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terça-feira, 4 de agosto de 2015

GOLPE : Autoatendimento BB - Identificação Positiva

Golpe novo na praça. Desta vez os criminosos se apropriaram de uma mensagem de segurança do BB para incluir no botão "IDENTIFICAÇÃO POSITIVA"  o link que não tem nada a ver com o BB : http://www.elakmakina.com/components/com_jforms/views/form/up.php . Para mim chegou com o título "Comunicado importante, auto atendimento n.:255939 04/08/2015 01:21:13"
Tela da mensagem do golpe mandado por e-mail

Nem precisa clicar para saber o que há por lá. Algum tipo de formulário onde se coloca os dados inclusive senhas. De fato, no BB há uma rotina de segurança "Identificação Positiva", que, além dos dados usuais, como senhas, também pede informações complementares em transações mais altas, como nome do pai ou mãe, data de nascimento, etc. Mais em http://www.bbseguranca.com.br/conteudo/5-Identificacao-Positiva . Na página do BB há um tópico sobre Identificação Positiva que aguarda colocarem conteúdo.

Se você caiu nessa, corra para trocar suas senhas antes que o bandido o faça. Comunique ao banco e aprenda de uma vez por todas que bancos não mandam e-mails nem para cobrança.

sábado, 6 de setembro de 2014

Banqueiros com Marina para liquidar BB, Caixa e meter a mão no dinheiro dos fundos de pensão!

O brasileiro tem o péssimo hábito de emprenhar pelo ouvido, criar preconceitos e a partir daí não aceitar argumentos, não ler mais sobre assuntos, e pronto. Uma boa parte que já vinha odiando sem saber bem por que o governo Lula e Dilma embarca agora de peito aberto na campanha de Marina. É uma opção democrática, mas cabe trazer alguns elementos para mostrar o perigo que ronda, em especial, os fundos de pensão e os bancos públicos.

A página 60 do programa de governo de Marina Silva parece ter sido escrita por banqueiros. Diz que o governo gasta dinheiro com subsídios que precisam ser retirados de créditos ao setor agropecuário e crédito imobiliário, que deverão ser desestimulados e repassados para maior participação dos bancos privados. Isso atinge diretamente o BB e a CEF e praticamente liquida a expansão do setor rural via PRONAF e o programa Minha Casa, Minha Vida, que se viabilizam com subsídios.

Aos bancos públicos destinam tudo que não interessa aos banqueiros privados:
- empresas pequenas e nascentes;
- projetos inovadores com alto impacto social;
- projetos de maturação muito longa que exijam alto volume de recursos como obras de infraestrutura.

Resumindo: vão tirar do BB, CEF a participação no crédito em áreas onde hoje concorrem fortemente com os bancos privados rebaixando os juros, que mesmo assim continuam altos. Juros mais altos para os clientes na mão dos bancos privados, claro. Se o setor privado será agraciado com margens maiores e maior clientela, os bancos públicos tenderão a reduzir drasticamente seus lucros e, numa perspectiva de "estado mínimo neoliberal" embutida na filosofia do programa, simplesmente desaparecerem via extinção ou privatização por falta de suporte do Tesouro Nacional.

Os bancários do setor público sofrerão fortes impactos caso esse programa seja implantado, a começar pelo encolhimento das redes de banco com demissões e fechamento de agências. Aos que ficarem as participações nos lucros minguarão semestre a semestre e o assédio moral será amplificado para "equilibrar a empresa e dar lucro" e "manter os empregos a salários congelados e direitos rebaixados. "

Acreditam os economistas de Marina que o setor privado proverá de crédito barato os consumidores para continuar essas atividades subsidiadas mesmo quando gradualmente forem retirados os incentivos. Também apostam nesses recursos para investimentos mais arriscados, de longo prazo, com recursos de terceiros.

