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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mesmo com reajustes, energia poderá estar mais barata 20% em 2015.

Vamos fazer as contas bem explicadinhas para todo mundo entender, porque a mídia está fazendo terrorismo com as contas de energia, dizendo que vai ter falta de água, apagão, essas coisas que o PSDB sabe fazer muito bem e quer que todo mundo seja considerado incompetente como eles. Isso não é verdade, porque os reservatórios estão pagando água e no ano que vem grandes hidrelétricas entrarão em operação.

Para demonstrar como querem te enganar, peguemos um exemplo simples: João pagava em 2012 R$ 100,00 de conta mensal. Em 2013, em vez de ter um aumento pela inflação média de 6%, teve uma redução de 20% bancada pelo governo Dilma. Sua conta, portanto, caiu de R$ 100 para R$ 80. (20% x 100=20 --> 100-20=80).

Suponhamos que haja em 2014 os aumentos anunciados pela imprensa, na base de 15%. A conta mensal de João subiria para R$ 92 (15% x 80=12 --> 80+12=92).

A mídia já especula que para 2015 haverá um reajuste de 8%. A conta de João iria para R$ 99,36 (8% x 92=7,36 --> 92+7,36 = 99,36). Assim sendo, mesmo com esses reajustes, João chegaria a 2016 com a sua conta no quase no mesmo valor do fim de 2012, graças à redução do ano passado.

E se Dilma não fizesse a redução de 20%, aquela que os governos de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, todos do PSDB, não quiseram dar? Nosso amigo João teria em 2013 um reajuste de 6% (inflação média) sobre a sua conta de R$ 100, passando para R$ 106 (6% x 100 = 6 --> 100+6= 106). Em 2014, novo reajuste de 6%, e sua conta mensal iria para R$ 112,36 (6% x 106=6,36 --> 106 + 6,36=112,36). Em 2015, novo reajuste inflacionário de 6%, e a conta de João iria para R$ 119,10 (6%x 112,36 = 6,84 --> 112,36 + 6,84=119,10).

Comparando-se o que João pagaria sem a redução do ano passado em 2015 (R$ 119,10) com o que pagaria com os reajustes feitos com terrorismo pela imprensa (R$ 99,36), deduzimos que no ano que vem ele continuaria pagando 20% a menos por causa da redução de 2013. Mesmo com os reajustes anunciados, ele estará em vantagem em relação à situação onde teria pago todo ano os reajustes da inflação, sem desconto de 20%.

Qual é a "matemágica"? Simples: quando se reduziu a conta em 20% ela foi para R$ 80. Se a gente perguntar "de quanto tem que ser o reajuste para voltar aos R$ 100?", alguns poderiam pensar: "ora, se tiramos 20%, é só acrescentar 20%". Errado. Para subir de 80 para 100 são necessários 20, que são 25% de 80. Assim, quem tira 20% tem que aumentar o resultado em 25% para voltar ao valor original.

Moral da estória: como a mídia mente e manipula, muita gente que tem preguiça de pensar e fazer contas acha que está perdendo, quando na verdade ainda está em vantagem. E quando dizem que o Tesouro Nacional está bancando R$ 4 bilhões para segurar o reajuste de contas, como se fosse péssimo, considere isso muito bom, porque é o imposto que a gente paga voltando na forma de subsídio. Acho ótimo um governo que impede um reajuste usando os impostos. É como se a gente pagasse menos imposto. Claro, isso se o dinheiro fosse dado, mas é emprestado, para desespero dos que querem fazer o povo de otário.

PS: tem terroristas de mídia falando que neste ano teremos 30% de reajuste, porque a energia mais barata do ano passado levou ao aumento de consumo e as usinas térmicas foram acionadas a um custo maior que as hidrelétricas. Refazendo a conta para o caso onde João ganhou redução, teremos:
Em 2013 - 20% de desconto sobre R$ 100 = R$ 20 --> a conta baixa para R$ 80;
Em 2014 - 30% de reajuste chutado pela mídia sobre R$ 80 = R$ 24 --> a conta vai para R$  104;
Sejamos mais pessimistas que a mídia e vamos supor que o reajuste em 2015 seja de 20% sobre R$ 104 = 20,80. Nesse caso muito improvável, a conta de João subiria para R$ 124,80, superior ao calculado com base em inflação de 6%. Detalhe é que se isso acontecesse a inflação certamente seria maior e a conta empatava.



domingo, 16 de março de 2014

Subsídios à energia: o que teme a oposição?

