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segunda-feira, 9 de junho de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0027 - A Copa e o Assassinato no Expresso do Oriente

A dois dias da abertura da Copa crescem as expectativas dos brasileiros. A maioria sobre a possibilidade de sermos campeões pela sexta vez, sobre a seleção e a taça, ganhando em casa e espantando 1950.

Outros, sobre a necessidade política de tudo dar certo, já que esse empreendimento, onde para cada R$ 1 gasto pelo poder público envolveu R$ 3,4 do setor privado, teve um custo alto para os governos, em especial o federal, que não gastou nada mas levou toda a culpa pelo que deveria ser um fracasso e uma tragédia.

Um outro grupo, minoritário porém poderoso, foi derrotado pela simples existência da Copa que diziam que não haveria por incompetência de Dilma e Lula. Este ainda insiste na criação de algum fato que possa, ao mesmo tempo, fazer da Copa um fracasso e enterrar as chances eleitorais de Dilma.

São tantos os interesses envolvidos no fracasso da Copa que a imagem mais próxima do que aconteceria caso os inimigos do evento conseguissem seu intento seria a estória de Agatha Christie no seu livro "O Assassinato no Expresso do Oriente". Na ficção, uma pessoa é encontrada morta num trem com doze facadas e a dificuldade do detetive é saber entre os suspeitos quem fez isso. No fim, todos deram suas facadas por razões diversas.

Pode ter de tudo: ciberterrorismo contra sistemas vitais (água, energia, tráfego, sites do governo, aeroportos, metrô, etc); terrorismo mesmo (malas abandonadas com ou sem explosivos, bombas para causar pânico, sabotagens em transportes, etc); movimentos de vandalismo próximos aos locais de jogos; greves oportunistas de motivação político-eleitoral para impedir a circulação de pessoas ou buscar confrontos com o policiamento; martírio alheiro (como o que vimos com a manipulação dos índios em Brasília, jogados contra o policiamento para criar imagens de "denúncia" mundo afora), em busca de cadáveres midiáticos; bombardeio de desinformação por mídias, etc, etc.

O fato é que a população em geral está se tornando refratária às questões políticas e começando a viver o momento. Acanhadamente bandeirinhas aparecem nos carros e fachadas de prédios. Ruas são pintadas, o comércio vende mais, festinhas juninas mostram bandeirolas verde-amarelas, enfim, está começando o clima de festa que certamente explodirá com uma vitória do Brasil sobre a Croácia no dia 12, coincidentemente dia dos Namorados e véspera de Santo Antônio, ou seja, já tem festa garantida independente do resultado.

O viralatismo desesperado começa a dar espaço à racionalidade. Gringos chegando e gostando. Imprensa em todo o mundo enaltecendo o evento e mostrando belezas do Brasil. Já não são tão fartos em mostrar mazelas porque nos seus países já enxergam as mesmas coisas pela crise continuada. E no Brasil há pleno emprego, ascensão social dos mais pobres e outras realidades que estão entre os sonhos deles.

O jogo virou. O povo quer a Copa. Quem for contra isso será penalizado pelo imaginário popular. Dilma e o governo quiseram a Copa. Isso todo mundo sabe e cobra um preço pela tal falta de prioridades e toda a desinformação que as mídias espalharam. Agora isso não importa. Quem fizer algo contra a Copa terá a inimizade do povo. Isso pode chegar às vias de fato. Nem a mídia apoia mais os #naovaitercopa, porque é hora de faturar. A não ser a Globo com seu distúrbio bipolar, que fala mal no noticiário e fala bem na transmissão do jogo.

Quem dará a primeira facada e pagará o preço? Alckmin é sério candidato. O governo paulista não gastou dinheiro com o Itaquerão, por isso, pode-se pensar, não teria preocupação com o sucesso do evento. A fórmula seria criar um cenário de guerra em uma escalada de violência que chame a atenção do mundo e apavore os torcedores. Há dias a greve do metrô busca espaços de negociação. Tudo que recebem do governo é repressão. O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) também quer ser atendido. O governo federal negocia com eles. Alckmin bate em todos. 

A greve do metrô continua hoje sem indicativos de negociação. A tensão aumenta e o governo do PSDB parece querer mostrar que com movimento social não se negocia, se reprime, buscando galvanizar setores de direita visando apoio nas eleições. Os grevistas, preocupados com a população, propuseram deixar as catracas livres e os trens funcionando enquanto há negociações. Alckmin não topou. E sabe que sem o metrô o acesso ao Itaquerão será muito prejudicado.

Tomara que o bom-senso prevaleça e nenhuma das possibilidades catastróficas que apresentei ou outras de maior criatividade se realizem e tenhamos sucesso na Copa com a vitória final do Brasil. Em todos os aspectos. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

FACEBOOK : Direita sem votos apela a fábricas de ódio para incitar golpe

No ano passado recebia todo dia uma ou duas mensagens de direita criando factóides  a partir de mentiras, montagens, etc. Em 2014, com eleições à frente, o nível dessas mensagens desabou e agora inventam de tudo para espalha o ódio ao governo, a Lula, Dilma, às conquistas sociais (em especial o Bolsa-Familia), chamam a todos de ladrões, corruptos, etc. 

Nos comentários dessas matérias é fácil ver a resposta, com declarações de ódio aos nordestinos porque votariam "por causa do bolsa-esmola", aos negros "por causa das cotas", aos direitos humanos "porque só ajudam os bandidos", a pregar abertamente a morte, etc.


Montaram verdadeiras fábricas de mentiras e ódio. A eles não interessa se a montagem é absurdamente mal feita, se a mentira não tem sequer base em qualquer fonte, o que importa é semear a desconfiança, o medo, o rancor. Representam interesses de grupos que não chegarão ao poder pelo voto, aliás, hoje fazem campanha de desmoralização das urnas eletrônicas para voltar o voto no papel, onde a manipulação era mais fácil.  

Não adianta pesquisar e detonar as mentiras aqui no blog e devolver a verdade aos amigos que porventura tenham te enviado a mensagem de ódio. As pessoas estão ficando cegas, sequer olham para os fatos por mais gritantes que sejam. No dia seguinte mandam coisa igual ou pior. Com o climão da grande mídia, que dedica 2/3 dos noticiários à ênfase na criminalidade, nas barbáries e depois de revoltar os espectadores coloca as críticas ao governo, estamos vendo a ascensão do fascismo midiático.

Lula, PT, Dilma, pobres, pretos, nordestinos, esquerda, estão sendo tratados como os judeus na década de 30 pela propaganda nazista. Assim como induzem as pessoas a odiar os direitos humanos por causa do noticiário policial sensacionalista, querem que ninguém tenha pena quando golpearem o governo, matarem e torturarem os adversários, etc. 

A sociedade precisa reagir em nome da democracia. Nestes 50 anos de golpe militar é preciso ir às ruas exigir punição a quem praticou crimes contra a humanidade sob o manto da ditadura. Exigir a mais ampla liberdade de expressão e a limitação do tamanho dos grupos de mídia. E denunciar para que se enquadre legalmente todos os que banalizam a calúnia, a infâmia, a mentira torpe para destruir reputações. 



 Para se ter a extensão do problema visitem a página deste link, Politicamente Irado, onde encontrarão montagens grotescas e comentários que por si só serviriam para qualificar diversos crimes. 

https://www.facebook.com/pages/Politicamente-Irado/1397388943838943?ref=hl


Hoje o fascismo está muito mais atuante que às vésperas do golpe de 1964, de onde criminosos saíram impunes e seus seguidores se sentem à vontade para repetir as atrocidades. No texto abaixo apelam à falta de conhecimento para dizer que a ditadura só existiu porque veio para combater atentados, sequestros e assassinatos que não existiam antes do golpe. 

"SE NÃO FOSSE OS TERRORISTAS, OS CRIMES, OS ATENTADOS, OS ASSASSINATOS, OS SEQUESTROS E A SUBVERSÃO, O REGIME MILITAR NÃO EXISTIRIA NO BRASIL. ELES MESMOS FORAM CRIADORES DO REGIME MILITAR, ELES MESMOS, O CRITICARAM E O CRITICAM ATÉ HOJE. FALAM EM MORTES E TORTURAS, MAS ESQUECEM DOS ASSASSINATOS COVARDES, DOS JUSTIÇAMENTOS E DOS HORRORES QUE CAUSARAM A SOCIEDADE BRASILEIRA NOS ANOS 60/70. EIS AÍ NA FOTO, ALGUNS DOS TERRORISTAS QUE CRIARAM O REGIME MILITAR.