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domingo, 29 de junho de 2014

YOUTROUXA 0110 : "Dilma comprou a Copa do Mundo"

Gozação com os coxinhas que odeiam a Copa e botam gosto ruim em tudo
"A Copa do Mundo foi comprada pela Dilma para ganhar a eleição " é mais um lançamento da canalha que também produziu "não vai ter Copa", depois "nada vai ficar pronto", depois "vamos dar vexame perante o mundo com o fracasso da Copa" e "ei, Dilma vai tomar no ** e ontem mandou vaia no hino do Chile.

O que é "comprar uma Copa"? Para um certo sheik significa pagar a alguns dirigentes da FIFA para garantir a Copa de 2022 no seu país. Para o Brasil, que não usou nenhum artifício, "comprar a Copa" significa pagar o preço econômico e político por contratar um produto vendido por monopólio sob suspeitas para realizar a festa. Assim como na Fórmula 1 quem não faz acordo com a FIA não tem corrida. Daí a dizer que todo um esquema está montado para o Brasil ser campeão é uma longa distância.

E se a seleção perder, como quase aconteceu ontem? Claro que os que mentem sobre a compra da Copa esqueceriam seu discurso anterior e colocariam a culpa pela derrota em Dilma, porque, segundo os valores coxinhas, devia mesmo ter comprado a Copa. E partiriam para cima do governo chamando de incompetente, etc, etc. Para essa elite canalha, só os fins interessam, e os meios podem ser os mais corruptos possíveis. Afinal, se botarmos lupa nas grandes fortunas do país, veremos que em algum momento o "pulo do gato" teve ilegalidades. Essa é a lógica deles. Sabem tudo de corrupção porque frequentam o lado dos vendidos e o dos que compram favores, e acham que só pelo método deles se atinge o sucesso.


Ontem quando o bicho pegou e até o mais indiferente anti-futebolista sofreu diante da TV, ouvi algumas pessoas na multidão dizendo "ué, mas a Copa não tinha sido comprada, por que esse sufoco?". Ou seja, a estupidez se instalou dentro da lógica da mentira. E aí vêm novas versões como "Dilma sustou o cheque". O personagem de gozação anti-direitista Prof Hariovaldo "explicou" tudo com avião trazendo ouro da Coréia do Norte e traves magnéticas que atraíram as bolas.

Por outro lado, a grande maioria que está aproveitando a festa que quase lhe foi negada pela oposição a Dilma, tira onda com os ocorridos e faz circular na internet centenas de memes sobre essa estupidez de "Copa comprada". 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

YOUTROUXA 0066 : "Figueiredo vetou a Copa do Mundo no Brasil pelo bem do povo"

Começamos 2014 com a temporada de caça à Copa do Mundo. A mídia, setores ditos de esquerda e a direita em geral colocaram como arena para disputas políticas os acessos aos estádios. Vi num programa televisivo a seguinte análise: se a Copa der certo, Dilma pode se favorecer. Se der errado, pode se prejudicar nas eleições.

Claro que nessas "análises" com o dedo no gatilho não se observa a imagem do país no exterior, os impactos sobre a economia pelas incertezas, a possibilidade de um rastro de destruição por interesses políticos paroquiais e principalmente se a população não quer a Copa do Mundo. A própria Globo está numa posição paradoxal: como pode pregar o fracasso da Copa se a audiência dos seus programas esportivos até a final estará ligada a esses eventos? O que ganharia com seus veículos e prédios sendo atacados, se no ano passado, que houve o efeito surpresa, não conseguiram encaixar um golpe para derrubar Dilma?

Agora vem a imbecilidade distribuída pelas redes sociais como a da imagem deste post. Parece que o general-ditador Figueiredo foi bonzinho ao vetar a Copa do Mundo no Brasil em 1983. Os de pouca memória, manipulados pelos de pouco caráter, dirão que Lula e Dilma são inimigos do povo porque trouxeram um evento que gastou R$ 7 bi em estádios, quando poderia fazer hospitais, escolas, etc. Já o ditador Figueiredo, aquele que disse que preferia o cheiro dos cavalos ao do povo, era o grande benfeitor.

Mas ninguém pergunta: quantas escolas, universidades, postos de saúde e hospitais Figueiredo deixou de legado? O que fez pelas favelas e pela seca do Nordeste? Quem vasculhar não encontrará muita coisa além de discurso demagógico. Em 1983 havia uma crise econômica mundial e o Brasil estava comprometido até a alma com programas do FMI, que controlava as nossas despesas e jamais aceitaria um gasto desses. Não foi uma decisão soberana, mas uma imposição estrangeira, mais uma que nossos dóceis generais entubaram.

Anos depois Lula liquidou as dívidas com o FMI, o Brasil constituiu reservas gigantescas e a economia permitiu fazer a Copa e a Olimpíada com ganhos para a economia e principalmente para a população, que poderá ter em casa grandes eventos esportivos. Vai, trouxa, homenageia o Figueiredo...

sexta-feira, 23 de março de 2012

RIO : Cidade da Música custa mais que estádio da Copa

Como é que uma obra orçada em R$ 80 milhões chega a mais de R$ 600 milhões em 10 anos (valores históricos, sem reajustes)? Esse "milagre da multiplicação orçamentária" foi feito pelo ex-prefeito César Maia na cidade do Rio de Janeiro. Houve CPI, Maia foi indiciado por improbidade administrativa pelo Ministério Público, mas nem a obra está pronta, nem os responsáveis por esse flagrante superfaturamento com dinheiro público estão na cadeia. Se houvesse alguma punição, possivelmente o filho de César, Rodrigo, não teria condições de se candidatar a prefeito em 2012.

Uma conta básica: os valores apresentados pela imprensa não são atualizados monetariamente para a data presente. Se considerarmos o fluxo de caixa desses mais de R$ 600 milhões atualizado para valor presente, considerando-se que mais de R$ 500 milhões foram pagos antes de 2008, quando César Maia "inaugurou" a obra com um concerto no apagar das luzes do seu mandato, teremos tranquilamente bem mais de R$ 700 milhões que o povo do Rio pagou até aqui por um equipamento inútil à cidade. Pior, deverá ter sua gestão privatizada logo que fique pronto. O povo gasta dinheiro para depois um empresário lucrar.

O orçamento original da obra de reforma do Maracanã foi de R$ 705 milhões. As dimensões do estádio são visivelmente superiores às da Cidade da Música. Como o prédio tem sua fachada tombada pelo Patrimônio Histórico, não pôde ser implodido para começar do zero, como em Brasília o Mané Garrincha, o que leva a uma obra lenta e cara, de demolição e refazimento para atender aos novos padrôes. Essa obra começou no início de 2011, e não tinha o serviço extra da coberta, que deverá elevar seu valor para R$ 931 milhões.

Em Brasília, o novo estádio Nacional teve seu orçamento em 2011 estimado em R$ 696 milhões. O Itaquerão, estádio do Corinthians que começou do zero, teve seu orçamento em 2011 estimado em R$ 820 milhões. E sobre todas as obras da Copa pairam dúvidas, com o Tribunal de Contas da União exigindo projetos mais detalhados e impondo reduções.

Como é que um centro cultural como a Cidade da Música, de volume de obras e complexidades inferiores às dos estádios, custa o mesmo ou mais que estádios da Copa? Onde foi parar essa grana toda? O melhor que se faz no momento é, pelo menos, inaugurar para que não fique ali apenas empatando o principal cruzamento da Barra da Tijuca e servindo de foco para dengue.