terça-feira, 19 de outubro de 2010

Esqueça as pesquisas: faça campanha !

Ontem a pesquisa Vox Populi / IG apontou o distanciamento entre Dilma e Serra: Dilma 51% x Serra 39%. Em relação à pesquisa anterior, Dilma subiu 3 pontos e Serra caiu 1 ponto. Em votos válidos, Dilma teria agora 57% e Serra, 43%. É para comemorar? De jeito nenhum: as pesquisas não conseguem apurar os efeitos da devastadora campanha de baixaria, feita boca-a-boca pelos simpatizantes de Serra, como a do aborto, Dilma guerrilheira, etc, que tem como alvo um imenso contingente de eleitores que, sondados, tendem a mentir por medo. E ainda tem o feriadão de finados, com efeitos imprevisíveis de abstenção.

Vi isso na eleição de Collor em 1989. Onde a gente fazia campanha, não tinha nenhum eleitor de Collor, aparentemente. Ninguém queria ser chamado de ignorante, por isso, assumiam até a campanha de Lula, mas votavam Collor. Nos locais de trabalho bancários, a gente perguntava a todo mundo, até por pesquisa, em quem votariam, e Collor não tinha nada. Depois de eleito e feitas as cagadas, aqui e ali a gente via um arrependido confessando que votou nele, mas tinha medo de ser alvo de críticas dos colegas. O melhor a fazer então é considerar que a eleição não está ganha, e partir para cima dos eleitores com argumentação, fatos e dados, sem baixaria.

Verdes vão com Serra. Cultura vai com Dilma

Os candidatos derrotados do PV no Rio, Fernando Gabeira, e Fábio Feldman (que já foi do PSDB), em São Paulo, fizeram ontem ato de "adesão individual" à candidatura de José Serra. Como era previsível, a decisão do PV de ficar "independente" no segundo turno, permitindo que cada um siga para o lado que quiser só fez calar Marina Silva, já que ela e seu grupo estão se fingindo de mortos enquanto o resto do partido vai com Serra. Pior: essa "neutralidade" permitiu que ontem, no mesmo evento, FHC insinuasse que Marina apoia Serra...Como o verde defendido por Marina não é o verde-dólar, ainda espero que tome a atitude de ficar do lado mais certo neste momento.

Já no Rio, o ato era outro: apoio de produtores culturais e intelectuais a Dilma. Oscar Niemeier, Chico Buarque, Beth Carvalho, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Otto, Marilena Chauí, Ziraldo, Eric Nepomuceno, Fernando Morais, Wagner Tiso, Cristina Pereira, Alcione, Margareth Menezes, Jonas Bloch, Lia de Itamaracá, Emir Sader, Chico César, Antonio Pitanga, Hugo Carvana, Dira Paes, Sílvia Buarque, Domingos de Oliveira, João Pedro Stédile e Leonardo Boff, entre centenas de presentes, prestigiaram o ato. O que há de melhor está contra Serra, e assume a única postura coerente: votar e pedir votos para Dilma.

Panfletos apócrifos e e-mails contra Dilma? DENUNCIE

Serra tem ao seu lado a fina-flor da baixaria, que se desdobra em todos os segmentos para tentar ganhar a eleição na vigarice, não na disputa de idéias e propostas. Graças a denúncias, foi estourada a gráfica que produzia os panfletos atribuídos à Igreja Católica contra Dilma, e apreendido o material difamatório a Dilma por ordem da justiça eleitoral. Na semana passada, um site de um neonazista, que era uma verdadeira fábrica de e-mails caluniosos a Dilma, como a falsa ficha criminal e a foto dela com um fuzil, saiu do ar e o dono saiu correndo para que a polícia não o pegasse.

O PT colocou o e-mail denuncia@ptadvogados.com.br para denunciar coisas dessa espécie. Viu gente distribuindo material malicioso na rua contra Dilma? Anote placas de carros, tire fotos das pessoas, pegue um panfleto e faça contato. E-mails sujos? Mande para lá também. Lugar de bandido é na cadeia, inclusive os eleitorais, afinal, não se pode admitir que um governo seja eleito com base na mentira.

