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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

São Paulo : Derrubar Alckmin para melhorar o PIB Brasil?

Nordeste com crescimento em índices de padrão chinês
Fonte : Blog da Cidadania
A mídia bandida fez um escândalo com a queda do PIB do Brasil em 4,5% comparando-se o 3o trimestre de 2015 com o de 2014. Apoiando a tentativa de golpe de Cunha / Aécio através de impeachment de Dilma, constrói uma "verdade" que repetida pelos meios de comunicação cria um discurso safado ao estilo nazista de Goebbels. A síntese é : TIRAR DILMA RECUPERA O PIB E MELHORA A ECONOMIA.


 Vamos olhar números interessantes. O PIB do Estado de São Paulo vem desabando nos últimos trimestres. No mesmo período da comparação que serve de combustível ao golpe, O PIB DE SÃO PAULO CAIU 5,5%! A economia estadual contribui com quase um terço do PIB Brasil, logo, se não fosse pelo bom resultado de outros estados melhor administrados (na visão deles), a queda seria ainda maior.

 São Paulo já foi a locomotiva do Brasil. Nos anos Lula/Dilma o Nordeste passou a receber pesados investimentos que reduziram as desigualdades regionais, e isso é uma das causas da rejeição da vitória de Dilma sobre Aécio, o candidato dos coxinhas anti-nordestinos e "paulicêntricos".

Nos últimos anos, em meio à crise mundial avassaladora, o Nordeste teve polos de desenvolvimento crescendo a taxas chinesas. Não é à toa que TODOS os governadores do Nordeste se colocam contra a tentativa de golpe, que pode trazer consequências imprevisíveis à economia com risco de guerra civil e desmantelo completo da produção. Sabem que o golpe, mesmo se sobrasse alguma coisa depois da terra arrasada, poderia trazer um governo como o que Aécio Neves escancaradamente propaga, junto com o DEM, do tipo que já conhecemos de FHC e Alckmin, em São Paulo. Uma tragédia em cima de outras tragédias.

Notícia do UOL : PIB Brasil  cai 4,5% no 3o trimestre
Em 20 anos de governos tucanos São Paulo perdeu espaço
Fonte : Viomundo
São Paulo há 20 anos sofre com governos tucanos. Em 2005 o estado representava 37,3% do PIB nacional. Em 2014 encerrou com 28,7%, praticamente empatado com a soma das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste. Algo impensável há 20 anos. Isso foi o resultado de uma política de altos impostos, falta de investimento em infra-estrutura, custos de transportes extorsivos com pedágios maiores do mundo, corrupção em grandes obras como Rodoanel , metrô e trens e principalmente a incompetência tucana de governar que o Brasil já conhece dos anos FHC.

Vamos derrubar Alckmin e governar São Paulo com um governo competente e honesto. O Brasil melhora. É esse o discurso, mídia?



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SOS Seca São Paulo : As ações de emergência não podem esperar

A fase de disputa política acabou. São Paulo vive uma situação de racionamento e tem 4 meses de água à frente, insuficientes para chegar à temporada chuvosa de 2015/16 e sem nenhuma perspectiva de fim da seca. No Nordeste há houve secas de mais de 6 anos consecutivos, como a recente, que terminou no ano passado.

Nesses 4 meses será inviável concluir alguma obra de transposição, como a do reservatório da Represa Billings para o sistema Cantareira, que começou emergencialmente e deve ficar pronta em 2018. O comércio e a indústria já trabalham no limite de contingência e têm seus custos elevados com paliativos para continuar operando. Já dispensam funcionários, por não poderem mais operar na capacidade máxima.

Se os empresários já se preparam para o pior há alguns anos, a população deverá ser atingida em cheio pelo atraso do início do racionamento, que deveria ter acontecido há anos, e dos investimentos da Sabesp, que não foram feitos para a prioridade da distribuição de lucros.

Vamos esperar pelos 4 meses até o dia da seca final? Parece que o governo paulista vai nesse rumo. Além de não ter ouvido os apelos por providências desde 2004, continua insistindo numa normalidade que na prática não existe. Terá o governo paulista a qualidade necessária para tomar as providências que minimizem os fortes impactos que virão?

Acredito que não. E nesse esforço terão o apoio de mídia para afirmar categoricamente uma normalidade cuja negação salta aos olhos incrédulos de quem votou em Ackmin acreditando que não faltaria água.

Está na hora do governo federal tomar as iniciativas antes que São Paulo pare de vez. Desde paliativos para atenuar os efeitos da seca, coordenar ações de eventual evacuação, fornecer mais segurança em meio à possibilidade de saques por conta do desemprego e da incapacidade da economia funcionar, etc. Um SOS Seca São Paulo federal deve arrecadar a solidariedade de todo o país para salvar o seu estado mais populoso do sudeste, que abriga a principal economia do país.

Salvar vidas, manter o povo vivo até a solução da seca. No Nordeste, mesmo com a recente seca prolongada, a maior em 60 anos, a ação efetiva federal evitou o pior. Cisternas, cestas de alimentos, carros-pipas, programas sociais, enfim, o acolhimento às pessoas pelo problema natural recorrente foi o melhor da história do país. Não se registraram casos de morte de fome, de saques nem de migração forçada.

No Nordeste o governo federal deu o exemplo de capacidade de assistir aos cidadãos numa emergência. São Paulo precisa do mesmo. Agora, antes que seja tarde demais. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Alckmin pilota Titanic paulista direto para o iceberg

Alckmin desprezou problema em busca de votos (G1)
Só uma estratégia de pressão máxima e foco exclusivo para levar o governo Dilma à paralisia e ao colapso pode explicar a continuada irresponsabilidade do governo paulista em relação à iminência da maior tragédia hídrica do Brasil em todos os tempos. Para destruir Dilma o noticiário de notícias ruins tem que ser concentrado na Petrobrás, nos ajustes econômicos, no terrorismo do colapso do Brasil, corrupção, etc. Não pode falar de problemas criados por governos tucanos, daí quando acontecer a tragédia sobrar pouca margem de manobra e tempo para buscar paliativos, já que as soluções perderam seu "timing" na política de dar mais lucros que armazenar água da SABESP.