Onde buscarão recursos baratos para isso? Nos fundos de pensão. O texto claramente fala na mudança da legislação dos fundos "propiciando mais fontes de crédito acessíveis ao setor privado (por exemplo, alterando a regulação dos fundos de pensão), e para empréstimos de longo prazo dos bancos privados para empresas".

Marina já negou muitas coisas que escreveram, copiaram e colaram no seu programa. Essa página, pelo visto, não está sujeita a modificações ou negações porque os banqueiros poderiam tirar-lhes o apoio por desconfianças. E eles querem bem mais: o Banco Central independente de todos nós, menos deles. E nada de cobrar dívidas da sonegação, como a de R$ 18 bi do Itaú, seu patrocinador mais público.

Preparem-se, velhinhos. Vem chumbo grosso por aí. No caso específico da PREVI, do BB, a diminuição dos lucros do banco afeta diretamente suas ações em bolsa e, por tabela, os superávits do fundo de pensão. \Se considerarmos também a promessa da candidata de redução de ênfase no Pré-Sal afetando os lucros da Petrobrás as ações também sofrerão. E não venham dizer que estou fazendo terrorismo. O texto está aí para quem quiser ler. Apenas ressaltei coisas que poderiam ficar ocultas num texto de 240 páginas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

GOLPE : "Aviso - Urgente de Segurança Sua conta Banco do Brasil sera cancelada"

A bandidagem agora nem se dá mais ao trabalho de tentar imitar materiais das empresas cujas marcas usam para roubar dados ou empurrar vírus para a mesma finalidade. Revisão de texto, nem pensar, coisa de menino ou amador, que sequer acentua ou pontua adequadamente a mensagem, usa maiúsculas em todas as palavras do título, falhas inadmissíveis em textos comerciais de uma grande empresa como o Banco do Brasil.

Empresas têm razão social, por exemplo "Banco do Brasil S/A", e os nomes de fantasia através dos quais criam logomarcas e símbolos a partir dos quais divulgam suas marcas, no caso, "Banco do Brasil" ou "BB". Não usam a razão social em textos publicitários, como seria este da fraude. Quando receber mensagens assim passe o mouse sem clicar sobre os links indicados e verá aberrações como:
- no primeiro "clique aqui" o link é http://taekwondofreital.bplaced.net/images/banners/NC98398483FD/, ou seja, o incauto que clicar levará de brinde um golpe de arte marcial, no mínimo;
- no outro "clique aqui" o link é http://www.clairebeaute.ch/images/banners/NUEIREU854385HF/, ou seja, vai dançar bonitinho e ainda pode ganhar um tratamento de beleza.

Golpistas usam sites hackeados como escravos para desviar a atenção para os verdadeiros sites de coleta de dados ou para expansão de vírus. Não cliquei, mas deve ser caso para preencher cadastro com seus dados ou instalar imediatamente o vírus de pesca de dados. Caso tenha preenchido algo mude suas senhas imediatamente. Se aparentemente nada acontecer ao clicar passe um antivírus atualizado, mude senhas que tenha usado no período e, se tiver fé, reze para que nada tenha acontecido.

Texto do golpe que é apelativo ameaçando o cliente de ter conta encerrada. Segundo a Federação Nacional dos Bancos, os bancos não enviam e-mails aos seus clientes.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

GOLPE: BB Atualização de acesso AutoAtendimento

Mais um golpe para pegar os incautos que não sabem ou não se lembram que bancos não mandam e-mails. O pior é receber em SPAM, ou seja, foi mandado para deus e todo mundo para ver se alguém cai, e clicar no "atualizar", que manda para o link "http://parvejledning.dk/system/js/acesso/", ou seja, algo que está guardado num site da Dinamarca (dk) especialmente para deixar seu micro mandando teus dados para outros. Outro detalhe da falsidade é o e-mail que enviou, que não tem nada a ver com o BB, de um servidor da Alemanha (.de).

