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sábado, 29 de março de 2014

Brasília : Cartel dos postos aumenta preços de combustíveis

Cartel dos postos aumenta combustíveis em Brasília. Enquanto o governo apanha da mídia porque a Petrobrás não aumenta combustíveis, em Brasília o preço da gasolina subiu de R$ 3,07 para R$ 3,15 , e o do álcool de R$ 2,36 para R$ 2,69 desde a segunda-feira passada sem nenhuma justificativa.
Isso em praticamente todos os postos. Motoristas protestam abastecendo pequenas quantias, exigindo nota fiscal, pagando em cartão e boicotando postos BR, o que é inócuo, já que o cartel abrange todas as bandeiras.

Já é previsível que sem-noção de todo o país, sem saber do que se trata, comecem a acusar o governo pelo "aumento" enquanto apoiam os ataques de mídia à Petrobrás justamente porque o governo não deixa aumentar os preços. O pior é que os motoristas não têm alternativa. O cartel dos postos acontece em todo o Distrito Federal, não tem como fugir de pagar tais preços.

Cadê o CADE, cadê a ANP? Abaixo o cartel dos postos!

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/foto/2014-03/protesto-contra-o-aumento-da-gasolina-em-brasilia

domingo, 16 de março de 2014

Subsídios à energia: o que teme a oposição?

Você amaria ou odiaria um governo que adia aumentos de energia e combustíveis para você não pagar hoje e continuar com poder aquisitivo para consumir outras coisas? Essa é a preocupação da oposição, que já aplicou um estelionato eleitoral em 1986 (Plano Cruzado) onde mentiu com congelamento de preços e os aumentou após a eleição, sem aviso prévio. Dilma está mantendo os preços que baixou no ano passado e pode ser que aumentem no ano que vem. Tudo transparente.  Isso é ruim para as pessoas?

Os subsídios fazem parte da nossa economia desde sempre. Desde que o governo do império indenizou ex-donos de escravos na Abolição. O que ocasionalmente pode mudar é o beneficiário. Quando na década de 30 a economia cafeeira paulista e mineira entrou em colapso com excesso de oferta, lá estava o governo federal comprando sacas e mais sacas para ajudar aos ricos fazendeiros. Já teve subsídio a quase tudo, inclusive trigo, para baratear o pão, e à agricultura como um todo. Os subsídios que beneficiavam ao povo foram quase todos extintos pelas políticas neoliberais. Mas ficaram os que permitem, por exemplo, a empresas pegar dinheiro barato no BNDES.

Quem paga pelos subsídios? O Tesouro Nacional, ou seja, nós todos. Pagamos bilhões  para beneficiar a alguns, e disso a mídia não chia. Quando um grande empresário vai ao BNDES pega dinheiro barato. O seu Zé ou a dona Maria têm que ir a um banco pegar empréstimo a juros absurdos. Tudo porque há uma outra teta sendo sugada: a dos juros pagos a rentistas, para a qual vão R$ 1 trilhão dos nossos bolsos todos os anos. Para manter a economia funcionando, o governo dá incentivos e regalias às empresas para fugir aos impactos das altas taxas de juro que paga.

Até hoje circulam pela internet imagens dizendo que "pagamos a gasolina e energia mais caras do mundo". Não é mais tão verdade assim: no ano passado o governo Dilma reduziu as contas de energia pagas pelos consumidores através de renovação de concessões. Nem todas as empresas aderiram, por causa do boicote do PSDB, que não queria a redução. Minas, São Paulo e Paraná ficaram fora, mas mesmo assim Dilma bancou a decisão política e reduziu a energia até nesses estados. A mídia fez estardalhaço, dizendo que haveria apagão, racionamento e... nada aconteceu. Apenas uma estiagem atípica que fez acionar usinas termelétricas (ainda bem que Lula e Dilma as fizeram) e manter o abastecimento normal, com algum sobrecusto que agora o governo diz que vai subsidiar até 2015.

Ou seja: se não fosse por Dilma não teria havido a redução do ano passado, e graças à sua decisão de usar o Tesouro Nacional para emprestar às concessionárias e manter os preços (não é bem um subsídio), arcaríamos agora com aumento na energia, com impactos inflacionários justo quando se tenta controlar a inflação. A mídia da oposição consegue transformar isso em uma coisa ruim, ou seja, segurar o reajuste usando os impostos de todos, e não apenas as contas individuais dos usuários.

