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domingo, 28 de julho de 2013

VIAGEM : Cachoeiras de Visconde de Mauá (RJ)

Cachoeira do Escorrega
Visconde de Mauá é um lugar disputado. O vilarejo fica no município fluminense de Resende. A principal área comercial - Maringá - divide-se entre os municípios de Itatiaia (RJ) e Bocaina de Minas (MG), separada apenas por uma ponte de pedestres. As cachoeiras mais próximas também são divididas: Escorrega, Poço de Maromba e Véu da Noiva estão em Itatiaia, e Santa Clara está do lado mineiro. O Rio Preto, que domina Visconde de Mauá, é a divisa interestadual Nasce o Pico das Agulhas Negras, que fica no Parque Nacional de Itatiaia. Perde-se a conta de quantas vezes se vai a Minas ou Rio passeando por Mauá, à medida que se cruza as pontes.

Cachoeira Véu da Noiva
Poço de Maromba
A cachoeira do Escorrega fica no final da estrada de Visconde de Mauá, passando-se por Maringá e Maromba. É o melhor lugar para a aventura de escorregar pela pedra molhada pela correnteza do Rio Preto e cair num poço razoavelmente fundo, o suficiente para não se bater no fundo. A estrada é estreita, as opções para estacionar são poucas, e há um estacionamento pago a R$ 5. No local há um restaurante de preços extorsivos. Uma simples cerveja de 600 ml da marca Serra Gelada, fabricada em Mauá, é oferecida por R$ 18,00.
Cachoeira de Santa Clara

Voltando à estrada principal e andando mais 1 km chega-se ao Poço de Maromba, com uma pequena cachoeira e um grande lago. Difícil de parar carro. Muito bonito. Voltando no sentido Maringá dobra-se à direita depois de andar por 1 km e em seguida chegamos à entrada da Cachoeira Véu da Noiva. A mais bonita das quatro visitadas hoje.


Depois de passar pelo centro de Maromba, lugar que já foi point hippie nos anos 70, pega-se uma ponte à esquerda para a Cachoeira de Santa Clara, que não é das melhores para se tomar banho mas é muito diferente. Um km adiante fica a fazenda de criação de trutas, muito interessante.

Para completar o dia a recomendação é comer as trutas criadas na região. Há bons restaurantes em Visconde de Mauá. Num deles há a "casquinha de truta", comida criada na região, excelente.


sábado, 27 de julho de 2013

Bocaina de Minas (Visconde de Mauá) : Cachoeiras do Alcantilado

Passeio imperdível para quem visita Visconde de Mauá (RJ) é o conjunto de cachoeiras do Alcantilado. Fica a menos de 10 km da Vila de Mauá, andando-se 4 km na estrada que vai para Maromba e outros 6 km na estrada que vai para Mirantão e Bocaina de Minas, já em MG, ambas de terra. No caminho há o Museu Duas Rodas, com quase 200 tipos de motos.
Mirante das Candeias
Cachoeira da Muralha
Cachoeira do Lajeado
Cachoeira Poço da Areia
Cachoeira do Açude
Cachoeira Poço das Raízes
 Acredito que seja a a atração mais visitada na região, pois o estacionamento estava lotado com cerca de 100 carros, muitos de cidades do Vale do Pàraíba de visitantes a passeio apenas de um dia.

A propriedade é particular, e paga-se R$ 10 por pessoa acima de 6 anos. Levamos 3 horas no passeio pelas 9 cachoeiras, sendo apenas a última e maior, a do Alcantilado, a de mais difícil acesso numa trilha de montanha com 250 m de extensão. Os piores 250 m de todo o percurso. Nada que pessoas idosas ou crianças não subam. Tombos fazem parte da aventura. 
Cachoeira Toca do Penhasco

Cachoeira do Alcantilado
Vista da Cachoeira do Alcantilado
Gruta do Granito
Ao final de tudo tomamos banho na Cachoeira Poço da Areia, uma das primeiras do percurso. Mesmo tendo feito todo o exercício do percurso foi difícil tirar a roupa. Mais difícil ainda foi ficar com água até o joelho. A temperatura parecia a de quando colocamos formas de gelo no congelador e a água está prestes a congelar. Heróico foi mergulhar e nadar. Depois disso, o frio deixou de fazer sentido. 

 Segue a ficha técnica do passeio com dados do Minhas Trilhas do Android. 

