Mostrando postagens com marcador miséria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador miséria. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MÍDIA BANDIDA 0066 : Perfumando o passado para iludir sobre o futuro.

No dia 19 de agosto terá início a propaganda eleitoral gratuita pelos meios de comunicação. Como Dilma terá mais tempo por conta das alianças eleitorais, a vantagem atual da oposição será perdida, já que haverá espaço para divulgar o que foi feito e desmentir as armações que vemos todo dia na mídia bandida.

Abusando da falta de conhecimento do passado circula pela internet uma foto com a imagem do cineasta Arnaldo Jabor afirmando que foi o Plano Real que tirou 28 milhões de pessoas da miséria. Quem não sabe e só tem preconceito contra Lula e Dilma não aceitará que isso só aconteceu 10 anos depois que FHC saiu do governo, quando o Plano Real já tinha quebrado várias vezes.







Sem entrar na informação verdadeira sobre o período FHC, mostrada com jornais da época no vídeo, caberia argumentar: "peraí, se o FHC tirou 28 milhões da miséria porque seu candidato perdeu para o Lula em 2002"? Eles vivem reclamando que os programas sociais são para ganhar votos e não ganharam? Além de inventarem um passado glorioso, também carimbam a própria incompetência porque não fizeram votos dos tais benefícios que trouxeram aos pobres.

E o que chamaria de "PAC imaginário"? O país cresceu sem apagão porque temos novas usinas elétricas do PAC. Mais de 3 milhões de famílias têm casas próprias via PAC. Estaleiros estão crescendo, aeroportos ampliados pelo PAC. Esquizofrenia, aposta na estupidez das pessoas ou simplesmente desespero?


domingo, 27 de abril de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0023 : "Curta essa notícia estrangeira detonando o Brasil"

À medida que a Copa se aproxima multiplicam-se videos e notícias com origem no exterior mostrando as mazelas do Brasil. Algumas até feitas por brasileiros. Que os gringos tenham motivos para isso é cruel mas razoável. O cobertor da riqueza está curto, e a concorrência capitalista hoje se faz mais destruindo reputações de países (e os próprios países - Iraque, Síria, Ucrânia e Egito que o digam) que apresentando vantagens competitivas. E o "eurocentrismo" é como os coxinhas: não aceita que países pobres evoluam por preconceitos centenários.

Um lixão de direita do Facebook, o perfil TV Revolta, está divulgando com o apoio da viralatice nacional um vídeo "O Brasil na visão dos americanos" fazendo o contraponto da miséria com a Copa do Mundo. E ainda ressaltam que o vídeo nos humilha. A quem, cara pálida? Os problemas existem, as soluções sempre existiram, mas só agora se teve a decisão política de tentar mudar a realidade. Os americanos são grandes causadores de toda essa miséria, aqui e no mundo, ao sugarem grandes riquezas pelas veias do imperialismo. Nunca nos ajudaram. O vídeo quer mesmo é detonar o Brasil como país organizado, capaz de concorrer com eles. E tem gente que não enxerga isso. Eles enxergam, por isso fazem isso para deprimir as pessoas e deixá-las passivas diante da dominação. Aproveitei para postar esse vídeo que poderia se chamar "Os Estados Unidos na visão dos americanos", com a mesma generalização indevida do post dos coxinhas.

Que alguns brasileiros não gostem de Dilma, Lula, PT, trabalhadores, favelados, pobres, nordestinos por ódio ou preconceito  faz parte da vida, democrática ou não. O perigoso é que entre eles estão os que controlam os meios de comunicação, e suas idéias vão assaltando as casas e as mentes das pessoas. Sempre houve oposição política ao governo em prol do bem do Brasil. Hoje uma minoria diz que o Brasil não tem futuro, que o país não presta e a culpa é do povo. Daí talvez a vertente para o fascismo genocida: tem que matar, tem que pendurar no poste, não pode ter direitos humanos, pobre tem que morrer de fome, nada de programas sociais.

A miséria é endêmica no Brasil há séculos. Os portugueses, holandeses e franceses, nos tempos coloniais, e os ingleses e americanos, na fase imperialista do capital, nunca vieram aqui preocupados com o nosso povo, mas em como retirar as riquezas, de preferência com a colaboração dos locais. A preocupação com a pobreza e a miséria acima dos interesses dos exploradores só apareceu em alguns raros momentos, em especial nos últimos 12 anos. Isso é fato, mas nas mentes e bocas dos brasileiros foi incutida idéia disso ser negativo para o país e as pessoas. Soberania e disputa de mercados internacionais também é novidade na nossa história. E os vira-latas também acham isso péssimo. Se isso fosse uma questão de foro íntimo, que vá lá, mas os caras têm a mídia na mão 24 horas dominando tudo, vendendo suas verdades.

Se por aqui tem gente que entuba os gringos nos cutucarem com a nossa realidade, queria ver o que diriam se fizéssemos o contrário: divulgássemos por lá que eles são novos-pobres, que a miséria no seio do grande capital está aumentando, com concentração de renda, aumento de desemprego e corte de benefícios sociais. Os Estados Unidos pagam a mais de 40 milhões de miseráveis um "bolsa-comida". Se um americano perde o emprego vai morar acampado nos bosques ou nas ruas dependendo de caridade, sem médico, enfim, vira um pária. Um americano ver o país em decadência equivale a um paulista levando lata d'água na cabeça por falta d'água: não sabem o que fazer com essa nova situação. Já quem estava na miséria ou na seca e buscou soluções sabe como sobreviver na mudança de cenários.

