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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

YOUTROUXA 0082 : "Joaquim Barbosa em Miami com o Dalai Lama, não com estelionatário"

Uma coisa é falsificar uma foto e deixar dúvidas para que o senso comum anti-petista atribua credibilidade. Outro é uma fraude gritante desmentida pelos próprios envolvidos, como no caso onde um perfil do Facebook postou a mensagem abaixo, que fala por si:

O desesperado direitista que se esconde sob a sigla MAB - Movimento Acorda Brasil - sem querer deu o mote para a seguinte afirmação: "Acorda, Brasil, porque a direita quer te fazer de trouxa". Apostam que todo mundo é desinformado. Mais exatamente, descerebrado, completamente estúpido.

Essa foto seria uma demonstração da falsidade de outra onde aparece o presidente do STF, Joaquim Barbosa, ao lado do estelionatário foragido brasileiro Antônio Mahfuz, num bar em Miami, publicada no Blog do Rovai na matéria "Joaquim Barbosa tira foto em Miami com foragido brasileiro que quer Lula na cadeia"

Essa figura ao lado de Barbosa tem nada menos que 221 processos e prisão decretada no Brasil.

 Não precisa ser o sagaz detetive Sherlock Holmes para perceber que o idoso e frágil Dalai Lama não tem um corpo desse tamanho, tamanho vigor para uma pessoa de 78 anos. Tampouco usa roupas ocidentais. Muito menos se vê flagrado num boteco. Na foto original há uma luz da janela à direita incidindo sobre a lateral esquerda do rosto de Mahfuz, que não aparece no da foto fraudada. O encaixe da cabeça no pescoço original também não ficou bom, deixando diferenças nas tonalidade E Sua Divindade pouco se deixaria fotografar abraçado a um mortal. Para completar a fraude, o Dalai Lama esteve em Miami em outubro de 2010 para uma visita à universidade, onde andava cercado por pessoas que promoveram o evento.

Nossa análise da fraude já seria suficiente, exceto para os que não querem nem saber e vão na onda da direita assumindo a foto com o Dalai Lama como verdadeira. Aí você abre o site do Estadão, que de petista, comunista nem nada, e mostra a declaração de um pirotécnico assessor de Joaquim Barbosa (os caras sofrem prá explicar) dizendo que o juiz não pede carteira de identidade de ninguém que lhe peça para bater uma foto. Matou a pau. Mas vai ter trouxa passando a mensagem do outro trouxa do MAB jurando que é verdade.  Coisa de candidato que começou mal a campanha.


 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Documentos do processo do "mensalão" saem das gavetas de Joaquim Barbosa

Acho que o Ministro Joaquim Barbosa vai dar um jeitinho de voltar mais cedo das férias na Europa. Bastou deixar o Ministro Lewandovsky sentar-se à sua mesa para expor documentos até então ocultos no circo do Mensalão. Esse documento abaixo, do Instituto de Criminalística, desmente a versão de que Henrique Pizzolato tivesse poderes para manipular verbas da Visanet. Isso desmancha toda a versão de Barbosa e Gurgel, parceiros na acusação ao PT na Ação Penal 470.

O blog "O Cafezinho" está publicando peças do Inquérito 2474, que originou a Ação Penal 470, vulgo "processo do mensalão", que foram descartadas e arquivadas em sigilo de justiça. Nessa documentação há provas que podem mudar a história do julgamento, como a inexistência de dinheiro público nas campanhas do PT. Recomendo acompanhar o destrinchamento da papelada em
http://www.ocafezinho.com/2014/01/24/o-inquerito-2474-derruba-as-teses-do-mensalao/
nn
Laudo do Instituto de Criminalística tira responsabilidade de Pizzolato na gestão de verbas da Visanet

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Barbosa julga "mensalão" mas recebe "diarião"

Como pode um servidor público em férias receber diárias para participar de eventos privados? Não fosse o Estadão informar isso muitos achariam mentira o presidente do STF, Joaquim Barbosa, implacável perseguidor dos "mensaleiros" até acima da lei, receber um "diarião" por onze dias em viagem à Europa.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,stf-paga-diarias-de-barbosa-na-europa,1118519,0.htm

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

YOUTROUXA 0059 : "Joaquim Barbosa é vítima de campanha difamatória"

Apesar de assistirmos em todos os meios de informação o massacre diuturno ao PT, a Lula, Dilma e agora em especial aos "mensaleiros", há quem pense que isso não é uma campanha difamatória, mas faz parte da democracia.