Criado por Minhas trilhas do Google no Android.
Nome: Alcantilado
Tipo de atividade: caminhada
Descrição: -
Distância total: 4,31 km (2,7 milhas)
Tempo total: 3:06:06
Tempo de deslocamento: 1:34:44
Velocidade média: 1,39 km/h (0,9 milhas/h)
Velocidade média de deslocamento: 2,73 km/h (1,7 milhas/h)
Velocidade máx.: 14,42 km/h (9,0 milhas/h)
Ritmo médio: 43,23 min/km (69,6 min/milhas)
Ritmo médio de deslocamento: 22,00 min/km (35,4 min/milhas)
Ritmo mais rápido: 4,16 min/km (6,7 min/milhas)
Elevação máx.: 1301 m (4268 pés)
Elevação mín.: 1094 m (3588 pés)
Ganho de elevação: 432 m (1417 pés)
Grau máx.: 36 %
Grau mín.: -94 %











quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CPI de Cachoeira enfurece a Globo

Do exemplar de O GLOBO que vi hoje nas bancas caíam veneno, cobras e lagartos na matéria sobre o relatório da CPI, que nem foi lido, mas eles já conhecem todo. O que mais desagradou a mídia golpista foi a condenação do governador tucano de Goiás, Marcone Perilo, a falta de provas contra o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), a cutucada no Procurador Geral da República e, acima de tudo e principalmente, ter sobrado para o jornalista Policarpo da VEJA, aquele das armações, escutas e dossiês falsos articulados com Cachoeira e Demóstenes, outros que também foram citados para indiciamento.

O jeito vai ser recorrer a outro julgamento em andamento, o do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT). Se depender do Ministério Público de São Paulo, o mandante foi Lula, que deu até a arma e disse como fazer a tortura e o crime. Como o julgamento do Mensalão está praticamente no fim e o impacto das principais sentenças já foi esquecido, a bola da vez é a dos escândalos demo-tucanos. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

CPI do Cachoeira : Pagot é Jefferson II?

No depoimento de ontem do ex-diretor do DNIT, Luiz Pagot, era de impressionar com uma pessoa que parece tão ingênua chegou a um posto-chave num setor visto como o filé mignon para a corrupção. Obras de estradas, pela própria natureza, têm mais incertezas e imprevistos que outras, daí para orçamentos serem díspares e serviços extra-contratuais poderem ser vultosos é uma coisa constante. Bom para fazer dinheiro sumir e reaparecer noutros lugares.

Pagot disse que frequentava eventos sociais com empreiteiros, Cachoeira e Demóstenes, a ponto de levar uma "peitada" de Fernando Cavendish, então presidente da empreiteira Delta, para arranjar obras para a sua empresa. Depois vem dizer que o tesoureiro do PT o procurou para fazer contato com empresas em busca de doações para a campanha de Dilma. Disse que fez o contato, e daí diz não saber mais de nada. Segundo ele, tudo legal. No depoimento, disse que se arrependeu desses contatos, que caracterizaram falta de ética e promiscuidade que beira o peculato. Pagot foi demitido por Dilma em meio a evidências de corrupção. Agora parece querer vingança. A mídia pode fazer dele um novo Roberto Jefferson, dando-lhe os holofotes para aparecer como algoz de Dilma.

Evidentemente, de tudo que disse a mídia só focou na possibilidade de contribuições possivelmente ilegais para a campanha de Dilma à presidência. Desprezaram a parte do depoimento onde Pagot diz que Paulo Preto, um dos arrecadadores da campanha de José Serra à presidência, que na época era o diretor do DERSA (que faz obras viárias no estado de São Paulo), fez um contrato temerário onde houve um acréscimo de R$ 370 milhões irregulares. Paulo Preto ficou conhecido na campanha presidencial passada por ter contatado empreiteiras para pedir dinheiro para Serra e foi acusado pelos próprios tucanos de embolsar parte do dinheiro recebido. A mídia, por razões óbvias, não deu destaque a isso.