Dilma no JN : escândalo de Serra jogado no ventilador

Ontem o Casal JN foi mais educado que na entrevista anterior, e até deixou a candidata Dilma Roussef falar. Abordaram o caso Erenice, e Dilma não só deu uma resposta categórica, afirmando-se contra o nepotismo e pela apuração de quaisquer erros para responsabilização de culpados, como informou ao grande público que sofre com a censura da mídia a matérias contra Serra que há um imenso escândalo envolvendo o candidato e o caixa-2 de sua campanha. Aproveitou bem a audiência do JN, e hoje, na entrevista de Serra, ele terá que explicar isso. Claro, e também deverá lançar mais algum factóide contra Dilma, porque o JN não faz isso de graça. Serra tem que ter algum lucro.

França : greve em defesa das aposentadorias

Hoje deverá ser votado no senado francês o projeto de aumento da idade para aposentadoria, de 60 para 62 anos. A medida faz parte da política adotada por governos europeus para equilibrar as contas públicas e estancar a crise econômica. Pelo menos é o que dizem, porque essa conta só está recaindo sobre os ombros dos trabalhadores. Ajudas a banqueiros, redução de impostos e facilidades ao grande capital estão do outro lado da balança, aumentando os gastos públicos com os mais ricos, enquanto os mais pobres são chamados para pagar a conta.

Os trabalhadores e estudantes na França dão o exemplo: o país está parado. Caminhões, postos de gasolina, aeroportos, barricadas em estradas, manifestações de trabalhadores e estudantes em todo o país, enfim, uma reação poderosa para barrar o confisco dos direitos dos trabalhadores. Os franceses indicam que o caminho para a superação da crise não passa por tirar dos trabalhadores para dar aos ricos. Tomara que derrotem o governo do direitista Sarkozy em mais essa batalha.

domingo, 17 de outubro de 2010

CNBB : resolução não freia nem pune crime eleitoral

Enquanto a CNBB nacional cruza os braços diante do escandaloso episódio de partidarização de bispos e padres a favor de José Serra, mandando criminosamente imprimir milhões de panfletos caluniosos à candidata e ao PT com a logomarca da instituição, a CNBB Regional Sul I emitiu nota afirmando que os bispos católicos não indicam nem vetam candidatos ou partidos, e respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor". Diz também que " a "Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos" . Isso é um avanço, mas não tem poder nenhum. O crime vai continuar e ninguém será punido, se não houver uma atitude firme do clero brasileiro para sustar esse abuso.

Os bispos de outras jurisdições, como o de Guarulhos (SP), mandaram imprimir mais de 20 milhões de panfletos para distribuir nas missas, com recursos de fontes que podem ser de "obra social" ou "patrocinador" ligado a partido político ou de algum caixa-2, não são jurisdicionados pela CNBB Regional I. Quem os fará parar e respeitar a legislação republicana brasileira?

Assim como no caso da pedofilia na Igreja, que já era de conhecimento até do atual papa quando ainda era do Santo Ofício (Inquisição), vai-se empurrando o crime eleitoral com a barriga. Quando ecoar pelo mundo que o Vaticano, por omissão de seus gestores e ação dos seus prepostos, permitiu que um crime eleitoral no maior país católico manipulasse o resultado das suas eleições presidenciais, teremos mais um grande escândalo, e mais perda de credibilidade da Igreja no mundo. Significará o rompimento do preceito constitucional de independência entre estado e religião. Lula poderia usar do seu prestígio e credibilidade internacional para fazer essa denúncia ao mundo, antes que o crime em andamento atinja seus objetivos.

Marina tirou o pé do acelerador para Serra passar

Todo mundo achou indecente quando Rubens Barrichelo e Massa receberam ordens da equipe Ferrari para tirar o pé do acelerador e deixar outros pilotos da equipe passarem. Quando um candidato se omite, mesmo sabendo que prejudica um lado em benefício de outro, faz a mesma coisa. Marina, se permanecer nessa falsa neutralidade, que pesa mais para um lado da balança que para o outro, irá para a história como a candidata que aliviou o pé para Serra passar.

