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quinta-feira, 12 de junho de 2014

FANOAPÁ 0070 - Começou a sabotagem explícita do PSDB & CIA à Copa

Sindicato da Força Sindical contra a "Copa do Tatu Derrado"
Em entrevista ao jornal virtual Brasil 247 o deputado federal Paulo Pereira dos Santos prometeu uma enxurrada de greves até a Copa. Até houve greves e manifestações lideradas por diversos partidos, mas a onda parecia ter parado diante da avaliação de ser negativa a repercussão diante da vontade popular de ver e participar dos eventos.

Surpreendentemente, em cima da hora chega a notícia de uma paralisação de aeroviários no Rio de Janeiro a partir das zero horas de hoje. Sem os trâmites legais como assembléia, aviso em jornais, etc. Em uma categoria onde o sindicato nacional fechou acordo com os patrões em 03/06/14 mediante aprovação em assembléias. Uma greve restrita ao pessoal que trabalha em terra nos aeroportos do Galeão, Santos Dumont e Jacarepaguá, ou seja, grande potencial de bloquear o tráfego aéreo com repercussões na malha de todo o país.

O Sindicato Nacional dos Aeroviários, em seu site na internet, informa que não convocou nenhuma greve para a Copa:

SNA não convocou greve durante a Copa

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SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) informa que não está convocando greve para o dia 12 de junho, no Rio de Janeiro. Essa entidade já fechou acordo com as empresas aéreas no último dia 3, referente a Campanha Salarial 2013/2014. A assinatura de atualização da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) ocorreu após a categoria aceitar a proposta apresentada pela empresa, durante assembleias realizadas por essa entidade.
O acordo fechado entre empresas e trabalhadores garantiu a extensão da licença maternidade de quatro para seis meses. O reajuste nos pisos foi de 7%. Nas demais cláusulas econômicas, como salários, vale refeição e vale alimentação, a reposição foi feita de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preço do Consumidor), de 5,6%.
A direção do SNA informa que não é oportunista e acata a decisão do trabalhador. Porém, algumas bases desse Sindicato, onde houve a tentativa de criação de novos sindicatos, estão convocando paralisação, na tentativa de confundir a categoria e a opinião pública. A direção dessa entidade já passou essas informações tanto para o MPT (Ministério Público do Trabalho) como para o SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas).

O direito de greve é sagrado. Nefasto é o poder de usar os trabalhadores para fins eleitorais. Paulinho da Força controla a Força Sindical, à qual o Sindicato dos Aeroviários do Município do Rio de Janeiro é filiado. Paulinho, presidente do Partido Solidariedade (SDD) apóia publicamente o candidato do PSDB Aécio Neves e hostiliza a presidente Dilma Roussef, como ficou explícito nas comemorações do 1o de maio em São Paulo.

Sob a fachada de promover melhorias para uma categoria em greve "rebelde" ou contar com o "efeito-gari", já que existe um acordo homologado pela categoria, a real intenção parece ser a de inviabilizar a Copa. O PSDB já foi à justiça para permitir que se entre com cartazes e faixas políticas nos estádios, incitando a violência nas torcidas. Também tentou censurar a Presidente Dilma pedindo ao TSE punição para o seu discurso em rede de rádio e TV de esclarecimentos e promoção da Copa. Vão botar nos estádios claques para vaiar e xingar a presidente. Pensam que impedir a Copa trará votos a Aécio. Essa sabotagem pode lhes custar caro.

Apesar de dizer que 80% dos trabalhadores trabalharão normalmente, manifestantes  agora pela manhã estão obstruindo os acessos aos aeroportos no Rio. Pelo visto o objetivo maior é criar problemas à Copa, mas a hora do "#naovaitercopa" já passou. Agora o que vier é sabotagem, terrorismo e politicagem. Um típico caso da FANOAPÁ - Falta de Noção que Assola o País. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Manifestações : Solidariedade não é crime, mercenarismo é politicagem