Com os combustíveis  é a mesma coisa. Querem uma fórmula explícita que indexe o aumento para que tenhamos "alinhamento com preços internacionais". Por outro, espalham ao vento que temos os combustiveis mais caros do mundo cobrando atitudes do governo. Por trás de tudo os interesses de acionistas da Petrobrás em busca de aumentar os lucros. O governo, como acionista majoritário da Petrobrás, freia esse desejo de aumentos e mais aumentos porque tem compromisso com a inflação e com a manutenção do poder de compra da população.

Quem está errado: o governo que adia aumentos (mas não nega que acontecerão) ou os que querem os aumentos  já para penalizar o povo e obter ganhos eleitorais?

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Gasolina: Acionistas da Petrobrás acharam o aumento pequeno

No sábado passado começaram a circular na internet imagens de protesto contra o aumento dos combustíveis. Razoável, já que tal aumento não pesa só no bolso de quem tem carro, mas atinge todos os transportes, que encarecem preços, etc e tal. Gera inflação no sistema todo, por isso mesmo o governo tem que dosar bem os ajustes necessários para manter os preços atualizados diante da inflação.

Ao governo não interessa a indexação dos preços, pois quando começa quem leva a pior é o assalariado. Indexação é atribuir reajustes automáticos quando, por exemplo, a inflação passar de um certo valor. Se abrir a brecha para os combustíveis logo todos os produtos e serviços seguirão o caminho, inviabilizando a concorrência, a busca por eficiência, etc. Só os salários é que ficam parados, aguardando o ano todo pela data base do trabalhador.

Para a Petrobrás o reajuste deve significar um alívio para o caixa, que anda baixo porque os investimentos em andamento não maturaram a ponto de gerar receitas e de novos compromissos assumidos. Esse alívio seria uma notícia boa para os acionistas, fornecedores, etc.

Eis que, paradoxalmente, as ações da Petrobrás caem 10% num só pregão da Bovespa. A mídia aliada do capital expressa o sentimento dos capitalistas: o reajuste foi pequeno, e não foi estabelecida regra automática de aumentos dos preços. Uma decepção para eles, que queriam uma sangria maior ainda dos bolsos dos consumidores. Aí o governo, acionista majoritário da Petrobrás, fica entre dois fogos: ajusta o preço para aliviar a empresa, paga o preço político, e toma porrada da mídia porque o reajuste foi pouco para os capitalistas.

E o cidadão comum só olha para o governo como vilão. Não enxerga mais adiante a gula do capital por mais lucros, dividendos, etc. E assim vamos engasgando com mosquitos e engolindo elevantes. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SP: Aumento de transportes acima da inflação causa revolta

Da internet, origem desconhecida
Peraí: em março, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou o zeramento da cobrança de PIS/COFINS sobre as passagens de ônibus e metrô, o que representaria menos 3,65% de custos para as empresas. O governo federal fez isso para evitar o impacto inflacionário nos reajustes previstos nas passagens para 2013. Como é que em São Paulo as passagens de ônibus sobem de R$ 3 para R$ 3,20, um reajuste de 6,66%, acima da inflação do período?

Pior ainda: em fevereiro houve redução das tarifas elétricas, que deveria impactar em redução de preços dos transportes como metrô e trem elétrico. Cadê? Que a tarifa de ônibus suba, até tem alguma justificativa porque os combustíveis, depois de 5 anos, foram reajustados, e a categoria dos rodoviários vem conquistando melhores salários, mas e nos transportes elétricos? Em São Paulo a exploração nos transportes é generalizada, com as passagens e pedágios mais caros do Brasil.

Alô Globo: esse estado não tem governador não, para vocês botarem uma entrevista explicando? Metrô e CPTM são de quem? Alô, Alckmin: tá todo mundo vendo isso e mais a falência da saúde, educação, segurança, etc. Tem que botar responsabilidade nessas pessoas. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A mentirosa comparação energia x combustíveis

Hoje circula pelo Facebook uma grande quantidade de fotos da presidente Dilma Roussef e mensagens dizendo que a mão que reduziu a energia é a mesma que aumentou os combustíveis, uma comparação que tenta desqualificar a recente redução nas tarifas elétricas.