Hoje Fernando Cavendish e Paulo Preto vão depor. Ao contrário dos depoimentos anti-governo, onde todo mundo fala e tem apoio de mídia, não se espera muito dos dois. Se Cavendish resolve falar, o escândalo se espalha por vários estados. Se Paulo Preto tiver sido deixado na estrada por Serra, também pode voar penas de tucano. Duvido, mas...

sábado, 21 de julho de 2012

CPI do Cachoeira : Cai assessora que fez video de sexo

Até agora a CPI do Cachoeira ainda não disse a que veio nem para onde vai. Começou com o bicheiro goiano e o senador Demóstenes Torres, o araponga Dadá e um repórter da VEJA enroscados uns com os outros num esquema poderoso de corrupção, grampos e dossiês falsos. Depois virou a CPI do Perillo, do Agnelo, do prefeito de Palmas. Avançou para a Delta, Paulo Preto, DNIT. No fim de tantas imoralidades, indecências e obscenidades com dinheiro público, tráfico de influências e desvio de recursos, quem acabou caindo foi uma assessora parlamentar do senador Ciro Nogueira, do PP-PI.

A advogada Denise Leitão acompanha o senador em todas as sessões, e é conhecida por ter um físico lapidado em academias e usar roupas justas. Do seu perfil no Facebook foram tiradas fotos na praia e publicadas no jornal Extra, o que teria desagradado o senador. Depois apareceu o video onde supostamente faz sexo com um funcionário do Senado. A advogada pode ser demitida da assessoria, e já teria um convite da revista Playboy para posar nua. Ela promete processar quem vazou o vídeo para a internet.

Logo veremos a CPI virando pizza, o julgamento do Mensalão inocentando gente cheia de culpa no cartório, e no fim das contas quem dança não tem nada a ver com o festival de indecências que assola a política brasileira. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mensalão : Julga, Britto!

Apesar do ministro do STF Gilmar Mendes ter desmentido pressões de Lula, num jogo de troca de blindagem na CPI por adiamento do julgamento do Mensalão, esse tipo de barganha é muito possível. Tenho escrito sobre essa possibilidade desde que o escândalo do Cachoeira/ Demostenes/ Veja/ Delta/ Perillo/ Cabral/ Agnelo eclodiu. A CPI está travada, esperando os resultados do balcão de negócios que envolvem vários partidos, a governabilidade de Dilma, a extinção dos partidos de oposição e  a impunidade no mensalão, entre outras coisas.

Há um equilíbrio instável na politicagem, e se alguma coisa sair de controle, começará uma luta sem fim, onde os maiores beneficiários seremos nós, porque teremos maior clareza das falcatruas e da bandidagem que a pratica. Alguém terá que dar o primeiro passo para começar essa guerra de quadrilhas.

O presidente do STF, Ministro Carlos Ayres Britto, tem sido enfático em julgar logo o Mensalão. Diz ele que assim que receber o relatório do Ministro Lewandowsky, começará o julgamento. Isso poderá ser agora em junho. Se os "aloprados" do PT não conseguirem adiar o julgamento para que o processo prescreva por decurso de prazo, deixando todos impunes, ainda há a expectativa de um juiz "amigo" pedir vistas e se sentar em cima da papelada, deixando o tempo passar. Essa possibilidade ficou explícita com esse episódio Lula x Gilmar.

A primeira pressão tem que ser sobre o Ministro Lewandowsky para terminar logo esse relato, que se arrasta há meses. Depois, sobre Britto, para começar o julgamento com um cronograma que impeça a prescrição. No julgamento, contra toda e qualquer manobra de advogados e juízes para retardar o processo. Será desastroso para o país, que busca a verdade histórica, terminar 2012 vendo o Mensalão empurrado para baixo do tapete e o maior escândalo de corrupção, envolvendo executivo, legislativo, judiciário e a mídia, terminando numa pizza de CPI.

http://blogdobranquinho.blogspot.com.br/2012/03/dem-cachoeira-vira-tromba-dagua-para.html
http://blogdobranquinho.blogspot.com/2012/04/cpi-do-cachoeira-so-anda-se-mensalao.html
http://blogdobranquinho.blogspot.com/2012/05/cpi-do-cachoeira-goteja-mas-pode.html

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Blindagem de Cachoeira resiste à CPI

Nesses primeiros dias de CPI já pudemos sentir que há muito mais coisas no ar que os fatos concretos que levaram o Congresso a investigar a rede criminosa do banqueiro Carlinhos Cachoeira. A primeira coisa estranha foi a mídia, a oposição e até juízes blindarem o Procurador Geral da República para que não vá ao Congresso explicar por que se sentou em cima das investigações da quadrilha de Cachoeira desde 2009.

A alegação de nada ter feito a pedido da Polícia Federal foi por terra através de desmentido em nota da PF. A mídia trata o caso como uma perseguição porque Roberto Gurgel também será o algoz de petistas no julgamento do Mensalão, que deverá acontecer nos próximos meses, e que a sua convocação seria uma forma de intimidá-lo.

Para completar o cenário de estranhezas, o ministro do STJ Celso de Mello criou um precedente perigoso para a investigação, ao permitir o adiamento do depoimento de Cachoeira na CPI por entender que a sua defesa não conhece todas as provas contra ele. Demóstenes irá pelo mesmo caminho, postergando e esvaziando o poder da CPI. Podem até sair impunes, por problemas técnicos que os advogados estão buscando nos autos dos processos.

Até o momento a revista VEJA está se fazendo de morta. Sem matéria-prima que garanta o seu diferencial competitivo, como eram os grampos criminosos que obtinha, agora a revista se coloca como vítima, faz movimentação no Twitter, alega interesses autoritários do governo na perseguição à revista, censura, etc. O resto da mídia, que era articulada como poder paralelo, sai em apoio à VEJA com o mesmo discurso.

Será que Cachoeira chegou à condição de intocável do banqueiro Daniel Dantas, e será mais um inatingível pela lei? As operações Vegas e Monte Carlos podem se tornar novas Satiagrahas, desmoralizando mais uma vez a autoridade da Polícia Federal, por questões técnicas? Do jeito que a coisa está, com a blindagem de Cachoeira e possível julgamento do Mensalão amplificado pela mídia da direita, criminalizando apenas a banda podre do PT, a direitona poderá sair vitoriosa do episódio. 

sábado, 14 de abril de 2012

Cachoeira : Mídia força por CPI da Delta com Agnello como pivô

Nos últimos 4 ou 5 dias o Jornal Nacional publicou uma série de trechos de escutas telefônicas vazadas da Polícia Federal onde tenta implicar o governo do DF, do petista Agnello Queiroz, com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Até aqui o que se divulgou foram tentativas do tal Dadá forçar a barra para o governo do DF atender pleitos da empreiteira Delta, que tem um contrato de coleta de lixo com o DF anterior à posse de Agnello.

Até aqui não há nada conclusivo, apesar da Globo sempre insistir que "analista da PF identificou Agnello como participante do esquema". A indução à culpa de Agnello vem da prorrogação do contrato de coleta de lixo pedida por ela ao governador anterior, na forma de "prorrogação de todos os contratos essenciais", porque o DF, ao final do governo-tampão de Rogerio Rosso, estava coberto de lixo, com matagais cobrindo  as quadras, um quadro de caos que levou meses para ser contornado. O contrato já vinha do governador Arruda, do DEM, cassado por corrupção.

Como a Veja está sem moral para fazer "denúncias", por estar até os cabelos envolvida no esquema Demóstenes / Cachoeira, a bola da vez para fazer o jogo sujo é a Globo. Ela faz as "denúncias" e os outros repercutem. O Estadão de hoje é categórico: "Agnello intercedeu a favor da Delta pedindo prorrogação de contratos". A própria matéria dá a dimensão do que foi pedido por Agnello, para evitar o colapso da cidade no início do seu mandato:

"BRASÍLIA - O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), intercedeu em favor da construtora Delta, suspeita de ligação com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, antes mesmo de tomar posse. Em ofício ao então governador Rogério Rosso (PMDB), protocolado em 15 de dezembro de 2010, o petista, na condição de eleito, pediu a prorrogação de todos os contratos essenciais, entre os quais os do lixo, com vencimentos previstos até 2011."...


Nada contra Agnello ser investigado. Todos os suspeitos devem responder pelas eventuais participações no esquema. O que se tenta fazer, agora, é jogar a CPI do Cachoeira nos peitos do PT, como forma de evitar que seja usada para vingança do escândalo do Mensalão. O Estadão deixa claro o recado, criando uma "crise" entre Dilma, Lula e o PT, na matéria em destaque no site "Dilma pede a Lula cautela com CPI do Cachoeira por reflexos no governo". Tenta-se pautar a relação do governo com o PT,  e colocar a Delta como pivô dos escândalos, reduzindo a importância de Cachoeira, Demóstenes, VEJA e outros para quem se quer encobrir. Todo tipo de chantagem será feito agora contra a CPI e seus participantes, sejam do PT ou da base aliada.


