Não estou me referindo ao quinto mandato de um governador tucano em São Paulo, coincidentemente o período de maior declínio do estado em diversos sentidos. O mais visível todo ano é a falta de investimentos em infra-estrutura hídrica, falta de ordenamento da ocupação do solo, redução de custos com coleta de lixo e limpeza de rios e galerias pluviais, etc. Daí ano a ano, sem que as chuvas sejam estupidamente maiores, as desgraças são crescentes e reincidentes.
De pouco adiantou a população ter tido a oportunidade de comprar um veículo e encher a casa de eletrodomésticos e móveis para vir a água e acabar com tudo. Hoje as cenas de helicóptero que vi na TV mostravam uma população atônita, em cima dos tetos de carros, em plena capital paulista, esperando as águas de um rio baixarem, mesmo com piscinões aliviando o fluxo. E no interior as pessoas andando com água dentro de casa na altura dos ombros.
Os rios estão ficando malvados? As chuvas estão ficando mais fortes? A população está ficando mais porca, jogando lixo em bueiros e rios? Seria tudo isso um castigo divino? Essas são algumas das justificativas da mídia golpista para livrar a barra da incompetência de sucessivos governos seus protegidos. Ninguém fala no "caos paulista"!
Hoje na Globonews, noticiário das 18h, o helicóptero da Globo sobrevoava as áreas de enchentes e transmitia ao vivo. Num trecho do noticiário, onde as imagens não estavam sendo transmitidas, o repórter do helicóptero entrou com som no ar dizendo que havia um ônibus queimando na zona leste, e se isso interessava. Sem resposta. Depois começaram a passar imagens feitas do helicóptero, exatamente no momento que se afastou, mostrando segundos do ônibus queimando. Minutos depois mostraram imagens gravadas de um ônibus e um caminhão incendiados, editadas, praticamente sem mostrar os manifestantes que cercavam o local.
O site do jornal O GLOBO deu uma notícia breve, sem maiores detalhes, dizendo tratar-se de protesto dos moradores de Sapopemba contra o descaso das autoridades diante das enchentes. Será que o assunto passou por triagem política antes de ser colocado no ar, para não prejudicar a teoria da maldade divina que assola São Paulo? Só faz sentido se considerarmos que faz parte da maldição gente do calibre de Serra, Alckmin e Kassab no governo, os responsáveis pela omissão no tratamento da infra-estrutura. E ainda reclamam do governo federal. Isso é caso de intervenção, a bem da segurança das pessoas que padecem dessa irresponsabilidade!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
SP : O caos paulista... de novo!
Battisti garfado pela justiça... novamente!
Depois de condenado por julgamentos irregulares na Itália, o ex-guerrilheiro italiano Cesare Battisti encontra no Brasil um judiciário similar, capaz de golpear a independência de poderes para atender ao lobby do governo neo-fascista italiano e da mídia traíra brasileira. Imaginem o que o mundo não deve estar dizendo dos poderes brasileiros.
Primeiro, o Supremo deixa nas mãos de Lula a decisão final sobre o pedido de extradição de Battisti. Lula nega a extradição conforme cláusula do acordo bilateral, de forma soberana. A defesa de Battisti, ato imediato, pede a soltura dele, afinal, não há nada contra ele no Brasil a não ser o pedido de extradição italiano, razão de estar preso. Aí o Supremo reabre o caso e nega o pedido, como se fosse julgar tudo de novo depois da decisão final do executivo.
Fica a impressão que o Supremo só levou o assunto à consideração de Lula para desgastá-lo, mas o ex-presidente foi mais esperto e só resolveu o caso no último dia do mandato, para evitar a avalanche de pressões midiáticas. Reabrir o caso só confirma isso: o judiciário teria agido politicamente contra o executivo. Ou foi naquela época, ou agora, ou tudo junto. Se era para darem a palavra final, porque não o fizeram no ano passado?
Globo : Abutres Inflacionários
Até hoje a Globo não admite ter passado 8 anos atacando barbaramente o ex-presidente Lula, e ele chegar ao final do mandato como mito, com 87% de aprovação pessoal e 83% do seu governo, as maiores do mundo. As colunas do Merval Pereira são puro ódio, parece que Lula ainda está governando. Ele e outros viraram almas penadas de Lula. Se quando eram vivos fracassaram, agora que viraram maus espíritos é que não conseguirão nada mesmo. Criticam até as férias de Lula...
Hoje eles se alegraram com o índice de inflação de 5,91% do ano passado, normal dentro dos parâmetros de centro da média de 4,5% e 2% para mais ou para menos. Isso com todo mundo sabendo que há uma inflação mundial de alimentos, que foram os principais vilões do índice. O IGP-DI, que atualiza aluguéis, foi negativo em 2009 e 11% em 2010. Na média, cerca de 5% para cada ano. Normal, exceto para a Globo. Enxergaram nisso o descontrole inflacionário, e vomitaram o dia todo o discurso de cortar despesas, reduzir o tamanho do estado, arrochar salários e aumentar os juros. O mesmo remédio para qualquer doença...