Você amaria ou odiaria um governo que adia aumentos de energia e combustíveis para você não pagar hoje e continuar com poder aquisitivo para consumir outras coisas? Essa é a preocupação da oposição, que já aplicou um estelionato eleitoral em 1986 (Plano Cruzado) onde mentiu com congelamento de preços e os aumentou após a eleição, sem aviso prévio. Dilma está mantendo os preços que baixou no ano passado e pode ser que aumentem no ano que vem. Tudo transparente.  Isso é ruim para as pessoas?

Os subsídios fazem parte da nossa economia desde sempre. Desde que o governo do império indenizou ex-donos de escravos na Abolição. O que ocasionalmente pode mudar é o beneficiário. Quando na década de 30 a economia cafeeira paulista e mineira entrou em colapso com excesso de oferta, lá estava o governo federal comprando sacas e mais sacas para ajudar aos ricos fazendeiros. Já teve subsídio a quase tudo, inclusive trigo, para baratear o pão, e à agricultura como um todo. Os subsídios que beneficiavam ao povo foram quase todos extintos pelas políticas neoliberais. Mas ficaram os que permitem, por exemplo, a empresas pegar dinheiro barato no BNDES.

Quem paga pelos subsídios? O Tesouro Nacional, ou seja, nós todos. Pagamos bilhões  para beneficiar a alguns, e disso a mídia não chia. Quando um grande empresário vai ao BNDES pega dinheiro barato. O seu Zé ou a dona Maria têm que ir a um banco pegar empréstimo a juros absurdos. Tudo porque há uma outra teta sendo sugada: a dos juros pagos a rentistas, para a qual vão R$ 1 trilhão dos nossos bolsos todos os anos. Para manter a economia funcionando, o governo dá incentivos e regalias às empresas para fugir aos impactos das altas taxas de juro que paga.

Até hoje circulam pela internet imagens dizendo que "pagamos a gasolina e energia mais caras do mundo". Não é mais tão verdade assim: no ano passado o governo Dilma reduziu as contas de energia pagas pelos consumidores através de renovação de concessões. Nem todas as empresas aderiram, por causa do boicote do PSDB, que não queria a redução. Minas, São Paulo e Paraná ficaram fora, mas mesmo assim Dilma bancou a decisão política e reduziu a energia até nesses estados. A mídia fez estardalhaço, dizendo que haveria apagão, racionamento e... nada aconteceu. Apenas uma estiagem atípica que fez acionar usinas termelétricas (ainda bem que Lula e Dilma as fizeram) e manter o abastecimento normal, com algum sobrecusto que agora o governo diz que vai subsidiar até 2015.

Ou seja: se não fosse por Dilma não teria havido a redução do ano passado, e graças à sua decisão de usar o Tesouro Nacional para emprestar às concessionárias e manter os preços (não é bem um subsídio), arcaríamos agora com aumento na energia, com impactos inflacionários justo quando se tenta controlar a inflação. A mídia da oposição consegue transformar isso em uma coisa ruim, ou seja, segurar o reajuste usando os impostos de todos, e não apenas as contas individuais dos usuários.

Com os combustíveis  é a mesma coisa. Querem uma fórmula explícita que indexe o aumento para que tenhamos "alinhamento com preços internacionais". Por outro, espalham ao vento que temos os combustiveis mais caros do mundo cobrando atitudes do governo. Por trás de tudo os interesses de acionistas da Petrobrás em busca de aumentar os lucros. O governo, como acionista majoritário da Petrobrás, freia esse desejo de aumentos e mais aumentos porque tem compromisso com a inflação e com a manutenção do poder de compra da população.

Quem está errado: o governo que adia aumentos (mas não nega que acontecerão) ou os que querem os aumentos  já para penalizar o povo e obter ganhos eleitorais?

sábado, 8 de março de 2014

MIDIA BANDIDA 0051 : Globo força barra para criar racionamento de energia

Em São Paulo a situação do abastecimento de água para 8 milhões de pessoas na região metropolitana da capital está crítica. O principal reservatório está quase seco, mas a SABESP, empresa do governo paulista responsável pela água e esgoto, não toma a medida que seria mais prudente: iniciar uma ampla campanha de economia com racionamento. Como isso tem repercussões políticas, empurra-se o problema com a barriga na expectativa de novas chuvas que possam salvar a pátria tucana. Diante do descaso, a Agência Nacional de Águas, que monitora os sistemas de todo o país, determinou que os outros sistemas de abastecimento serão acionados para reforçar o abastecimento, solução que não durará muito tempo pois os outros reservatórios são menores.

