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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Protestos não mudam hábitos de maus políticos

Exemplo disso é o governador do Rio, Sérgio Cabral, que apesar de ter um protesto como vizinho continua usufruindo das mesmas mordomias questionadas nas ruas.
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/08/11/cabral-continua-se-beneficiando-do-cargo/

quarta-feira, 31 de julho de 2013

FANOAPÁ 0044 : Cabral se diz humilde e Paes quer construir bairro no lamaçal

O Rio de Janeiro, estado e cidade, estão mal de administração. Nos últimos meses o governador Cabral tem dado demonstrações de FANOAPÁ - Falta de Noção que Assola o País - que vão da postura ditatorial em meio a reivindicações por democracia à cara-de-pau diante das situações absurdas que ele mesmo cria.

Sua polícia conseguiu fazer uma operação desastrada e irregular com helicóptero espalhando balas à vontade para matar o traficante Matemático, arriscando a vida das pessoas do bairro. Depois a PM entra na favela da Maré e mata 8 de uma vez. Isso em meio à onda de protestos contra tudo e contra todos. Para completar, PMs estariam infiltrados nas manifestações atirando coquetéis molotov contraos demais PMs, algo que não se via desde o incêndio do Reichstag que os nazistas fizeram para enquadrar os comunistas ou na armação que culminou com a invasão da Polônia na segunda guerra mundial. Cabral até hoje não explicou sua relação íntima com empreiteiros, tanto na boca livre em Paris como no fim de semana em Porto Seguro. Nem como consegue morar no Leblon sem ganhar para isso, e ainda ter uma mansão em Mangaratiba.

Em meio a tudo isso, Cabral vai à TV implorar para que os manifestantes que agora são seus vizinhos não protestem mais, em respeito aos filhos dele. Diz que a presença do Papa o iluminou, e agora refletiu e está mais humilde. A ponto de anunciar que não irá mais demolir o estádio de natação Julio Delamare.
Esse é um verdadeiro milagre atribuído ao papa Francisco, que desde já passa a concorrer à beatificação.

Já o prefeito Eduardo Paes foi mais longe tanto na falta de noção como na cara-de-pau. Primeiro, pegou uma área que pertence à família dos empresários de ônibus mais ricos do Rio e mandou gastar R$ 24 milhões em área privada para fazer o "Campus Fidei", ou campo da paz, local onde haveria os principais eventos com o Papa. Isso em Guaratiba, sem nenhuma infra de transportes. O fato é que a obra não ficaria pronta para a festa, e não prestou por conta do lamaçal que virou com pouca chuva. Acabou não sendo usado (prejuízo total, exceto para o dono do terreno que "ganhou" uma terraplanagem com dinheiro público), e tudo acabou convergindo para Copacabana, acrescentando mais caos onde já havia faltado metrô, ônibus, infra-estrutura, etc.

Agora vem Paes, com aquela lábia de vendedor de geladeira na Antártida, dizer que vai fazer no local do "Campus Fede" (fede mesmo essa estória toda que já virou caso de polícia) um bairro popular, desapropriando o terreno. Mais uma montanha de dinheiro a jogar fora. Primeiro, porque a área é de manguezal, "non aedificandi". Segundo, porque ao anunciar a possibilidade de construção a gleba passa a ter valor de mercado similar à das áreas próximas, quando praticamente não vale nada hoje por não ser permitido construir. Terceiro, porque tudo está sujeito a alagamento. Enfim, Paes quer continuar enterrando mais dinheiro no lugar como forma de jogar o erro anterior para baixo do tapete. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Rio : Cabral brinca de Forte Apache na ALERJ

Foto de imagem da Globonews 
Por mais de duas horas dramáticas a TV mostrou o Palácio Tiradentes sendo atacado por um bando que nada tinha a ver com a manifestação que acontecia pacífica na Av. Rio Branco.

O prédio onde funciona a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro é um patrimônio histórico de dimensão nacional, por ter abrigado a Câmara dos Deputados quando a capital federal era no Rio.

Num primeiro ato a turba atacou a polícia e tomou as escadarias. Os policiais se refugiaram no prédio. A partir daí, viraram e tocaram fogo num carro da ALERJ, jogaram bombas incendiárias e apedrejaram o prédio e fizeram uma fogueira tendo como combustível coisas saqueadas de lojas e bancos próximos. Atacaram a porta lateral do prédio, tudo na maior tranquilidade, sem qualquer intimidação por policiais.

Quem viu essas cenas questionou: será que o governador não está vendo isso? Se está, porque não age? Quer que os cariocas implorem por repressão e justifiquem a agressão da sua polícia do dia anterior no Maracanã? O que se passa na cabeça de Cabral? Vingancinha? 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FANOAPÁ 021 - Demolição do Museu do Índio, no RIo


A Falta de Noção que Assola o País (FANOAPÁ) tem um caso grave no Rio de Janeiro. Um governo de mentalidade tacanha chega a ser mais revoltante que a sua própria corrupção. Em qualquer lugar do mundo dito civilizado onde se pretenda atrair turistas estrangeiros o Museu do Índio seria revitalizado, reativado e valorizado como bem cultural. No Rio, se depender do governador e do prefeito, duas pessoas culturalmente limitadas, passa-se o trator para fazer estacionamento, calçadão árido, etc. E pensar que o Rio de Janeiro já foi um dos expoentes da cultura nacional.