O que se faz com o José Dirceu é criminoso. Ele precisa de um emprego para poder gozar do seu direito ao regime semi-aberto ao qual foi condenado pelo STF. A Globo vai atrás de acabar com a empresa, no caso um hotel de Brasília, na qual trabalharia e monta um circo, botando sob a lona até os juízes Marco Aurélio Melo e Gilmar Mendes. A Globo pratica o crime de lista negra (ofensa ao pleno emprego - art. 170 da Constituição Federal) , ou seja, estimula que ninguém empregue uma pessoa. Milhões assistem a isso enquanto jantam. E isso não é perseguição.

Quando meia dúzia de gatos pingados, perdidos entre blogs nanicos e publicações na internet teimam e opor a essa "verdade única" da minoria rica e poderosa, aí é perseguição. Não se pode dizer que o ministro Joaquim Barbosa tem um apartamento de 1 milhão de dólares (fato) em Miami, comprado através de uma empresa que não poderia ter (fato) e não podia registrar no apartamento funcional (fato), que tem um filho trabalhando com o Luciano Huck na Globo (fato) e que tem um processo do pai do Huck sob seus cuidados (fato), que recebeu uma medalha em Minas dos tucanos (fato), que sequer olhou para a gritante prova nos autos do processo que dizia que o dinheiro da Visanet não era público (fato) e isso serviu para aumentar penas e dar cadeia a alguns (fato), usou o "domínio do fato" para estender o crime de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha a José Dirceu, contra o qual não tem nenhuma prova (fato). O processo do primeiro "mensalão" está há 10 anos parado e pode ser prescrito em menos de seis meses sob sua guarda (fato), e nada faz para encaminhar numa aparente atitude de discriminação. Enfim, há o que se criticar da sua postura como servidor público à frente da maior corte do país.

Dizer que Joaquim Barbosa abusou dos seus poderes é fato. A OAB quer investigação sobre o show midiático das prisões dos "mensaleiros do PT" em 15 de novembro, onde todos se entregaram mas irregularmente um avião da Polícia Federal os levou até Brasília por nada, apenas para gerar imagens televisivas (exclusivas, claro) na Globo de "mensaleiros saindo do camburão aéreo". E depois substituiu um juiz da Vara de Execuções Penais porque quis fazer valer o direito dos condenados ao regime semi-aberto e colocou um filho de político tucano no seu lugar. Não é perseguição. Não é difamação. São atos que cometeu ao arrepio da legislação e devem ser investigados e pelos quais, se for o caso, deve ser punido.

O endeusamento de Joaquim Barbosa pelos meios de comunicação serve a vários fins. Temos no país mais injusto do mundo, em termos de distribuição de renda, 1% mais rico com 41% de toda a riqueza, que não se traduz numericamente em votos. Nas eleições vêm perdendo terreno à medida que as pessoas vão melhorando de vida e percebendo que as elites do capital não têm um projeto inclusivo. Como é que essa minoria ínfima se mantém no controle do Estado, não importa quem seja o governo? Usando suas cidadelas de poder, que acabam mandando que todas as demais instituições: STF, cúpula militar, religiões e mídia. Quando se denuncia os abusos de qualquer uma delas, a resposta é violenta, em especial pela mídia.

Barbosa é político. Pode ser candidato. Direito dele. O que não pode é usar o cargo para autopromoção, apoiada por uma mídia que quer estimular o ódio ao PT e Dilma na falta de propostas. Apenas ódio. Barbosa também pode servir a uma aventura militar, afinal, é o presidente da maior corte, facilitaria o reconhecimento por países estrangeiros interessados no nosso petró... digo, na democracia no Brasil. Segue o texto do filósofo Augusto de Franco que acusa os pequenos sites e blogs de orquestração difamatória contra Barbosa. No tempo que trabalhou para o governo FHC não havia dessas coisas, afinal, a mídia apoiava o governo e não havia redes sociais na internet para se contrapor às "verdades absolutas", que circula na internet em meio a comentários de fúria e revolta dos trouxas que veneram as criações da Globo:

UMA CAMPANHA SÓRDIDA DE DIFAMAÇÃO ESTÁ EM CURSO NO BRASIL

É de assustar. Já sei que é assim, mas sempre me assusto. Está em curso uma campanha sórdida de difamação de Joaquim Barbosa. A campanha é orquestrada. Vai desde a Carta Capital, passando pelos juristas amigos até Leonardo Boff (o teólogo que, depois das grandes manifestações de junho, se apressou logo a fazer um artigo dizendo que não se podia admitir o Fora Dilma; tudo bem com o Fora Alckmin, claro).

