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domingo, 18 de novembro de 2012

Israel : Netanyahu mata palestinos para ganhar votos

Depois de 5 dias de massacre em Gaza, com mísseis matando mais de 50 civis, inclusive crianças, o governo de Israel agora prepara uma ofensiva por terra para "devolver a Palestina à Idade Média", como afirmou o ministro do Interior, Eli Yishai ao jornal israelense Haaretz. Segundo ele, Israel só terá calma por 40 anos se esse objetivo for atingido.

Em Israel, manifestantes protestaram contra a possível escalada de guerra, pois está ficando evidente que o governo de extrema-direita de Netanyahu quer ganhar as eleições em janeiro matando palestinos e exibindo na TV. Isso sempre deu voto em Israel, por que não agora?

Se Israel conseguir levar a Palestina à Idade Média será um avanço, porque hoje Gaza não passa de um campo de concentração similar aos que sacrificaram judeus na II Guerra Mundial, sem infra-estrutura, cercado por mar, terra e ar por forças israelenses que a todo instante usam da assimetria militar para matar e destruir.

Segundo a ONU, em relatório antes da nova escalada do massacre prometido por Israel, a Palestina será inabitável até 2020 pela falta de condições mínimas de sobrevivência do povo. Aí Israel alcançará seu objetivo final: acabar de roubar todas as terras palestinas expulsando o seu povo para outros países em busca de sobrevivência. Essa é a razão pela qual toscamente os palestinos atiram fogos de artifício na direção de Israel: o direito à resistência contra o invasor opressor, que a mídia ocidental distorce colocando Israel como "vítima da agressão" palestina.

Quem sustenta esse absurdo, diante do qual o mundo ocidental se cala, é a "maior democracia do mundo", os Estados Unidos, que tem como presidente o "democrata" Obama, que também ganhou eleição apelando para o assassinato de Bin Laden.






sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Israel arma contra palestinos para impedir autonomia

A crise entre Israel e a Palestina havia sumido das manchetes há algum tempo. No mesmo dia em que o corpo do ex-líder palestino Yasser Arafat era exumado para exames, Israel assassinou uma liderança do Hamas com um bombardeio no meio de uma cidade, matando mais gente ao redor. Suspeita-se que Arafat tenha sido morto por envenenamento radioativo, evidenciada por polônio encontrado nas suas roupas, que caso confirmado certamente colocará Israel na lista de prováveis suspeitos.

O que está causando a escalada de violência israelense contra os palestinos é que no dia 29 de novembro a Autoridade Palestina pedirá na ONU o reconhecimento do Estado palestino. Israel, a exemplo do que os alemães fizeram na II Guerra Mundial, está criando uma crise dizendo estar sendo agredida por mísseis para justificar uma invasão nos próximos dias. Estão convocando reservistas, e, pelo visto, o Oriente Médio terá mais um front de guerra próximo à Síria, que poderá se agravar se outros países resolverem atacar Israel.

Mais uma vez o governo Obama diz "amém" a tudo que Israel faz e diz, e a paz na região fica cada vez mais longínqua. A ONU deverá condenar os palestinos e respaldará a agressão israelense e a impunidade poderá abrir uma nova etapa expansionista de Israel, aproveitando-se da fragilidade síria, por exemplo. Israel pode estar abrindo a Caixa de Pandora. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Mortos da Síria importam; os da Palestina, não.

Cerca de 4 mil palestinos morreram até hoje assassinados pela assimétrica e brutal repressão israelense. Suas terras foram paulatinamente roubadas e ocupadas por colonos. O mundo nada fez sobre isso. Já na Síria, onde há petróleo e o governo não é amigo dos americanos, cada morte em conflito com as forças do ditador Assad é exibida como um ato bárbaro pela mídia mundial, em meio ao clamor pela intervenção das potências imperialistas para acabar com o massacre.

Nos últimos 4 dias Israel fez bombardeios indiscriminados sobre a Faixa de Gaza, matando de tudo que uma bomba possa atingir, mas a mídia fala que todos os mortos são "extremistas". Já na Síria, eles dizem que os mortos são vítimas de massacre. Nessa lógica, o morto sírio é mais gente que o palestino, mesmo vitimados pela mesma espécie de barbárie.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Israel : Apartheid da água segrega palestinos

Relatório da Comissão de Relações Exteriores da Assembléia Nacional Francesa intitulado "Geopolítica das Águas" acusa o governo de Israel de fazer da água na Cisjordãnia mais um instrumento de dominação sobre o povo palestino. Os 450 mil colonos judeus nas terras roubadas usariam mais água que os 2,3 milhões de donos verdadeiros do território. Poços escavados pelos palestinos seriam sistematicamente bombardeados pelas forças armadas de Israel, para garantir o monopólio da gestão da água em seu poder. Em caso de seca, os colonos invasores teriam prioridade. E depois os desumanos são  o Bashar al Assad, o Kadafi, o governo iraniano...

domingo, 7 de agosto de 2011

Mesma foto, diferentes leituras

Ligue a TV, sem som. Aparece uma imagem de um tanque no meio de uma cidade, atirando contra civis. Escombros. Fumaça. Pessoas mortas. Onde será isso?


Pode ser na Libia. Na Síria. Na faixa de Gaza. É tudo igual: força desproporcional contra civis, precariamente armados ou desarmados. Milhares de mortos em chacinas. Centenas de milhares em campos de refugiados. Por que então as notícias são feitas de formas diferentes?

Na Líbia, é a ditadura de Kadafi garantindo seus interesses. Deve ser derrubado. OTAN nele.
Na Síria é a ditadura de Bashar Assad garantindo seus interesses. Deve ser derrubado. Sanções nele.
Na Faixa de Gaza, é Israel garantindo seus interesses. Estão "lutando pela sua segurança". Azar dos palestinos.

Hipocrisia. Do lado dos mortos, sempre estão os mesmos: pessoas que querem viver melhor, e vão às ruas manifestar descontentamento contra os opressores. O morto palestino não é menos morto que o líbio ou o sírio, mas parece que os quase 4.000 mortos pelas forças de repressão de Israel e os 7 milhões de refugiados não chamam muito a atenção, numa mídia preconceituosa em relação aos árabes e islâmicos, que têm o azar de viverem em cima de grandes reservas de petróleo.

Todos cometem crimes contra os povos. Deveriam ser alvo do Tribunal de Haia por crimes contra a humanidade, a exemplo de Kadafi, rapidamente condenado. Por que Israel tem permissão para matar, sem sofrer sanções? Que isso seja levado em consideração pela ONU em setembro, no reconhecimento do Estado Palestino com as fronteiras de 1967.