Com a desgraça que Serra fará ao chegar ao poder, todo mundo irá se lembrar da (ir) responsabilidade dela e do seu grupo político. Cortou bolsa-família? Culpa da Marina! Entregou o pré-sal? Culpa da Marina! Arrochou salário? Culpa da Marina! Meteu o trator em floresta? Culpa da Marina! Não sobrará a Marina cacife político nem para se reeleger senadora daqui a quatro anos, se mantiver essa atitude traiçoeira em relação aos que lutaram para ter uma política ambiental que se contrapõe aos interesses dos aliados de Serra, mesmo não sendo ideal.

É essa a opção? O preço será alto. Marina, ao emitir nota a Dilma e Serra explicando sua posição, disse que "vê futuro na terceira-via". A bola de cristal deve estar meio embaçada, porque com Serra, o Exterminador do Futuro, não haverá nem uma coisa, nem outra. Vamos todos voltar aos anos FHC. Vale a pena ver de novo, Marina?

Debate : vale a pena?

A eleição está polarizada. Do lado de Serra, o candidato tenta parecer disposto a discutir propostas, enquanto seu comando de campanha articula um arco de alianças com a extrema-direita e uma campanha sórdida de calúnias com base em temas religiosos. Do lado de Dilma, seus assessores parecem alheios aos efeitos devastadores dessa baixaria, tentando dar respostas que não encontram amplificação nos meios de comunicação à altura do apoio que dão às agressões de Serra, e inexplicavelmente não usam o principal trunfo: o sucesso do governo Lula.

Lula pouco tem aparecido nas propagandas e tem 81% de aprovação. Dilma cresceu muito no primeiro turno por causa do seu empurrão. Por que abandonaram a fórmula bem-sucedida por essa tentativa de explicar o inexplicável, já que é assimétrica a disputa midiática? Lula tem que ser colocado à frente da campanha, defendendo Dilma. Só ele tem o poder de fazer a diferença, jogando no campo das propostas, fazendo o escudo a tanto jogo sujo de Serra & Cia.

Lula deveria tirar uma licença de uns 15 dias, deixar o José de Alencar tomando conta da casa, e cair em campo para liquidar essa fatura. Sem isso chegaremos ao dia 31 de outubro com Dilma jurando que é contra o aborto, e Serra ganhando roubado.

Não estou vendo o debate da Rede TV, até porque já sei o que sairá nas manchetes amanhã. Deslizes de Dilma serão escandalosamente explorados na grande mídia, enquanto as falhas de Serra repercutirão nos blogs e entre os gatos pingados que sabem que existe a Rede TV. Os debates não são justos, porque viraram uma espécie de feira livre onde cada um bota suas mercadorias, mas um dos lados tem o poder de oligopólio para distorcer os preços do outro. Por mim, Dilma não deveria mais ir a debates. Não ganha nada com isso, ou pior, só tem a perder. Não há ambiente democrático para esse tipo de debate-armadilha.

Marina lava as mãos no segundo turno. Bom para Serra.

No primeiro turno é correto que cada corrente de pensamento concorra para mostrar sua identidade. O segundo turno é o momento das composições, onde os derrotados da primeira fase negociam programas e/ou cargos para compor com algum dos lados. O voto nulo cabe quando não há nenhuma diferença entre os disputantes. E pode ajudar um lado a ganhar.

É o caso de Marina Silva. O PV hoje resolveu pela neutralidade, e também apoiar Papai Noel, o Saci-Pererê e outras conversas para boi dormir. Vão tirar Marina da jogada, porque ela disse que vai ter posição neutra, e como ela tem caráter, vai cumprir. Ou outro lado, nem pensar, vai acertar cargos com Serra e fazer campanha para ele. Só Marina ficará de fora como virgem num cabaré. Bom para Serra, porque se Marina apoiasse Dilma, incorporaria uma enorme sinergia na sua campanha.

