
2 - Alto desemprego/ subemprego estruturais; Estruturalmente alto desemprego / subemprego
3 - Crises na oferta de água;
4 - Grave disparidade de renda;
5 - Falha de mitigação e adaptação às alterações climáticas;
6 - Maior incidência de eventos climáticos extremos (por exemplo, inundações , tempestades, incêndios );
7 - Fracasso da governação global;
8 - As crises alimentares;
9 - Falha de um grande mecanismo financeiro / instituição
10- Instabilidade política e social profunda

 Paralelamente a ONG OXFAM, que atua em 90 países em programas de combate à pobreza, apresentou ontem um relatório denunciando a desigualdade no mundo com dados estarrecedores. Apenas 85 pessoas acumulam tanta riqueza quanto metade de população mundial mais pobres (3,5 bilhões de pessoas). Os 1% mais ricos têm 65 vezes a riqueza dos 50% mais pobres. Esses dados, além da denúncia do aumento das desigualdades estão no relatório "Trabalhando para poucos".

Analisando as 10 principais preocupações da pesquisa vemos que as questões sociais e ambientais são a maioria e para elas o capitalismo não tem solução. Nos países em crise a recuperação econômica tem sido conseguida com aumento do desemprego, aumento da disparidade de renda acarretando em crises alimentares e instabilidades sociais em diversos países. Isso vem assustando os países ricos porque as ferramentas do capital não conseguem reverter os problemas, e os melhores resultados vêm sendo obtidos em países onde o governo adotou maior intervencionismo.

É o caso do Brasil, destacado no relatório do FEM como país que conseguiu melhorar o IDH em um ponto na última década, mesmo no cenário de crise, e reduzir o nível de desigualdade. Klaus Schwab, presidente e fundador do Fórum, em entrevista disse que o Brasil poderia colaborar com soluções para o problema. O documento fala explicitamente do sucesso brasileiro:

..."Intimamente associada em termos de risco social, a desigualdade de renda também é das mais preocupantes das questões. Ela levanta preocupações sobre a Grande Recessão e o efeito de compressão que tinha nas classes médias em economias desenvolvidas, enquanto a globalização trouxe uma polarização dos rendimentos em emergentes e em desenvolvimento. Isto é verdadeiro apesar o progresso evidente em países como o Brasil e menor níveis de pobreza em vários países em desenvolvimento da Ásia e África."...

Já a mídia bandida faz seu papel de estimular o pessimismo dizendo que a presidente Dilma vai a Davos para tentar arranjar investimentos para o Brasil  "apesar dos fracos resultados da economia brasileira". Ou seja, de país interessante na busca de soluções sociais reduzem o Brasil a mero passador de pires entre os mais ricos. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Brasil Vira-Latas 0017 : BMW diz que Brasil é uma BMW

Os que trabalham 24 horas por dia para deprimir expectativas econômicas, aliados aos vira-latas que acham que nada no Brasil presta, devem estar deprimidos com o editorial da empresa alemã BMW em espaço publicitário na Folha de São Paulo. Logo a marca do sonho de consumo deles fazendo isso? A empresa dá o tapa na cara de todos eles: "Se alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros."

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O Brasil é um BMW.

Nova fábrica BMW em Araquari, SC.

Nasce hoje, para um Brasil maior amanhã.

Ultimamente, parece que está na moda questionar a capacidade do Brasil.

A capacidade do País de realizar, de crescer, de ser grande, de ser o país que todo mundo espera e precisa.

Permitam-nos discordar inteiramente dessa percepção. Para nós, o Brasil é um BMW.

Poucos países no mundo cresceram como este.

Cresceram em riqueza, cresceram em possibilidades, em autoafirmação e em plena liberdade.

O Brasil passou de mero espectador a vibrante realizador. Deixou de ser aquele sujeito que ficava à beira da estrada, só assistindo aos carros passarem, para virar motor do seu próprio destino.

Este país é único. Pensa novo. É original de fábrica na sua natureza, na sua língua, no seu povo.

Nenhum país hoje no mundo pode escolher um caminho que não passe pelo Brasil. Nada mais natural do que a BMW estar aqui.