Selecionei algumas matérias referentes ao G-7, grupo de países mais ricos do mundo, para que os nossos vira-latas expliquem se é melhor ser um novo-pobre com problemas se agravando ou viver num país que está rompendo as fronteiras da miséria e evoluindo. E os gringos têm que sentir vergonha de ver desabar seus impérios de fantasias. Sorte deles que não somos egoístas e exportamos o Bolsa-Família de Nova Iorque à Suíça. .

O G7 DA POBREZA

Estados Unidos - http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,conheca-os-acampamentos-da-miseria-nos-eua-pais-mais-rico-do-mundo,836286,0.htm

Inglaterra - http://jornalggn.com.br/noticia/13-milhoes-vivem-abaixo-da-linha-da-pobreza-na-inglaterra

França - http://www.portugues.rfi.fr/geral/20131107-pobreza-aumenta-na-franca-e-atinge-144-da-populacao-revela-imprensa

Itália - http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pobreza-atinge-niveis-recordes-na-italia,1113654,0.htm

Alemanha - https://www.youtube.com/watch?v=30_24u3FkuM

Japão - http://oglobo.globo.com/mundo/surto-de-pobreza-assusta-japao-3039873

Canadá - http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=aa5fb316032860bad4c453c010a2c859&cod=11068

terça-feira, 30 de abril de 2013

Estados Unidos : Miséria na aposentadoria?


Por que no país mais rico do mundo as pessoas estão vendo a aposentadoria mais distante e pior? 

A crise de 2008 trouxe desemprego e menos salários. O crescente custo de despesas médicas aumenta a necessidade de mais poupança para fazer frente aos gastos futuros. A inflação corrói as aplicações financeiras a ponto de uma pessoa perder, em 22 anos, metade do valor real da sua poupança de longo prazo. Os papéis de renda fixa estão pagando bem menos. Fundos de pensão de trabalhadores de grandes empresas e governos passam por sufoco com baixo rendimento das bolsas. 

Com esse cenário e apesar da economia mostrar sinais de lenta recuperação,  milhões de americanos ainda têm uma visão muito ruim quando se trata de sua própria capacidade de se aposentar. Considere estas cinco estatísticas (fonte: Moneynews):

  • 46% dos americanos têm menos de 10.000 dólares guardados para a aposentadoria. 
  • 40% dos baby boomers (geração do pós- 2a guerra mundial) agora pretende trabalhar até morrer. 
  • 36% dos americanos dizem que não contribuem nada para as suas poupanças. 
  • 87% dos adultos dizem que não estão confiantes em ter dinheiro para uma aposentadoria confortável. 
  • Idade esperada de aposentadoria subiu de 63 para 67 anos.

Nos Estados Unidos não há muitas opções seguras de investimentos que produzam rendas acima da inflação. A nossa caderneta de poupança protege os depósitos contra a corrosão inflacionária e ainda dá um trocado a mais, graças à cultura de altas taxas de juros e de inflação elevada. Assim sendo, os 10 mil dólares de 46% dos americanos, considerando-se a aposentadoria aos 65 anos e mais 20 anos de sobrevida, garantirão renda de uns R$ 83 por mês. 

O dado seguinte está bem correlacionado: 40% dos que nasceram após a 2a Guerra Mundial na geração "baby boom" (anos 50, na maioria) e que hoje tem entre 60 e 75 anos, deve trabalhar até morrer. O que também não é fácil num mercado cada vez mais explorador, onde as habilidades e capacidades exigidas inviabilizam o emprego de idosos. 

O terceiro dado também é coerente com os demais, ou seja, se quem tem 10 mil dólares não pode pensar em se aposentar, quem não tem poupança nenhuma tem que trabalhar até morrer. São 76% de norte-americanos com perspectivas sombrias de aposentadoria.

Se 87% dos adultos desconfiam que não terão aposentadoria confortável isso deve incluir os 76% dos grupos anteriores mais 11% que não pouparam os cerca de 1 milhão de dólares necessários a ter uma renda razoável para sobreviver até o fim dos dias ( em torno de US$ 4.000 mensais, o que não é muito por lá) ou desconfiam que seus fundos de pensão ou aplicações em previdência privada ou mesmo o governo apresentarão riscos de realizar as expectativas.


O último dado corrobora os anteriores. Era comum vermos no Brasil excursões de aposentados norte-americanos andando pelas nossas cidades turísticas. De algum tempo para cá, sumiram. 

Hoje no Brasil, na pior hipótese, há o benefício de um salário mínimo INSS para quem tem mais de 65 anos, mesmo que a pessoa não tenha contribuído totalmente. O SUS atende a todo mundo, mesmo com os problemas conhecidos. A Farmácia Popular e alguns programas governamentais dão remédios de graça ou muito barato. Isso pode ser pouco, mas é algum. Nos Estados Unidos o caminho para pessoas nessa situação é a miséria. Viver de caridade, de selos de comida de programas públicos, sem assistência médica, etc. O caminho é o relento ou a casa dos filhos.

Para quem tem previdência complementar todo cuidado é pouco. A época de ganhos fartos, fáceis e seguros da ciranda financeira pode estar no fim, com a redução dos juros da economia. A migração para ativos de maior risco será o caminho dos investimentos dos fundos. Se houver problemas de má gestão desse patrimônio, o sonho da aposentadoria acima do INSS estará ameaçado.