Começamos o ano com manifestações em São Paulo contra tarifas de ônibus (municipal na Capital e estadual no metrô), que a mídia já joga na conta do prefeito petista Haddad e nas costas dos black blocs a violência da polícia de Alckmin. Enquanto se inocula o ódio anti-petista esconde-se o problema da seca na esperança cada vez menor de uma solução divina, que a cada momento exige mais uma conjuntura de Noé que de São Pedro. Só um dilúvio no Cantareira pode evitar que a maior cidade da América do Sul vire um deserto até o fim do ano.

Contra os paulistanos há cada vez mais remota chance de chuvas. Daqui do Rio de Janeiro, onde normalmente chove desde antes do Natal até a primeira quinzena de fevereiro, vamos chegando á metade do período praticamente sem chuvas, repetindo a seca do ano passado. São Paulo tem o paradoxo das chuvas que alagam a cidade e não contribuem para o abastecimento dos reservatórios, e isso deve continuar pelo verão. A partir da primavera será só esvaziamento de reservas, com piora da qualidade da água, implementação tardia de racionamento e uma problemática que, para sorte de Alckmin, não será divulgada pela mídia amiga.

Situação do sistema que abastece São Paulo se degrada (Climatempo)
Quanto o Brasil já perde com a irresponsabilidade de Alckmin? Empresas estrangeiras querem investir no principal mercado, que é o paulista, mas estão mudando de idéia pela iminente falta de água. Diversos setores da economia paulista já sofrem com aumentos de tarifas da SABESP e redução na disponibilidade de água. A população mais pobre, onde a água já é informalmente racionada para não faltar nas áreas ricas, paga um preço maior ainda.

E quando São Paulo parar? A culpa será do prefeito Haddad, que não tem nenhuma participação no sistema de abastecimento? Da presidente Dilma, porque nervosos coxinhas bradarão pela sua responsabilidade em não fazer chover?

Será pior. A precarização da atividade econômica em São Paulo levará à seca também no fornecimento de produtos e serviços. Com a oferta reduzida, haverá pressão inflacionária, justo quando o governo federal estará cortando cirurgicamente os gastos para não prejudicar os programas sociais, sem capacidade de atender a uma emergência do porte que São Paulo necessitará. E o desemprego, perda de poder aquisitivo com a elevação dos custos para pessoas e empresas em busca de soluções cada vez mais difíceis e caras?

Poderemos chegar ao fim do ano com filas de caminhões e navios-pipa levando água para São Paulo e obras de engenharia que deveriam ter sido feitas desde 2004 inacabadas, com todos rezando para chover em 2016. E Alckmin e o PSDB? Coitados, vítimas do acaso. O fato é que houve irresponsabilidade já que a situação é conhecida desde 2004. Uma tragédia anunciada. 

E assim vai São Paulo rumo ao iceberg como um festivo Titanic. Se a história for contada pela mídia bandida atual, não haverá culpa para o Comandante Alckmin nem para a tripulação do PSDB. O iceberg pagará o preço. Claro, mandado para a rota de colisão por Dilma.





sábado, 26 de julho de 2014

YOUTROUXA 0115 - "Santa Casa de SP fechou porque Dilma não gasta com saúde"

Quem vê televisão e lê o que passa nas redes sociais deve ter ficado revoltado com a "falta de humanidade" do governo Dilma ao saber que a Santa Casa de São Paulo fechou parte do atendimento por dívidas e falta de verba. As mesmas mídias depois mostraram o governador Alckmin piedosamente repassando R$ 3 milhões à Santa Casa exigindo em contrapartida a prestação de contas. Bom homem esse Alckmin. Que vilã essa Dilma... Esse é o pensamento do trouxa incauto que não procura saber dos fatos.

O Ministério da Saúde respondeu a isso com uma nota mostrando a verdade. A verba que repassa ao governo paulista para repassar à Santa Casa tem levado mordidas grandes. Da última o governo Alckmin cobrou um pedágio da ordem  de R$ 50 milhões, bem mais que os R$ 3 milhões que "humanitariamente deu" diante das câmeras. Alckmin tem que explicar para onde vai esse dinheiro desviado. Segue a verdade:

Nota do ministério da saúde sobre a crise na Santa Casa.

Sem nenhum contato prévio, o Ministério da Saúde recebeu no final da tarde desta terça-feira, dia 22, por email a comunicação da interrupção do atendimento de urgência por parte da Santa Casa de São Paulo.
Surpreendido pela gravidade do fechamento do Pronto Socorro, o Ministro Chioro entrou em contato com o Secretário Estadual de Saúde, David Uip, e com o Secretário José de Fillipi, do Município de São Paulo.
Na quarta-feira dia 23, o Ministério da Saúde recebeu da Secretaria de Saúde de São Paulo dados, repassados também à imprensa pelo Secretário David Uip, sobre os valores repassados à Santa Casa, pelo Governo do Estado, que é o gestor do contrato.
Para nosso espanto, entre os valores repassados pelo Ministério da Saúde e os efetivamente transferidos pelo Governo Estadual à Santa Casa de São Paulo, encontramos uma diferença de R$ 74.738.747,00 a menos no período de Janeiro de 2013 a maio de 2014. Mensalmente o Ministério da Saúde destinou R$ 25 milhões à Santa Casa, e esta só recebeu $21,5 milhões.
Se a dívida de R$ 50 milhões com os fornecedores foi o motivo alegado para o fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa, se o Governo do Estado não tivesse retido o recurso federal, a crise não teria se dado.
Em 2013 o Ministério da Saúde destinou R$ 291.390.567,11 à Santa Casa de São Paulo, e a Secretaria de Saúde repassou tão somente R$ 237.265.012,00, à instituição, R$ 54.125.555,00 a menos que o destinado.
De janeiro a maio de 2014, o Ministério da Saúde destinou R$ 126.375.127,00 à Santa Casa, que só recebeu da Secretaria de Saúde R$ 105.761.932,00,ou seja ,R$ 20.613.192,00 a menos do que foi destinado pelo Ministério da Saúde.
Assim sendo, Santa Casa de São Paulo recebeu R$ 74.738.747,00 a menos, retido pelo Governo do Estado de São Paulo, daquilo que lhe foi destinado pelo Governo Federal.