Já tem gente resgatando a história da inflação para apavorar a população, e ao mesmo tempo tecer elogios a FHC por ter feito o Plano Real, que segurou a inflação e fez explodir os juros e as dívidas. Por outro lado, Lula é o vilão, porque teria feito uma grande gastança em ano eleitoral, com crédito facilitado, redução de impostos para incentivar consumo, etc. Tudo que facilitou a vida da população de menor renda a Globo é contra. Não gostam de ver pobres melhorando de vida.
Eles não têm jeito mesmo. Não falam uma palavra sobre o caos paulista, que se repete ano a ano sem providências dos demo-tucanos para resolver os problemas de infra-estrutura hídrica. Mas fazem o terror da inflação, incentivando a especulação, para atingir Lula e pautar a economia do governo Dilma. Mais que nunca é necessário acabar com esses impérios da manipulação. Dilma precisa abrir o debate sobre o oligopólio de meios de comunicação, para termos uma legislação parecida com a dos países de capitalismo mais avançado, pelo menos, porque lá não tem essa concentração toda, a bem da democracia.
Linha de ônibus liga São Paulo a Cuzco e Lima
Para quem tiver muita disposição e pouca grana, a opção é a nova linha de ônibus aberta com a conclusão da Rodovia Transoceânica, que liga Rio Branco, no Acre, a Lima, no Peru, passando por longos trechos da floresta amazônica e dos Andes. O ônibus da Expresso Ormeño parte do terminal Tietê, em São Paulo, e leva 5 dias para percorrer os 5.800 km até Lima (R$ 435,00 - 5 dias), passando por Cuzco (R$ 380,00 - 4 dias). Até deixar o Brasil, na cidade acreana de Assis, o ônibus passa em Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco.
Se alguém acha que Rio Branco é longe de São Paulo, certamente não achará mais, porque só em território peruano o busão anda 2.600 km. Não tenho idéia do que sejam 5 dias em ônibus. Em 1979 tive a experiência de sair de Santiago, no Chile, para o Rio de Janeiro, num ônibus da Pluna. Foram 96 horas, ou 4 dias. Mais ou menos um dia para chegar a Mendoza, cruzando os Andes, um cruzando a Argentina, e dois do Rio Grande do Sul ao Rio. Duas paradas por quebra. No segundo dia, o banheiro está insuportável, o que se estende a todo o ônibus no terceiro dia. Eram apenas 3700 km.
Comparando com a opção aérea, há vôos São Paulo - Lima por US$ 462 pagos em até 10 vezes, ou seja, cerca de R$ 800, para uma viagem de 14 horas. A esse valor soma-se as despesas de transporte cidade - aeroporto, taxas aeroportuárias, etc, uns R$ 300 a mais, totalizando uns R$ 1.100. Esses custos são relativamente altos porque as tarifas de rodoviárias são muito menores, e normalmente elas se encontram nos centros das cidades, economizando muito no táxi para deslocamento local
Numa viagem de 5 dias, considerando que as paradas do ônibus são em currais rodoviários, onde não há opção e os preços de refeições são caros, uma pessoa deve gastar, modestamente, uns R$ 30 em refeições diárias, ou seja, uns R$ 150 no total. Os banheiros também são pagos. Como os ônibus não têm chuveiro, considerando uma pessoa asseada, são 5 banhos, mais alguns outros usos também pagos.
Em suma, considerando-se um gasto total por ônibus de uns R$ 600, comparados aos R$ 1.100 do avião, temos que de ônibus paga-se menos R$ 500 em troca de 106 horas de diferença na viagem. É o preço da necessidade, porque não estão computados os riscos rodoviários, os de segurança, etc.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Banco Central segura o dólar com paliativo
Para evitar mais derretimento da moeda americana, o BC vai recolher compulsório de 60% sobre a posição vendida dos bancos, sem nenhuma remuneração, para criar demandas no mercado, elevar a cotação e tirar as instituições financeiras de posições vulneráveis a uma rápida variação cambial.
A medida deve segurar por um tempo, artificialmente, a cotação do dólar, que atingiu patamares muito perigosos para a economia, provocando a concorrência de produtos estrangeiros que podem paralizar a produção nacional. Outras medidas igualmente provisórias podem ser tomadas, como o aumento da taxação sobre o capital especulativo estrangeiro, diminuindo os ganhos reais de aplicações em títulos e bolsas.
O mundo inteiro sofre impactos da guerra cambial provocada pelos Estados Unidos, que colocaram em circulação mais 600 bilhões de dólares para tentar alavancar a sua economia. Como o dólar é moeda referencial em todo o mundo, muita oferta acaba baixando o valor, favorecendo as exportações deles e prejudicando as do resto do mundo.