Nunca houve um momento tão bom para uma faxina na política. Dilma tem 77% de aprovação popular, e se descolou das acusações que pairam sobre o PT desde o mensalão. Pode ter uma posição discreta, e deixar a CPI rolar fazendo vítimas, mesmo que algumas do campo aliado. No final, os maiores derrotados seriam aqueles que roubam o país há mais de 500 anos. Ela poderia lavar as mãos, deixando tudo rolar, inclusive no julgamento do Mensalão, porque o povo acha que ela não tem nada a ver com isso. 

O desespero bate à porta da grande mídia. A superexposição da Globo agora é um sintoma disso, ao assumir o papel de algoz do governo e não mais de caudatária da Veja no seu jornalismo de encomenda. Quanto mais rápido o caso Cachoeira for abafado, melhor para eles, pois o DEM e o PSDB fritarão por meses, mesmo com a grande mídia favorável a eles. Já vimos no caso do livro "Privataria Tucana" como foi o comportamento vergonhoso dos meios de comunicação, ao simplesmente negar a existência da publicação. Agora virá chumbo muito mais grosso, porque não é só o DEM que está no canto da parede.  Vai virar guerra. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

CPI do Cachoeira vai ser represada

Incrível o medo que a nossa classe política tem dos bandidos com quem se envolve. Os criminosos sabem que boa parte das pessoas eleitas não estão lá para representar ninguém, a não ser a si próprios, suas famílias, seus amigos e esquemas. Por isso bandido que é bandido mesmo arranja formas de comprometer, de filmar, de gravar, de botar testemunhas em todas as falcatruas que promovem em parceria com os políticos. Faz festinha com mulheres , bebidas e drogas para os caras se esbaldarem,
Poços de Caldas (MG) - 2010 - Represa em Cascata das Antas
tudo cheio de testemunhas e gravações. Botam dinheiro em contas, mandam presentes, pagam viagens, deixam o corrupto com o rabo preso de todas as formas. E são, principalmente, suprapartidários: quem quiser entrar no esquema será bem-vindo, não importa a ideologia, raça, credo, gênero.

Poços de Caldas (MG) - 2010 - Cascata das Antas
Esse preâmbulo é para tentar explicar por que o Congresso Nacional está fazendo de tudo para não ter a CPI do Cachoeira. Rapidamente resolveram o problema da falta de presidente da Comissão de Ética, só para abrir um processo contra o senador Demóstenes Torres, a ponta do iceberg de corrupção do bicheiro. Vão puni-lo, ou melhor, forçá-lo a renunciar, e o assunto será esquecido. A vergonhosa classe política não quer saber de abrir uma Caixa de Pandora dessas. Nem o PT quer fazer do episódio a grande chance de afundar seus inimigos.

E assim vamos todos assistindo a mais uma pouca-vergonha de acobertamento. Só falta o ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, conseguir relaxar a prisão de Cachoeira. Povo nas ruas para exigir apuração profunda do escândalo? Aí já é querer demais. O brasileiro é ótimo para reclamar nos bares, nas redes sociais, mas botar a mão na massa, é para os outros. Sua omissão é a chama que aquece os fornos de onde saem as pizzas da política.

PS : As fotos foram as únicas que consegui no arquivo para ilustrar uma cachoeira represada. São da Cascata das Antas, em Poços de Caldas (MG). A cachoeira, no caso, foi represada rio acima para mover por uma canalização forçada uma turbina para geração de hidro-eletricidade. O lugar é bonito, mesmo assim. Já nós é que somos as antas por permitirmos que a bandalheira política seja auto-limpante. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

