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quinta-feira, 8 de maio de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0024 : "A Copa da Dilma vai ser uma tragédia"

VEJA: Vergonha da mídia brasileira 
Ontem, depois de dois meses sem ver noticiários da TV ou ler jornais, minha internet estava ruim e acabei vendo dois telejornais (não o JN). De repente, na esteira do pronunciamento à nação do Felipão, apresentando os nomes do time brasileiro que disputará a Copa, caí na real: o povo está pouco se importando com as catimbas e anti-jogo político e já vive o clima da maior festa mundial do esporte.

A oposição pode gritar e espernear. Reclamar que alguns estádios estão "só" com 99% prontos, que o gringo terá que passar pelos mesmos sufocos que os brasileiros têm no cotidiano, que não deveria ter havido Copa e os 8 bi dos estádios eram para resolver todos os problemas de saúde e educação, mimimimimmi... O fato é que raras são as propagandas cujo motivo não seja a Copa vista como grande festa. Pelas ruas do subúrbio carioca o que se vê é a tradicional pintura de muros e paredes com desenhos alusivos à Copa. E, claro, as bandeirinhas verde-amarelas, que também motivam as festas juninas que acontecerão justo nesse período de jogos.

Patéticos, requentam matérias como a que diz que o ex-ditador Figueiredo recusou a Copa em defesa do povo brasileiro. Não tem mais como dizer que os estádios vão ficar prontos só em 2038, como pregou a VEJA. Aeroportos estão sendo inaugurados, assim como obras de acessibilidade, que eram do PAC2 mas com a motivação da Copa foram acelerados. O fato é que vai haver protestos, greves, falhas, mas quem se colocar a partir de agora contra o sucesso da Copa pagará um preço alto que será cobrado pelos 200 milhões em ação. Não importa o resultado: no imaginário popular, a Copa do Mundo é nossa, e com o brasileiro, não há quem possa.

Ontem vi uma propaganda da Bombril que deve ter machucado os olhos e ouvidos dos que tentam fazer o brasileiro ficar deprimido e odiar seu país para depois tirar proveitos políticos: a cantora Ivete Sangalo, ao final, diz o bordão "Prá Frente Brasil". Vai que o povo começa a sentir orgulho? Vai que descobrem que vivem num grande país? E que o governo não é tão feio como pintam? E se o Brasil ganhar a Copa em casa, apesar da Alemanha, Espanha e Argentina? E se revertermos o "complexo de vira-latas" do Maracanazo de 1950?

Também vi imagens de pessoas adultas trocando figurinhas de álbuns da Copa, mesmo que as convocações de jogadores não confirmem alguns dos craques que estavam estampados. Não é novidade, toda Copa acontece isso. E para desespero da oposição, que apostava no fracasso do evento como parte da "tempestade perfeita" que levaria ao golpe ou à eleição da oposição, o governo federal partiu para  o contra-ataque. Uma propaganda falava contra o racismo e se coloca com mais oportunismo na conjuntura que as camisas do Luciano Huck do "somos todos macacos". A outra fala dos legados sociais e econômicos da Copa, enterrando o papo dos 8 bi dos estádios.

CPI da Petrobrás fazendo água, inflação com viés de baixa, Dilma respondendo aos ataques, racionamento explodindo no colo dos tucaCPI Mista do metrô paulista no Congresso Nacional. Estão desesperados. Apostam em "depoimentos-bombas" e em jogadas desonestas para tentar virar o jogo. Ao final da Copa, mesmo com outro Maracanazo, estaremos nas eleições, com horário eleitoral para mostrar o Brasil verdadeiro, rebater as mentiras e principalmente cobrar as propostas políticas dos que só sabem ser do contra. Não adianta irem aos "estádios do pecado construídos com o dinheiro da saúde e educação do povo" vaiar Dilma, porque a vida não passa como na tela do plim-plim. A oposição entrou no inferno astral.
nos em São Paulo, e agora a




domingo, 9 de junho de 2013

Mídia Bandida 0024 : "Prá trás, Brasil!"