A solução definitiva será a redução da taxa de juros reais paga pelo Brasil, das maiores do mundo. Viramos um porto seguro para dar alto retorno a capitais ociosos, que entram e saem a qualquer momento, sem riscos, gerando uma espiral de juros incontrolável para equilibrar as contas nacionais.
Se persistir a queda do valor do dólar, o saldo da balança comercial poderá ficar negativo em curto prazo, já que o resultado positivo de 2010, bem menor que os anteriores, aconteceu em parte graças à valorização das commodities exportadas. As viagens ao exterior também contribuem para o desequilíbrio, e tenderão a aumentar com a queda da moeda americana.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Berlusconi ameaça Brasil com "punho duro"
O primeiro-ministro italiano, o magnata das comunicações Silvio Berlusconi, armou hoje junto com grupamentos de direita e parentes de pessoas mortas pela guerrilha da década de 70 um cerco às representações brasileiras em Roma e Milão. Depois de ter escapado por pouco de um voto de desconfiança, não apenas pelo desastre econômico mas por razões de cunho moral e ético (envolvimento com prostituta menor de idade, abuso de poder), ele precisa criar factóides para atrair opinião pública favorável. E escolheu o caso Battisti para sua promoção.
Os traíras da mídia nacional não falaram todos os termos que Berlusconi usou hoje. No jornal italiano La Stampa está em destaque:
Battisti, Berlusconi vede Torregiani
"Siamo pronti ad usare il pugno duro"
Berlusconi teria dito ao filho de uma das vítimas atribuídas a Battisti (Torregiani) que está pronto para usar o "punho duro", ou seja, para partir para a ignorância contra o Brasil. A mesma manchete diz que o ministro da Defesa, Ignazio della Russa, ao tomar ciência de uma informação pela qual a primeira-dama da França, a atriz italiana Carla Bruni, teria ligado ao presidente Lula para pedir que não extraditasse Lula, teria declarado que, se a informação fosse verdadeira, ele a censuraria.É esse tipo de atitudes que confirma a correção da decisão brasileira, pois o clima no governo italiano, ao incitar a direita a fazer barulho com o caso Battisti, é de linchamento. Como praticamente toda a mídia de lá está nas mãos da turma de Berlusconi, fica fácil colocar esse assunto como cortina de fumaça para encobrir o massacre que o governo vem impondo aos trabalhadores, com medidas econômicas austeras de redução salarial e desemprego, e aos imigrantes, com a política xenofóbica de deportações.
Como bom demagogo fascista, Berlusconi diz à imprensa brasileira que "é um caso de justiça, que se resolve nos tribunais", e que a relação com o Brasil não será afetada por isso. Ao mesmo tempo, incita uma série de manifestações em representações brasileiras, e para o público interno esbraveja que vai usar de força contra o Brasil. E a nossa mídia ainda enche a bola desse fanfarrão...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Brasil : Do que nos livramos...
Reproduzo abaixo editorial do site da revista Carta Capital, falando dos problemas deixados por José Serra em São Paulo e que agora terão que ser resolvidos por Geraldo Alckmin. Imaginem o que seria se Lula passasse a faixa ao homem da bolinha de papel...
DO QUE NOS LIVRAMOS:
O HERÓI DA REPÚBLICA DE HIGIENÓPOLIS
O mito construído pela mídia demotucana que durante anos de pré-campanha vendeu José Serra como sinônimo de gestor público eficiente, dissolve-se nas chuvas de verão. O mito é contestado em seus próprios termos, por um igual ou pior que ele. A primeira medida tomada pelo também tucano Geraldo Alckmin no governo de SP --discípulo assumido do 'choque de gestão' que é-- foi determinar rigorosa auditoria em todos os contratos de terceirização de serviços públicos assinados por Serra. Alckmin também adiantou que poderá reduzir o valor dos pedágios que Serra defendia como 'proporcionais' à qualidade dos serviços prestados por São Paulo, sem difarçar o desdém por tudo o que o pavonato tucano considera como 'resto', ou seja, o Brasil. Dificilmente a 'obra' de outro desafeto dos alckmistas, Paulo Renato , ex-centurião de Serra em 'contratos educativos' com editoras como a Abril, Globo, Folha, Estadão etc, escapará da malha fina da linhagem tucana que voltou ao poder nos Bandeirantes. Aos poucos se verá que a construção midiática estampada em Serra --a direita eficiente X esquerda populista e perdulária-- tinha prazo de validade de um pote de iogurte e aderência política restrita ao bairro de Higienópolis em SP, meca do conservadorismo elitista que pretendia derrotar Lula e Dilma para repetir --no plano nacional-- a maracutaia chique perpetrada contra o interesse público em SP.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Caso Battisti : Berlusconi faz mais um dos seus shows
Além do governo da Itália e da mídia da direita, não houve mais nenhuma repercussão da decisão soberana do Brasil de não extraditar o escritor Cesare Battisti para o seu país, onde é acusado de ter cometido quatro assassinatos. O mais interessante é que a nota brasileira, além de dar uma merecida porrada na ingerência de Berlusconi na decisão de Lula antes que ela fosse tomada, em nota da chancelaria italiana da véspera, alega que não devolverá Battisti porque pode sofrer perseguições por lá. A nossa mídia se agarrou à versão italiana, primeiro porque é da direita, segundo porque podia render ataques a Lula, embora não tenha feito o mesmo quando a Itália, soberanamente, recusou-se a extraditar para o Brasil o banqueiro Cacciola, condenado por crimes contra o sistema financeiro por aqui, ajudado pelo pessoal do FHC.