Antes de postar esta mensagem chegou outro golpe de mesmo formato, com o título "Verificamos Que Sua Adesao De Segurança encontra-se Desativada" enviado por mobilier-masiv.ro (da Romênia) onde o "atualizar" manda para "http://luibertello.com.pe/images/stories/banner/index.php", que igualmente não tem nada a ver com o BB. A figura é a mesma.

 Se cair nessa passe um anti-vírus urgente e não abra nada que precise de senha até se certificar que o vírus foi retirado. Segue a imagem do golpe:
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Notificação por e-mail - Atualização de acesso AutoAtendimento.


Banco do Brasil 



Prezado Usuário,

A equipe de tecnologia do Banco do Brasil se preocupa sempre em garantir tranquilidade para os clientes ao utilizar nossos serviços do autoatendimento e realiza frequentemente atualizações.

O motivo deste nosso email é para avisar que no dia 26/11/2013 foi lançada uma correção de acesso ao Autoatendimento.

Esta atualização vem para correção de componentes adicionais de acesso e se faz obrigatória para todos os clientes pessoa física. Para realiza-la siga as instruções disponíveis no link abaixo:


Utilize o botão atualizar para iniciar


Qualquer duvida entre em contato conosco. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

BB : Deputado Ivan Valente denuncia práticas antissindicais

Nestes tempos de sindicalismo cooptado e de ouvidos moucos do governo Dilma em relação ao que acontece nas empresas do governo coube ao deputado Ivan Valente, do PSOL, fazer um discurso corajoso mostrando ao parlamento o que está acontecendo no Banco do Brasil. No PT, silêncio cúmplice. Segue a íntegra do discurso:

"BANCO DO BRASIL: BOM PARA TODOS?

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,

Subimos a tribuna neste dia com uma série de questionamentos ao Banco do Brasil e, por conseguinte, ao governo federal. Chegou ao nosso conhecimento, através do movimento sindical, que os abusos trabalhistas cometidos pelo banco tem causado aos seus funcionários a lembrança temerosa dos anos FHC. Uma época em que a exploração continuada, a pressão por resultados, a falta de diálogo e a criminalização do movimento chegaram ao seu auge. Agora a história se repete sob o governo Dilma e, não por coincidência, com o mesmo objetivo: aumentar os lucros para pagar os juros da dívida.

Os relatos dos trabalhadores são realmente impressionantes, e assustam inclusive aqueles que entram no Banco do Brasil por concurso, acreditando em condições melhores de trabalho em comparação ao setor privado. Segundo os sindicatos, a empresa pública tem um enorme passivo trabalhista por não respeitar a jornada de 6 horas diárias para os bancários, expressa no artigo 224 da CLT. O cumprimento da lei tem sido a maior luta dos trabalhadores do setor em tempos recentes, dado o grau de desrespeito praticado pelo BB.

A reação do banco à campanha salarial de 2012, no entanto, ao invés de cumprir a legislação, foi propor um acordo draconiano aos trabalhadores: adequar os cargos que seriam criados em 2013 à jornada de 6 horas, o que significa que os atuais trabalhadores, que tem cumprido 8 horas, continuariam na mesma situação.

Mas o escárnio do Banco do Brasil para com as justas reivindicações de seus funcionários não parou por aí. No fim de janeiro, o banco “sugeriu” que, para fazerem jus à jornada de 6 horas, os assistentes – mais de 15 mil trabalhadores – teriam uma redução salarial de 16,25% no seu salário bruto e que chega a mais de 80% nas verbas internas que compõem a remuneração de cada trabalhador. A “opção” oferecida aos seus funcionárias é a manutenção da jornada de 8 horas ou a redução salarial. Uma proposta que afronta a própria Justiça, que tem dado razão aos bancários e exigiu do BB a redução da jornada sem redução salarial.