Na pior fase da ditadura militar, em 1970, com os assassinatos e torturas correndo soltos nos porões dos DOI-CODI, a Globo estava afinadíssima com o slogan "Prá Frente Brasil, Salve a Seleção". Tudo para fazer da festa uma cortina de fumaça sobre o que acontecia no país e promover o "milagre econômico" dos militares.

Hoje, em plena democracia, acabo de ver o Brasil vencer de 3 x 0 a França, e em pleno Rio de Janeiro, onde é comum ouvir gritos e fogos comemorando gols de quaisquer dos grandes times locais, pairou o silêncio. Cadê a torcida para comemorar uma vitória que não tínhamos há 21 anos contra um tradicional rival, a primeira em alguns anos contra um time grande? SUMIU!

O que está acontecendo? O problema é com os ingressos caros para os jogos, que mesmo assim alguém compra e lota os magníficos estádios? É com o preço dos estádios e o mimimi "tem estádio mas não tem saúde"? É com a seleção brasileira, que nos últimos anos virou um balcão de negócios onde foram parar vários mercenários escalados a partir de interesses de donos de passes? Tudo junto?

Isso tem sua razão de ser, mas se olharmos time a time veremos que estão todos em crise financeira por má gestão, que a formação das equipes obedece à lógica de mercado, e os ingressos já estavam ficando caros antes mesmo dos novos estádios. Mesmo assim as torcidas apoiam, sofrem e comemoram, usam as camisas, discutem com os torcedores adversários, etc. Existe a pátria dos times.

Ninguém mais é Brasil. Paira o "viralatismo", ou seja, a seleção  não presta, o Brasil não presta, nada presta, não vou me identificar com isso, não tenho pátria, meu time é a seleção e dane-se o resto. O que se passa? Nunca na história deste país houve tamanha depressão no sentimento nacional, mesmo com a economia fornecendo pleno emprego, com a miséria reduzindo e as pessoas consumindo como nunca. Por que não gostar do Brasil?

A explicação não está em nenhum dos elementos anteriores. Há um massacre cotidiano, implacável, contra o Brasil e os brasileiros para que não se identifiquem com as suas conquistas dos últimos 10 anos. A questão é ideológica, porque seis famílias dominam toda a comunicação de massas no país, e promovem essa destruição de valores e amor à terra natal. A ponto das camisas da seleção estarem fora das bancas de camelôs e ninguém ver uma só pintura nas ruas.

Submissos a interesses estrangeiros e de grandes capitais, a eles não interessa que alguém grite "Brasil" e demonstre orgulho de ter nascido aqui. Interessa o desgosto, a depressão, fazer achar que o país está indo para trás, que nada dá jeito em nada. Nunca se destruiu um povo como a mídia brasileira vem fazendo. Até os patrocinadores devem estar preocupados, porque colocam suas imagens e marcas associadas a um propósito que não atrai praticamente ninguém, ou seja, se o torcedor não apóia o time, o que se dirá do desejo de adquirir alguma coisa oferecida pelo marketing.

A melhor coisa que vi no jogo foi uma propaganda da cachaça Ypióca cujo slogan falava em "brasileirar". Acho que alguém que fez a campanha sabia do que se passa, e propôs que o brasileiro seja o que é, brasileiro, filho desta terra, que corra atrás do que é seu, que apóie e critique. E que espante os agourentos como a nossa mídia que aposta no "prá trás, Brasil".

Já o Itaú está com um problemão. Aposta que dizer que "o banco oficial da Copa é brasileiro" agrega valor. No atual estágio de hipnose, de azumbizamento do povo em relação ao seu país, o que é mesmo ser "brasileiro" e o que isso faz mover alguém para abrir uma conta nesse banco? Jogaram bilhões e podem não ter nenhuma agregação de valor para a sua marca.