Para Berlusconi, neo-fascista que quer parecer democrata, isso é intolerável: como pode o Brasil dizer que na Itália a justiça não é justa, e que se persegue e pode-se até matar um preso político? Bem, isso não foi dito na nota brasileira, mas no despacho do então ministro da Justiça Tarso Genro, no início do ano, quando concedeu refúgio a Battisti. Genro considerou questionável a aplicação retroativa de uma lei italiana para atingir Battisti, que gerou uma condenação a ele a partir de delação premiada de outros acusados, e uma sentença prescrita. Para melhor entendimento, reproduzo abaixo um trecho do artigo "O que o noticiário não revela sobre o Caso Battisti?", publicado por Celso Lungaretti no Portal Luiz Nassif:
"... Na verdade, o Brasil foi até generoso, pois certo mesmo estava o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, ao conceder o refúgio humanitário a Battisti porque ele não foi sentenciado num verdadeiro julgamento, mas sim num linchamento togado.
Face ao desafio das organizações armadas de esquerda na década de 1970, o Estado italiano reagiu, segundo Genro, "não só aplicando normas jurídicas em vigor à época, mas também criando 'exceções' (...) que reduziram prerrogativas de defesa dos acusados de subversão e/ou ações violentas, inclusive com a instituição da delação premiada, da qual se serviu o principal denunciante" de Battisti.
O ministro brasileiro utilizou uma citação do maior jurista italiano do século passado, Norberto Bobbio, para caracterizar a cultura de abusos contra os direitos humanos que prevaleceu durante os anos de chumbo:
"A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses".
De um lado, os mais gritantes absurdos jurídicos -- como essa hipótese kafkiana de se manter um suspeito preso, sem qualquer condenação, por mais de uma década; e a instituição de leis com efeito retroativo, a exemplo da que serviu para condenar Battisti.
Do outro, a tortura grassando solta, como também destacou Tarso Genro:
"Determinadas medidas de exceção adotadas pela Itália nos 'anos de chumbo' (...) ressoam ainda hoje nas organizações internacionais que lidam com direitos humanos. A condenação a determinados procedimentos e penas motivou, de um lado, relatórios da Anistia Internacional e do Comitê europeu para a prevenção da tortura e das penas ou tratamentos desumanos ou degradantes e, de outro, a concessão de asilo político a ativistas italianos em diversos países, inclusive não europeus".
O motivo maior da decisão soberana do Brasil, ao salvar Battisti da vendetta neofascista, foi o de a Itália estar querendo fazer cumprir uma sentença (já prescrita!) decorrente de uma farsa jurídica, montada a partir de leis de exceção, de delatores premiados atirando suas culpas nas costas dos companheiros e de magistrados que engoliam até procurações forjadas para darem aparência de legalidade à condenação de um réu ausente. E isto num clima de intimidação, coerção e maus tratos generalizados..."
O psicopata jornalístico
Há muito tempo não lia os tablóides da direita, desde que foram aniquilados eleitoralmente e achincalhados pelo operário presidente, que saiu para a história como o melhor governante do Brasil, para o mundo como líder respeitado e como mito para o povo. Hoje, lendo um post do blog Viomundo, vi num comentário que dentro de uma matéria do colunista Reinaldo Azevedo, da Veja, um dos seus seguidores propõe um tiro na cara de Lula, outro fala em acabar com o "pau-de-arara", referindo-se a Lula.
São coisas naturais para os histéricos que comungam com os seus pontos de vista, mas à luz da legislação constituem crime de apologia ao assassinato e de racismo. Eis o comentário de Antônio Silva, no post "Ah, se fosse nos Estados Unidos..."
"Já que o Dr.Gurgel vai mandar apurar estes crimes, que tal incluir este abaixo ?
Em 03/12/2010 o colonista da Veja, Reinaldo Azevedo postou no seu blog mais um artigo virulento contra a pessoa do Presidente da República, cujo pequeno trecho posto a seguir :
O PSICOPATA POLÍTICO
"....Lula não deve ser um psicopata clínico. Acho que não. Mas é beneficiário da psicopatia política. E, por isso mesmo, precisa ser visto com olhos menos convencionais. Quando inventou a fantasia da “herança maldita... ” .
Dentres tantas barbaridades, eis apenas comentarios postados naquele post :
1º) - gdof
-03/12/2010 às 20:12
“Não tem tratamento nem cura, me diz aquele amigo.”
Entao uma bala na testa e uma cova bem funda. Ha 8 anos insisto nisso…"
2º) - Heloísa
-03/12/2010 às 18:48
"É preciso chegar alguém para quebrar a cara desse pau-de-arara! " "
No caso, o Dr Gurgel é o procurador-geral da República., que está analisando o material e decidirá se haverá investigação. A incitação ao crime pode dar até 6 meses de cadeia ou multa. Fui ao texto da Veja, e lá constatei a existência dos comentários citados acima. Reinaldo Azevedo já tem idade e juízo para saber que é responsável pelos comentários que posta na sua coluna, portanto, deveria ter mais cuidado em separar o que é uma opinião raivosa normal aos seus leitores, de opiniões criminosas como as que foram destacadas. Depois o cara leva uma chamada da justiça, e vem com papo de perseguição política...
O paradoxo machista na posse de Dilma
A direitona é reacionária ao ponto de pedir até o assassinato de Dilma pelo Twitter, querer a morte de nordestinos, ameaçar escola de samba cujo samba-enredo diz que São Paulo é a capital do nordeste, etc. Até aqui o ódio ao PT, Lula e Dilma é tão grande que não consegue descer às sutilezas machistas, questionando a capacidade da mulher para dirigir um país, etc. Fica feio falar nisso no século XXI, até para quem apela à religiosidade medieval em campanhas.
O paradoxo ficou por conta da "descoberta" da beleza e jovialidade da esposa do vice-presidente Michel Temer, e dos comentários que ocuparam o Twitter ontem, todos do pior machismo, em cima da diferença de idades entre eles (70 a 28 anos). A adjetivação à esposa de Temer, que foi Miss Campinas, foi a pior possível, presumindo-se a impossibilidade da mulher gostar de verdade de um homem mais velho. Quanto a Temer, o machismo ataca a sua virilidade, duvida da sua capacidade de "segurar" a mulher, etc.
Dilma ainda não foi atacada, porque a ela a mídia golpista reserva o papel de ser a anti-Lula, insinuando que ela não deve ser a sombra dele, que tem que tomar atitudes sozinha, demitir todos os ministros que vieram do governo anterior, romper com a sua política externa, etc. Essa lua-de-mel vai durar alguns poucos meses, até acontecer alguma crise. Aí toda a artilharia será focada na "fragilidade" feminina, na inferiorização da mulher como gestora, tudo que o machismo acumulado por séculos pode trazer á tona. Com a omissão ou apoio da mídia.
Twitter : cadeia para os criminosos virtuais
Que as pessoas chorem porque perderam uma eleição, é normal. Que alguns digam impropérios, que reclamem da vida, isso passa com o tempo. Agora, que se faça a apologia ao assassinato pela internet, por falta de noção ou ainda pelo ódio instigado pela campanha do Zé Serra, é outro papo. Apologia ao crime é caso de processo e cadeia.
No dia da posse da Presidente Dilma, diversos imbecis mandaram mensagens pelo Twitter dizendo que queriam ter uma arma para matá-la, ou que queriam que um atirador de elite a matasse, e por aí vai a babaquice. O site Curso Básico de Jornalismo Manipulativo pesquisou essas mensagens criminosas e as listou, um presente para a Polícia Federal sair atrás da bandidagem virtual.
Se fosse nos Estados Unidos, era cana para todo mundo. Lá eles levam a sério essas ameaças. Recomendo a leitura da matéria deste link do blog Viomundo, que fala do assunto e tem alguns casos interessantes de gente que pégou nos EUA de 15 a 18 anos de cadeia por ameaçar Obama. Essa catarse da oposição direitista e sem cérebro tem que ser detida.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Posse de Dilma - parte final - Dilma lá!

Assim como Lula vinha nos últimos dias constatando o fim das mordomias do cargo, a vida pessoal de Dilma deve ter virado uma prisão, não a dos 3 anos, como torturas, mas de 4 anos, com pressões que só uma pessoa muito equilibrada ou muito pouco equilibrada podem aguentar. Isso começa na campanha, quando a candidata tem cada palavra e gesto medido a partir das pesquisas de opinião. A roupa, a maquiagem, o discurso, a hora de dormir e acordar, tudo sai do controle da pessoa e passa para as assessorias. Chegando à posse, tudo isso deixa de ser amador e passa a ser muito mais protocolar, formal. E público também.
