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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Futebol & Política : A hora de cair a ficha

Assisto no jogo Brasil X Chile a torcida mineira gritando "olé" para criticar o time de Felipão, desorganizado, sem tática, mais uma vez dando um espetáculo medíocre. Um elenco de bons jogadores desperdiçado por falta de criatividade, de tática, troca de passes sofrível, Ronaldinho sumido. Enfim, mais do mesmo que vemos há alguns anos. O jogo termina com 2 x 2 e vaias da torcida.

Acontece que há 20 minutos essa mesma torcida estava no paraíso, gritando "Brasil, Brasil", pois o time ganhava de 2x1 de virada. Nesse momento ninguém estava preocupado com nada, apenas se comemorava. Mas a ficha deve ter caído para algumas pessoas da política. E se o time dá certo? E se o Brasil ganha a Copa das Confederações?

O futebol tem o dom de alienar grandes massas. Na ditadura militar foram construídos estádios em todas as capitais. O campeonato nacional tinha tantos times como a Copa do Brasil, só que a fórmula forçava que quase todos os dias houvesse jogos. Para completar, a seleção ganhou a Copa de 1970, enquanto se matava e torturava nos cárceres da ditadura.

A oposição está na pior. Praguejou que os estádios não ficariam prontos. A vida mostrou que havia de inveja ao desejo do Brasil passar por um vexame internacional na capacidade de organizar um grande evento. Agora o discurso é do superfaturamento de obras. Como no início houve muitos alertas sobre a possibilidade de corrupção, os tribunais de contas apertaram na fiscalização e dificilmente se comprovará desvios.

Os estádios estão lindos. Se a seleção perder, o prejuízo já está precificado e não será debitado da conta política de Dilma. E se o time ganha? E se o povão desperta para o patriotismo? E se descobrem que o Brasil não está ruim, como diuturnamente a mídia bombardeia? Nessa hora Dilma aparece faturando, e aí a direita toma mais uma pá de cal. Essa partida de hoje deve ter feito a ficha deles cair.

Para completar a rodada, o Borusia Dortmund, da Alemanha, meteu 4 gols no Real Madrid. Todos do atacante Lewandowski. No STF rola a expectativa sobre novos julgamentos de acusados do Mensalão, e o inquisidor Barbosa se deixou flagrar em foto numa festa tucana em Minas, levantando a suspeita de aliança na chapa do PSDB. Pior: de estar sendo parcial no julgamento para obter ganhos políticos. Vai que tudo isso leva a um revés no teatral e farsesco julgamento sem provas, e o ministro Lewandowsky desta vez mete uma goleada nele?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mensalão : Midia critica Lewandowsky por absolvição

Hoje pela manhã ouvi na BandNews o jornalista Ricardo Boechat dando especial destaque à notícia do julgamento do mensalão ontem. Fez clima, suspense, disse que não iria comentar, que nunca tinha feito aquilo, mas a notícia em si era um comentário. Disse Boechat que o mesmo juiz Lewandowsky que absolvera ontem o deputado João Paulo Cunha, do PT, de corrupção passiva, pois teria recebido R$ 50 mil do esquema de Marcos Valério para facilitar licitações, peculato e lavagem de dinheiro, era o mesmo que negou habeas-corpus a um ladrão de São Paulo que roubou uma lanterna de uma moto estimada em R$ 13. Insistiu até que qualquer um fosse obrigado a entender o ponto de vista: soltar bandido do PT é fácil, difícil é soltar bandido pobre.

A opinião que Boechat exprimiu deve ser a do dono do meio de comunicação onde trabalha. E a de muitos outros que têm a Ação Penal 470 como a sepultura do PT. O voto destoante de Lewandowsky ontem cortou o barato deles. Até que todos os juízes se pronunciem, há agora no processo dois tipos de petistas: os culpados e os inocentes. Isso não poderia jamais acontecer, no entender dos que tentaram armar o golpe para derrubar Lula em 2005. Como Lewandowsky está se atendo às provas analisadas publicamente em profundidade, seu voto deverá influenciar o de outros ministros. Na segunda-feira o relator Joaquim Barbosa terá um tempo para réplica, já que o voto de Lewandowsky contraria o seu. Com os holofotes apontados para o tribunal, não fica bem para um ministro ficar como algoz em cima das mesmas provas usado por outro para inocentar. Vem bate-boca por aí.

No mais, segunda será 27 de agosto. Uma semana depois o ministro César Peluso irá se aposentar. A votação final em alguns casos poderá empatar, o que, sem que o presidente do tribunal Ayres Brito use seu Voto de Minerva, significará absolvição. Qualquer absolvição quebrará a lógica vendida pela mídia. Como eles não dormem no ponto, a campanha para retirar Dias Toffoli deverá crescer, e não adiantará nada. Se fosse para ele se considerar suspeito, já teria feito isso antes. A

Até as eleições haverá 13 sessões de julgamento do Mensalão. Considerando-se dois ministros votando por dia a partir da quarta (segunda o plenário poderá virar arena de UFC entre Barbosa e Lewandowsky, no máximo com um voto), a primeira fatia deverá ser concluída no dia 5 ou 6 de setembro, sendo otimista. Depois virá nova rodada de relator/revisor sobre a próxima fatia, que deverá terminar por volta de 19/9. A votação dos demais ministros sobre a 2a fatia será concluída por volta do dia das eleições. Como a parte mais "suculenta" do julgamento, que colocará na arena José Dirceu, Genoíno e Delúbio, será a última, segundo-se a lógica de Joaquim Barbosa, os projetados estragos eleitorais ao PT serão minimizados. Ainda mais com João Paulo Cunha, candidato a prefeito, cantando essa vitória parcial. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mensalão : João Paulo Cunha inocentado pelo revisor

Mais uma vez o revisor do processo do mensalão,  Ricardo Lewandowsky, apresentou detalhadamente provas que, desta vez, inocentaram o réu João Paulo Cunha, do PT, que foi presidente da Câmara dos Deputados, das acusações de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Contrariando o parecer do Ministério Público e do relator. Mais uma exposição de voto que possivelmente irá influenciar os demais juízes.