Gráfico do Jornal Nacional
Para poder preparar o clima para o racionamento em terras tucanas, a Globo passou a investir na "criação" do apagão elétrico. Estamos terminando o verão, com recordes de calor e falta de chuva e de equipamentos de ar condicionado, e nenhuma ocorrência séria de falta de energia sistêmica foi registrada. Mesmo assim a Globo quer criar o clima com mentiras sobre o sistema elétrico. Foi assim quando Dilma baixou as tarifas de eletricidade no ano passado: previram um caos que assustou os empresários e não aconteceu. Um prejuízo enorme à economia pelo irresponsável terrorismo político.

Gráfico do Jornal da Globo
A primeira delas é tentar comparar os níveis de reservatórios de hidrelétricas de fevereiro de 2014 com o do mesmo mês de 2001, quando o governo FHC mergulhou o país num racionamento por falta de investimentos agravado pela falta de água nas barragens. Isso apenas no sudeste e centro-oeste, que abastecem o sudeste e centro-oeste (70% do consumo).

Através de um gráfico,  o Jornal Nacional tentou mostrar que os níveis eram praticamente iguais para o expectador ver que estamos numa pior. Pelo menos tiveram a decência de mostrar que em março já houve recuperação. No Jornal da Globo, que é mais barra pesada em críticas com a tropa de choque da direita, a barrinha de março sumiu, para reforçar que estamos próximos do caos elétrico. Na audiência desse jornal tardio estão empresários e outros em quem se incute a desconfiança no governo para travar investimentos.
Em azul, 2013. Em verde, 2000

Eis que o site do Operador Nacional do Sistema (ONS) nos mostra uma outra realidade: fevereiro de 2001 foi um dos valores de máximo de nível de reservatórios em meio a valores péssimos do ano anterior. Hoje temos mais energia armazenada que em 2001. De lá para cá mais hidrelétricas foram construídas, linhas de transmissão permitem transferir cargas de um sistema a outro e há termelétricas capazes de segurar mais de 20% da demanda, acionáveis em caso de falta. O sistema hidrelétrico e de novas alternativas em períodos normais segura a demanda.

Mesmo com as chuvas irregulares hoje temos uma situação energética bem mais confortável que no apagão e racionamento do governo FHC. Mas a Globo incute a incerteza na forma de desconfiança no governo e apóia a iniciativa de alguns grandes consumidores para participar das decisões sobre energia, ou seja, tirar poder do governo para as decisões no setor. Na prática, dizem que o governo mente e não vai fazer o racionamento que acham necessário para não ter desgaste político.

O rol de mentiras e meias-verdades não para por aí. É preciso parar hidrelétricas para criar mais tensão, daí empurrarem goela abaixo a versão do Greenpeace e outros de que as cheias em Porto Velho são consequências da construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, que estão a montante da capital de Rondônia. O Ministério Público, OAB e outros emprenharam pelos ouvidos com essa versão e já tomam medidas para embargar obras e parar a geração. Esconderam o fato causador das cheias recordes: chuvas descomunais nas nascentes do Rio Madeira na Bolívia. Mais de 500 mm em poucos dias, o que é um dilúvio, considerada grande área da bacia de captação.

Foto do site do PAC 2 - UHE Santo Antõnio  
Se no Ministério Público, OAB e outros houvesse uma consultoria de engenharia, talvez tivessem evitado essa medida equivocada. Barragens servem para regular as cheias dos rios, perenizá-los e criar potencial hidráulico para geração de energia. Não se construía hidrelétricas desde a ditadura, e as feitas por Lula e Dilma levam em conta preocupações ambientais como a redução das áreas alagadas por reservatórios, tanto que em alguns casos a geração de energia será suspensa por falta de água, como será o caso de Belo Monte. Trabalham praticamente com a água corrente, ou seja, é absurdo supor que as hidrelétricas gerem água. O correto seria supor que elas são favoráveis à contenção de cheias, e nesse sentido foram desligadas 11 turbinas da usina hidrelétrica de Santo Antônio para que haja acumulação de água para aliviar a situação de Porto Velho.