Dilma deve estar achando ótimo ter uma família bem pequena e sob controle, onde dificilmente alguém sairá por aí vendendo a lobistas a possibilidade de influir no governo ou enriquecendo com favores de fornecedores. Ruim para a mídia raivosa, que terá que inventar mesmo as coisas, sujeitando-se ao desmascaramento. Bom para o país, porque os hábitos da presidente, além da sua maior cautela no que fala e faz, não serão motivos para achincalhe pelos lobos de plantão.
A presidente será colocada como o oposto a Lula por algum tempo, enquanto interessar à imprensa a desconstrução do ex-presidente. Lula incomodava muito, e para a elite a sua saída foi vista com alívio, mesmo que no seu lugar entre outra pessoa fazendo a mesma coisa, e, ao meu ver, bem mais ameaçadora que ele, porque terá mais poder para fazer algumas reformas, mesmo de efeitos tópicos, mas que representarão uma revolução na nossa política do século XVIII, como a regulamentação das comunicações.
Dilma foi tão discreta na posse que os comentários mais importantes foram o aperto de mão de Hillary Clinton e Hugo Chavez e o contraste de idades entre Michel Temer e sua esposa Marcela, assunto que chegou a "trending topics" no Twitter. O vice-presidente tem 70 anos, e Marcela, 28. Lula também foi discreto, considerados os seus padrões espalhafatosos. Virou um mito e foi prá galera, e não serão os livros que virão contando casos pitorescos do seu governo que tirarão da memória popular a idéia que foi o melhor governante que o país ja teve. Não chegou a roubar a cena, mas o público da posse, em maioria, foi embora junto com ele.
Chavez não conseguiu roubar a cena, como de praxe. Acabou saindo mais cedo, e foi embora, mesmo com uma audiência com Dilma marcada para hoje pela manhã. Hillary fez questão de tirar fotos ao lado de Dilma, certamente para usar como reforço à sua própria campanha à presidência dos Estados Unidos. Dilma hoje é a mulher mais poderosa do mundo, pois governa quase 200 milhões de pessoas. Hillary tem poder, mas é subordinada a Obama. E ainda tem contra si a pré-candidata Sarah Palin, aquela bizarra ex-governadora do Alaska que foi candidata a vice na eleição passada para a presidência, que já está em campanha.
Dilma inaugurou o estilo sóbrio, e mesmo a ênfase na colocação de mulheres como ajudante de ordem, na segurança durante o desfile e no ministério. Se continuar com a postura de isolar a grande mídia, como fez desde que se elegeu, não dará motivo a muitas manipulações da mídia. Continuará o seu trabalho de executiva, deixando para os "três porquinhos" a tarefa de sujar as mãos no trato com a politicagem rasteira. Trabalhará por trás de blindagem, deixando aos opositores e à mídia espaços apenas para criticar o seu governo, não à sua pessoa.
Dilma não botará a cara para levar tapa como Lula, que fez da sua pessoa a blindagem do seu governo e das trapalhadas dos aliados. Personalizando menos o seu governo, sem necessidade de mostrar que tem que governar para fugir a estereótipos e preconceitos, o foco recairá sobre o seu governo e o congresso, politizando mais os debates. Será mais respeitada pela elite, que poderá começar a admitir que houve avanços no governo anterior, sempre como resultado do "legado" de FHC. Para os poderosos, apagar da história que um trabalhador foi o melhor governante que o capitalismo brasileiro já teve, será uma tarefa permanente.
Posse de Dilma - Parte 8 - Saída de Lula
Enquanto Dilma estava no Congresso, um senhor me perguntou onde estava o Lula. Respondi que ele só iria aparecer no Palácio do Planalto. O homem disse então que ia para lá, porque queria ver Lula se despedir. Assim como neste caso, várias outras pessoas se aglomeraram logo na Praça dos Três Poderes, com faixas e camisas "Valeu Lula".
Lula apareceu no parlatório com Dilma, passando-lhe a faixa, com muitos aplausos da multidão. Poucos minutos depois, desceu a rampa do Planalto junto com dona Marisa , Dilma e Michel Temer. Como de praxe, Lula quebrou o cerimonial e se aproximou da primeira linha de gradis da separação com o público. As pessoas quase derrubaram a segunda linha do alambrado para esticar as mãos para tocá-lo.
Lula então mandou abrir uma passagem e ficou entre os dois alambrados, para desespero da segurança e alegria da galera. Confusão geral, com um bando de fotógrafos e cinegrafistas contribuindo para Lula sumir no meio do povo. Ficou praticamente invisível para as fotos. Entrou no carro oficial e partiu na direção do aeroporto. Momentos depois, os telões mostraram Lula na janela do avião, acenando para as pessoas.
Logo que Lula saiu, começou uma garoa fina e a grande maioria da multidão foi embora. Pouca gente viu Dilma sair, até porque o show já tinha começado, dividindo os que restaram. Entre os ficantes, os comentários especulavam o que Lula iria fazer em seguida. A unanimidade do povo era que iria tomar umas cachaças, e dizer: até que enfim essa porra acabou! Ninguém acha também que ele irá jogar dominó numa praça qualquer de São Bernardo do Campo, e que vai continuar na política.