Tentando estancar a enxurrada de processos, o banco ainda impôs aos que trabalham na gerência média – mais de 40 mil trabalhadores – alterações nas atribuições dos cargos, imputando mais responsabilidades com o intuito de caracterizar tais cargos como funções de confiança. A medida mira justamente dificultar que estes trabalhadores venham a pleitear a jornada de 6 horas na Justiça sem, contudo, aumentar adequadamente a remuneração. Muito pelo contrário. Em caso de migração de local de trabalho, pode até haver redução, já que muitas verbas que compõem a remuneração passaram a ser temporárias.

Para cerca de 4 mil trabalhadores (analistas e cargos outros), o BB deu um prazo absurdo de apenas seis dias para a assinatura de um termo de migração. Caso não o fizesse neste tempo, o bancário seria sumariamente descomissionado, perdendo assim até 70% do seu salário. Alguns sindicatos entraram na justiça e conseguiram a extensão do prazo de assinatura, mas o banco continua praticando a coação.

O governo Dilma trata o BB como uma empresa privada qualquer. Por todo o país aumentam os casos de descomissionamentos (perda de cargo e salários) arbitrários de trabalhadores. Não bastasse isso, a pressão por metas é insuportável, pois o banco tem um modelo de gestão de pessoas idêntico ao dos bancos privados. A consequência deste modelo de gestão interna é multiplicação dos casos assédio moral nas dependências do banco, configurando uma situação estrutural de violência organizacional.

Segundo a Intersindical, as consequências do péssimo tratamento dado pelo BB têm causado uma série de problemas se saúde aos seus funcionários, como adoecimento exponencial e principalmente doenças psicossomáticas ligadas ao stress no local de trabalho. Os casos de suicídio na categoria dos bancários chegam a ser de um a cada 21 dias e a geração que trabalha hoje no BB leva a alcunha de “geração tarja preta”, dado o número de trabalhadores que precisam de remédios ansiolíticos e antidepressivos.

Há ainda denúncias relacionadas aos trabalhadores terceirizados, os quais o BB simplesmente se desresponsabiliza pelos abusos trabalhistas cometidos pelas empresas, e aos estagiários, que ganham uma bolsa estágio de pouco mais de R$ 320,00, ticket de similar valor e vale transporte de R$ 3,00.

Diante do descalabro da situação enfrentada pelo funcionalismo, a categoria tem se manifestado. Em março ocorreu paralisação de 24 horas na base do sindicato de São Paulo, Osasco e Região. No fim de abril, paralisação de 24 horas que, além de São Paulo, contemplou as principais bases sindicais do país. Em outros dias deste ano já ocorreram manifestações contrárias as arbitrariedades perpetradas pelo banco.

O fato é que o Banco do Brasil atua como um banco privado qualquer, tanto na sua gestão financeira quanto na gestão dos seus recursos humanos. Mesmo quando o governo federal usa o banco para financiar a expansão do consumo, este encargo não pode cair sobre os seus trabalhadores. Ainda, de acordo com o ajuste fiscal do governo Dilma, os lucros do BB – R$ 12,2 bi em 2012 – assim como de outras estatais, é destinado para o pagamento da dívida pública como manda a Lei 9.530/97, um saque ao patrimônio público assinado por FHC em nome da pagamento da dívida. Ou seja, nenhuma política pública é financiada pelos lucros do BB.

Manifestamos nosso apoio ao movimento dos bancários por condições dignas de trabalho e de acordo com a legislação trabalhista. Que o governo faça do slogan do Banco do Brasil, o “bom pra todos” mais do que uma peça publicitária paga pelo povo na grande mídia. Que seja bom e decente para seus trabalhadores também.

Muito obrigado."

Leia também em nosso site: http://www.ivanvalente.com.br/blog/2013/05/banco-do-brasil-bom-pra-todos/

segunda-feira, 29 de abril de 2013

BB : Funcionários vão à greve para conter ataque aos direitos

Amanhã (terça) as agências do Banco do Brasil poderão amanhecer fechadas em uma paralisação de 24 horas ou mesmo em protestos atrasando a abertura do expediente. Como normalmente as greves acontecem a partir de setembro, data base dos bancários, os clientes e a população vão perguntar:

"POR QUE PAROU, PAROU POR QUÊ?"