VEJA : Cachoeira encomendou matéria sobre educação

A que ponto chega o esquema Cachoeira / VEJA / Governo de Goiás! O jornalista Luis Nassif denuncia que o bicheiro queria construir escolas apropriadas ao modelo chinês, que vinham sendo cogitadas pelo governo goiano, para depois alugar ao estado. Teve acesso privilegiado aos projetos. Queria que o assunto tivesse repercussão, e usou o esquema VEJA para encher a bola da educação chinesa. Mais uma encomenda à imprensa "livre", que faz de "releases" matérias jornalísticas. Matéria do Nassif em
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-interesses-de-veja-e-cachoeira-na-educacao

terça-feira, 3 de abril de 2012

Esquema Cachoeira / Demóstenes / VEJA tenta censurar escândalo

A revista Carta Capital que traz pesadas denúncias sobre o esquema Cachoeira / Demóstenes / Veja sumiu das bancas em Goiânia, terra do senador. Tendo na capa a matéria "O crime domina Goiás", que fala de como o bicheiro Cachoeira mandava e desmandava no estado, e envolvendo até o governador Marconi Perillo (PSDB), a revista simplesmente desapareceu das bancas, e quem está faturando é o comércio de cópias xerox do texto.

O jornalista Luis Nassif denuncia que o Google retirou do ar a série "O caso de Veja", de 2008, onde são arroladas diversas evidências de armações da revista. Para fugir à censura, Nassif disponibilizou o artigo PDF em http://www.advivo.com.br/sites/default/files/documentos/o_caso_veja_vset08_2.pdf

O senador e ex-vestal do Congresso Demóstenes Torres "pediu prá sair" do DEM. Nos próximos dias deverá renunciar ao cargo parlamentar, parar fugir à investigação (a cassação passou a ser coisa pequena perto da cana dura que pegaria por corrupção, e que não acontecerá quando sair dos holofotes). Até a Veja já está defenestrando seu parceiro, publicando matérias que comprometem Demóstenes.

O senador do DEM será massacrado pela mídia até que todos esqueçam a cumplicidade da Veja e a proposta de CPI. A revista é peça fundamental no esquema de denuncismo contra o governo. Ela publica as mentiras, e os outros replicam baseados nela. Se ainda restar a Demóstenes alguma dignidade, prestaria um grande serviço fazendo delação premiada, entregando toda a patifaria feita pelo esquema. Faria jus à imagem que tinha até ser pego.

O Caso Cachoeira está virando uma catarata de denúncias de corrupção, que pode se tornar incontrolável, atingindo vários partidos. Só no que saiu na mídia até agora o escândalo já atinge o DEM, PSDB, PPS e até o PT. A Procuradoria Geral da República só abriu processo contra Demóstenes pela pressão da opinião pública. A proposta de CPI tem dificuldades. O escândalo promete fazer do Mensalão uma brincadeira de amadores, por isso não interessa a muita gente graúda que avance.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

As matérias que Cachoeira plantou na VEJA

O jornalista Luis Nassif foi o primeiro a encarar a grande imprensa, denunciando o péssimo jornalismo da VEJA e suas matérias bombásticas desprovidas de provas, direcionadas contra alguns inimigos selecionados, coincidentemente também de interesse do bicheiro Cachoeira. De inviabilizar uma CPI que não interessava ao bicheiro a matérias do tipo "dólares de Cuba para o PT" , "dinheiro das FARC para o PT" e o "grupo de inteligência do PT" foram alguns dos "furos" da VEJA patrocinados por Cachoeira e providos de informações, nunca mostradas, pelo araponga Jairo Martins, ex- funcionário da ABIN.

Recomendo acompanhar o caso Demóstenes / Cachoeira / VEJA através da série de reportagens de Nassif. Aqui vai o link da principal dela, mostrando os fatos criados e os interesses envolvidos.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-materias-que-cachoeira-plantou-na-veja

sábado, 31 de março de 2012

PPS : Mais um afogado por Cachoeira

Mais uma vítima no campo da direitona dita impoluta: segundo a Folha, o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) recebeu R$ 175 mil do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo o artista parlamentar, pegou dinheiro emprestado com o amigo porque podia não arranjar com bancos. Gastou R$ 160 mil com a compra de um apartamento, e R$ 15 mil com um camarote na Sapucaí, no carnaval carioca. Pediu afastamento do partido para evitar o alastramento da investigação das relações espúrias para mais correligionários. Desse jeito, a única oposição que vai sobrar para Dilma será a da base aliada do governo. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

VEJA : A associação da mídia com o crime

Segue abaixo artigo do jornalista Luis Nassif que enquadra a revista Veja na associação com o crime, ao participar de armações com malfeitores para golpear a democracia.


A associação da mídia com o crime
sab, 24/03/2012 - 12:47
Autor: Luis Nassif

Está na hora de se começar a investigar mais a fundo a associação da Veja com o crime organizado. Não é mais possível que as instituições neste país - Judiciário, Ministério Público - ignorem os fatos que ocorreram.