O Governador de São Paulo tenta transferir sua responsabilidade na crise da Santa Casa de São Paulo falando da queda de investimento por parte do Governo Federal na Saúde.
Importante alguns dados:
Em 2003 a União gastava com Saúde, R$ 27,2 bilhões.
Em 2014, serão aplicados R$ 90,1 bilhões, com evolução nominal de 231%.

Em 2003 o gasto per capita em saúde era de R$ 154. Em 2014, R$ 444, com crescimento nominal de 188% com saúde.
Importante ressaltar que com a perda da CPMF que respondia por 1/3 do total dos recursos do Ministério da Saúde a partir de 2007, houve uma perda de R$ 40bilhões anualmente.
Falar da tabela SUS como causadora da crise da Santa Casa de São Paulo é usar de má fé, pois com a contratualização de serviços, a lógica de pagamentos é outra, não se remunerando tão somente procedimentos, já que a remuneração se dá também por incentivos comoa contratualização como hospital escola e hospital de ensino, a participação em programas como a rede cegonha,SOS-Emergência, entre outros.
A título de exemplo, os valores transferidos pelo Ministério da Saúde à Santa Casa de São Paulo mais do que dobram o valor que este hospital recebe por tabela, ou seja 101% da tabela SUS.
O Ministério da Saúde está cobrando do Governo do Estado de São Paulo, gestor do contrato de prestação de serviços da Santa Casa, a correta aplicação dos recursos que destinou à instituição.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0027 - A Copa e o Assassinato no Expresso do Oriente

A dois dias da abertura da Copa crescem as expectativas dos brasileiros. A maioria sobre a possibilidade de sermos campeões pela sexta vez, sobre a seleção e a taça, ganhando em casa e espantando 1950.

Outros, sobre a necessidade política de tudo dar certo, já que esse empreendimento, onde para cada R$ 1 gasto pelo poder público envolveu R$ 3,4 do setor privado, teve um custo alto para os governos, em especial o federal, que não gastou nada mas levou toda a culpa pelo que deveria ser um fracasso e uma tragédia.

Um outro grupo, minoritário porém poderoso, foi derrotado pela simples existência da Copa que diziam que não haveria por incompetência de Dilma e Lula. Este ainda insiste na criação de algum fato que possa, ao mesmo tempo, fazer da Copa um fracasso e enterrar as chances eleitorais de Dilma.

São tantos os interesses envolvidos no fracasso da Copa que a imagem mais próxima do que aconteceria caso os inimigos do evento conseguissem seu intento seria a estória de Agatha Christie no seu livro "O Assassinato no Expresso do Oriente". Na ficção, uma pessoa é encontrada morta num trem com doze facadas e a dificuldade do detetive é saber entre os suspeitos quem fez isso. No fim, todos deram suas facadas por razões diversas.

Pode ter de tudo: ciberterrorismo contra sistemas vitais (água, energia, tráfego, sites do governo, aeroportos, metrô, etc); terrorismo mesmo (malas abandonadas com ou sem explosivos, bombas para causar pânico, sabotagens em transportes, etc); movimentos de vandalismo próximos aos locais de jogos; greves oportunistas de motivação político-eleitoral para impedir a circulação de pessoas ou buscar confrontos com o policiamento; martírio alheiro (como o que vimos com a manipulação dos índios em Brasília, jogados contra o policiamento para criar imagens de "denúncia" mundo afora), em busca de cadáveres midiáticos; bombardeio de desinformação por mídias, etc, etc.

O fato é que a população em geral está se tornando refratária às questões políticas e começando a viver o momento. Acanhadamente bandeirinhas aparecem nos carros e fachadas de prédios. Ruas são pintadas, o comércio vende mais, festinhas juninas mostram bandeirolas verde-amarelas, enfim, está começando o clima de festa que certamente explodirá com uma vitória do Brasil sobre a Croácia no dia 12, coincidentemente dia dos Namorados e véspera de Santo Antônio, ou seja, já tem festa garantida independente do resultado.

O viralatismo desesperado começa a dar espaço à racionalidade. Gringos chegando e gostando. Imprensa em todo o mundo enaltecendo o evento e mostrando belezas do Brasil. Já não são tão fartos em mostrar mazelas porque nos seus países já enxergam as mesmas coisas pela crise continuada. E no Brasil há pleno emprego, ascensão social dos mais pobres e outras realidades que estão entre os sonhos deles.

O jogo virou. O povo quer a Copa. Quem for contra isso será penalizado pelo imaginário popular. Dilma e o governo quiseram a Copa. Isso todo mundo sabe e cobra um preço pela tal falta de prioridades e toda a desinformação que as mídias espalharam. Agora isso não importa. Quem fizer algo contra a Copa terá a inimizade do povo. Isso pode chegar às vias de fato. Nem a mídia apoia mais os #naovaitercopa, porque é hora de faturar. A não ser a Globo com seu distúrbio bipolar, que fala mal no noticiário e fala bem na transmissão do jogo.