Essas coisas não são fáceis de explicar num ambiente contaminado por interesses contrários ao desenvolvimento nacional, internos e externos, políticos e pouco técnicos. Mas com a Globo tudo vira verdade. Para dar mais substância à campanha pelo racionamento elétrico visando tirar pontos eleitorais de Dilma, o Jornal Nacional botou mais um gráfico "mostrando" que o preço cobrado pelo mercado livre de energia das termelétricas quadruplicou em um ano, como se toda a energia tivesse aumentado. Só que isso não chegou ao consumidor, porque 80% da energia é hidrelétrica, muito mais barata, e mesmo com 20% fornecidos por térmicas o impacto nas contas não aconteceu. Mas a Globo pinçou nas declarações do ministro Edson Lobão que "a conta pode ser do consumidor".

Para azar deles, está chovendo muito nas nascentes dos rios que abastecem os principais reservatórios de hidrelétricas, e pouco em São Paulo. Os números da ONS em março serão bem melhores que os de fevereiro, enquanto os do sistema Cantareira podem não ser tão bons assim, porque o clima está atípico. A tentativa de tomar na marra o comando do sistema elétrico não resistirá às atuais chuvas.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Aécio reclama de carga tributária, mas Minas tem maior ICMS sobre energia.

Fonte: Tijolaço
Em clima eleitoral com amplo apoio da grande mídia pode-se falar qualquer coisa porque parecerá verdade. O candidato Aécio Neves (PSDB) e todo o seu partido bradam em alto e bom som que a carga tributária está crescendo, é absurda, coisa e tal. Aí a gente descobre que o estado de Minas Gerais, que foi governado por Aécio, cobra a maior alíquota de ICMS sobre energia do país, de nada menos que 30%, superior a RJ, SP, RS, DF, PE, AM, BA, que cobram 25%. O Paraná, governado por tucanos, também cobra imposto demasiado (27%).

Sempre é bom lembrar que no ano passado os governantes do PSDB se opuseram à redução das tarifas de energia. São Paulo, Paraná e Minas não entraram na redução proposta pela Presidente Dilma para baixar os preços em 20%. As empresas CESP, CEMIG E COPEL não participaram, e por isso a partir do ano que vem poderão perder suas concessões ao final dos atuais contratos.

Reduzir carga tributária é bom no discurso, mas a prática é outra coisa. Ainda querem cortar o COFINS, que é federal. No dos outros é refresco.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Empresários roubam desonerações de impostos

Nos últimos meses o governo federal abriu mão de vários impostos como forma de reduzir custos de produção e a pressão inflacionária, mas a população não sentiu tais benefícios porque o empresariado simplesmente vem roubando esse benefício, engordando seus lucros.

As manifestações por melhores e mais baratos transportes hoje flagraram um desses abusos, com a notícia da redução de preços de passagens por várias prefeituras. Os empresários tiveram desoneração de PIS e COFINS, impostos federais, sobre a venda de passagens, mas não baixaram os preços. Agora que o movimento nas ruas pede transporte mais barato, os prefeitos e empresários "se lembraram" da medida provisória assinada pela Presidente Dilma há mais de dois meses.

E a redução de mais de 20% na energia, como impactou no preço das tarifas de metrô e trens, que têm na eletricidade um dos mais importantes custos? Os empresários e governos que administram comeram também? Por que o movimento em São Paulo está se focando em ônibus, e não ataca também os preços de metrô e trem?

E a desoneração da cesta básica, que não chegou aos supermercados e não baixou os preços? Não seria também a hora da cidadania cobrar essa desoneração que engorda lucros do oligapólio supermercadista e causa inflação?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A mentirosa comparação energia x combustíveis

Hoje circula pelo Facebook uma grande quantidade de fotos da presidente Dilma Roussef e mensagens dizendo que a mão que reduziu a energia é a mesma que aumentou os combustíveis, uma comparação que tenta desqualificar a recente redução nas tarifas elétricas.

Em primeiro lugar, a redução da energia não teve contrapartida em nenhum imposto novo. Foi redução também da carga tributária, ao devolver ao povo e às empresas parte do que iria para o governo a partir dos impostos. Isso a mídia não fala para não prejudicar o seu discurso contra os impostos, para os ricos, claro.

Segundo: estranhamente não se vê no Facebook nenhuma gracinha contra os governadores tucanos de São Paulo, Minas e Paraná, que boicotaram o plano de redução de tarifas fazendo a CESP, CEMIG e COPEL ficarem de fora. Mesmo assim Dilma garantiu que as populações desses estados não seriam prejudicadas pela sacanagem dos seus governadores.