Se Serra vier a ser eleito, Marina responderá por essa postura que não é neutra nem omissa: na prática, é de apoio ao candidato da motosserra, do inimigo do MST, do destruidor do Código Florestal. Marina descobrirá que o seu sucesso no primeiro turno não se converterá em cacife, se for responsabilizada pela ascenção de um governo fascista. Com o PV no governo Serra, não terá alternativa que não a de sair do partido e ir para outra legenda. Tanto trabalho perdido por um erro de estratégia. Murismo é coisa de tucano, não de ecossocialista. Plínio Sampaio vai virar vidente: Marina vai, a passos largos, firmando-se com ecocapitalista.

sábado, 16 de outubro de 2010

Serra tumultua missa e é desmascarado por padre

A turma de Serra e Tasso Jereissati entrou na igreja lotada em Canindé (CE) com a missa em andamento, causando tumulto. O padre pediu respeito, mas houve reações. Serra, que quer faturar em cima da boa-fé dos pobres, acabou tendo que ouvir do sacerdote que a nota distribuída contra Dilma não reflete o pensamento da igreja. Serra acabou vaiado. Começou a reação à blasfêmia dessa turma de vendilhões do templo. Vide mais aqui, na matéria da Folha (por incrível que pareça...)

Professores universitários : nota critica desastre de Serra na educação

Está circulando o Manifesto em Defesa da Educação Pública, onde professores universitários de todo o Brasil denunciam a gestão da educação tanto no governo FHC como em São Paulo como desastrosa. O documento já tem mais de 1.000 assinaturas de muitas boas cabeças pensantes do país. Na prática, pede o voto anti-Serra. Segue um trecho:

"Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados."

Política no Acre : quem entende?

Serra mostrou no seu programa de TV agora à noite a viúva de Chico Mendes como sua apoiadora, declarando que ele tem a melhor proposta ambiental. Muito, muito estranho. Talvez seja o empurrão para o grupo de Marina tomar posição a favor de Dilma. Chico Mendes deve estar se revirando no túmulo... Marina deve ter inchado com isso.

No Acre as coisas são muito esquisitas: Serra ganhou lá no primeiro turno (52%), Marina teve 24% e Dilma, 14%. O ex-governador Jorge Viana (PT) foi eleito para o senado, seu irmão Tião (PT), eleito governador, derrotando o candidato tucano por pequena diferença. Chico Mendes era comprometido com o PT, e morreu lutando pelos seringueiros. A viúva apoia agora o candidato da coligação que tem grileiros e latifundiários. Vai entender...

Globo: a baba do ódio escorre pela boca

Chegando ao Rio hoje tive o desprazer cotidiano de passar numa banca de jornais e ver lá O GLOBO com o de sempre: pau em Lula, no governo, nos trabalhadores, nos pobres. Hoje juntaram Petrobrás com MST para enquadrá-los como criminosos apoiadores de Dilma. Ontem o jornal das 10 criticou Lula, aconselhando-o a licenciar-se para fazer campanha, porque o governo estaria ficando prejudicado. Onde viram isso, ninguém sabe, o fato é que Lula hoje subiu a 81% de aceitação, recorde na pesquisa do Datafolha. FCH, no seu auge, teve 47%...

No Jornal Nacional, nenhuma referência aos dois escândalos do momento: o estouro da gráfica que imprimia panfletos em nome da igreja católica contra Dilma, em São Paulo, e a manchete publicada na Folha de São Paulo dizendo que a esposa de Serra, Monica, teria feito um aborto, segundo uma testemunha. Claro, falar do engenheiro Paulo Preto, que é capa da Isto É, nem pensar, afinal, na rede Globo, por definição, demo-tucano é tudo ficha limpa. Caixa-dois é coisa do PT...

Não dá para ficar calado: Serra criou vacinas...

Alô Conselhos de Medicina, de Quimica, de Biologia, fiquem alerta: no programa de hoje foi dito que Serra criou as vacinas para algumas doenças. Alô equipe do prêmio Nobel: anotem o nome dele: José Serra, aquele que conseguiu fazer pós-graduação em economia sem terminar o curso de engenharia, mestrado, doutorado, tudo sem nenhuma graduação, e foi dar aula na Unicamp. Ele é genial... para não dizer, um deus. Pelo menos é o que ele acha.

