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terça-feira, 20 de maio de 2014

MÍDIA BANDIDA 0058 : A campanha de descrédito contra as obras de infra-estrutura

Quando o PT no seu programa partidário provocou o PSDB chamando o povo a escolher entre acelerar as mudanças ou voltar a um passado sombrio, a ordem unida da mídia bandida foi desfazer com mentiras e manipulações toda e qualquer coisa feita por Lula e Dilma que possa desmoralizar o governo FHC.

Aí começaram o Reinaldo Azevedo a tentar dizer que as 18 universidades e 214 escolas técnicas dos últimos 11 anos já eram coisas projetadas no passado, a Exame a dizer que as obras públicas estão em estado de coma, inacabadas e caras, etc, etc.

Um desses deputados anônimos da oposição foi ao plenário da Câmara dizer que Dilma fez viagem eleitoreira a Cabrobó só para dizer que a obra da transposição do São Francisco está andando. E as revistas colocam fotos antigas de trechos parados para ilustrar que "está tudo parado". Veja o vídeo deste link e confira. 

A essa altura, com o teste do Itaquerão no fim de semana, já se esqueceram que disseram que não ia ter Copa por incompetência do governo em fazer acontecer as obras. Mas já começaram o mimimi de reclamar porque teve uma goteira, um sanitário sem tampa, que o metrô não chega até dentro do gramado, etc. A memória seletiva é escandalosa, e isso vai ser cobrado durante as eleições.

Talvez a mais incompetente na azaração tenha sido a VEJA. Chegou a prever que os estádios não ficariam prontos até 2038!. Sobre o aeroporto de Natal, jurou de pés juntos que não sairia do chão. Resultado: no próximo dia 22 de maio será inaugurado o moderníssimo aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Os vira-latas vão ficar chupando o dedo, porque mais uma vez o Brasil deu provas, a eles e ao mundo, que tem as capacidades para executar grandes projetos.





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal : Presente zero em respeito a Cristo

Não fosse a mitologia ter atribuído a três reis magos uma viagem à Palestina para presentear o menino Jesus com ouro, incenso, mirra, seguindo um cometa, talvez o comércio não tivesse um argumento forte para fazer da celebração cristã uma farra de consumo. Uma coisa é a festa para comemorar o nascimento do profeta dos cristãos. Outra é o que vemos hoje nas reportagens de natal: lojas cheias, comércio faturando "X" % a mais ou menos que no ano anterior, pessoas queimando o 13° salário e se endividando para ter um "Natal com fartura", etc.

Conheço cristãos que abominam isso, e seguem a comemoração da forma que Jesus melhor aceitaria, se fosse seguido o seu exemplo de humildade e pobreza, confrontantes com a riqueza, opulência e poder da Igreja construída em seu nome. Até o pobre do peru paga o pato, submetido a humilhante embriaguez de véspera para ser servido na ceia de Natal, outra ficção dentro da ficção bíblica, mais coerente com as comilanças dos clérigos que corromperam o que seriam os ensinamentos de Jesus.

O dia 25 de dezembro, para cerca de 1/5 da população mundial que segue o cristianismo,  deveria significar o nascimento de esperanças, um momento para reflexão e celebração da humanidade pregada pelo seu mestre, e não essa bandalheira que vemos todo ano. Deveriam expurgar os vendilhões do templo, e não sucumbir aos pecados tão comuns nessa época como a gula, inveja, etc.

Se aos cristãos não deveria ser coerente a opulência no nascimento de Cristo, aos demais que não professam sua religião e aos sem religião é mais estranha ainda a instituição "presente de Natal". Ou ainda organizações multiculturais ou um estado laico celebrarem com festinhas o Natal, se não comemoram o Ramadã islâmico, o Yom Kippur judaico, o Vesak budista, o dia da Umbanda, do ateu, etc. O mais correto é comemorar apenas a transição do ano velho, com os seus balanços de realizações, para o ano novo, com as promessas, planos e esperanças.

Presente zero no Natal é uma proposta que seguimos e cada vez mais gente vem adotando. Eu não te dou presente, você também não dá, e pronto. Fica apenas por conta de alguém que esteja na roda-vida do consumo te dar algo por fora do esquema e você ter que retribuir. Ou não, deixando claro que não participa desse jogo onde quem ganha de verdade é a economia. Se dar presentes alivia a alma pecadora, faça doações aos pobres, que nesta época são mais humilhados com a fartura de casas alheias e pelo apelo consumista da mídia.

Apesar dos avanços contra a fome nos últimos anos, permanece viva a denúncia de desigualdade que Herbert de Souza, o Betinho, divulgou desde 1993 pelo movimento Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria. Quando começou essa luta, Betinho, o irmão do Henfil da música "O bêbado e a equilibrista", foi muito criticado por afirmar que existia fome no Brasil, em pleno governo do ditador Figueiredo. Era proibido falar nisso. A mídia dizia que era coisa de gente para denegrir a imagem do país. A ditadura caiu, o movimento cresceu e a mesma mídia que condenava passou a apoiar por algum tempo, o que não acontece mais hoje. O movimento está aí, coletando agora livros e brinquedos, mas sem divulgação.