Parou porque viu violência contra direitos dos funcionários. Os bancários, por lei, desde a década de 30, têm direito à jornada semanal de 30 horas. Privilégio? Não! Comprovadamente a atividade leva a altos índices de doenças cardíacas e mentais, daí a jornada não poder ser extensa. Só o Felipão acha que bancário do BB leva a vida na moleza. Pelo contrário: as metas cada vez mais abusivas estão causando mais doenças e denúncias de assédio moral.

Em fevereiro, em vez de buscar cumprir a lei e buscar uma solução para as milhares de ações trabalhistas por descumprimento da jornada legal, a diretoria do BB resolveu aplicar um plano de cargos e funções que reduziu salários e mascarou o problema. Pressionou funcionários para aderirem ao novo plano, ou seja, a aceitar perdas. Não ouviu os representantes dos seus trabalhadores. Enfim, uma medida unilateral, de cima para baixo, violenta porque coage à aceitação das perdas.

O impasse continua. Uma parte dos funcionários cedeu à pressão e aceitou o tal plano. Outra se recusa a aceitar. O BB, que é dirigido pelo Governo Federal, portanto a Presidente Dilma é a chefe maior, parece não ter mudado nada desde que Lula assumiu há 10 anos o governo. Todo ano é um sufoco nas campanhas salariais. Agora houve um retrocesso que lembra os tempos de Collor, com ameaças prévias a grevistas, em vez de falarem em negociação.

Se você encontrar a sua agência fechada amanhã, ou em datas futuras, porque não há qualquer sinal de flexibilidade por parte da empresa, já sabe por que. Não jogue a culpa nos trabalhadores. A culpa é da Dilma, que parece não saber que no BB os demo-tucanos ainda mandam. E que não há sequer uma mulher em cargo de direção (mais de 50) . 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

BB e Caixa quebram oligopólio dos juros e lucram

BB e Caixa anunciaram lucros recordes em 2012, calando a boca de todos os "analistas de mercado" inflados pela mídia que consideravam temerária a expansão do crédito por conta da inadimplência. Os mesmos que previram comoção se mudassem as regras da poupança ou a fuga de investidores se os juros caíssem. Pois os resultados estão aí: BB expandiu o crédito em 25%, a Caixa em 40% enquanto os bancos privados, que apostaram no fracasso, cresceram muito pouco e mesmo assim com grande seletividade.

Os bancos públicos, que historicamente trabalham com clientes de baixa renda, sabem na prática que pobres honram suas dívidas. Não negam, e pagam de alguma forma, seja dívida bancária, cartão ou carnê. Com o juro que for. Por outro lado, os clientes de maiores recursos conhecem formas de protelação ou de calote de valores maiores, impactando os balanços como o do Itaú, que teve problemas na carteira de crédito de veículos e reduziu seu lucro.

A aposta na alta dos juros está sendo inflada na mídia da especulação, porque a inflação chegou a 6% e deixou a taxa real de juros abaixo de 1,5%. Falam em manipulações contábeis do governo para reduzir artificialmente a inflação, como mexer nas taxas de cãmbio, desonerar impostos, etc. O apelo especulativo é tão visível que o uso de aumento de taxa de juros só seria válido em caso de aumento excepcional da demanda, o que não está acontecendo.

Dilma não vai elevar juros, mas ampliar as ações para desonerar a economia, aumentar os juros e estimular a competitividade para fazer o mercado funcionar sem tantos cartéis e oligopólios. A questão não é eleitoral, como diz a oposição sem legado nem candidato, mas estrutural para o capitalismo brasileiro.