Mengão tem time. Com técnico competente, ganha.

Não tem milagre: Vanderlei Luxemburgo chegou ao Flamengo há 3 jogos. Venceu dois, empatou um. Hoje fez 3 x 0 no Internacional, jogando no Rio, e o resultado foi muito importante, não só pelos pontos, mas porque o adversário é um time de primeira divisão, não é uma dessas porcarias de segundona daqui do Rio.

Há muito tempo venho falando na falta de disciplina do time do Flamengo, na falta de motivação, no desperdício do plantel com técnicos sem perfil para fazer um time vencedor com quaisquer recursos. Luxemburgo é polêmico, marrento, tem um monte de defeitos, mas tem a virtude de conhecer futebol e saber armar um time de acordo com cada desafio.

Pena que a contratação tenha vindo depois de muitas crises, que praticamente tiraram as chances do hepta, mas ainda podem levar o Mengão à copa sul-americana. Espero que agora comece uma trajetória ascendente, de chegada, como em muitos anos aconteceu.

Serra no Ceará : mais exploração religiosa e demagogia

Canindé, no Ceará, tem a segunda maior romaria do Brasil. Gente sofrida, principalmente do nordeste, chega até lá na festa de São Francisco, em 4 de outubro, e por todo o mês, pedindo graças e depositando uma quantidade imensa de ex-votos no local. Nessa hora, chegam os falsos profetas, os que tudo prometem para tomar daquele povo o que resta de dignidade: os políticos inescrupulosos.

Tasso Jereissati, milionário cearense derrotado na eleição ao senado por esse mesmo povo, foi lá levando o candidato José Serra, para prometer juro zero para empréstimos rurais até R$ 20 mil, décimo-terceiro de bolsa-família, 10% de reajuste de aposentadoria, só faltando fazer fila para Serra curar doenças e fazer outros milagres. A exploração da boa-fé popular não tem limite para esses caras. Onde tem gente buscando ajuda espiritual, chegam eles para enganá-los.

Bispo criminoso mandou imprimir panfletos anti-Dilma

Foi descoberta em São Paulo uma gráfica que recebeu encomenda do bispo católico de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, para imprimir mais de dois milhões de panfletos com o logotipo da CNBB, contendo calúnias e pedindo para não votar na candidata Dilma Roussef, do PT. Pelo volume da encomenda, presume-se que alguém com muito mais dinheiro que as pobres caixinhas de esmolas das igrejas está pagando essa conta.

O crime eleitoral será denunciado pelo PT. Mais um rato de esgoto é pego produzindo material clandestino de campanha, para ajudar a eleger Serra. Nesta semana um neo-nazista tirou o seu site do ar depois de rastreado por um jornalista. Era um verdadeiro fabricante de boatos falsos espalhados por "spam" na Internet. A campanha de Serra parece um pára-raios de bandidos.

O que vai dizer Serra sobre esse escândalo envolvendo a banda podre da igreja e sua campanha? Vai dizer que não conhecia o bispo, até que mostrem fotos ao lado dele? E os pedófilos, estão com quem nesta campanha? O PT tem que rastrear o mandante do crime, aquele que paga a conta desse material de baixaria que traz prejuízo a Dilma.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PSOL : Dilma ou nulo. Nenhum voto a Serra

A executiva do PSOL resolveu hoje recomendar aos filiados o voto crítico em Dilma ou nulo, nunca a José Serra. Plinio de Arruda Sampaio disse que vai anular. Veja a íntegra da nota do PSOL:

"Nenhum voto a Serra"

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) mereceu a confiança de mais de um milhão de brasileiros que votaram nas eleições de 2010. Nossa aguerrida militância foi decisiva ao defender nossas propostas para o país e sobre ela assentou-se um vitorioso resultado.