Posse de Dilma - Parte 7 - Festa das Mulheres



O último "nunca na história deste país" de Lula foi passar a faixa presidencial a uma mulher. Na multidão presente à posse, muitas mulheres portavam faixas presidenciais, sentindo-se empossadas, no poder.
Havia aquela sensação de presenciar a história diante dos olhos, para dizer no futuro: "eu estive lá". Dilma simboliza a mulher poderosa, vitoriosa, guerreira, e isso atrai a admiração e o respeito de muitas outras que gostariam de estar no seu lugar.
Era atípica a quantidade de mulheres para um evento de natureza política espontâneo, sem atrativos nem propaganda, e isso fez a diferença. A festa ficou mais leve, sem brigas, bebedeiras e outras coisas que acontecem quando sobram homens.
A grande maioria não parecia ter vínculos com os movimentos organizados ali representados, nem com o PT e demais partidos da base aliada. Simplesmente estavam ali vendo para crer que uma mulher seria a presidente (ou presidenta, como preferem).
Para fechar a festa, foi organizado um show com 5 cantoras, pela ordem: Fernanda Takai, Zelia Duncan, Mart'nália, Gabi Amarantos e Elba Ramalho. Cada uma cantou umas 3 músicas, e na transição entre uma e outra havia um número conjunto. Ao final, todas cantaram juntas. Creio que o público do show era de uns 10% de todos que foram à posse.
Quando o show começou, Dilma ainda estava recebendo os cumprimentos de uma fila imensa de convidados, prejudicando a audiência de Fernanda Takai (Pato Fu).
Dilma saiu no início do show de Zelia Duncan, fazendo o público do show aumentar bastante. Algumas pessoas chegaram especificamente para o show, que empolgou muito, com músicas conhecidas e dançantes.
Posse de Dilma - parte 6 - O público
A maior posse que já houve de um presidente foi a de Lula, em 2003, quando a Esplanada dos Ministérios quase lotou, e o esquema de segurança quase não conteve a grande massa, que acabou dando toques de Woodstock ao evento. Teve gente tomando banho no lago do Congresso e tudo. Lula foi agarrado em pleno Rolls Royce por um militante, um tumulto geral.
Em 2007 a posse foi menor. O desgaste de Lula junto à militância, que fez campanha mais para o PSDB e o PFL não ganharem que para ele vencer e o recente escãndalo do mensalão, além da chuva, contribuíram para uma posse de bem menor envergadura. Não fossem uns parentes que passaram o ano novo aqui em Brasília curiosos para ver, talvez eu não pisasse lá. Vi várias lideranças sindicais conhecidas no meio da multidão, ligadas ao grupo majoritário do PT, e poucas referências a movimentos de mulheres, GLBT, etc.
Agora mudou muita coisa. Primeiro, o esquema de segurança, que a área central do gramado do Congresso, ficando ali apenas os 4 canhões para ensurdecedora a salva de 21 tiros. Praticamente fecharam as pistas do Eixo Monumental onde iria passar Dilma, retendo as pessoas nas calçadas e gramados. Afastaram mais a multidão em frente ao Palácio do Planalto. Comparando as fotos de ontem com as de 2007, fica difícil ver qual posse teve mais gente, porque os espaços mudaram, mas, comentando com pessoas presentes no local, ficava a impressão que Dilma trouxe tanta ou mais gente que Lula em 2007. Não tive como estimar a quantidade de pessoas.
A composição da multidão mudou muito. Se em 2007 a maioria era visivelmente masculina, em 2010 tive a impressão de haver mais mulheres que homens. Do movimento sindical vi uma bandeirinha da CUT, uma faixa do Sindicato dos Bancários de Alagoas e praticamente mais nada. Logo na chegada vi dois militantes carregando um cartaz pedindo a Dilma que barrasse o aumento abusivo dos políticos, e foi o único em protesto. Uma bandeira da UBES, uma da UJS, algumas poucas bandeiras do Brasil, muitas vermelhas, do PT e PC do B, algumas do PMDB e do PSB. Nos postes, alguns galhardetes dando as boas-vindas a Dilma.
Havia pessoas vindas com sacrifício de lugares distantes para ver Lula e Dilma, portando cartazes curiosos com declarações de afeto. Em grande quantidade, bastante visível, o movimento GLBT e em menor número, o de mulheres, expressavam-se em faixas e cartazes. Entre elas, destacaram-se as que confeccionaram faixas presidenciais, as mulheres de Pernambuco e outros grupos uniformizados.
Um grupo trazia cartazes pedindo a Dilma para manter o estado laico, afastando-se da religião nas políticas públicas. Além disso, estavam presentes as figuraças que sempre chamam a atenção. Praticamente não havia panfletos pelo chão. Encontrei uma faixinha de um grupo de twitter #serranãomamãe, alusivo a um tal de Serra que ninguém sabia quem era.