Em primeiro lugar, a redução da energia não teve contrapartida em nenhum imposto novo. Foi redução também da carga tributária, ao devolver ao povo e às empresas parte do que iria para o governo a partir dos impostos. Isso a mídia não fala para não prejudicar o seu discurso contra os impostos, para os ricos, claro.

Segundo: estranhamente não se vê no Facebook nenhuma gracinha contra os governadores tucanos de São Paulo, Minas e Paraná, que boicotaram o plano de redução de tarifas fazendo a CESP, CEMIG e COPEL ficarem de fora. Mesmo assim Dilma garantiu que as populações desses estados não seriam prejudicadas pela sacanagem dos seus governadores.

Terceiro: 98% dos lares no Brasil têm energia elétrica, sendo a redução de tarifas benéfica a todos. O reajuste no preço dos combustíveis, o primeiro depois de 5 anos, foi de 6%, mais ou menos a inflação de um ano. Se fosse para recompor a inflação do período, precisaria ser de mais de 25%. Com isso o preço real dos combustíveis, mesmo com tal reajuste, baixou diante da inflação do período. Especuladores estão chorando porque apostaram em aumento maior, e agora fazem campanha até contra  a Petrobrás.

Quarto: apenas 25% dos brasileiros têm algum tipo de veículo que consome combustíveis, logo o público beneficiário do reajuste de energia é muito maior que alguns que terão que pagar um pouco mais pela gasolina. E as indústrias absorverão facilmente o aumento dos combustíveis em suas composições de custos porque na energia elétrica o corte foi bem maior.

 A direita ainda se faz valer do seu poder de mídia para enganar o povo, em especial a classe média, que ouve o galo cantar e não sabe onde, replicando todo tipo de mentira e preconceito que essa turma inventa. 

sábado, 15 de setembro de 2012

Vereadores e Prefeitos : A hora de pagar as contas

Hoje nos jornais está estampado mais um desses absurdos da nossa política, com a ordem judicial para tirar da internet críticas que uma professora de Anápolis (GO) fez a vereadores da sua cidade porque foram contra uma moção de protesto pelo descaso do governador Marconi Perillo com a educação. O advogado dos vereadores citados entendeu que houve excesso e propaganda negativa, enquanto o advogado de Ângela Pureza afirma tratar-se de liberdade de expressão.

Políticos são servidores públicos especiais. São eleitos, têm mandatos definidos e, além de terem que seguir todos os preceitos da ética pública, devem ter transparência naquilo que fazem. São pessoas públicas que devem acatar a crítica política civilizada, e foi isso que a professora Ângela fez: cobrou politicamente o fato de terem se abstido de apoiar a categoria dos professores numa reivindicação por melhores condições de educação, uma bandeira que todo político defende em vésperas de eleição.

Se o vereador não cumpre o que promete, se joga contra pessoas, categorias, comunidades e outros entes da sociedade civil, a punição poderá vir pelo voto. Em Piracicaba (SP) muitos vereadores votaram pelo reajuste de 66% sobre os próprios salários, e estão candidatos à reeleição. A comunidade se rebelou criando o movimento "Reaja Piracicaba" onde divulgam os nomes e fotos de todos os que cometeram esse ato de desrespeito aos cidadãos que pagam os impostos, legislando em causa própria. O que há de calúnia ou difamação nisso?

Aqui se faz, aqui se paga, e deixar de eleger políticos que se acham acima de tudo e de todos e que podem fazer qualquer coisa é o mínimo que o eleitor pode fazer. O judiciário também pode ajudar, agilizando processos contra bandidos que roubam o dinheiro público e abstendo-se de censurar o direito das pessoas fazerem campanha contra quem contraria o interesse público no decurso do mandato eletivo. Que em todo o país as posições políticas sejam cobradas e pagas na eleição. Baixaria é outra coisa.


Eis o que a professora de Anápolis postou no Facebook:

Juiz manda professora retirar post no Facebook contra vereadores em Anápolis, Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)