Terceiro: 98% dos lares no Brasil têm energia elétrica, sendo a redução de tarifas benéfica a todos. O reajuste no preço dos combustíveis, o primeiro depois de 5 anos, foi de 6%, mais ou menos a inflação de um ano. Se fosse para recompor a inflação do período, precisaria ser de mais de 25%. Com isso o preço real dos combustíveis, mesmo com tal reajuste, baixou diante da inflação do período. Especuladores estão chorando porque apostaram em aumento maior, e agora fazem campanha até contra  a Petrobrás.

Quarto: apenas 25% dos brasileiros têm algum tipo de veículo que consome combustíveis, logo o público beneficiário do reajuste de energia é muito maior que alguns que terão que pagar um pouco mais pela gasolina. E as indústrias absorverão facilmente o aumento dos combustíveis em suas composições de custos porque na energia elétrica o corte foi bem maior.

 A direita ainda se faz valer do seu poder de mídia para enganar o povo, em especial a classe média, que ouve o galo cantar e não sabe onde, replicando todo tipo de mentira e preconceito que essa turma inventa. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Energia : Dilma dá tiro no tucanário da direita

O discurso da presidente Dilma Roussef sobre a redução nos cortes de energia atingiu a direita em duas áreas estratégicas, daí o chororô do PSDB querendo impedir novos pronunciamentos em cadeia de rádio e TV. O PSDB estuda entrar com representação contra Dilma porque teria encontrado indícios de campanha política na sua fala à nação. Vide o que eles acham sobre isso aqui: http://www.psdb.org.br/psdb-estuda-entrar-com-representacao-contra-o-governo-por-pronunciamento-da-presidente/

A idéia de calar Dilma por eventual uso político-eleitoral é corroborada pelo Partido da Imprensa Golpista, que faz propaganda política 24 h por dia em todos os meios de comunicação, mas tem a cara-de-pau de fazer no principal jornal do esquema um editorial que é a cara da tese tucana: http://www.psdb.org.br/dilma-erra-ao-explorar-energia-como-tema-politico-editorial-de-o-globo/

Por que todo esse pânico?

Primeiro, porque Dilma furou o bloqueio da mídia e deu o seu recado em cadeia nacional de rádio e TV, uma prática que a mídia brasileira teme porque é usada normalmente em outros países sul-americanos onde os governos são igualmente combatidos pelos meios de comunicação ligados à direita. Com a mídia mentindo e sendo pega em seguida a partir dos fatos a credibilidade está caindo. Ao mesmo tempo esse tipo de prática anti-democrática e partidária faz engrossar o coro dos que querem acabar com o cartel da mídia, a exemplo da Argentina.

Segundo, porque Dilma está conseguindo uma coisa rara, que é ter o controle social sobre os trabalhadores, distribuir renda e prestar assistência aos mais necesstados. E realizar uma agenda histórica do setor produtivo, que passa pelo equilíbrio no câmbio, ampliação do mercado interno, redução drástica nas taxas de juros, redução de encargos nas folhas de pagamento e agora redução de um insumo básico na composição de custos da produção, que é a energia. Dilma pode chegar a 2014 com apoio de trabalhadores e empresários.

O PSDB, a exemplo do quase finado DEM, está se esvaindo, porque já não consegue mais comparar o período de FHC com Lula e Dilma. É perder tempo tentar fazer essa comparação de tanta coisa do período atual com o nada deixado pelos demo-tucanos. Além de deixarem de ser referência para comparação histórica, eles estão vendo sua base social corroída pela máquina federal, que está arrastando o empresariado para o lado do governo Dilma.

Aos demo-tucanos e ao PIG cada vez mais está restando o STF. Até quando?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Mídia Bandida 003 - O terror elétrico continua

O GLOBO 16/01 - Nota pequena sobre redução do custo de energia
As fotos mostram como uma mídia partidária ultrapassa o limite entre jornalismo e propaganda e acaba perdendo credibilidade. Há 3 dias a Presidente Dilma Roussef assinou a lei que desonera as contas de energia em 16% para os consumidores residenciais e em 28% para as indústrias. Uma medida corajosa, histórica, porque mexeu com um poderoso esquema que faz da energia elétrica no Brasil uma das mais caras do mundo, mesmo sendo 80% produzida por hidrelétricas, que em todo lugar é mais barata que térmica, elétrica, eólica, solar, etc. Com a medida a população se desonera, e a indústria se torna mais competitiva.