Nos sentimos honrados por termos tido Plínio de Arruda Sampaio e Hamilton Assis como candidatos à presidência da República e a vice, que de forma digna foram porta vozes de nosso projeto de transformações sociais para o Brasil. Comemoramos a eleição de três deputados federais (Ivan Valente/SP, Chico Alencar/RJ e Jean Wyllys/RJ), quatro deputados estaduais (Marcelo Freixo/RJ, Janira Rocha/RJ, Carlos Giannazi/SP e Edmilson Rodrigues/PA) e dois senadores (Randolfe Rodrigues/AP e Marinor Brito/PA). Lamentamos a não eleição de Heloísa Helena para o Senado em Alagoas e a não reeleição de nossa deputada federal Luciana Genro no Rio Grande do Sul, bem como do companheiro Raul Marcelo, atual deputado estadual do PSOL em São Paulo.

Em 2010 quis o povo novamente um segundo turno entre PSDB e PT. Nossa posição de independência não apoiando nenhuma das duas candidaturas está fundamentada no fato de que não há por parte destas nenhum compromisso com pontos programáticos defendidos pelo PSOL. Sendo assim, independentemente de quem seja o próximo governo, seremos oposição de esquerda e programática, defendendo a seguinte agenda: auditoria da dívida pública, mudança da política econômica, prioridade para saúde e educação, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, defesa do meio ambiente, contra a revisão do código florestal, defesa dos direitos humanos segundo os pressupostos do PNDH3, reforma agrária e urbana ecológica e ampla reforma política – fim do financiamento privado e em favor do financiamento público exclusivo, como forma de combater a corrupção na política.

No entanto, o PSOL se preocupa com a crescente pauta conservadora introduzida pela aliança PSDB-DEM, querendo reduzir o debate a temas religiosos e falsos moralismos, bloqueando assim os grandes temas de interesse do país. Por outro lado, esta pauta leva a candidatura de Dilma a assumir posição ainda mais conservadora, abrindo mão de pontos progressivos de seu programa de governo e reagindo dentro do campo de idéias conservadoras e não contra ele. Para o PSOL, a única forma de combatermos o retrocesso é nos mantermos firmes na defesa de bandeiras que elevem a consciência de nosso povo e o nível do debate político na sociedade brasileira.

As eleições de 2002, ao conferir vitória a Lula, traziam nas urnas um recado do povo em favor de mudanças profundas. Hoje é sabido que Lula não o honrou, não cumpriu suas promessas de campanha e governou para os banqueiros, em aliança com oligarquias reacionárias como Sarney, Collor e Renan Calheiros. Mas aquele sentimento popular por mudanças de 2002 era também o de rejeição às políticas neoliberais com suas conseqüentes privatizações, criminalização dos movimentos sociais – que continuou no governo Lula -, revogação de direitos trabalhistas e sociais.

Por isso, o PSOL reafirma seu compromisso com as reivindicações dos movimentos sociais e as necessidades do povo brasileiro. Somos um partido independente e faremos oposição programática a quem quer que vença. Neste segundo turno, mantemos firme a oposição frontal à candidatura Serra, declarando unitariamente “nenhum voto em Serra”, por considerarmos que ele representa o retrocesso a uma ofensiva neoliberal, de direita e conservadora no País.

Ao mesmo tempo, não aderimos à campanha Dilma, que se recusou sistematicamente ao longo do primeiro turno a assumir os compromissos com as bandeiras defendidas pela candidatura do PSOL e manteve compromissos com os banqueiros e as políticas neoliberais. Diante do voto e na atual conjuntura, duas posições são reconhecidas pela Executiva Nacional de nosso partido como opções legítimas existentes em nossa militância: voto crítico em Dilma e voto nulo/branco. O mais importante, portanto, é nos prepararmos para as lutas que virão no próximo período para defender os direitos dos trabalhadores e do povo oprimido do nosso País.

Executiva Nacional do PSOL – 15 de outubro de 2010.

Serra exagerou: botou Jesus na propaganda

Imagino como FHC não deve estar se roendo de ver essa apelação do Serra. Até quem é ateu fica horrorizado com essa exploração do sentimento religioso das pessoas. Fala sério. Serra já é excomungado porque assinou a norma para aborto, cometeu sacrilégio ao comungar mesmo nessa condição, e agora usa um ícone cristão em seu benefício! Isso sem falar que ele vive dizendo que criou o universo e todas as coisas...