Se alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros.

Se ficam com o pé atrás, nós pisamos no acelerador: vamos gerar mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, numa fábrica com capacidade para produzir 32 mil carros por ano: BMW Série 1, Série 3, BMW X1, X3 e MINI Countryman.

Esta fábrica que hoje nasce em Araquari. Que vai incorporar o mesmo modelo de produção, excelência e controle de qualidade com que a BMW produz na Alemanha, trazendo mais know-how e tecnologia a este grande país.

A BMW acredita tanto no Brasil que este será um dos poucos países do mundo a poder fabricar os carros da marca. Um privilégio de pouquíssimos. Aliás, permitam-nos hoje também o privilégio de nos sentir um pouco brasileiros.

O Brasil não se compara a nenhum outro.

Seu estilo não tem igual no mundo. E breve, muito breve, ele vai estar ultrapassando, deixando para trás, falando sozinhos os que há pouco duvidavam da sua capacidade.

O Brasil é um BMW.

Por isso a gente já está se sentindo em casa.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Brasil : O apagão do capitalismo vem aí

O ódio a Dilma por parte da mídia sustentada pelo capital financeiro cresce à medida que as taxas de juros reais estacionam na base de 3%. Esse índice não sustenta o modelo de capitalismo que durante décadas dominou boa parte das mentes empresariais brasileiras, ou seja, desenvolver uma atividade produtiva associada a ganhos não-operacionais com papéis lastreados em dívida pública.

O pensamento corrente com altas taxas de juros é só entrar no mercado para produzir se o retorno for muito alto. Quando tínhamos juros reais de mais de 10% a atratividade se dava na faixa dos 16% ou mais. Qual é o negócio lícito que rende isso? A não ser em condições de imperfeição de mercado (oligopólio, monopólio, etc), de subsídios governamentais (linhas de crédito do BNDES, por exemplo), de arrocho salarial e sonegação fiscal, o mais sensato era colocar todo o dinheiro num título público e ganhar uma boa renda sem girar o capital.

E agora, com juros reais de 3% ao ano? Quem em tempos de FHC possuísse 1 milhão de reais tirava limpo por ano, sem fazer nada, na base de R$ 120 mil, já descontada a inflação. Hoje o mesmo valor rende R$ 30 mil. Como não conseguiram detonar Dilma com a campanha da "inflação descontrolada" nem com o "tsunami cívico" (vem prá rua derrubar Dilma), agora vai cair a ficha de que poderemos ter um apagão capitalista.

Um grande volume de recursos poderá sair do mercado de especulação e entrar na criação de novos empreendimentos estimulados pelos juros baixos. Se ainda não se verifica essa tendência é porque há receios de haver concorrência forte se muitos entrarem no mesmo ramo. Com a baixa qualificação dos empreendedores, poderemos assistir nos próximos anos a uma grande esterilização de capital numa forte mortandade prematura de empresas.

De imediato o governo poderia dar um apoio criando um programa de formação nos moldes do Ciência sem Fronteiras para estudantes de Administração terem a oportunidade de conhecer o capitalismo de juros baixos, de alta eficiência. O investimento em gestão, em inovação e principalmente observando o que se faz nos países capitalistas mais avançados será a chave para o sucesso dessas novas empresas. E para as antigas, que terão que fugir ao esquema "subsídio/ganho financeiro/sonegação/arrocho de direitos", reduzir margens e buscar mecanismos de sobrevivência em meio ao novo cenário, enfim, capitalista. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Mantega : "Brasil teria naufragado com receitas da oposição"

Numa audiência pública ontem na Câmara dos Deputados a oposição em coro cantava o mantra "inflação alta, PIB baixo, fora Mantega". Um deputado do DEM chegou a dizer que a revista Financial Times sugeriu a saída de Mantega como se fosse algo natural, um ato soberano, afinal, quem é o Brasil para discordar da FT? A oposição também tem como "realidade" que o governo não governa mais, que Dilma precisa ouvir seus conselhos para "salvar seu mandato". O recado é dado pela revista Exame, da Abril, a mesma que publica o panfleto de direita Veja

Nesses tempos turbulentos, de mentiras jogadas ao vento, cabe relembrar que em setembro de 2008 o mundo entrou em crise e os PIBs das principais economias se tornaram negativos. Milhões de empregos foram destruídos, empresar foram fechadas, governos jogaram bilhões de dólares para salvar bancos e grandes empresas, cortaram programas sociais e aposentadorias, privatizaram, pioraram as condições de vida de pessoas que viviam em relativa fartura até mandá-las para baixo da ponte.