Qualquer manifestação exige logística de alimentação, transporte e materiais. Numa greve, por exemplo, dependendo da categoria, o trabalhador deixa de se alimentar na cantina da empresa quando está parado do lado de fora. Não recebe o vale-refeição pelo dia em greve. Quando o movimento não é forte e há desconto dos dias parados a renda mensal diminiu, principalmente em greves prolongadas. Para atenuar esses efeitos e fazer valer o direito do trabalhador a lutar pelas suas reivindicações se estabelece uma rede de solidariedade coletando dinheiro e alimentos para serem distribuídos nos piquetes. Nas primeiras grandes greves no ABC paulista as igrejas, estudantes, parlamentares e trabalhadores de outras categorias fizeram essa rede de apoio para manter o movimento por mais de 30, 40 dias.

A solidariedade também se estende à realização de manifestações de rua. Como é que se vai dar ao jovem que tem o dinheiro contado para incluir despesas extras de locomoção e alimentação para chegar ao local e ficar horas por lá? A tal "lista da Sininho", que a Veja se apressou em publicar como "denúncia" de pagamento a militantes, mostra um total irrisório de uns R$ 1600, o que seria muito pouco para pagar lanches e passagens, quanto mais para pagar R$ 150 para "militantes profissionais". Há que se separar o que é a justa coleta de dinheiro para apoiar uma manifestação e o que é pagamento a mercenários, ou seja, pessoas sem nenhum apreço pela causa que só vão lá por dinheiro.

O que se vê após a morte do cinegrafista da Band é um festival de acusações partidas de pessoas que se incluem entre os que poderiam ter recebido tais quantias. A primeira suspeita é : quem recebe para praticar violência também pode receber para dar declarações orientadas por gente interessada em denegrir imagens para fins eleitorais. O alvo escolhido foi o deputado Marcelo Freixo, do PSOL, por coincidência uma referência na luta pelos direitos humanos e o responsável pela denúncia e CPI das Milícias, que botou na cadeia uma rede de mafiosos entranhada nas forças militares.

O fato mais relevante nesse sentido  é o da "adoção" de Caio e Fábio, os envolvidos no episódio do rojão, pelo advogado que defendeu o miliciano Gerominho, gratuitamente. Pode-se estar colocando na boca desses jovens as palavras necessárias à destruição de biografias, com o apoio da mídia bandida. O caso mais recente é o do Coringa, outro personagem que aparece nas manifestações, acusando o PSOL e o PR de Anthony Garotinho de patrocínio de ações como o  "Ocupa Cabral" até com policiais militares à paisana.

Na política existe de tudo. Em campanhas eleitorais ricas se banca ônibus que coletam pessoas nas comunidades pobres, em especial o lumpesinato, para levar a comícios, oferecendo sanduíches e diversão nos showmícios. As pessoas ficam o tempo todo porque os ônibus só retornam ao final. Para os da própria comunidade são dadas senhas para concorrer a rifas de bicicletas, geladeiras e fogõessorteadas em meio ao ato político. Isso á abuso de poder econômico passível de cassação de candidatura e mandato.

Nos atos violentos no Rio que vi pela TV parecia haver orquestração de natureza militar. O ataque a policiais na Assembléia Legislativa foi um exemplo. A partir de uma minoria potencialmente paga para promover a baderna se pretende criminalizar agora todas as manifestações, mesmo as legítimas, aquelas com pessoas lutando por seus ideais, arriscando empregos e gastando do próprio bolso para conquistar o que acha justo. Até essa manipulação a mídia está fazendo através da generalização do movimento como mercenário.

De tudo isso o fato é que há um morto que fazia o seu trabalho por um rojão que, se tivesse atingido seu alvo, poderia ter matado um policial, o que teria outro peso na mídia. O caso expõe a vulnerabilidade dos profissionais de imprensa instigados a concorrer com as mídias alternativas em meio hostil, sem nenhuma apoio de segurança. São verdadeiros correspondentes de guerra que sequer levam trajes adequados. O resto será um jogo de acusações ao sabor dos interesses políticos e eleitoreiros do momento. Depois isso passa, a família do morto leva para o resto da vida as consequências e alguns ganham com isso. Com ou sem patrocínio a mercenários.