Isso equivale a um chute na imagem de Nossa Senhora. Usar o nome de Jesus em vão merece um castigo, até porque, se Deus existe, não vai deixar o Mal (Serra) triunfar, porque Serra é aliado do DEMO. Vade retro, Serra! Bento XVI, te cuida, porque o cara quer o teu trono.

MST lança nota de apoio a Dilma

Vamos eleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil



15 de outubro de 2010


Do Letraviva MST

No início do processo eleitoral deste ano, os movimentos sociais e a Via Campesina Brasil tomaram a decisão política de empenhar esforços para eleger o maior número possível de parlamentares e governadores identificados com as bandeiras populares da classe trabalhadora, com o aprofundamento da democracia e soberania brasileira e com políticas que combatam a concentração da propriedade e da renda em nosso país.

Quanto à eleição presidencial, as organizações populares que compõem a Via Campesina decidiram lutar para que não houvesse a vitória eleitoral de uma proposta neoliberal, representando pela candidatura do tucano José Serra.

Passando o primeiro turno dessa campanha eleitoral, realizado em 3 de outubro, queremos, com este comunicado ao povo brasileiro, manifestar nossa decisão política frente às eleições deste ano.

Avaliação do 1º turno

As renovações que aconteceram nas Assembleias estaduais, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, além da eleição e reeleição de governadores progressistas, são alvissareiras. No Senado Federal, especialmente, fomos vitoriosos com a eleição de companheiros e companheiras identificadas com as nossas lutas e com a não eleição de senadores que se notabilizaram pela perseguição aos movimentos sociais, identificados com os interesses do agronegócio.

Destacamos como vitória a derrota eleitoral do governo tucano de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul, que se notabilizou, juntamente com o governo tucano de São Paulo, pelo controle da mídia, criminalização dos movimentos sociais e repressão à luta pela Reforma Agrária, aos movimentos de moradia e ao movimento dos professores da rede pública estadual.

Em relação às campanhas presidenciais, não transcorreram debates em torno de projetos políticos e dos problemas principais que afetam a população brasileira. A campanha de Dilma Rousseff (PT) buscou apenas, de forma pragmática, divulgar o desenvolvimento econômico e as políticas sociais do governo Lula, apoiando-se na popularidade e nos enorme índices de aprovação do atual governo. Com essa estratégia, obteve quase 47% dos votos, que foram insuficientes para vencer no primeiro turno.

A candidatura de José Serra (PSDB) nos surpreendeu, não por sua identificação com as políticas neoliberais, e sim pelo baixo nível da sua campanha presidencial. Foi agressivo e perseguiu jornalistas em entrevistas, tentou interferir em julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), espalhou mentiras e acusações infundadas.

Chegou a usar a própria esposa, que percorreu as ruas de Niterói (RJ) dizendo que Dilma Rousseff “é a favor de matar as criancinhas”. Somente uma candidatura sem nenhum compromisso com a ética e com a verdade, contando com o total controle sobre a mídia, pode desenvolver uma campanha de tão baixo nível. A biografia do candidato já é a maior derrotada nestas eleições.

A candidatura de Marina Silva (PV) cumpriu o objetivo a que se propôs: provocar o segundo turno nesta campanha eleitoral. O tempo dirá se o seu êxito serviu para fortalecer a democracia ou simplesmente foi utilizada pelas forças conservadoras, para que retornassem ao governo.

Já as candidaturas identificadas com os partidos de esquerda, que utilizaram o espaço eleitoral para defender os interesses da classe trabalhadora, infelizmente tiveram uma votação inexpressiva.

O descenso social que temos há duas décadas em nosso país, a fragmentação das organizações da classe trabalhadora e a fragilidade da política de comunicação com a sociedade certamente influíram no resultado eleitoral. Cabe uma auto-crítica aos partidos políticos que se limitam apenas às campanhas eleitorais para dialogar com a sociedade. E que não falte daqui pra frente trabalho de base e a formação política permanente.