Na época o PSDB recomendou que o Brasil seguisse os remédios recomendados pelo FMI, que se cortasse gastos do governo, privatizasse, etc. Lula disse que essa onda chegaria ao Brasil como marolinha, e contrariou todo mundo: apoiou o consumo, reforçou os programas de transferência de renda. O resultado foi um nível de emprego invejável e crescimento positivo do PIB em meio à desgraça geral. E assim chegamos até aqui.

O que quer a oposição então, tentando tirar Mantega e mudar a política econômica? A resposta é cruel, mas querem acabar com a política econõmica desenvolvimentista para favorecer os de sempre: o capital especulativo, que nada produz, e os interesses internacionais no Brasil acima dos interesses soberanos. Fazendo isso agora, em pleno governo Dilma, o país pararia e entraríamos em sintonia com os fracassos dos países capitalistas mais ricos. O desemprego e a renda cairiam, criando insatisfação, prejudicando Dilma nas eleições.

Mantega citou que a inflação diz que o movimento das ruas é para reclamar da política econômica do governo, mas disse que não viu nenhuma faixa ou cartaz pedindo empregos, menos inflação, etc. Por fim, irritou de vez a oposição ao dizer que se o Brasil tivesse usado a receita da oposição, teria naufragado. Aí vem a reflexão: e se José Serra fosse hoje o presidente, onde estaríamos? Ouviria as ruas? Mudaria prioridades? Bem, o dinheiro do pré-sal não existiria, pois sempre defenderam que a Petrobrás não deveria gastar tanto. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Brasil : Vamos sair da arquibancada para as ruas!

O pessoal do marketing da Fiat jamais poderia imaginar que uma propaganda de carro tendo a Copa como tema poderia servir de chamamento a manifestações de rua pelo país. Mesmo assim, o refrão fala "vem prá rua porque a rua é a maior arquibancada do Brasil", e não se aplica ao momento social. Durante muito tempo as pessoas ficaram na arquibancada, passivas, vendo as autoridades falando em seu nome, com práticas anti-éticas sem controle. Essa omissão cúmplice parece ter terminado para alguns setores da classe média, que agora saem dos desabafos em redes sociais para a ação direta de protesto no mundo real.

O que está aí veio para ficar, e os governantes que acharem que poderão fazer as coisas sem ouvir a opinião das ruas serão afogados pela onda libertária. Essa vanguarda que está nas ruas dá o recado: a democracia representativa faliu, e mecanismos de democracia direta terão que existir. Virão para ficar, construindo uma democracia de muitos, não isso que temos aí no sistema atual de representação, viciado, de eleitos pelo dinheiro, que forçam à composição de governos com grupos conservadores que nunca deixaram o poder. É isso aí, vamos prá rua, mas arquibancada, nunca mais. Eu espero. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mídia Bandida 0023 - Ativistas na Turquia x Baderneiros no Brasil

Foto de Ivan Azevedo - Facebook
Foto de Occupy Brazil - Facebook
Mesmo com muitos profissionais de imprensa sofrendo violência, a mídia bandida a princípio apostou em criar no Brasil um clima de primavera árabe com fins de desestabilização, mas recuou diante da radicalização do movimento por congelamento de passagens, passando a apoiar toda forma de repressão. Para tal, passou a caracterizar os ativistas como baderneiros ou terroristas.

Na Turquia, onde em todo noticiário a mídia mostra manifestantes sendo espancados pela polícia e reagindo com qualquer coisa ao seu alcance, inclusive depredando patrimônio,  lutar pelas árvores de uma praça ou contra a construção de um shopping é "ativismo", no Brasil lutar contra o aumento das passagens de trens, ônibus e metrô é coisa de bandido.