Quem dará a primeira facada e pagará o preço? Alckmin é sério candidato. O governo paulista não gastou dinheiro com o Itaquerão, por isso, pode-se pensar, não teria preocupação com o sucesso do evento. A fórmula seria criar um cenário de guerra em uma escalada de violência que chame a atenção do mundo e apavore os torcedores. Há dias a greve do metrô busca espaços de negociação. Tudo que recebem do governo é repressão. O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) também quer ser atendido. O governo federal negocia com eles. Alckmin bate em todos. 

A greve do metrô continua hoje sem indicativos de negociação. A tensão aumenta e o governo do PSDB parece querer mostrar que com movimento social não se negocia, se reprime, buscando galvanizar setores de direita visando apoio nas eleições. Os grevistas, preocupados com a população, propuseram deixar as catracas livres e os trens funcionando enquanto há negociações. Alckmin não topou. E sabe que sem o metrô o acesso ao Itaquerão será muito prejudicado.

Tomara que o bom-senso prevaleça e nenhuma das possibilidades catastróficas que apresentei ou outras de maior criatividade se realizem e tenhamos sucesso na Copa com a vitória final do Brasil. Em todos os aspectos. 

sábado, 5 de abril de 2014

Lata d'água na cabeça, lá vai paulista, lá vai paulista...

A região metropolitana de São Paulo está em situação emergencial hídrica e parece que está tudo bem. Estamos chegando à metade de abril e nada de chuvas para repor a água do sistema de reservatórios e evitar o colapso. Aí começa a faltar água na periferia, onde geralmente as pessoas já sofrem todo tipo de mazela e não se organizam para protestar. Aí começa a faltar para a classe média. Quando chegar à elite, não vai ter água Perrier que dê para suprir a falta nas torneiras.

A SABESP é uma empresa de economia mista e maximiza lucros a ponto de não ter feito os investimentos necessários para garantir o abastecimento. Mesmo com alertas desde 2004. E o consumo foi aumentando, o sistema Cantareira secando e nada de investimentos em interligações de bacias, de eliminação de desperdícios, de tubulações obsoletas, etc. Seu último balanço mostrou queda substancial de lucros. Pior: para evitar a palavra RACIONAMENTO e suas implicações políticas, oferece aos usuários descontos na conta de consumo se conseguirem economizar. Ou seja, deixa de vender água, e a que vende fica mais barata. Preferiram adotar o termo RODÍZIO para não lembrar os tempos FHC de falta de energia. Já virou gozação.



Fonte : Tijolaço
O governador Alckmin torce para que o desastre da falta d'água generalizada só aconteça depois das eleições, porque sabe o quanto custará politicamente sua incompetência. Racionamento é uma palavra associada ao governo FHC, que deixou o país sem luz em 2001. Tentam colar em Dilma a mentira do racionamento iminente de energia, mas os dados insistem em desmentir com folga isso. O pior para São Paulo é que com uma seca prolongada será necessária muita chuva que será absorvida pelo solo seco até começar a fluir pelo solo e contribuir para os reservatórios. Há risco de termos uma catástrofe humanitária inédita na maior cidade da América do Sul. De onde vão tirar água para uso de 10 milhões de pessoas, de uma hora para a outra, sem chuvas?
Hidrelétrica Santo Antônio - RIo Madeira  (Tijolaço)

O governo federal não vai ficar de braços cruzados contando com alguma atitude de Alckmin. Vai intervir no problema, através da Agência Nacional de Águas, para salvaguardar a população paulista do desastre iminente. Poupar água será necessário até que o risco se atenue.



Por que não tem racionamento elétrico com reservatórios fora dos níveis ideais no sudeste? Porque o sistema é interligado. Neste ano grandes geradoras começaram a produzir na região norte, onde não há seca. Jirau, Santo Antõnio e, em breve, Belo Monte. Fora isso há parques eólicos em fase de interligação ao sistema, e as térmicas, que garantirão com folga a energia para os próximos anos. Em São Paulo não mitigaram os riscos, e deu no que deu. Será que vamos ver coxinhas carregando latas d'água nas caçambas das suas SUV? Será que veremos madames carregando latas d'água na cabeça, como no samba de Candeias Júnior?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

MÍDIA BANDIDA 0048 : Alckmin cria 27 novas taxas e o PIG não falou nada...

Fazer discurso liberal pela redução de impostos pode gerar alguns votos à direita, mas ao mesmo tempo aumentar a carga tributária perde todo o efeito, como vem acontecendo em São Paulo. O governador Geraldo Alckmin aumentou a UFESP, índice aplicado aos preços de taxas, abaixo da inflação, o que soa positivo, mas aumentou a quantidade de UFESP por serviços, elevando os preços acima da inflação. Segue trecho da matéria de Antônio de Souza, do blog Viomundo, mostrando o que a mídia bandida "não viu":


Mídia se cala sobre as 27 novas taxas de Alckmin

"A partir de 27 de março, os paulistas começam a pagar 27 novas taxas além do aumento em até 116% dos tributos cobrados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), como o emplacamento de veículos.
Entra em vigor a lei 15.266, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 27 de dezembro de 2013, que “dispõe sobre o tratamento tributário relativo às taxas no âmbito do Poder Executivo Estadual”.
Bem no final de 2013, Alckmin enviou às pressas à Assembleia Legislativa o projeto de lei nº 916/2013, que “dispõe sobre o tratamento tributário relativo às taxas no âmbito do Poder Executivo Estadual”.
Aqui, a lei prevê o valor das taxas em Ufesp — a Unidade Fiscal do Estado de São Paulo.
Ela é definida segundo a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da Universidade de São Paulo (USP).
Em 2014, esse reajuste ficará em 3,98%.
O que fez Alckmin? Ele aumentou o número de Ufesp por serviço.
Na segurança pública, criou 10 taxas novas, sendo várias para shows pirotécnicos e carros blindados. (...)





segunda-feira, 17 de junho de 2013

Agnello : Demita seu Secretário de Segurança ou assuma a repressão no estádio!

Na sexta-feira o secretário de segurança do Distrito Federal, Sando Avelar, falou que haveria repressão no sábado à manifestação próxima ao estádio Mané Garrincha. Conforme prometido, o pau comeu e 26 pessoas foram feridas por balas de borracha. Não houve pudor em jogar gás lacrimogênio nas filas onde estavam os torcedores.

Tudo poderia ser pior se os manifestantes entrassem no anel interno do estádio, já que nos detetores de metal não se exigia que os ingressos fossem mostrados. Não entraram porque não quiseram.

Agora o secretário vem a público dizer que a ação da polícia foi perfeita, que agiu normalmente para evitar que os manifestantes entrassem no estádio, etc. Sem nenhum pudor quanto aos excessos ou aos feridos. Justificando até manifestante atropelado por um policial de moto como "um acidente".

Por ironia do destino, choveu no final do jogo e faltaram as capas de R$ 300 que o GDF iria comprar para o efetivo. Esse episódio causou a destituição do comandante da PM e não foi devidamente explicado. Agora vem o secretário de segurança e defende a repressão.

Governador, já que sua reeleição está cada vez mais difícil pela inoperância do seu governo, pelo menos não leve para o seu currículo nem para o PT a pecha de repressor igual ao Alckmin.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pesquisa tira votos de Dilma para dar a Aécio e Marina

Faltando mais de um ano para as eleições, o clima de vale-tudo parece que estamos às vésperas, quando  aparecem pesquisas ao gosto dos fregueses para criar expectativas. Nada justifica, na atual conjuntura, considerados os 10 anos de impiedoso ataque de mídia a Lula e Dilma, que a presidente tenha caído 8 pontos na sua popularidade, caindo de 65% para 57% na avaliação de bom e ótimo do seu governo.

Os números também são bem arrumados quando se trata da intenção de votos. Dilma teria 51%, ou seja, seria o elemento de motivação para as oposições atacarem com tudo para que não ganhe a eleição no primeiro turno, bastando que perca apenas 1%. Marina e Aécio gozam de generosos 16% e 15%, enquanto Eduardo Campos tem 5%. Nesse caso, a margem de Aécio sobre Eduardo, para bom entendedor, significa que o pernambucano tem alguma chance, mas que Aécio é o voto útil.

Para Marina o número é generoso, já que na última eleição teve sua votação inflada pela mídia que criou a tal "onda verde" para forçar o segundo turno, sem oferecer riscos a José Serra. O jogo dos demo-tucanos, que usam esse tipo de pesquisa na mídia para conquistar apoiadores (votos e dinheiro) será o mesmo das eleições passadas, adicionando-se Eduardo Campos como mais um "cavalo de tróia" para forçar o segundo turno entre Dilma e Aécio.

Manter Marina potencialmente com chances significa potencial de fazer barulho contra o governo se o seu partido não for registrado. Marina também serve de referencial para o crescimento de Aécio, pois uma futura pesquisa deverá mostra o tucano ultrapassando-a, para criar a expectativa de ser o mais viável da oposição. Eduardo também poderá mostrar números ascendentes, servindo de "backup" caso Marina não emplaque.

Já vimos esse filme antes. Outro dado interessante é a aprovação de 51% para Alckmin, e sua possível vitória contra 24% de Lula, que sequer é candidato. Nesse caso parece que o governador que tem contra si a falência da segurança, saúde, transporte, educação fora as calamidades está excessivamente bem avaliado, enquanto Lula, que tem boa avaliação pela maioria dos brasileiros, mostra-se com números muito baixos. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SP: Aumento de transportes acima da inflação causa revolta

Da internet, origem desconhecida
Peraí: em março, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou o zeramento da cobrança de PIS/COFINS sobre as passagens de ônibus e metrô, o que representaria menos 3,65% de custos para as empresas. O governo federal fez isso para evitar o impacto inflacionário nos reajustes previstos nas passagens para 2013. Como é que em São Paulo as passagens de ônibus sobem de R$ 3 para R$ 3,20, um reajuste de 6,66%, acima da inflação do período?

Pior ainda: em fevereiro houve redução das tarifas elétricas, que deveria impactar em redução de preços dos transportes como metrô e trem elétrico. Cadê? Que a tarifa de ônibus suba, até tem alguma justificativa porque os combustíveis, depois de 5 anos, foram reajustados, e a categoria dos rodoviários vem conquistando melhores salários, mas e nos transportes elétricos? Em São Paulo a exploração nos transportes é generalizada, com as passagens e pedágios mais caros do Brasil.

Alô Globo: esse estado não tem governador não, para vocês botarem uma entrevista explicando? Metrô e CPTM são de quem? Alô, Alckmin: tá todo mundo vendo isso e mais a falência da saúde, educação, segurança, etc. Tem que botar responsabilidade nessas pessoas. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mìdia Bandida 0022 : Blindagem a Alckmin na falência da segurança de São Paulo

Acho que todo mundo conhece a cúpula da segurança do Rio de Janeiro (Beltrame, Marta Rocha) pois a cada problema na segurança eles são expostos pela mídia em busca de suas responsabilidades. O governador Sérgio Cabral também é bastante comum na mídia pelos mesmos problemas. Já em São Paulo, alguém sabe quem é o Secretário de Segurança ou Chefe da Polícia? Ou que o governador Geraldo Alckmin tem responsabilidades pela onda de crimes que não encontra resposta das autoridades em São Paulo?

Claro que não. Onde os governos são da "base aliada" da mídia bandida nada negativo é atribuído aos seus responsáveis. E tome saidinha, dentista queimado, explosão de caixa eletrônico, arrastões, assaltos a condomínios, tudo culpa da bandidagem, como quer fazer crer a mídia, na falta de responsabilização da área de segurança do governo estadual. Se o governo fosse do PT, aí seria uma festa de acusações, reportagens dramáticas, etc. Enquanto isso o número de latrocínios no estado cresce mais de 74%, aparecem novas cracolândias e a solução, para Alckmin, é reduzir a maioridade penal.


terça-feira, 4 de junho de 2013

SP : Professores da rede estadual chegam a passar fome

Os governos do PSDB em São Paulo não conseguem articular numa relação de causa e efeito a criminalidade descontrolada e a falta de condições de trabalho dos professores da rede estadual. Após a vitória de Haddad em São Paulo a blindagem de mídia foi rompida e as mazelas demo-tucanas finalmente emergem aos olhos da sociedade. Não é só a segurança que está falida: a educação sem prioridade há 20 anos pariu uma geração perdida.
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2013-06-04/as-vidas-que-o-pne-poderia-mudar.html

segunda-feira, 13 de maio de 2013

YOUTROUXA 0009 - "Bolsa-Crack dará R$ 1.350 para sustentar drogados"

Alckmin manda baixar o cacete em protesto de professores
Parece paradoxal um governo do PSDB que desce a borracha quando professores pedem melhores condições de educação e ao mesmo tempo quer manter adolescentes presos por mais tempo e oferece tratamento a drogados através de verba pública. Não é: em 20 anos de governo e descaso com a educação, tudo que os governos tucanos conseguiram em São Paulo foi aumento da violência e destruição de jovens por drogas. Mesmo assim cabe esclarecer o que é o tal "bolsa-crack" que os inimigos de gente insistem em difamar com desinformação e preconceito genérico. Segue um texto bem elucidativo copiado de https://www.facebook.com/AVerdadeNuaECruaOficial?hc_location=timeline

Além da propagação do preconceito genérico e desinformação

Montagem que circula no Facebook
Foto: Além da propagação do preconceito genérico e desinformação

O assunto da vez: bolsa crack. Você já deve ter visto alguém compartilhando algumas groselhas dizendo que agora as pessoas ganham dinheiro por usar crack, que ganham mais que um salario mínimo, mais do que uma pessoa trabalhadora, rable, rable, rable.

A gente já começa com um nome totalmente impreciso, que leva ao preconceito genérico que segue outros tipos de auxílio. Aposto um chiclete e um clipes que você não sabia que o nome do programa é Cartão Recomeço.Além disso, foi inspirado num programa mineiro chamado Aliança pela vida. Aliança pela vida virou "bolsa crack". Valeu grande mídia pelo desserviço.

Mas vamos lá: primeiro ponto, o auxílio não é para o dependente. 
Segundo, o auxílio não é simplesmente para a família do dependente. 
Terceiro, e bem importante, não é dinheiro. Pare de ser idiota e dizer que alguém tá ganhando mais do que um trabalhador que ganha um salário mínimo, o auxílio não fará dinheiro físico circular. O recurso só pode ser liberado pra uso em clínicas credenciadas.

Vale lembrar que a luta contra o crack é um problema de grande complexidade, e que outras políticas como internação compulsória não dão bons resultados. O tratamento de dependência química não é barato.

E se você acha que a gente tinha que "juntar todos esses vagabundo e mete bala", infelizmente ainda não existe auxílio pra tratamento da sua doença, mas já que você não é vagabundo, pode se virar pra conseguir tratamento por si só.

Agora a desinformação, essa tem cura, é bem barata e está acessível pra você se você leu até aqui e sabe usar o google.O assunto da vez: bolsa crack. Você já deve ter visto alguém compartilhando algumas groselhas dizendo que agora as pessoas ganham dinheiro por usar crack, que ganham mais que um salario mínimo, mais do que uma pessoa trabalhadora, rable, rable, rable.

A gente já começa com um nome totalmente impreciso, que leva ao preconceito genérico que segue outros tipos de auxílio. Aposto um chiclete e um clipes que você não sabia que o nome do programa é Cartão Recomeço.Além disso, foi inspirado num programa mineiro chamado Aliança pela vida. Aliança pela vida virou "bolsa crack". Valeu grande mídia pelo desserviço.

Mas vamos lá: primeiro ponto, o auxílio não é para o dependente.
Segundo, o auxílio não é simplesmente para a família do dependente.
Terceiro, e bem importante, não é dinheiro. Pare de ser idiota e dizer que alguém tá ganhando mais do que um trabalhador que ganha um salário mínimo, o auxílio não fará dinheiro físico circular. O recurso só pode ser liberado pra uso em clínicas credenciadas.

Vale lembrar que a luta contra o crack é um problema de grande complexidade, e que outras políticas como internação compulsória não dão bons resultados. O tratamento de dependência química não é barato.

E se você acha que a gente tinha que "juntar todos esses vagabundo e mete bala", infelizmente ainda não existe auxílio pra tratamento da sua doença, mas já que você não é vagabundo, pode se virar pra conseguir tratamento por si só.

Agora a desinformação, essa tem cura, é bem barata e está acessível pra você se você leu até aqui e sabe usar o google.


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sexta-feira, 3 de maio de 2013

YOUTROUXA 0005 - "Maioridade penal no Brasil é alta e tem que diminuir"

Circulando no Facebook
A bola da vez é a furiosa campanha para botar menores infratores na cadeia através da redução da maioridade penal. Ninguém sabe muita coisa sobre o assunto mas repassa materiais pelas redes sociais e e-mails pregando mais violência. 

Essa campanha é reforçada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,  através de projeto de lei que encaminhou ao Congresso através do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que busca endurecer o tratamento aos menores infratores. 


Circulando no Facebook
Conta com o apoio da direita e dos fascistóides que, via-de-regra, também apoiam a pena de morte como solução para problemas sociais e golpes de estado contra governos. E de pessoas levadas pela comoção que se tornam inocentes úteis para fazer do assunto alvo para ataque ao governo e aos direitos humanos. 
Circulando no Facebook

A proposta de Alckmin, demagógica e oportunista, aproveita-se do estado de comoção com alguns crimes bárbaros praticados no seu estado para impor maiores tempos de encarceramento, sem nenhuma garantia de recuperação. E tira os holofotes do caos da segurança pública e do sistema penal de São Paulo, que são de sua responsabilidade e de correligionários que dirigem o estado há 20 anos. 

Nenhum dos que repassam a mensagem que mente sobre maioridade penal no resto do mundo (mostra dados de responsabilidade penal, que é a pessoa poder ser imputada pelos seus atos) leu a proposta de Alckmin, que não fala nada de redução. Há críticas à forma como está escrita, que deixa dúvidas quanto à aplicação, caso vire lei o PL 5385/2013 . Mas a responsabilidade continua aos 18 anos. 

Trocando em miúdos, a grande alteração ao Estatuto da Criança e Adolescente está no regime de detenção após os 18 anos aos 21 para quem pratica crimes hediondos, que pode se estender até os 26 anos. Adolescente, pelo ECA, é de 12 a 18 anos. O período de internação máximo é de 3 anos, com liberação compulsória aos 21 anos. A lei pretende aumentar para até 8 anos.
Fonte : Youth Justice Board (Reino Unido) 

A galera que acha que bandido bom é bandido morto (desde que seja filho dos outros) está sendo feita de trouxa com essa estória de redução de idade da maioridade penal. O que a proposta de Alckmin pretende é que os menores fiquem mais tempo detidos, e que não sejam mais liberados compulsoriamente aos 21 anos como é hoje, mas até os 26 anos em caso de crimes hediondos, ou por tempo indeterminado, em caso de doença mental. 

O projeto ainda prevê maiores punições para quem usa menores para cometer crimes mais graves, prática corriqueira nas organizações criminosas. Está na explicação do projeto de lei:

"Estabelece como circunstância agravante a participação de menor na realização de crime; aplica o Estatuto do Menor e do Adolescente em casos excepcionais aos maiores até 26 anos de idade; fixa normas para a internação em Regime Especial de Atendimento em estabelecimento educacional com maior contenção com prazo máximo de oito anos."

Saber disso deixaria iradas pessoas que comentam nas redes sociais, sem noção do que suas palavras representam, coisas como: 

"q deus me perdoe, mas eu gostaria muito q um menor de idade pegace a única filha q a dilma tem, e estraçalhace ao meio! aí sim! eu queria ver se ela não mudaria a lei rapidinho, e ainda de quebra, aprovaria mais q depressa a pena de morte para nosso país!!"

"É claro que ela é contra!!! já viram o passado da Dilma, do José Dirceu, do Genuíno e de muitos outros militantes do PT ????????? o povão não quis o fim da Ditadura Militar????? não quis ter o direito de voto ??????? não quis ter liberdade de expressão???? agora aguenta, tá tudo largado e abandonado, se tem uma palavra que não existe no vocabulario deles é a ORDEM; Não se iludem pensando que outros partidos políticos fariam algo diferente, porque eles não estão á serviço do povo mas sim de si mesmos;"

"É problema dela e daquele incompetente do Ministro Cardozo, se eles não concordam com isso. Se a maioria da população quer isso, dane-se a opinião pessoal deles. Tem que valer a opinião e a vontade do povo, pois é assim que funciona em uma democracia. Se for só o que 2 ou 3 querem, então é uma ditadura e aí nós vamos ter que derrubar, nem que seja com o uso da força....."

Quanto à responsabilidade criminal no mundo há um interessante estudo do Youth Justice Board comparando as leis e que regem as infrações de jovens pelo mundo. Uma publicação interessante para ser lida por quem não quer entrar no debate como torcedor, contra ou a favor, dando uma de papagaio. Dela extraímos a tabela que mostra as idades da responsabilidade criminal comparativa nos diversos países. Nossos 18 anos não estão fora da realidade, pelos dados. 

E ai, amigo ou amiga? Vai queimar teu filme passando essas coisas? Que tal repassar o link deste post para ajudar mais pessoas a debater com argumentos, não com ódio e rancor?








domingo, 8 de julho de 2012

SP : CPI do Cachoeira começa a morder Serra e a Delta

Em recente reunião da CPI do Cachoeira a oposição ficou feliz com a convocação do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, de quem acham que conseguirão informações para comprometer governos da base aliada do governo, em especial o do Rio, dada a relação de camaradagem do construtor com o governador Sérgio Cabral.

Ficaram irados, entretanto, com a convocação do engenheiro Paulo Souza, conhecido como Paulo Preto, que assinou em São Paulo o maior dos 27 contratos da Delta com os governos Serra e Alckmin. O governo de São Paulo tem quase R$ 1 bilhão em contratos com a empresa, sendo o maior deles de R$ 415,1 milhões (valores corrigidos). No governo Alckmin foram contratos de R$ 178,5 milhões, enquanto no governo Serra foram R$ 764,8 milhões.

O PSDB está no pior dos mundos: praticamente comprovada a participação do governador de Goiás no esquema, só falta terem uma derrota no principal aparelho que controlam: o governo de São Paulo. E arrebentar com a campanha de José Serra à prefeitura de São Paulo. O DEM também está em baixa, com a abertura do processo contra o mensalão em Brasília, onde há provas cabais de participação dos envolvidos. Quanto ao PT, até aqui há um julgamento no Supremo que começará no dia 2 de agosto onde se acha que não há provas suficientes para pegar peixes graúdos como José Dirceu. A novidade é o prefeito de Palmas, no Tocantins, pego numa gravação pedindo grana a Cachoeira.

O nome de Paulo Preto foi citado pela primeira vez num debate da campanha eleitoral de 2010 pela então candidata Dilma Roussef, que pediu explicações sobre o sumiço de R$ 4 milhões de recursos da campanha do PSDB atribuído pelo tesoureiro do partido ao engenheiro. Dilma também se baseou em informações do PSDB para pedir a Serra que confirmasse se Paulo Preto tinha autorização para pedir dinheiro em nome da sua campanha. Serra se calou. Preferiu dizer que não conhecia a pessoa.