Está na hora de levantar a cabeça, sem deixar de criticar o que está errado, mas assumir que se não formos um povo, uma nação e não lutarmos mesmo que seja pela principal paixão nacional seremos dominados sempre.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Futebol & Política : A hora de cair a ficha

Assisto no jogo Brasil X Chile a torcida mineira gritando "olé" para criticar o time de Felipão, desorganizado, sem tática, mais uma vez dando um espetáculo medíocre. Um elenco de bons jogadores desperdiçado por falta de criatividade, de tática, troca de passes sofrível, Ronaldinho sumido. Enfim, mais do mesmo que vemos há alguns anos. O jogo termina com 2 x 2 e vaias da torcida.

Acontece que há 20 minutos essa mesma torcida estava no paraíso, gritando "Brasil, Brasil", pois o time ganhava de 2x1 de virada. Nesse momento ninguém estava preocupado com nada, apenas se comemorava. Mas a ficha deve ter caído para algumas pessoas da política. E se o time dá certo? E se o Brasil ganha a Copa das Confederações?

O futebol tem o dom de alienar grandes massas. Na ditadura militar foram construídos estádios em todas as capitais. O campeonato nacional tinha tantos times como a Copa do Brasil, só que a fórmula forçava que quase todos os dias houvesse jogos. Para completar, a seleção ganhou a Copa de 1970, enquanto se matava e torturava nos cárceres da ditadura.

A oposição está na pior. Praguejou que os estádios não ficariam prontos. A vida mostrou que havia de inveja ao desejo do Brasil passar por um vexame internacional na capacidade de organizar um grande evento. Agora o discurso é do superfaturamento de obras. Como no início houve muitos alertas sobre a possibilidade de corrupção, os tribunais de contas apertaram na fiscalização e dificilmente se comprovará desvios.

Os estádios estão lindos. Se a seleção perder, o prejuízo já está precificado e não será debitado da conta política de Dilma. E se o time ganha? E se o povão desperta para o patriotismo? E se descobrem que o Brasil não está ruim, como diuturnamente a mídia bombardeia? Nessa hora Dilma aparece faturando, e aí a direita toma mais uma pá de cal. Essa partida de hoje deve ter feito a ficha deles cair.

Para completar a rodada, o Borusia Dortmund, da Alemanha, meteu 4 gols no Real Madrid. Todos do atacante Lewandowski. No STF rola a expectativa sobre novos julgamentos de acusados do Mensalão, e o inquisidor Barbosa se deixou flagrar em foto numa festa tucana em Minas, levantando a suspeita de aliança na chapa do PSDB. Pior: de estar sendo parcial no julgamento para obter ganhos políticos. Vai que tudo isso leva a um revés no teatral e farsesco julgamento sem provas, e o ministro Lewandowsky desta vez mete uma goleada nele?

sábado, 24 de novembro de 2012

Seleção : Mano Menezes cai mas nada muda

Na quarta-feira estava à noite em casa com a TV desligada quando ouvi gritos de "gol" na vizinhança. Descobri um jogo Argentina  x Brasil valendo uma dessas taças caça-níqueis inventadas pela cartolagem. Ao fim do jogo o Brasil perdeu em campo mas ganhou nos pênaltis e levou o troféu. Ouvi ao longe um disparo de fogos. Nada mais. Quem diria que chegaríamos ao ponto de um clássico desses ser visto com apatia pela torcida brasileira.

Ontem sai a notícia surpreendente da demissão do técnico da seleção brasileira, Mano Menezes. Em sua defesa a estatística aponta um nível de eficiência de 72%, e contra tem não ter ganho torneios de peso, e a queda no ranking da FIFA. Segundo a Folha, Mano teria sido considerado pela cartolagem atual da CBF (Marin & cia) como uma herança do ex-presidente Ricardo Teixeira, e sua demissão abre espaço para nomearem um nome de confiança da nova direção.