Tentam reduzir a luta a "meros R$ 0,20", "uma merreca", "uns centavos". A extrema-direita vai mais longe, dizendo que não se pode lutar por centavos enquanto Dilma, Lula e o PT "roubam bilhões", e quer o povo na rua para derrubá-los e botar militares de volta no poder. Os mesmos que na ditadura esmagaram toda forma de manifestação social.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Brasil Vira-Latas 0010 - "Ninguém quer trabalhar no Brasil porque o país não presta"

Mais um tapa no focinho dos vira-latas tupiniquins, aqueles que vão na onda de depressão imposta pela Globo que diz que o Brasil só é interessante no exterior se abrir as pernas para facilidades, pois não tem nada de atrativo aos olhos dos estrangeiros. E entram no discurso xenófobo e ideológico contra médicos cubanos, enquanto o país precisa, temporariamente, contratar profissionais especializados para suprir o apagão de mão-de-obra em áreas de maior demanda de conhecimento.

A culpa de tudo isso é de Lula e Dilma. Se não fosse por eles, estaríamos seguindo padrões europeus ou norte-americanos que os demo-tucanos nos dariam (recessão, desemprego, arrocho salarial, privatização, etc). O Brasil é visto lá fora como um caso bem-sucedido no enfrentamento da crise, mas os nossos vira-latas seguem a depressão imposta pela mídia, achando que estamos errados e eles estão certos. Os executivos estrangeiros ouvem falar bem daqui e estão vindo porque lá não tem emprego e aqui estamos num momento ímpar de crescimento econômico e social, mesmo que a mídia daqui insista no papo de "pibinho" e "inflação em descontrole". 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Brasil Vira-Latas 005 - "Temos que seguir a política de austeridade dos outros países"

A notícia do dia é o aumento da taxa de desemprego na Espanha, que atingiu insuportáveis 27%. Entre os jovens abaixo dos 25 anos o índice é de 57%! Para os defensores do receituário neoliberal é uma notícia péssima, porque mostra que o remédio pode estar matando o doente. Demitiram muito, cortaram gastos públicos, baixaram salários e aposentadorias, privatizaram, e nada adiantou muito. Hoje também os números de emprego da França foram ruins. Na União Européia a média é de 10,8%. Na Grécia mais de 55% dos jovens não conseguem trabalho.

Enquanto isso, no Brasil do pibinho e da inflação, o nível de emprego atingiu em março a melhor marca da série histórica para o mês: apenas 5,7 % dos trabalhadores estão desempregados. Isso porque certamente estamos errando muito, segundo os iluminados da mídia e seus "analistas" domesticados.

Quando a crise de 2008 solapou o capitalismo nos países mais avançados, ganhou quem tinha foco em desenvolver mercados internos e políticas desenvolvimentistas com intervenção estatal. Quem navegava nas águas do liberalismo afundou. Lula deixou essa turma ainda mais desesperada quando sentenciou que para o Brasil essa crise seria uma "marolinha". A direita fez a festa e a imprensa bandida espalhou o terror e o desespero, apostando no enterro da economia. Quebraram a cara, o Brasil deu exemplo a todo o mundo enquanto o tsunami afogava todos os que seguiram a receita errada.

Recordar é viver: http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw

E os vira-latas complexados uivam: "povo deprimido será sempre oprimido". Não estão gostando? Vão morar num carro nos Estados Unidos ou nas ruas da Espanha. Eles não são sempre melhores?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mídia Bandida 008 - O recorde de empregos e o "pibinho"

No melhor estilo partidário de direita, a Globo não podia de deixar de fazer o contraponto quando deu a notícia do Brasil ter em 2012 registrado o menor desemprego da série histórica, criada em 2002, de 5,5% e em dezembro ter sido o menor índice, com 4,6%, com aumento da renda média para R$ 1.805. Não tinha o que dizer, porque o mundo capitalista amarga índices de desemprego e renda crescentes. Aí vem a estória do "pibinho", porque foi de 1%, etc, etc.

A manipulação midiática de números econômicos vai além. A Folha esculpiu uma preciosidade de notícia onde fala que "a renda per capita dos brasileiros caiu como "pibinho" de 2012" . Essa tem que ir para os anais da falsidade, já que parece ter saído de um. Simplesmente desprezaram a valorização de mais de 30% do dólar para dizer que "a renda per capita em dólares cairá cerca de 9% por causa do "pibinho". 

É óbvio que com um dólar mais caro em relação aos reais, qualquer valor que se converta na moeda americana diminuirá, não porque houve queda de renda no Brasil, mas porque o câmbio estava extremamente apreciado com a desvalorização contínua do dólar, que prejudicava a balança comercial brasileira. Dilma elevou o patamar de preço da moeda americana para proteger os produtos brasileiros, mas, para a Folha, o que interessa é provar uma "queda de renda" por conta do "pibinho". 

Vão além, falando que aumenta a defasagem entre a renda média brasileira e americana, que seria a maior desde 1980, mas não falam nada da invasão de turistas brasileiros, inédita na história, comprando de tudo nos EUA, mesmo depois da desvalorização do real. As médias são ótimas para criar distorções, especialmente quando se compara qualquer coisa com a renda média americana, onde há um punhado de bilionários cujas fortunas elevam o valor sem dizer muito do poder aquisitivo real do povão, que está desempregado e dependendo de programas sociais que os ricos querem eliminar por lá. 


Quem sabe o que é PIB, Produto Interno Bruto? Quando muito, já ouviram a explicação de que é o índice que mede as riquezas produzidas num país. Raros são os que sabem como é calculado. Mas é um número bom de manipular, porque esconde realidades desconfortáveis para quem quer simplesmente desmoralizar governos. Essa perseguição da Globo não vem de hoje. Ainda no governo Lula falavam que o desempenho do PIB, e portanto do governo, era ruim.  

Na época o mundo despencava, com o PIB da União Européia, logo após a crise bancária americana, crescendo no terceiro trimestre de 2009 apenas 0,4%, o da Alemanha e dos Estados Unidos 0,7%, e o do Japão apenas 0,3%. O do Brasil, 1,3% e já era "pibinho". Nisso milhões de americanos foram morar embaixo de pontes, em áreas de camping, perdendo casas, carros, etc. Espanhóis viam os empregos e renda se derreterem, até chegarem à situação atual onde 1 em cada 3 trabalhadores não têm trabalho. Mas o Brasil, com miséria decrescente, com 30 milhões de novas pessoas ascendendo à classe média, com programas únicos de inclusão social e um plano de investimentos estatais robusto é que era o errado.

A direita nunca aceitou como solução para a crise a intervenção estatal anticíclica. Lula foi execrado quando falou que o tsunami econômico que varria o mundo seria uma "marolinha" por aqui. Disseram que as medidas econômicas de incentivo ao crédito e ao consumo, além do aumento de gastos públicos, eram apenas eleitoreiros, para fazer Dilma sucessora. Ela ganhou a eleição e aprofundou a intervenção, reduzindo os juros através dos bancos públicos, baixando as contas de energia e mantendo os preços dos combustíveis inalterados por muitos anos, diminuindo seu valor real. 

Eles queriam que hoje fôssemos uma Espanha, um imenso Portugal, baixando salários, reduzindo benefícios previdenciários, entregando o patrimônio público de bandeja, reduzindo gastos sociais e perdendo soberania. O modelo de país colonizado é a utopia deles. Submetem o Brasil a qualquer coisa que se diga lá pela corte. Tudo de fora é melhor, mas no Brasil nada presta.

Para a mídia bandida somos o país do "pibinho", mesmo com recorde de emprego e salário mínimo crescendo acima da inflação há uma década. O problema é que o discurso depressivo não consegue contaminar além de uma dúzia de deficientes mentais que se limitam a repetir "Brasil tem um pibinho por causa da incompetência do governo" porque leem, veem  e ouvem as besteiras globais. O povo mesmo aprova e vota na melhoria das condições de vida. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Mídia Bandida 006 - Juros baixos espantam investidores?