BB e Caixa saíram na frente e bancarizaram milhões de pessoas. Os bancos privados insistem em ganhar muito com poucos clientes, aumentando o risco de inadimplência. A política só mostrará sintomas de sucesso quando, enfim, virmos os lucros dos bancos declinarem.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Dilma tenta reduzir salários no BB

Se os bancários não conseguem chegar à Presidente Dilma, certamente a mensagem do técnico Felipão chegou a ela ao dizer ao mundo que se alguém quer moleza que vá trabalhar no Banco do Brasil. Dilma não enxerga (ou não quer enxergar) que o BB continua o mesmo desde FHC, com relações trabalhistas deterioradas e orientação para a privatização.

Dilma sequer parece se importar com o fato do banco, que tem o governo como acionista majoritário, não possuir em seus mais de 50 cargos executivos uma só mulher. Agora seu governo patrocina um ataque frontal aos direitos dos bancários ao solapar o direito legal à jornada de seis horas e, em nome delas, reduzir salários e tentar burlar decisões judiciais atribuindo fidúcia a uma grande gama de cargos comissionados.

Antes dos bancos serem múltiplos, vendendo toda e qualquer mercadoria em seus balcões, e de  terem a competitividade frenética de hoje, com tudo mudando a toda hora, os bancários já tinham reconhecida a necessidade de trabalhar numa jornada menor e de se aposentarem em 30 anos por causa das doenças que o trabalho lhes trazia, em especial as cardíacas e mentais.

Diz a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho -  claramente:


JORNADA DE TRABALHO Art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas continuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. (Redação dada pela Lei nº 7.430, de 17.12.1985)

Com base nesta norma legal, até os funcionários do Banco Postal, operado pelos Correios, conseguiram na justiça o reconhecimento da jornada de seis horas. O Banco do Brasil, que sistematicamente desrespeita esse direito dos seus funcionários, é réu em mais de 5 mil ações trabalhistas e já perdeu milhares de outras, um relevante passivo trabalhista.

A exceção à lei é dada pelo parágrafo segundo do artigo 224.  Excepcionalmente admite-se a jornada de oito horas diárias, desde que ocorrentes quaisquer das hipóteses do art. 224 § 2.º, da CLT. Por se tratar de situação excepcional referido enquadramento depende de prova cabal das atribuições efetivamente desenvolvidas, a cargo do empregador, na forma dos artigos 333, II, do CPC e 818, da CLT. Em geral o banco não consegue provar a condição de excepcionalidade e perde as ações.

Ao impor uma jornada de trabalho de 8 horas através de cargo comissionado, sem pagar as horas-extras devidas, o BB constrói um passivo, pois remunera apenas a responsabilidade, não a jornada. Para corrigir o problema, deveria, primeiramente, comprovar a fidúcia do cargo, a ser remunerada pela comissão, e pagar as horas-extras. Ou reduzir a jornada para as seis horas sem redução da remuneração, pois ela já é devida e não paga. Como não tem feito isso, o que a justiça manda fazer é pagar o atrasado das horas-extras devidas e reduzir a jornada para seis horas sem redução de salário.

O que os prepostos de Dilma no BB estão fazendo de forma unilateral é uma incrível redução de salário. Cerca de 20 mil pessoas perderão 16% do que ganham ao passarem a trabalhar de 8 para seis horas. Em tese, porque para cada três trabalhadores com jornada reduzida deveriam, para compensar as necessidades de mão-de-obra, contratar mais um funcionário, o que não farão, já presumindo um aumento de produtividade impossível nas atuais condições de trabalho, onde é comum o assédio moral para atingimento de metas. A redução na jornada sem acréscimo de recursos agravará esse problema.

Também estão dando nomes pomposos a diversos cargos para tentar atribuir-lhes a fidúcia que a lei pede, obrigando os funcionários a "optar" pelas novas funções sob pena de perder as atuais e ficar sem nenhuma.