Claro que Joaquim tem defeitos. E muitos. Mas acho que ele tem até menos defeitos do que Péricles (que quis nomear seu filho com Aspasia de Miletocontra as regras da democracia dos atenienses). A democracia é assim. Não é feita de pessoas perfeitas (que não existem) e nem de heróis (ainda bem) e sim de pessoas comuns.

Não me consta, entretanto, que Joaquim tenha praticado algum crime. Não assinou falsos empréstimos (como fez o Genoíno). Nem montou uma quadrilha (como fez o Dirceu) para arrecadar recursos para um projeto de hegemonia de longo prazo (o que chamam de mensalão, confundido - a partir da esperteza do Consiglieri de Lula, Marcio Thomaz Bastos - em "mero caixa 2 que todo mundo faz" para enganar os trouxas).

Então, qual o crime do homem. É ríspido? É mesmo! Ao que se saiba isso não é crime tipificado em nosso Direito Penal. Eu às vezes também sou. Atropela as gentilezas corporativas e as normas civilizadas de salão e, via de regra (quando pode) decide monocraticamente? Sim. Mas nada disso também é crime. Qual o crime? Digam qual é o crime.

Usa a sua condição de negro? Ora, mas não foi Lula que o nomeou para o STF, inclusive pela sua condição de negro? Quer ser candidato (não sei se quer, tomara que não)? Ora, mas não é seu padrinho o campeão de ser candidato, aquele que transforma tudo (o que faz de legal) em disputa eleitoral (depois que aprendeu a usar a democracia contra a democracia)?

A campanha contra Joaquim Barbosa é movida pelo PT e pelo governo. Eles não se conformam com o fato de Joaquim não ter livrado a cara dos criminosos (dos poucos que foram às barras do tribunal). Eles acham que isso foi uma traição de Joaquim a quem o nomeou (porque pensam assim mesmo: em termos de vassalagem na ocupação e aparelhamento do Estado).

Não tenho nenhuma admiração especial por Joaquim Barbosa. Nada quero dele além da sua função de juiz. Não quero consertá-lo, adestrá-lo, edulcorá-lo, civilizá-lo. Quero apenas que não cometa crimes, tantos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e outros, como cometeram os seus difamadores. E, sobretudo, que não pretenda montar uma organização criminosa para reter o poder indefinidamente em suas mãos.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

YOUTROUXA 0057 : "Exército decide dar proteção a Joaquim Barbosa"

Incrível como tem gente que repassa desinformação sem olhar alguns detalhes essenciais. Um exemplo é a teoria conspiratória sobre a desobediência do exército à Presidente Dilma, onde se diz que o alto comando nomeou uma tropa de elite para proteger o presidente do STF, Joaquim Barbosa, azedando as relações com o Planalto. Como se fosse um ato de indisciplina golpista. Algo que faria sentido já que Barbosa, passando por cima da lei, está promovendo uma perseguição aos petistas condenados pelo processo do Mensalão. 

O primeiro detalhe é que a "notícia" que fundamenta todos os sites de extrema direita que divulgaram essa "rebelião" é de 24 de setembro de 2012, muito antes da condenação, em plena campanha de divinização de Barbosa promovida pela mídia. Hoje os tempos são outros, e até a OAB quer que ele seja investigado, foi descoberto que comprou apartamento em Miami com uma empresa que não poderia ter, que seu filho trabalha na Globo e está ficando visível sua parcialidade ao sentar-se em cima do processo do Mensalão Tucano esperando pela sua prescrição. Requentaram uma matéria que pode até se encaixar na atual conjuntura, já que Barbosa vem agindo fora da lei e fazendo inimigos em todo lado, exceto na mídia. Quem precisa de proteção é a democracia, e para essa também não são necessários militares. 