O lobby dos bancos e dos especuladores patrocina desde o ano passado o discurso "juros baixos espantam investidores estrangeiros e causarão maior inflação". De fato, os investimentos diretos (não especulativos) caíram 2% em 2012, segundo o Relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) divulgado hoje, mas o Brasil continua sendo o maior captador de investimentos da América Latina, e essa queda foi a menor dos BRICs.

Dilma baixou os juros em 5,25% no período de um ano, e hoje temos um juro real inferior a 2%. Ainda é alto, diante dos praticados nos países de capitalismo mais avançado, mas extremamente atrativos até para especuladores. No entando, o resultado apurado pela UNCTAD mostra que o vigor do mercado interno brasileiro continua atraindo a instalação de empresas, aquisição de ativos, etc. E a mídia bandida vai se desmoralizando com essa campanha de "quanto pior, melhor para eles".


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Brasil : Ou se derruba os juros ou eles nos derrubam

O Brasil fechou julho acumulando no ano o pagamento de R$ 128,462 bilhões de juros apenas em 2012. Só em julho pagamos R$ 17,435 bilhões aos banqueiros e rentistas, que ganham sem risco e sem esforço como em nenhum lugar do mundo. O Brasil não tem dinheiro para pagar tudo isso. A arrecadação no período pagou todas as despesas, e ainda sobraram R$ 71,229 bilhões, o tal "superávit primário", que não leva em conta o pagamento de juros. Moral da estória: R$ 128 bi menos R$ 71 bi dão uns R$ 56 bi que precisamos arranjar para fechar a conta. Quem tem essa grana para emprestar? Ora, os mesmos banqueiros e rentistas que sugam o resto.

No esforço de arranjar dinheiro para diminuir o déficit nominal (tudo que se arrecada menos tudo que se paga, inclusive juros), o governo Dilma está apertando do lado dos gastos. Não deu aos servidores públicos nada além da inflação como reajuste salarial para os próximos 3 anos, e deve buscar  a mesma política de arrocho nas empresas estatais (BB, CEF, Petrobrás) para maximizar lucros que irão para o caixa do Tesouro Nacional. Para saúde, educação, investimentos? Não, para pagar juros e mais juros.

Quando os dados de juros são comparados com os do ano passado, há a notícia boa e a ruim. Vamos à melhor: nos primeiros sete meses de 2011 pagamos R$ 138 bi de juros, contra R$ 128 do mesmo período de 2012. Isso vem da redução da SELIC, rolagem de dívidas a juros menores, etc. A parte ruim da coisa é que o déficit nominal está crescendo, porque caiu o total do superávit primário nos 7 meses, em função da crise, gastos do governo, investimentos, etc. No ano passado o déficit nominal foi de R$ 46 bi, e agora, de R$ 57 bi. No mês de julho de 2012 o déficit foi de R$ 12 bi, contra R$ 5 bi no ano passado.

Os números mostram virtudes e pecados do governo Dilma. Apesar de ter ampliado o investimento público com o PAC, Minha Casa, Minha Vida e outros, de estar chamando para o investimento o setor privado através de concessões por prazo determinado (e não torrando estatais), e de até ampliar os programas sociais de transferência de renda (Bolsa Família, etc) e desonerar de impostos alguns setores da economia, de forçar a queda dos juros (ainda não houve maturação do impacto disso nas contas públicas), o fato é que se manteve o déficit nominal nos primeiros sete meses igual ao do ano passado. Ou seja, os números de queda nos juros se igualam aproximadamente á redução do superávit primário.

Onde peca Dilma e antes pecaram governos por décadas e décadas? Na falta do enfrentamento duro com os banqueiros e rentistas, em condições soberanas. O governo teme uma nova enxurrada de dólares chegando ao Brasil a partir do novo pacote de estímulos à economia norte-americana. Se há dinheiro sobrando por lá procurando oportunidades de altos ganhos por aqui, certamente se pode tomar recursos a custos mais baixos, e afundar a SELIC e os juros cobrados às famílias e empresas, baixando a conta de juros a níveis toleráveis com superávit nominal, a partir do qual se poderá falar em mais investimentos, melhores gastos e menos impostos.