No exterior as pessoas pagam um bom dinheiro para ver esse tipo de acervo, que é original. Quando era criança fui algumas vezes lá e ficava impressionado com as coisas que via por lá. Imaginem os gringos, que têm do Brasil a imagem de um país tropical com selva exuberante e índios? Pagariam qualquer coisa para ver esse acervo, em especial ao lado do Maracanâ, da Quinta da Boa Vista, do Museu Nacional, que estão no entorno e são acessíveis a pé.

O movimento contra a demolição do Museu do Índio não é daquelas coisas que nos acostumamos a ver de uma porção de espertos usando os indígenas como instrumento para outros interesses. A história da colonização européia do Rio de Janeiro está muito ligada à dos povos que habitavam há milênios as terras da cidade, e foram sendo aculturados, expulsos, exterminados ao logo dos tempos. Índios lutaram ao lado de portugueses contra a tentativa de ocupação por franceses e holandeses. Nos hábitos, comida, língua, a cultura indígena deixou um legado que não pode ser apagado por um bando de gente sem cultura, mas interessado nos arrendamentos, nos porcentos, etc. 

Não se poderia esperar muito de Sérgio Cabral, um político cuja falta de noção o fez achar-se inocente andando para cima e para baixo curtindo os favores da amizade com Fernando Cavendish, da Delta, empreiteira com muitas obras no estado. O Ministério Público Federal entrou com recurso contra a demolição para tentar sustar a obra. Os índios que ocupam o prédio querem audiência com Cabral, o governador, parente longínquo do descobridor que começou com toda essa história de destruir a cultura indígena. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rio : Carnaval pode ter greve de policiais

Manifestação de 20 mil policiais militares, bombeiros e policiais civis na orla de Copacabana denunciava mais uma vez que a polícia do Rio tem os mais baixos salários do país, e que quase a metade do salário pago à categoria é gasto com deslocamento, porque muitos são deslocados para trabalhar longe das moradias. Com jornada de até 72 horas semanais e sem direito a periculosidade nem a insalubridade, o clima é de revolta. Hoje o salário de um soldado da PM é de R$ 1277,13.

 A categoria reivindica piso de R$ 3 mil, mas um acordo feito após a greve do ano passado somente reajustará os vencimentos em 38% parcelados em 3 anos. Os policiais lotados em UPPs estão sem receber suas gratificações, e podem vir a paralisar as atividades. "Alô alô seu Cabral, cadê o aumento dos policial "(palavra de ordem parafraseando a que se dizia na passeata contra a crueldade com animais da semana passada em Copacabana, onde se dizia "au au au, eu amo os animal").


sábado, 24 de dezembro de 2011

Rio : Supervia é sucata sobre trilhos

Acabo de ver na TV que a Supervia, empresa que administra (muito mal) o sistema de transportes de passageiros do Rio de Janeiro e região metropolitana, somente em 2011, teve mais de 1200 ocorrências de pane, sendo 95 delas consideradas graves. Quase todos os dias há manifestações de passageiros e até quebradeiras pela péssima qualidade do serviço. A baixa confiabilidade traz prejuízos aos trabalhadores que precisam chegar no horário ao trabalho. Além disso, os trens sucateados andam lotados, e os seguranças da empresa vivem em atritos com os usuários. Pelos relatos que aparecem nas reportagens, andar de navio negreiro da África ao Brasil pareceria um cruzeiro marítimo perto do tratamento que dispensam na Supervia.

O que o governo do estado deveria fazer num caso como esses? Cassar a concessão e fazer uma licitação para entregar a uma empresa, mediante um cronograma de imediata recuperação com investimentos pesados, ou encampar e assumir a imediata reforma do sistema. O que fez o governador Sérgio Cabral? Mesmo diante dessa escandalosa situação, renovou por mais 25 anos com os atuais concessionários (Odebrecht)! Curiosamente, quando a renovação foi feita em 2010, a então esposa de Cabral era advogada de um escritório que defendia a Supervia em assuntos trabalhistas.

Tudo que se tem é promessa de trem novo para 2014. Nem todos, claro. A idéia é baixar a idade média dos trens de 35 anos para 16 anos! Resta saber se o usuário vai deixar os atuais trens inteiros até lá. Enquanto isso, o povo que se arrebente andando nas latas velhas. E ainda falam que até a Olimpíada o Rio terá trens de padrão europeu. Faltou dizer qual o país, porque há trens e trens por lá. Devem estar se referindo à Bulgária, onde vi trens parecidos com os cariocas. Apesar disso tudo, como a concessionária da estrada de ferro não é de ferro, já está autorizado o aumento das passagens de R$ 2,80 para R$ 2,90 a partir de fevereiro. Cadê o Ministério Público e a Assembléia Legislativa, que não abrem sindicâncias para apurar o descalabro ou, no mínimo, uma CPI? Tá tudo dominado?