As eleições deste ano demonstraram o poder nefasto e antidemocrático da mídia. Mas, por outro lado, foi potencializada uma rede de comunicadores independentes, comprometidos com a liberdade de expressão e com o direito à informação, e que enfrentam aguerridamente o monopólio dos meios de comunicação em nosso país. São avanços rumo à democratização da informação e na construção de uma comunicação democrática e plural, com a participação da sociedade.

O 2º Turno

Nós reafirmamos nosso compromisso em defesa das bandeiras de lutas da classe trabalhadora e na construção de um país democrático, socialmente justo e soberano. Independentemente do governo eleito, seja ele qual for, iremos lutar de forma intransigente pela expansão das liberdades e dos direitos democráticos oprimidos.

Vamos lutar também por mudanças nas instituições e serviços públicos, em benefício da ampla maioria da população; combater aos monopólios para o desenvolvimento com soberania e distribuição de renda; defender as conquistas trabalhistas, a redução da jornada de trabalho, o direito de greve para os servidores públicos; a Previdência Social pública, de boa qualidade, pelo fim do fator previdenciário

Defendemos também a realização de uma reforma urbana, com moradia, saneamento básico, transporte público e segurança; a construção de serviços de saúde universal e de boa qualidade; reformas na educação pública e promoção da cultura nacional-popular com caráter universal; o fim do latifúndio, limite do capital estrangeiro sobre os nossos recursos naturais e a realização de uma Reforma Agrária anti-latifundiária; a implantação de novas relações da sociedade com o meio ambiente e efetivação uma política externa de autodeterminação, solidariedade aos povos e que priorize a integração dos povos do continente latino-americano e do Caribe.

Infelizmente, os avanços do governo Lula em direção a essas bandeiras democrático-populares foram insuficientes, em em que pese o acerto de sua política externa. Também nos preocupa constatar que, no arco de alianças da candidatura de Dilma Rousseff, há forças políticas que se contrapõem a essas demandas sociais.

Porém, temos uma certeza: José Serra, por sua campanha, pelo seu governo no Estado de São Paulo e pelos oito anos de governo FHC, tornou-se o inimigo dessas bandeiras de lutas. Pelo caráter anti-democrático e anti-popular dos partidos que compõem sua aliança eleitoral e por sua personalidade autoritária, estamos convictos que uma possível vitória sua significará um retrocesso para os movimentos sociais e populares em nosso país, para as conquistas democráticas em nosso continente e uma maior subordinação ao império dos Estados Unidos. Esse retrocesso não queremos que aconteça.

Nossa posição nessa conjuntura

Assim, os movimentos sociais e a Via Campesina Brasil afirmam o seu apoio e compromisso de lutar para eleger a candidata Dilma Rousseff para o cargo de presidenta do Brasil. Queremos nos juntar aos movimentos sindicais, populares, estudantis, religiosos e progressistas para promover debates com a sociedade, desmascarar a propaganda enganosa dos neoliberais e autoritários e exigir avanços na democracia, nas políticas públicas que favoreçam a população, no combate aos corruptos e corruptores e na democratização do poder em nosso país.

Precisamos derrotar a candidatura Serra, que representa as forças direitistas e fascistas do país. Devemos seguir organizando o povo para que lute por seus direitos e mudanças sociais, mantendo sempre nossa autonomia política frente aos governos.

Conclamamos a militância de todos os movimentos sociais, os lutadores e lutadoras do povo brasileiro, para se engajarem nessa luta, que é importantíssima para a classe trabalhadora.

Vamos à luta!! Vamos eleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil.

Via Campesina Brasil

Movimento dos Atingidos por Barragens- MAB

Movimento das Mulheres Camponesas- MMC

Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra- MST

Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil- FEAB

Assembléia Popular- PE

Centro de Estudos Barão de Itararé

Fórum Brasileiro de Economia Solidária

Marcha Mundial das Mulheres- MMM

Movimento Camponês Popular- MCP

Rede Brasileira de Integração dos Povos- REBRIP

Rede de Educação Cidadã Sudeste- RECID

Sindicato dos Engenheiros do Paraná- Senge-PR

Uniao de Estudantes Afrodescendentes-UNEAFRO

http://www.mst.org.br/Vamos-eleger-Dilma-Rousseff-presidenta-do-Brasil