Dilma precisa fazer com os banqueiros o mesmo que fez com o setor elétrico, ou seja, baixar o custo da mercadoria através da redução de lucros absurdos de monopólio / oligopólio. O uso dos bancos públicos para baixar juros tem sido pouco eficiente, porque consegue atingir apenas pessoas bancarizadas com bom cadastro.

A grande maioria cai nos juros escorchantes praticados por financeiras no comércio. Ontem vi o anúncio de uma grande varejista de móveis e eletrodomésticos onde o preço à vista seria de R$ 1500 e a prazo, em 18 meses, de R$ 2500. E não é dos piores, considerado o valor em cash, mas até nesse preço há juros embutidos. O mesmo acontece numa grande rede de supermercados, de preços altos nas prateleiras, mas que dá 40 dias para pagar no seu cartão. Cartão para pagar comida já é um absurdo, mas, pior ainda, quem compra à vista leva junto juros por nenhum motivo.

A falta de efeito da redução dos juros para a nova classe média e os mais pobres aparece nos dados do Banco Central de ontem: em junho 22,38% dos ganhos mensais dos brasileiros eram para pagar juros, um recorde histórico. E está aumentando. Destes, 8,01% foram usados para pagamento de juros, abaixo do recorde de 8,13% de outubro de 2011, e 14,37% foram para amortização do principal, que também é um número recorde. Enquanto em junho de 2012 as famílias alcançaram o recorde de 43,94% da sua renda dos últimos 12 meses.

Essa situação me faz lembrar de uma frase muito ouvida na infância, quando algum dos meus antepassados se referia à corrupção política, comparando os políticos com saúvas que destruíam a lavoura : "Ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil". No início do século XX não havia ambientalistas para questionar o sentido genocida da frase contra os pobres insetos, mas no início do século XXI nem no futuro haverá quem defenda o parasitismo dos que praticam altos juros e sugam nações inteiras.



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pesquisa on line : Tucanos usam mais o portal do IG

A ciência estatística não chegou aos elaboradores do portal IG. A idéia até que é interessante como jogada de marketing, para atrair mais e mais pessoas ao site para votarem e com isso faturar mais em propaganda. Fazer a provocação e ganhar com isso. A primeira pesquisa apontou FHC como o presidente que mais fez pelo Brasil. Só não disseram o que ele fez. Ganhou com o dobro de votos de Lula. Agora FHC usa isso para tirar vantagem sobre Lula tendo como base essa pesquisa furada. A idéia é provocar, só que a torcida pró-Lula não entrou na disputa e deu esse resultado estatisticamente furado, que não respeitou uma amostra representativa da sociedade.

A nova pesquisa pergunta quem é "quem você acha que é o craque do Brasileirão" com seis opções: Lucas (São Paulo), Ronaldinho Gaúcho (Atlético MG), Fred (Fluminense), Danilo (Corinthians), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos). Se craque é o cara que faz mais gols, a ordem para opções deveria ser : Love (Flamengo), Fred (Fluminense), Luiz Fabiano (São Paulo), Alecsando (Vasco) e mais uma porção de gente até chegar às demais opções da "pesquisa". Quem montou a pesquisa deve focar a disputa em São Paulo, com três times que não estão na cabeça do campeonato e jogadores que não são os principais artilheiros.

Em algum momento alguém dirá que isso pode até puxar uns incautos torcedores para dar acessos ao site, mas a credibilidade do IG poderá ser abalada, o que é ruim para quem vive de consumidores procurando conteúdo sério. Normalmente o marketing se baseia em estudos estatísticos do mercado. Essa inversão, de botar o marketing para fazer estatística, é uma jogada de risco.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

FMI : Sem reformas, Brasil não empresta mais dinheiro

Nunca pensei que fosse um dia ver essa notícia. Mantega disse que o Brasil não irá colocar mais recursos no FMI para ajudar os países avançados. Para o Banco Mundial foi eleito um presidente coreano-americano sem o apoio brasileiro. O Brasil apoiou a ministra da economia nigeriana.
http://economia.ig.com.br/2012-04-16/brasil-nega-mais-recursos-sem-avanco-em-reforma-do-fmi.html