17/01/13 - A anti-notícia da redução do preço em destaque
Como O Globo anuncia tal fato? Num pequeno texto no canto da sua edição de 16/01/01. No dia seguinte, estampa como manchete, em grandes letras e local principal da capa "Risco de racionamento - térmicas podem anular desconto de energia". É o terceiro tempo na campanha de lobby contra a redução de preços, na qual a empresa dos Marinho tem como aliados os governos tucanos  de SP, MG e PR, que, respectivamente, se recusaram a dar descontos através da CESP, CEMIG e COPEL para sabotar o plano de redução, e deverão perder concessões quando não forem renovadas nos próximos anos.

17/01/13 - Página inteira reafirma o terror
Mais ainda: no caderno de economia dedica metade da página inicial para reafirmar sua previsão catastrófica baseada em "especialistas consultados pelo jornal" e estampar: "Risco de racionamento - conta mais salgada - uso de térmicas pode encarecer conta de luz em 15% e anular desconto prometido por Dilma". O título já diz tudo: Dilma prometeu mas não tem como entregar, logo, é mentirosa, populista, incompetente, demagoga, etc.

O GLOBO também omitiu, por parcialidade, que se houver aumento nos custos por conta de uso de térmicas ele não será repassado aos consumidores, sendo coberto pelo Tesouro Nacional. Ou seja, os impostos pagarão por isso, o que quer dizer que, na prática, as pessoas e empresas terão uma devolução dos impostos que pagam. Isso é redução, na prática, de carga tributária, coisa inédita na história, positiva para todos, defendida pela direita neoliberal  a quem a mídia está atrelada, mas para atacar Dilma escondem isso e, se acontecer, a chamarão de perdulária.


E pensar que esse jornal escrito com tinta de esgoto é lido por pessoas influentes, que são capazes de deixar seus planos de investimento para comprar geradores acreditando nas urucubacas da oposição de direita. Vamos guardar o jornal para mostrar daqui a um ano o que realmente aconteceu. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Energia : O GLOBO bota culpa em Dilma pelo boicote do PSDB

Para quem não acredita em manipulação de mídia e não vê razões para limitar o tamanho das empresas de comunicação a foto mostra um bom exemplo de mentira espalhada ao vento, de difícil reparação. Ontem as empresas de eletricidade controladas pelos governos de Minas, São Paulo e Paraná, todos do PSDB, anunciaram que não iriam aderir ao plano de redução de tarifas de energia. A promessa de Dilma de baixar os preços em até 20,7% ficou prejudicada por essa vingança política tucana, e só cairá 16,7%. A notícia não explica isso: mostra siglas dos estados em subtítulo.

O que a notícia de O GLOBO induz a pensar? Que Dilma prometeu e não cumpriu, ou seja, enganou o povo, por isso não é confiável, apenas para dizer pare do que ouvi na banca de jornais quando comentei o assunto com algumas pessoas. A explicação está em letras menores, sem qualquer contextualização política de serem governos do PSBD os responsáveis pela redução menor que o esperado. Como a Globo alcança 99,9% do território nacional, passa a visão de falsidade de promessas de Dilma e protege os partidos de direita da responsabilidade que têm no episódio. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Paraguai : Represália energética contra isolamento

Depois do golpe que derrubou o presidente eleito Lugo e colocou no poder um governo que não é reconhecido pelo Mercosul, agora vem o governo paraguaio ameaçar o Brasil e a Argentina com a suspensão da venda do excedente energético de hidrelétricas em suas fronteiras com ambos os países. No caso de Itaipu, cada país tem direito a 50%, e o Brasil compra o excedente que o Paraguai não usar, conforme contrato.

Frederico Franco, o usurpador paraguaio, diz que vai usar toda a parte paraguaia para incentivar o desenvolvimento do seu país, atraindo mais indústrias para a energia barata. Em 2009, o então presidente Lugo conseguiu que o Brasil revisse os valores do contrato. Se não usar a energia, o Paraguai, por contrato, terá que pagar à Itaipu Binacional pelo desperdício.

Segundo o governo, não haverá solavanco se resolverem boicotar a venda ao Brasil. A oposição, que sempre se coloca ao lado de qualquer estrangeiro contra o governo brasileiro, acha que o Brasil tem que recuar nas medidas que tomou junto com os demais países do Mercosul contra o golpe paraguaio. O fato é que a medida é política, e contribuirá para isolar mais o Paraguai. O rato ruge. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

EUA : Vem aí a energia de fusão nuclear, ou....

Ainda estão bem vivas na memória imagens de um documentário sobre o Projeto Manhattan, aquele que reuniu renomados cientistas para desenvolver a bomba atômica, onde num determinado momento de teste todos estavam na sala do experimento, alguns portando extintores de incêndio. Se não fosse a certeza do resultado, pouco adiantaria extintores, porque tudo iria pelos ares. Ou havia uma falta absoluta de noção do que poderia acontecer. Não aconteceu, para felicidade das famílias dos cientistas. Tudo deu certo, para infelicidade das  famílias de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, varridas do mapa pelos produtos do projeto.

Agora recebi a notícia do disparo do raio laser mais poderoso da história, em laboratório norte-americano. Comecei a ler preconceituosamente, pensando que já seria uma nova arma, e que os caras gastam muito para matar e pouco para fazer as pessoas viverem. Pode até virar uma arma, mas o fim era outro: esmagar átomos de hidrogênio, produzir estrelas ínfimas, de grande energia, confinadas em equipamento que transformarão o calor gerado em energia elétrica. Resumo: fusão nuclear para produção de energia limpa, talvez em escala inimaginável. Se a energia produzida for superior à gasta pelo potente laser, a diferença será útil a eliminar a dependência em relação aos reatores de fissão, as usinas nucleares que temos hoje. Veja aqui a matéria com mais detalhes.

Aí vem novamente a imagem dos extintores. Confio na ciência. Teoricamente, tudo dá certo, mas sempre há riscos na hora de botar em prática o que a academia produz. Assim como o Colisor de Hadrons, do CERN, causa um enorme temor pelo gigantismo do equipamento montado e por eventuais consequências imprevisíveis nos modelos teóricos, se algo der errado num experimento dessa magnitude também pode causar muito estrago.

Tomara que dê certo, pensando na energia e na evolução tecnológica que isso trará para o desenvolvimento de alternativas a combustíveis fósseis, usinas nucleares, etc. . E que o laser não venha a fazer parte de peças militares. Considerando que os EUA podem vir a ter a primazia dessa tecnologia produtora de energia e possuir um laser com potencial militar, a notícia pode não ser muito boa para muitos neste planeta.


domingo, 25 de dezembro de 2011

Luz para Todos : Globo mostra "milagre de Natal" e esconde o santo

Uma matéria muito interessante de ontem no Jornal Nacional ressaltava a alegria de famílias da comunidade da Serra do Cafundó, em Choró (CE), que passariam o primeiro Natal de suas vidas com energia elétrica nas casas. O local é tão inacessível que os equipamentos para a instalação da rede de energia tiveram que ser transportados de helicóptero. Água gelada, televisão, notícias do mundo e até iluminação de Natal são novidades para essas pessoas que viviam à luz de lampião.

Exclusão energética comparada ao IDH
Fonte : livro "Luz para Todos - um marco histórico"
Coisa interessante. Concessionária de energia gastando uma fortuna com helicóptero para levar energia a uma comunidade de 30 casas num local onde só se chega por caminhada de 1 hora em meio a trilhas acidentadas. A primeira conclusão é que a empresa de energia é muito humana, porque não olhou para lucros ao atender às necessidades essenciais.

A Globo falou do milagre, mostrou o funcionário da concessionária, mas habilidosamente escondeu o essencial: o programa LUZ PARA TODOS, começado em 2004 no governo Lula, que já atendeu a mais de 2,4 milhões de lares e beneficiou mais de 14 milhões de pessoas que estavam mergulhadas nas trevas.

A exclusão energética está nos mesmos lugares onde há exclusão social (vide gráfico, extraído do livro "Luz para Todos - um marco histórico") . É um programa social, que paga às concessionárias para levar energia a qualquer custo às localidades economicamente inviáveis para as  empresas, com o objetivo de acabar com a miséria pela falta de energia.

 Veja a matéria do G1, da própria Globo, que fala no último parágrafo, depois de todas as vantagens para a população, no nome do Luz para Todos, lá nos cafundós do texto. Um crédulo consumidor das "informações" providas pelas organizações Globo dirá que isso só pode ter sido coisa de FHC, o iluminado...