No show das 5 cantoras, que começou antes de Dilma descer a rampa, na Praça dos Três Poderes, havia um público igual ou maior ao da posse de Lula em 2007. A impressão que fica é que o público desta posse era muito diferente da última de Lula. Praticamente não havia crianças nem adolescentes, pouca juventude e predomínio de pessoas de mais de 30 anos.
A chuva ia e voltava, e quem viu pela TV o início da transmissão deve ter se apavorado com a tempestade que caiu logo que Dilma deixou a Granja do Torto. Por volta das 16:30h deve ter havido o pico de público, que reduziu bastante quando Lula desceu a rampa do Palácio do Planalto e foi embora. Em seguida houve mais chuva, e ficou a incerteza na descida de Dilma pela rampa. A fila de cumprimentos, que passava pelos telões da Praça, também desestimulou a espera.
Posse de Dilma - parte 5 - Presença GLTB

Entre bandeiras do PT, PC do B, PMDB e outros partidos da base aliada, destacavam-se em grande quantidade faixas e bandeiras do movimento GLTB. Acreditam que Dilma terá mais sensibilidade à pauta que vai da criminalização da homofobia à união de pessoas do mesmo sexo.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Posse de Dilma - parte 4 - Curiosidades

Quando ia de casa para a posse de Dilma, ouvi na rádio o juramento da nova presidente e o funcionário do Congresso que leu a ata disse que o mandato iria de hoje até 31 de dezembro de 2014. Aí ocorreu a seguinte dúvida:
- se Lula encerrou seu mandato ontem e Dilma só passou a governar o Brasil a partir das 15h de hoje, ficamos à deriva por 15 horas? Quem governou o Brasil nesse período?
Outra dúvida: e se por alguma razão Michel Temer, que se destacou na posse por fazer-se acompanhar da sua bela esposa, tiver que assumir o governo, teremos uma "gestão Temerária"?
Ainda nas coisas curiosas da posse, num certo momento desceu a rampa do Planalto um carro de bebê, provavelmente o neto de Dilma, enquanto ela recebia os cumprimentos de convidados. Na mesma hora os Dragões da Independência mudaram de posição na rampa, parecendo fazer uma reverência. Será uma homenagem ao "primeiro bebê" da República?
Mais uma: enquanto Dilma estava no Congresso, do lado de fora o pessoal da limpeza fez de tudo para enxugar o tapete vermelho da rampa, quando a chuva deu uma trégua. Chegaram a passar aspirador para tirar água. O detalhe é que depois pegaram a água recolhida num recipiente e jogaram no lago, poluindo as suas águas...
Posse de Dilma - parte 3 - Comentários raivosos
Merval Pereira, ainda no Jornal das 10 da Globonews, diz que Lula não governou melhor que as elites, e que outros governos deixaram para ele coisas que lhe permitiram governar bem. Está indignado com o discurso de Lula em São Bernardo, onde disse que um operário sem formação governou melhor que as elites. Chora, Merval, porque a história escreverá coisa muito diferentes da verdade que a Globo tenta impor.
Posse de Dilma - parte 2 - Distorções da Globo
Não dá para não comentar: o jornal das 10 da Globonews, com Camarotti, Cristiana Lobo e outros, mostrou a grande capacidade da Globo descontruir realidades. Depois de passarem uma campanha detonando Dilma como puderam, agora usam a presidente para dizer que ela é o bem, e Lula é o mal, na comparação de estilos. E Merval Pereira, com seu ódio incontido por Lula, diz que o ex-presidente será um perigo para Dilma, por ansiar o poder a qualquer preço. Não é à toa que a multidão hostilizou a equipe da Globo em frente à rampa do Planalto. No show após a posse, quando o apresentador anunciou que o Jornal Nacional estava transmitindo ao vivo, rolou uma vigorosa vaia. Para completar, algum dos comentaristas disse que a festa para Lula em São Bernardo estava incomodando um hospital próximo... A propósito, será que a Globo tem imagens da festa dada a Fernando Henrique quando retornou a São Paulo com 26% de aprovação ao final do seu mandato?
Posse de DIlma - parte 1
Acabo de chegar da posse da primeira presidente do Brasil. Desde as 2 da tarde tomando chuva e tomando cerveja para ver a história na frente dos olhos, tirando uma porção de fotos e fazendo filmagens para mostrar no blog, isso tudo dá uma sensação boa, da vitória que apoiamos, mas muito cansaço, e fica para amanhã mostrar aquilo que a mídia não mostrou. De tudo que pude captar, as pessoas que estiveram nesta posse não foram as mesmas de Lula II: maioria de mulheres, praticamente nenhuma representação sindical, gente de um PT que desconheço.