Dilma tem a seu favor a submissão de algumas  lideranças sindicais , que somente estão se movendo contra o pacote porque a grita nas bases é grande, mesmo assim lentamente.Algumas liminares contra o pacote já foram expedidas por juízes, ampliando os prazos para discussão.  Seu governo controla sindicatos através de fisiologismo, construindo uma base aliada através da concessão de cargos a dirigentes classistas. Uma vergonha para um governo eleito por um partido dito de trabalhadores. O pior é que não resolverão o problema do passivo e ainda criarão novas situações questionáveis legalmente.







segunda-feira, 9 de abril de 2012

Juros : A banca aposta contra Dilma

Segue interessante matéria do Blog da Cidadania, do jornalista Eduardo Guimarães, comparando o tiro dado agora por Dilma contra os juros usando os bancos públicos à ação de Lula em 2008, quando também usou o BB e a CEF para oferecer crédito barato e alavancando o Brasil para fora da crise. Guimarães anexou ao seu comentário uma matéria de Roberto Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN), defendendo que juros de 2% ao ano são impraticáveis. Mais uma vez o poderoso lobby dos banqueiros virá com tudo contra o governo. Tomara que percam de novo.
http://www.blogcidadania.com.br/2012/04/a-grande-jogada-administrativa-e-politica-do-governo-dilma/

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Governo usa BB para reduzir "spread" bancário

O tal do "mercado" deve estar furioso com o programa BOMPRATODOS, pelo qual o Banco do Brasil liberará R$ 26 bi em créditos e baixará os juros, como forma de forçar o cartel dos bancos a reduzir suas taxas de juros. R$ 16 bi serão para empresas, e R$ 10 bi para pessoas físicas.

Há algumas semanas o ministro Mantega chamou para uma conversa os presidentes do BB e da CEF, em meio à discussão de medidas para a redução dos juros. Ontem Dilma reclamou dos altos "spreads" e dos juros cobrados pelos bancos, absurdamente altos. Hoje sai essa medida do BB.

Os juros para automóveis serão reduzidos 19%. Para bens de consumo, cairão 45%. Também haverá reduções nos juros dos consignados e do cartão de crédito. Com essas medidas o governo espera quebrar o cartel dos bancos privados e estimular a concorrência. Se essa ação der certo, a inadimplência por causa dos juros obscenos começará a cair. É um pequeno passo numa longa caminhada.

Já ontem o pacote de estímulo à  indústria deu uma mãozinha ao tal "lucro Brasil", ou seja, o governo cedeu ao lobby e à chantagem de setores industriais acomodados em alta lucratividade e de sindicalistas pelegos que colaboravam no terrorismo do desemprego se não houvesse um subsídio. O governo vai abrir mão de R$ 7bi em receitas para termos os mesmos produtos caros e sem qualidade para competir com os importados, enquanto uma meia dúzia de barões vai continuar ganhando muito. Logo pedirão mais e mais, alegando falta de condições de competitividade com os importados.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bradesco nomeia diretora. BB virou Clube do Bolinha

Depois de 69 anos de existência, o Bradesco nomeou uma diretora e isso rendeu mídia. Já o Banco do Brasil, banco público, continua sem uma só mulher em cargo de direção. É só conferir neste link .

No seu Balanço Social do Relatório Anual de 2010, o BB mostra a involução do número de mulheres em cargos de chefia em relação a 2009, de 36,5% para 34,6%, apesar da quantidade de funcionárias ter aumentado de 42.330 para 44.921. O relatório diz que o BB fechou 2010 com 109.026 funcionários, representando as mulheres 41,2% dos trabalhadores.

Não se trata de defender cotas para mulheres em direções de empresas, mas será que numa empresa multicultural como o Banco do Brasil, que tinha em 2010, segundo o Relatório,  53.073 pessoas com curso superior e 24.539 com pós-graduação, mestrado ou doutorado, divididos provavelmente na mesma proporção entre homens e mulheres, não tem nenhuma funcionária habilitada a cargo de direção? Por que já teve mulheres na diretoria e não tem mais? Dona Dilma sabe desse Clube do Bolinha na direção do BB, onde mulher não entra?