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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SOS Seca São Paulo : As ações de emergência não podem esperar

A fase de disputa política acabou. São Paulo vive uma situação de racionamento e tem 4 meses de água à frente, insuficientes para chegar à temporada chuvosa de 2015/16 e sem nenhuma perspectiva de fim da seca. No Nordeste há houve secas de mais de 6 anos consecutivos, como a recente, que terminou no ano passado.

Nesses 4 meses será inviável concluir alguma obra de transposição, como a do reservatório da Represa Billings para o sistema Cantareira, que começou emergencialmente e deve ficar pronta em 2018. O comércio e a indústria já trabalham no limite de contingência e têm seus custos elevados com paliativos para continuar operando. Já dispensam funcionários, por não poderem mais operar na capacidade máxima.

Se os empresários já se preparam para o pior há alguns anos, a população deverá ser atingida em cheio pelo atraso do início do racionamento, que deveria ter acontecido há anos, e dos investimentos da Sabesp, que não foram feitos para a prioridade da distribuição de lucros.

Vamos esperar pelos 4 meses até o dia da seca final? Parece que o governo paulista vai nesse rumo. Além de não ter ouvido os apelos por providências desde 2004, continua insistindo numa normalidade que na prática não existe. Terá o governo paulista a qualidade necessária para tomar as providências que minimizem os fortes impactos que virão?

Acredito que não. E nesse esforço terão o apoio de mídia para afirmar categoricamente uma normalidade cuja negação salta aos olhos incrédulos de quem votou em Ackmin acreditando que não faltaria água.

Está na hora do governo federal tomar as iniciativas antes que São Paulo pare de vez. Desde paliativos para atenuar os efeitos da seca, coordenar ações de eventual evacuação, fornecer mais segurança em meio à possibilidade de saques por conta do desemprego e da incapacidade da economia funcionar, etc. Um SOS Seca São Paulo federal deve arrecadar a solidariedade de todo o país para salvar o seu estado mais populoso do sudeste, que abriga a principal economia do país.

Salvar vidas, manter o povo vivo até a solução da seca. No Nordeste, mesmo com a recente seca prolongada, a maior em 60 anos, a ação efetiva federal evitou o pior. Cisternas, cestas de alimentos, carros-pipas, programas sociais, enfim, o acolhimento às pessoas pelo problema natural recorrente foi o melhor da história do país. Não se registraram casos de morte de fome, de saques nem de migração forçada.

No Nordeste o governo federal deu o exemplo de capacidade de assistir aos cidadãos numa emergência. São Paulo precisa do mesmo. Agora, antes que seja tarde demais. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Urgente ! Fortaleza em pânico pelos arrastões

Urgente! Parentes começaram a me ligar de Fortaleza reportando o pânico que tomou conta da cidade a partir da greve dos policiais. Um grande arrastão, com mais de 50 pessoas, vinha pela Av. Santos Dumont e o comércio todo fechou. Pararam o trânsito e assaltaram motoristas próximo ao trilho. Em shoppings há seguranças armados postados em pontos estratégicos para reagir a invasões. O centro da cidade parou e há relatos de saques a supermercados nos bairros. Pessoas se refugiam em prédios de escritórios, evitando ficar na rua, ou em bancos e lojas. O shopping Center Um teria sido saqueado, em pleno centro comercial da Aldeota.

A grande mídia do Ceará até aqui ou não sabe de nada ou já faz o tradicional bloqueio de más notícias, aquele que em outros anos escondia epidemias de dengue e cólera nos meses de maior fluxo turístico e em seguida apareciam, do nada, milhares de casos. Apenas as redes sociais e o site do jornal O POVO estão noticiando. Cadê o Governador Cid Gomes? Continua com a política de matar servidor público de fome? Vai continuar desconhecendo a existência da greve? Deveria ligar a TV no programa Barra Pesada ou no Rota 190, segundo dica que recebi agora de uma amiga de Fortaleza. E o PT e o PSB, que fazem parte desse governo, vão ficar calados e submissos, ou chegaram a um ponto de degradação final, de assimilação do ideário neocoronelista?

Pedi para o meu povo de lá para mandar notícias, já que a onda de boataria se espalha com rapidez pelas redes sociais. Fortaleza pode não ter crime organizado como em outras capitais, mas tem a bandidagem capilar, difusa, que rouba qualquer coisa com um caco de vidro na mão, fora os "lanceiros", pessoas que esperam oportunidades ou bobeiras para fazerem furtos. O governo do estado até prometeu reforços das forças armadas, mas, pelo visto, foi mais  uma dessas coisas que ficou no discurso.

O Jornal Hoje, da Globo, acaba de dar a notícia com as habituais críticas aos grevistas, que estariam furando os pneus dos carros da polícia, e mostrando o centro de Fortaleza, na Praça do Ferreira, com o comércio todo fechado. Disse que o governo do estado recorrerá à Força Nacional para policiamento. Nada sobre reivindicações nem sobre as negociações. Menos ainda sobre a intransigência do governo do estado. Essa luta vem de muito longe, ainda da ditadura Tasso/Ciro. Fora a luta geral pela PEC 300, que já rendeu manifestações de policiais na cidade. Vide em http://blogdobranquinho.blogspot.com/2011/01/fortaleza-passeata-de-policiais-pede.html