Dias depois, Paulo Preto fez a seguinte ameaça: "Ele (Serra) me conhece muito bem. Não se deixa um líder ferido na estrada. Não cometam esse erro". Apareceram fotos de Serra junto com Paulo Preto em uma obra. Afinal, ele admitiu: "Evidentemente que eu conhecia o trabalho do Paulo Souza. Ele é muito competente e ganhou até prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo". Parece que o recado foi bem entendido. A partir daí Serra responderia grosseiramente a qualquer indagação sobre o assunto.

O que não ficou claro era de onde Paulo Preto arrecadou o dinheiro que teria dado sumiço, e quem lhe deu poderes para falar em nome da campanha de Serra para conseguir recursos junto aos fornecedores. Talvez agora na CPI alguma luz seja jogada sobre o caso, abrindo a blindagem sobre a caixa-preta dos governos tucanos em São Paulo. Para fugir ao foco, a mídia deverá jogar tudo contra Cabral, do Rio. Na época, dias depois da denúncia, inventaram a estória da bolinha de papel que teria ferido a cabeça de Serra...



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pinheirinho : Alckmin mostra sua cara sangrenta e cruel

Imaginem se o governador de São Paulo tivesse sido, por uma grande tragédia, eleito presidente do Brasil em 2006, diante das últimas ações truculentas que tem dirigido em São Paulo, desde a fracassada expulsão de sem-tetos na Cracolândia à violenta ação da polícia em São José dos Campos, na questionada desocupação de uma área ocupada chamada Conjunto Pinheirinho. Questionada porque a Justiça Federal não foi obedecida pela justiça estadual, controlada por Alckmin, e resolveu manter a desocupação com violência quando havia outras maneiras de tratar a questão. Alckmin imprimiu ao processo o seu estilo, e o defende nas entrevistas após o desastroso confronto entre polícia e moradores, expulsos como insetos do local.

Não é só a estupidez de um governo que confronta a falta de uma inteligência de seus órgãos de repressão. Em toda ditadura é assim. Qualquer militante mais ou menos informado sabe que São José dos Campos é uma das bases mais poderosas do PSTU, e que sua militância aguerrida estava apoiando os ocupantes, organizando a resistência. A polícia de Alckmin, que só conhece o PT como inimigo, errou ao achar que fariam as atrocidades e depois o governador e o governo federal fariam mais um conchavo PT / PSDB para jogar panos quentes em cima. A justiça paulista bancou a desocupação, a polícia atacou e deu no que deu: vários carros queimados, muita gente ferida, comércio fechado pelos distúrbios, e até a grande mídia, que normalmente faz vistas grossas sobre os erros de São Paulo, acabou noticiando.

O governo federal, que tem como meta derrotar o PSDB nas eleições deste ano, fugiu ao conchavo e o ministro da Justiça se disse surpreso e condenou a crueldade da ação policial. Isso fugiu à ordem. Hoje os conflitos continuaram, e tome mídia expondo Alckmin e sua barbárie. E o PT faturando em cima do trabalho do PSTU. Isso não vai acabar assim. Qual o motivo de tanto sangue derramado? A área do Pinheirinho era da empresa Selecta, que é da massa falida do mega especulador Naji Nahas, que deve estar devendo a gente importante de lá. Tanta desgraça, tanto sofrimento, para atender a interesses de credores da especulação. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

USP : Alckmin quer ensinar democracia com repressão da PM

Não é sem razão que a comunidade universitária tem alergia à presença de polícia nos territórios universitários. E isso não é só pela lembrança de tempos ditatoriais : os policiais militares não têm preparo para tolerar o ambiente de liberdades e de tolerância que há nas universidades. No caso da USP, a pretexto de combater crimes de sequestro, estupros e até assassinatos no campus, a universidade, que é dirigida por um reitor que não é reconhecido como legítimo, fez um convênio com a PM e a partir de então há perseguições a estudantes, buscas sem mandados em centros acadêmicos atrás de drogas, etc.

Na semana passada, três estudantes foram presos fumando maconha no estacionamento. Evidentemente isso não é a causa de tudo, mas foi a centelha que fez explodir o descontentamento, culminando com a ocupação da reitoria. Numa escalada de repressão, hoje a PM entrou com mais de 400 homens contra 70 estudantes, mais helicópteros, cavalos, fora o armamento, como se estivessem ocupando uma zona com traficantes fortemente armados. E por falar em armado, apareceram 7 coquetéis Molotov cuja fabricação foi atribuída aos estudantes, dentro da reitoria. Daí para a mídia acusar todo mundo de baderneiros, de terroristas, de maus elementos, não foi muito difícil. A versão vendida pelos meios de comunicação é : os baderneiros da USP, em vez de lutarem por coisas mais nobres, partiram para a destruição do patrimônio público pelo direito de fumarem maconha.

O governador Alckmin deu o recado no seu estilo: botei um reitor que ninguém aprovou (era o segundo da pouco democrática lista tríplice), que saiu fazendo desmandos que desagradaram a todo mundo, e agora boto a polícia para mostrar que movimentos sociais serão tratados com toda a truculência. E ainda diz que os estudantes precisam de "aulas de democracia". Pelo visto, Alckmin já está providenciando isso, fazendo da PM o corpo docente que aplicará a sua cartilha ao movimento estudantil e depois a todos os demais "carentes de democracia".

Tudo que aconteceu veio a corroborar o sentimento de desconfiança da comunidade universitária na PM dentro do campus. A repressão de hoje certamente será o estopim para mais mobilizações, greves, etc. Até onde Alckmin vai insistir em tentar submeter a USP ao seu autoritarismo? Escolheu uma péssima hora, pois em todo o mundo jovens e estudantes estão nas ruas e praças lutando por liberdade, por participação e contra as ditaduras. Isso não vai ficar barato.