Está comprovado que a revista tinha parceria com Carlinhos Cachoeira e Demóstenes. É quase impossível que ignorasse o relacionamento entre ambos - Demóstenes e Cachoeira.

No entanto, valeu-se dos serviços de ambos para interferir em inquéritos policiais (Satiagraha), para consolidar quadrilhas nos Correios, para criar matérias falsas (grampo sem áudio).

Até que a Polícia Federal começasse a vazar peças do inquérito, incriminando Demóstenes, a posição da revista foi de defesa intransigente do senador (clique aqui), através dos mesmos blogueiros das quais se valeu para tentar derrubar a Satiagraha.

Aproveitando a falta de coragem do Judiciário, arvorou-se em criadora de reputações, em pauteira do que deve ser denunciado, em algoz dos seus inimigos, valendo-se dos métodos criminosos de aliados como Cachoeira. Paira acima do bem e do mal, um acinte às instituições democráticas do país, que curvam-se ao seu poder.

O esquema Veja-Cachoeira-Demóstenes foi um jogo criminoso, um atentado às instituições democráticas. Um criminoso - Cachoeira - bancava a eleição de um senador. A revista tratava de catapultá-lo como reserva moral, conferindo-lhe um poder político desproporcional, meramente abrindo espaço para matérias laudatórias sobre seu comportamento. E, juntos, montavam jogadas, armações jornalísticas de interesse de ambos: do criminoso, para alijar inimigos, da revista para impor seu poder e vender mais.

Para se proteger contra denúncias, a revista se escondeu atrás de um macartismo ignóbil, conforme denunciei em "O caso de Veja".

Manteve a defesa de Demóstenes até poucas semanas atrás, na esperança de que a Operação Monte Carlo não conseguisse alcança-lo (clique aqui). Apenas agora, quando é desvendada a associação criminosa entre Cachoeira e Demóstenes, é que resolve lançar seus antigos parceiros ao mar.

quarta-feira, 28 de março de 2012

DEM : Cachoeira vira tromba d'água para Demóstenes Torres

Gosto de ver quando gente que se arvora de vestal é desmascarada. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é um desses. Quantas vezes não o vimos na tribuna do Senado bradando contra desmandos do governo, exigindo cabeças por corrupção, etc. Foi peça importante no "escândalo das escutas telefônicas" denunciado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, e alardeado pela revista VEJA. Nunca foram mostrados os áudios de uma conversa entre Gilmar e Demóstenes, pivô do factóide. Agora se descobre que eles têm mais em comum: uma enteada de Gilmar trabalha no gabinete de Demóstenes.

O bicheiro Carlinhos Cachoeira é o mesmo que gravou as imagens de corrupção nos Correios, que entraram no esquema VEJA + grande mídia e viraram o escândalo do Mensalão, que  serviu para quase derrubar Lula. Agora se sabe que Demóstenes é amigo de Cachoeira, que recebeu presentes dele, e uma operação da Polícia Federal grampeou ligação dos dois, onde o ilibado senador goiano pede que o bicheiro pague uma conta sua de táxi aéreo. Também é acusado de cobrar 30% do faturamento do bicheiro para que opere um esquema de caça-níqueis livremente em Goiás.

Agora a coisa vai ladeira abaixo contra Demóstenes. O DEM já fala em expulsá-lo, fazendo discurso de moralidade. Deixou a liderança do partido no Senado. A Procuradoria Geral da República vai abrir inquérito no STF contra ele. Corruptos petistas que afundaram o PT na lama no Mensalão irão usar o caso para tentar reduzir suas culpas no julgamento que se aproxima, ou para adiá-lo até a prescrição dos crimes, alegando ter havido um complô armado pelo esquema Demóstenes / Bicheiro / VEJA, e vão mover mundos e fundos para destruir Demóstenes e o DEM. Pode sobrar para Gilmar Mendes e para a VEJA.

Quanto ao DEM, o que o povo não fez nas urnas a polícia está fazendo agora: expurgar as velhas raposas corruptas. Hoje é um partido nanico, e deve piorar em 2012, perdendo mais bases. Não sobrevive sem o fisiologismo bancado pelo poder público. Morre por inanição. Já vai tarde.