Na época os setores mais reacionários estavam preocupados com a instalação da Comissão da Verdade, como mostra a matéria original do site http://ucho.info/exercito-decide-dar-protecao-a-joaquim-barbosa-e-cria-zona-de-conflito-com-dilma-rousseff .

Especialistas em botar chifre em cabeça de cavalo e inventar intrigas, os sites de extrema-direita partem do pressuposto da imbecilidade do seu público para colocar esse tipo de "verdades". E os trouxas anti-PT, anti-Dilma e anti-Lula não pensam duas vezes (creio que nem uma vez) na hora de compartilhar nas redes sociais essas mentiras que acabam depondo contra a própria credibilidade. Segue o texto da "notícia":


"Exército decide dar proteção a Joaquim Barbosa e cria zona de conflito com Dilma Rousseff 

Temperatura alta – Azedou a relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Exército brasileiro. Sem que a presidente Dilma Rousseff fosse consultada, o Exército destacou os melhores e mais preparados oficiais da inteligência para dar proteção diuturna ao ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT (Ação Penal 470). Ao criar o esquema que dá garantia de vida a Joaquim Barbosa, que tem ojeriza a esse tipo de situação, o Exército, que se valeu de militares cedidos à Agência Brasileira de Inteligência, acabou passando por cima da Presidência da República, do Ministério da Justiça e da cúpula da Polícia Federal, que por questões óbvias não foram consultados, mas a quem, por dever de ofício, caberia a decisão. Outros dois ministros do Supremo, Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Toffolli, reconhecidamente ligados ao Partido dos Trabalhadores e a alguns dos seus mais altos dirigentes, também contam com escolta, mas da Polícia Federal. O esquema criado para o ministro-relator não se limite à proteção física, mas inclui também monitoramento constante de ambientes e do sistema telefônico utilizado pelo magistrado. A proteção ao ministro Joaquim Barbosa foi uma decisão tomada pelo alto comando do Exército e pelo general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Esse episódio, que tem como palco a necessária proteção a Joaquim Barbosa, deve aumentar a tensão entre Dilma e os militares, que ganhou reforço extra com a criação da Comissão da Verdade, que investigará apenas os crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura, deixando de fora os protagonizados pelos terroristas que chegaram ao poder no vácuo de um discurso fácil, repetitivo e mentiroso. de:http://ucho.info/ ]p/ http://gargigi.blogspot.com.br/"

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mídia Bandida 0024 : A fábrica de crises e o factóide de Barbosa

Incrível a sintonia do que se publica com o que se forja para virar notícia. A revista Veja desta semana tem na capa que "o Brasil e a Igreja vivem momentos explosivos". O Financial Times reforça a "crise brasileira" dizendo que o Papa visita o país em meio a protestos. Para dar mais tom de crise, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, na recepção no Palácio Guanabara ao Papa, onde o protocolo coloca lado a lado os chefes de estado (no caso, Francisco pelo Vaticano e Dilma pelo Brasil), ele simplesmente não cumprimentou Dilma, e todo mundo viu. Mais crise, forja a imprensa.

Se dependesse dos protestos do lado de fora qualquer um diria que não há crise nenhuma (falarei sobre isso noutro post). Agora que a inflação aponta para baixo, depois de vários problemas conjunturais que impediram a queda antes com a redução de contas de energia, desonerações, etc, a crise passa a ser institucional. Pior: pegou muito mal para Joaquim Barbosa essa desfaçatez com a presidente do Brasil. Sua assessoria tenta explicar o inexplicável, mas agora já é história. O "protesto" de Barbosa não o alinha com os anseios dos que dignamente querem um país melhor. Apenas o coloca na conta da mesquinhez e da falta de educação. Mas a mídia vai fazer disso uma "crise institucional".

Sua valorosa (e cada vez mais necessária) assessoria de imprensa formulou a seguinte explicação depois do ato de grosseria explícita:

“O ministro e várias outras autoridades ficaram com a presidente Dilma em uma sala, antes da chegada do papa e, como os dois já tinham se cumprimentado e conversado antes, provavelmente, Barbosa achou que não era o caso de cumprimentá-la novamente”"

Ah, tá...Inventou um novo protocolo. 

domingo, 21 de julho de 2013

Mensalão : Embargos vão ser julgados a partir do dia 14 de agosto.

Sob denúncias de violação do estatuto do servidor na compra de apartamento em Miami, de estranhas parcerias com Luciano Huck envolvendo seu filho e de agir ditatorialmente ao bloquear uma lei aprovada pelo Congresso que criava novos tribunais, Joaquim Barbosa voltará ao palco a partir do dia 14 presidindo a apreciação dos embargos impostos pelos advogados da ação penal 470, chamada de Mensalão para dar mais impacto midiático.

Se nenhuma manobra obstaculizar a apreciação dos embargos, teremos dias tensos no final de agosto, já que no julgamento provas de inocência foram colocadas de lado pelo inquisidor geral da república e o tal do "domínio do fato" colocou na autoria dos crimes de formação de caixa dois gente que não estava no circuito. Além, claro, da overdose de penas para gerar prisões.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/109180/AP470-Embargos-devem-ser-julgados-a-partir-do-dia-14.htm
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/109175/S%C3%B3cio-de-offshore-Barbosa-viola-Estatuto-do-Servidor.htm

terça-feira, 25 de junho de 2013

Joaquim Barbosa é favorável à reforma política com participação popular

Agora há pouco na Globonews o presidente do STF, Joaquim Barbosa, disse que a crise de legitimidade  dos poderes exige soluções com a participação popular. Na história do Brasil as crises sempre foram resolvidas por cima, pelas elites,em conchavos de cúúla e agora é preciso mudar isso. Concorda com a presidente Dilma nesse aspecto de participação popular.

Barbosa também disse que a pesquisa que dá 30% a ele de preferência para presidente entre os participantes dos movimentos não diz muito da realidade, porque outros segmentos não foram consultados. Disse que não tem o menor interesse em ser candidato.

Afirmou que a democracia brasileira é forte suficiente para superar a crise e buscar soluções. Acha que o eleitor deve ter o direito de anular, revogar e propor uma nova eleição caso seus candidatos não cumpram aquilo a que se propuseram.

Acha que o povo está preparado para eventual plebiscito, e que tem o poder de decidir. Não quis se posicionar sobre o passe livre.

Sobre mensalão disse que os embargos serão julgados em agosto. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Deputado quer que Joaquim Barbosa explique gastos com viagens mesmo licenciado

O deputado Sibá Machado (PT-AC) quer que o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, Joaquim Barbosa, explique porque o dinheiro público pagou viagens de interesse particular do magistrado mesmo quando se encontrava em licença médica.

De quebra, o nobre deputado poderia cobrar explicações ao STF pelo pagamento de mordomias a juízes e suas esposas em viagens ao exterior, conforme foi mostrado pelo jornal O Estado de São Paulo. 

Para a sobremesa, seria digestivo pedir também para explicar em se se fundamentou a suprema corte para pagar as despesas de um jornalista da Globo para acompanhar Joaquim Barbosa em sua viagem à Costa Rica. Tem no orçamento do STF verba para pagar "personal journalist"?




sábado, 4 de maio de 2013

Joaquim Barbosa : Grandes jornais tendem para a direita no Brasil


A grande mídia, aquela das 6 famílias, é de direita, mas não é todo dia que isso é dito por alguém promovido por ela para fazer disputa com a esquerda. E o seu discurso de cerceamento da liberdade de expressão por eventuais censuras atribuídas ao governo também não costuma ter contraponto de alguém que consideram do seu campo político.

As declarações do Presidente do STF, Joaquim Barbosa, no discurso que fez no World Press Freedom Day, promovido em 3 de maio na Costa Rica, mostraram para o mundo que não somos uma democracia perfeita, que fizemos avanços na liberdade de expressão e de imprensa, que não há censura pública, que a mídia não é plural, que existem barreiras à igualdade racial e social nos meios de comunicação e que... os três maiores jornais brasileiros tendem para a direita! Agora o mundo todo sabe que a grande imprensa é parcial, pois ideologicamente está do lado das elites.

A mídia que cobriu o evento suprimiu essa parte indesejada para eles. Na Globonews foi falado isso, e que as entidades que representam a imprensa não haviam feito comentários.

Traduzimos parte do discurso de Barbosa para contextualizar as declarações:

..."Eu não acredito na existência de democracias perfeitas.O Brasil, é claro, está longe de ser uma. Não se pode negar, porém, as formidáveis conquistas que temos alcançado em nosso país no campoda liberdade de expressão e da liberdade de imprensa, especialmente após a redemocratização, que começou em 1985 e na promulgação da Constituição de 1988.

Não há censura pública no país, e a imprensa exerce, no dia a dia, o seu papel central de levar informação ao público e fiscalizando o poder; criadores, artistas e escritores são inteiramente livres para produzir suas obras, mas eu acho que eu não seria sincero se eu terminasse esta apresentação, sem trazer para este público três grandes desvantagens que eu, pessoalmente, vejo no meu país, quando se
trata de informação, comunicação e liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

Para mim, o problema basicamente reside na falta de uma pluralidade forte. Aqui estou eu
expressar meus pontos de vista pessoais, como membro do governo brasileiro e como um cidadão ativo, livre e consciente ativo. Assim, nenhum estudioso legal deve escrever ou expor sobre a delicada questão da liberdade de imprensa, sem levar em conta a perspectiva do público, o objetivo final de qualquer discurso ou escrito, certo?

Assim como muitos de vocês aqui devem saber, no Brasil, os negros e mulatos constituem cerca de 50% a 51% da população total, de acordo com o último censo de 2010, mas não-brancos são muito raros nas redações de notícias, nas telas da televisão, para não mencionar a sua quase ausência na posições de controle ou de liderança na maioria dos meios de comunicação. É quase como se eles não existissem para o mercado de idéias. Raramente eles são chamados a expressar os seus pontos de vista ou seus conhecimentos, salvo em situações estereotipadas. Este é realmente um grande problema para nós, no meu ponto de vista.

Em segundo lugar, gostaria de salientar a fraca diversidade política e ideológica no negócio de imprensa. O Brasil tem agora apenas três grandes jornais de abrangência nacional, todos eles
mais ou menos inclinados para a direita no campo das idéias."...

(íntegra do discurso em inglês no site http://s.conjur.com.br/dl/discurso-barbosa-freedom-of-press.pdf)

(pauta da seção onde Joaquim Barbosa discursou na página 7 do documento
http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CI/CI/pdf/WPFD/wpfd2013_agenda_en.pdf 



terça-feira, 23 de abril de 2013

Joaquim Barbosa será vice de Aécio em 2014?

No feriado de Tiradentes houve em Ouro Preto uma cerimônia onde o presidente do STF, Joaquim Barbosa, foi agraciado com a comenda do Grande Colar, dado a quem tem relevantes serviços prestados a Minas Gerais. Até aí, tudo bem: Joaquim é mineiro e está em destaque.

Se não tivesse recebido a honraria do senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB para a presidência em 2014, ninguém falaria muita coisa. A questão é que para muita gente caiu a ficha: Joaquim Barbosa pode ser o vice dele, daí toda essa presepada.

Isso explicaria pelo menos um ano da história recente do Brasil:
- o empenho de Barbosa em fazer um julgamento teatral do Mensalão, com amplo apoio da mídia, execrando o PT, passando por cima do direito, condenando sem provas, etc.;
- o nenhum empenho de Barbosa em colocar na pauta o julgamento do Mensalão do PSDB, o primeiro de todos, que envolve justamente o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo;
- todo o show querendo o mais rapidamente possível botar todos os petistas na cadeia;
- suas brigas com todos os demais ministros do STF, nas tentativas de atropelá-los e impor suas vontades.

Muita gente vai olhar agora para o julgamento do Mensalão com desconfiança, questionando uma possível parcialidade de Joaquim Barbosa visando sua projeção política através do massacre de um partido adversário. Foi tudo premeditado? Se foi, estamos diante de um forte golpe na democracia.

Publicado em 21/04/2013
Barbosa vai a palanque de Aécio em Minas e aumenta rumores sobre 'mosca azul'



Barbosa vai a palanque de Aécio em Minas e aumenta rumores sobre 'mosca azul'
Aécio, Barbosa e Anastasia, em Ouro Preto: presidente do STF marca presença em evento que o bom senso indicaria evitar (Marcelo Prates/Folhapress)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, participou hoje (21) de uma cerimônia oficial pelo feriado de Tiradentes, organizada pelo governo de Minas Gerais, em Ouro Preto. Convidado como orador do evento, Barbosa recebeu o Grande Colar, homenagem máxima oferecida a personalidades que, segundo o governo estadual, ajudaram no desenvolvimento de Minas e do Brasil, além de acompanhar e ser acompanhado o tempo todo pelo senador Aécio Neves, candidato do PSDB às eleições presidenciais do ano que vem.
Mas se oficialmente o presidente da instância máxima do Judiciário do país honrou com sua presença um evento institucional, por outro lado é evidente que aquilo é também um palanque político (todo mundo sabe disso), e o espectro da exploração política do julgamento do mensalão recomendaria que Barbosa mantivesse distância de tal cerimônia.
A delicadeza da situação é constatada pela ausência em Ouro Preto de outro senador mineiro, o aecista Clésio Andrade, réu no processo do mensalão tucano em Minas, ex-sócio do publicitário Marcos Valério, e vice-governador de Aécio Neves entre 2003 e 2006. Também não deu as caras outro ex-governador, o deputado Eduardo Azeredo (PSDB), um dos pivôs do esquema que o STF ainda não se dispôs a julgar.
Ganhou a esperteza política de Aécio, que marca território entre os eleitores que acreditam que Barbosa seja um arauto do combate à corrupção. Mas em se tratando do próprio Barbosa, que frequentemente tem sido protagonista de sucessivos episódios de conflitos entre outras instâncias do Judiciário e com veículos da velha mídia, que apesar de tudo ainda o apóia, o desgaste pode ser grande e uma nova saraivada de críticas pode estar a caminho.
Sabe-se lá se é a famosa picada da mosca azul, que leva pessoas a desejarem mais e mais poder, ou se é a esperteza dos tucanos mineiros que plantam notinhas pela imprensa espalhada pelo país, para depois checar os resultados junto à opinião pública, mas depois desse ato, corre a notícia de que Barbosa seria vice de Aécio. Melhor não duvidar.
Com blog Amigos do Presidente Lula

http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/barbosa-vai-a-palanque-de-aecio-e-aumenta-rumores-sobre-mosca-azul


sábado, 22 de dezembro de 2012

Mensalão : STF deixa Gurgel pendurado no pincel

Apesar da pressão da mídia e da direita, a mesma que já fez o STF condenar a penas exageradas alguns réus praticamente sem provas, o presidente Joaquim Barbosa teve que se curvar à pressão política, em especial do presidente da Câmara, Marcos Maia, e teve que negar o pedido de prisão imediata dos condenados, incluindo-se parlamentares.

Marcos Maia chegou a oferecer asilo nas dependências do Congresso para evitar que os parlamentares fossem presos antes do trânsito em julgado das sentenças, como manda a lei. Ainda há o conflito de poderes na questão da cassação, que o STF considerou prerrogativa sua, mesmo com a constituição afirmando o contrário. Alguém jogou panos quentes, possivelmente a presidente do outro poder, o executivo, Dilma, e chamou todo mundo à razão.

Joaquim Barbosa nada mais fez que cumprir a lei. Como ainda cabem recursos e os condenados são réus primários sem periculosidade, com passaportes retidos e proibidos de sair do país sem autorização do STF, Barbosa negou o pedido do Procurador Geral da República para prisão imediata. Ou seria imidiática?

Gurgel, que é lento na hora de apurar denúncias contra Cachoeira, foi com sede demais ao pote para ganhar uns 15 minutos de fama. Barbosa arrancou-lhe a escada, e ficou pendurado no pincel. Com isso, a Globo perdeu o seu Especial de Fim de Ano. E o SBT já desceu a ripa em Barbosa, dizendo que agindo assim quer virar político e ser candidato em 2014.

sábado, 24 de novembro de 2012

HOAX : Joaquim Barbosa é contra as cotas raciais

Circula pelo Facebook uma foto do agora presidente do TST, Joaquim Barbosa, com uma legenda dizendo que estudou e não precisou de cotas para chegar lá, como se fosse contra o sistema de discriminação positiva. O e-mail malicioso (mentiroso mesmo) já tinha quase 20 mil compartilhamentos ao chegar a mim.

Para rebater mais essa armação dos racistas, o povo de direita, que não aceita a ascensão social dos negros defendida pelo PT desde a sua criação, tenta enganar as pessoas com mais essa falsidade (hoax). Até Lula exercer na prática o discurso da promoção racial com a nomeação de Barbosa ao Supremo, nenhum governo anterior havia feito isso. Principalmente os da direita, que agora querem fazer crer que Barbosa é contra as cotas raciais.

Segue a declaração de Barbosa no julgamento das cotas raciais em abril de 2012, na ação promovida pelo DEM questionando a constitucionalidade das cotas na UNB (ADPF 186). Os racistas perderam por 10 x 0 mas querem reabrir a questão, o que é uma incoerência: usam a imagem de Batista como anti-petista no julgamento do Mensalão, e usam também a sua imagem contra as cotas defendidas pelos petistas. Pior: nem de negros os caras que fazem essas manipulações gostam. Inventam de tudo para descaracterizar a chegada de Barbosa ao topo do judiciário. São os herdeiros diretos da casa grande.


Ministro Joaquim Barbosa afirma que ações afirmativas concretizam princípio constitucional da igualdade
joaquim-barbosa-cotas-stfO ministro Joaquim Barbosa acompanhou o voto do relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186, ministro Ricardo Lewandowski, e afirmou que sua manifestação foi tão convincente e abrangente que praticamente esgotou o tema. "O voto de Vossa Excelência está em sintonia com o que há de mais moderno na literatura sobre o tema", afirmou.
Autor de vários artigos doutrinários sobre a questão, o ministro Joaquim Barbosa reproduziu parte de um texto que escreveu há mais de 10 anos intitulado "O debate constitucional sobre as ações afirmativas" e fez declarações pontuais para demonstrar o que pensa ser essencial em matéria de discriminação.
"Acho que a discriminação, como componente indissociável do relacionamento entre os seres humanos, reveste-se de uma roupagem competitiva. O que está em jogo aqui é, em certa medida, competição: é o espectro competitivo que germina em todas as sociedades. Quanto mais intensa a discriminação e mais poderosos os mecanismos inerciais que impedem o seu combate, mais ampla se mostra a clivagem entre o discriminador e o discriminado", afirmou.
Para o ministro, daí resulta, inevitavelmente, que aos esforços de uns em prol da concretização da igualdade se contraponham os interesses de outros na manutenção do status quo. "É natural, portanto, que as ações afirmativas – mecanismo jurídico concebido com vistas a quebrar essa dinâmica perversa –, sofram o influxo dessas forças contrapostas e atraiam considerável resistência, sobretudo, é claro, da parte daqueles que historicamente se beneficiam ou se beneficiaram da discriminação de que são vítimas os grupos minoritários", enfatizou.
O ministro Joaquim Barbosa definiu as ações afirmativas como políticas públicas voltadas à concretização do princípio constitucional da igualdade material e à neutralização dos efeitos perversos da discriminação racial, de gênero, de idade, de origem nacional e de compleição física. "A igualdade deixa de ser simplesmente um princípio jurídico a ser respeitado por todos, e passa a ser um objetivo constitucional a ser alcançado pelo Estado e pela sociedade", ressaltou.
O ministro lembrou que as ações afirmativas não são ações típicas de governos, podendo ser adotadas pela iniciativa privada e até pelo Poder Judiciário, em casos extremos. "Há, no Direito Comparado, vários casos de medidas de ações afirmativas desenhadas pelo Poder Judiciário em casos em que a discriminação é tão flagrante e a exclusão é tão absoluta, que o Judiciário não teve outra alternativa senão, ele próprio, determinar e desenhar medidas de ação afirmativa, como ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos, especialmente em alguns estados do sul", afirmou o ministro.
Ele ressaltou também que nenhuma nação obtém o respeito no plano internacional enquanto mantém, no plano interno, grupos populacionais discriminados. "Não se deve perder de vista o fato de que a história universal não registra, na era contemporânea, nenhum exemplo de Nação que tenha se erguido de uma condição periférica à condição de potência econômica e política, digna de respeito na cena política internacional, mantendo, no plano doméstico, uma política de exclusão, aberta ou dissimulada – pouco importa! Legal ou meramente estrutural ou histórica, pouco importa! –, em relação a uma parcela expressiva da sua população", asseverou.