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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

De onde Noblat tirou a "frase de Mercadante opondo museus a educação"?

Imagem que circula nas redes sociais
Recebi de diversas fontes materiais distribuídos por pessoas e sites de direita denegrindo a imagem do ex-Ministro da Educação, Aloisio Mercadante, atribuindo-lhe a indagação: "O QUE É QUE MUSEU TEM A VER COM EDUCAÇÃO", caluniando-o como ignorante diante da pasta que ocupava. Investiguei a fonte e primeiramente encontrei uma matéria do site da VEJA, coluna de Ricardo Setti, de 22/01/14, onde requenta matéria de 14 de junho de 2013. Coincidentemente, a republicação acontece justo quando Mercadante vai para a Casa Civil do governo Dilma.

A matéria de Setti também cita um artigo que teria sido publicado em O GLOBO de título "O lugar do museu na educação", sem link. Pesquisando na página do jornal e em outras fontes tal artigo não foi localizado. 
Frase na cópia do Blog do Noblat de 03/06/13
Ricardo Setti (parte) - Veja - 22/01/14
Na matéria de Leonel Kaz onde rebate a declaração atribuída ao ministro surgiu a fonte primária da informação: Blog do Noblat de 03/06/13. Não encontramos na matéria a tal frase, mas em outras fontes que replicaram a matéria com fins oposicionistas, como o site do PPS e do PSDB, encontramos o seguinte texto fora de contexto na matéria "Salgaram a Santa Ceia"
Blog do Nobat de 03/06/13 sem a frase na matéria

No Blog do Noblat encontrei a matéria sem a frase que Mercadante teria dito em visita a um dos museus da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife. No site da fundação não encontramos nenhuma visita de Mercadante que não fosse numa reunião do Conselho Deliberativo da instituição, onde a única coisa que falou sobre museu foi:
Blog do Nobat 14/06/13 validando a origem da frase
 "O ministro enfatizou que todos os produtos da Fundaj precisam dialogar sempre com a Educação. "Se temos o único museu do MEC (o Museu do Homem do Nordeste, no campus da Fundaj Casa Forte), então que sua experiência seja replicada no resto do Brasil, formando uma rede de museus nas universidades e motivando as escolas a ocuparem esses espaços", pontuou."

Na coluna de Ricardo Setti há diversos comentários questionando a fonte da informação. Ele afirma que jornalista ético não precisa gravar ou fotografar para dizer a verdade. Em resumo: graças à frase atribuída por Noblat a Mercadante todos os demais sites se basearam para produzir seus materiais.

Afinal, de onde Noblat tirou tal "informação"? Gravou? Alguém testemunhou? Filmou? Qual o contexto? Bom esclarecer, porque além de prejudicar a imagem do ex-ministro, serve de informação básica para que outros errem em análises e divulguem potenciais ilações.





sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Maratona Báltico 2013 - 018 : Museu Hermitage, em São Petersburgo

Matisse
O Museu Hermitage é gigantesco, com 3 milhões de peças num prédio comparável ao Louvre ou ao Palácio de Versalhes, na França. Fica às margens do Rio Neva e era o Palácio de Inverno dos tzares russos, até que na revolução em 1917 os bolcheviques liderados por Lênin o invadissem e botassem abaixo o regime, começando a era  dita socialista. Foi na direção desse belíssimo prédio que o navio de guerra Aurora disparou o primeiro tiro da revolução. Felizmente o prédio teve muito melhor sorte que a dinastia dos Romanov na era dita comunista.

O ingresso de adulto custa 400 rublos e pode ser comprado em máquinas de venda na tranqulidade ou na bilheteria encarando filas. Para tirar fotos é cobrada uma taxa de 200 rublos. Respectivamente, uns 36 reais ou 18 reais. Se for para visitar a sala do tesouro em diamantes são mais 400 rublos. A de ouro, outros 400 rublos.

As excursões normalmente dedicam um dia da programação ao museu, o que seria pouco diante de tamanho acervo. Sabendo que boa parte dos turistas chega de navio e normalmente fazem as excursões guiadas pela manhã até por volta de 13h, entramos nessa hora no museu e foi muito tranquilo. Fechando às 18h, teríamos 5 horas inteiras, o que no museu mais vazio é perfeitamente viável.

Leonardo da Vinci
No térreo as exposições são sobre civilizações antigas, com pouca informação sobre a história das peças e muita coisa em russo apenas. No segundo andar e numa parte do terceiro fica o filé do museu, com alas dedicadas à arte em diversos países e da própria Rússia.

As quantidades impressionam. Enquanto tem museus com um Matisse, um Van Gogh, no Hermitage há salas e salas repletas de obras desses artistas. É nessa hora que se distingue a informação de uma foto de reprodução e a tela original, com os traços do pincel, o relevo das tintas, os matizes de cores aplicados minuciosamente para as imagens.

Num setor dedicado às artes decorativas há mobiliários organizados por diversas épocas e estilos, muito interessante. Pouco conteúdo de informação histórica. Nas lojinhas há livros sobre o museu e a cidade por 250 rublos (uns R$ 22). Em português. Mais baratos que nas livrarias da cidade.

Catarina, a grande
Picasso
Terminamos a visita com o museu fechando e a satisfação do dever cumprido, pois é muito chato depois encontrar alguém que foi a São Petersburgo e a única coisa que viu foi o Hermitage e ela te dizer "perdeu".















Van Gogh

Sala do trono

Fachada sul do Hermitage