O estranho para muita gente nisso é a CBF ter dado as contas ao técnico justo quando ganhou uma disputa contra a Argentina. Mano sempre foi muito disciplinado, em termos de fazer o esquema dos cartolas: máxima exibição de jogadores na vitrine da Seleção, valorizando passes. Só que isso pode até fazer alguns donos de passes ganharem dinheiro, mas não se ganha uma Copa do Mundo assim.

Os estádios estão, bem ou mal, em fase final, ou seja, não vai ser por falta de estrutura que vamos fazer feio em 2014. Dinheiro para a seleção não falta. Virando o ano de 2013, todos os olhares serão agora para o time brasileiro, que terá seu primeiro teste em casa na Copa das Confederações.

Mano fez vários times e nenhuma seleção confiável, daquelas que a gente decora o nome dos jogadores e acredita que é uma equipe poderosa, capaz de mover corações e mentes acima das rivalidades interclubes. Perder esse torneio para a Argentina seria sair da seleção pela porta dos fundos, porque certamente seria demitido.

O que fez Mano para o jogo na Bombonera? O que qualquer técnico sensato fez ao longo da história das nossas seleções: pegou um time-base do Fluminense, que está bem articulado e ganhou o Brasileirão por isso mesmo, e colocou jogadores de expressão nas outras posições. O time perdeu  o jogo por 2 x 1 mas aguentou o tranco. Levou a taça, que era a meta. Em um só ato, porém, Mano fez duas heresias: fugiu ao esquema de vitrine de jogadores e privilegiou o futebol carioca, desagradando duplamente a cartolagem paulistana da CBF.

Quem deve ser o novo técnico? Nomes não importam: tem que ser alguém com suficiente dignidade para rejeitar as "cotas dos dirigentes" nas escalações e montar o melhor time, sem politicagem ou interesses financeiros. Tite? Abel Silva? Guardiola?

Considerando que o esquema da CBF coloca qualquer profissional brasileiro na marca do pênalti, com poder de vida e morte sobre suas carreiras, acima das paixões nacionalistas, o nome seria o do espanhol Guardiola, responsável pela grande fase do futebol no seu país. Não deve ser ele porque vão alegar que afrouxaria numa final contra a Espanha, o que é possível, mas não chega à razão principal: acima dos interesses e paixões da nação está o mundinho dos investidores do mercado do futebol. Duvido que os brasileiros tenham peito para encarar os donos do futebol. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O ditador da CBF que faz o Brasil de refém

O time de Mano Menezes tem bons craques mas não tem tática. Jogadores parecem fazer parte de uma vitrine para valorização de seus passes, sem muita ligação com a camisa verde-amarela que ostentam, e que representa uma nação de 200 milhões de pessoas. Escândalos de compra de votos na FIFA. Copa do Mundo com imensas suspeitas de corrupção. A torcida brasileira cada vez mais clubista, perde identidade com o que já foi a Seleção Canarinho. Cada vez mais o esporte que já foi a paixão nacional vira negócio onde alguns poucos ganham, usando os brasileiros como tolos espectadores pagantes. Quem explica isso?


Ricardo Teixeira, o ditador da CBF, é a resposta. Sua entrevista na revista Piauí n° 58 mostra do que já foi, é e será capaz. O pior de tudo é que todos nós, que pagaremos a conta da Copa e poderemos ter novos fracassos em campo com seleções cada vez mais orientadas a atender patrocinadores de passes e mídia televisiva, não temos como mudar nada disso, de forma democrática. Aqui vão algumas das suas declarações da entrevista, só para termos idéia de como estamos virando reféns da tirania dos cartolas do futebol:

AS DECLARAÇÕES DE RICARDO TEIXEIRA

"Caguei montão [para as denúncias da imprensa]. O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala: ?quero um igual?. O negro não quer que o branco se f... e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria"
"Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Por que eu saio em 2015. E aí, acabou"
"Esse UOL só dá traço. Quem lê o Lance? Oitenta mil pessoas? Traço. Quem vê essa ESPN? Traço"
"Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional"