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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mídia : JB apoia Dilma contra Angela Merkel

A primeira-ministra alemã Angela Merkel considerou insolente o recado que a presidente Dilma Roussef lhe deu em recente encontro. Dilma reclamou da excessiva disponibilização pelo Banco Central Europeu, onde a Alemanha manda, de mais de um trilhão de euros para os bancos europeus, uma liquidez que permitiu que capitais corressem ao Brasil em busca de ganhos especulativos, ao invés de resolver a crise européia. Em entrevista à televisão alemã há um mês, ela desabafou:

"- Essa senhora vem à Alemanha nos dizer o que temos que fazer? Ora, a Alemanha vai bem, obrigado, apesar de tudo. Mas eu vou aproveitar para dar um conselho a ela: antes de vir aqui reclamar das nossas políticas econômicas, por que ela não diminui os gastos do governo dela e diminui os juros que são exorbitantes no Brasil? Se eu posso emprestar dinheiro a juros baixos e o meu povo pode ganhar juros absurdos lá no país dela, não vou ser eu que direi ao meu povo que não faça isso.
Ela que torne a especulação no país dela menos atraente."

O mais estranho não foi Dilma levar uma reclamação procedente à dona dos bois, de um problema que afeta todos os países que adotam o câmbio flutuante. Nem a resposta de Merkel,  porque deve ter pegado mal para o seu governo ouvir calado o esculacho procedente que desnuda a Alemanha como dona do pedaço europeu. O editorial do Jornal do Brasil On Line defendeu Dilma de uma forma atipicamente nacionalista, usando argumentos inadequados para o debate econômico,  preconceituosos mesmo. O GLOBO, por exemplo, tomaria as palavras de Merkel como verdadeiras e bateria em Dilma e na economia brasileira. A grande mídia endoidou. Disse o Jornal do Brasil no editorial de ontem "Nós, brasileiros, não aceitamos reprimenda da Alemanha"

"Nós, brasileiros, não aceitamos repreensões da chefe de estado de um país que queimava homens vivos em campos de concentração, como aconteceu com seis milhões de judeus em Auschwitz, Treblinka e Majdanek, entre tantos outros.
Viva a presidenta Dilma. "