Mostrando postagens com marcador professores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador professores. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Greves de professores: Hora de Dilma propor revolução na educação.

Formatura Inst. de Educação - Rio - 1947
Minha mãe era professora primária. Tem conhecimentos de grego, latim, música, filosofia, artes, etc. Pegava trem todo dia para dar aula em Bangu, subúrbio carioca distante 30km da sua casa, no início da carreira. Salário pequeno mas razoável. Formação de qualidade do Instituto de Educação. Escola particular no Rio só as religiosas (São Bento, Santo Inácio, São José, Marcelinas, etc). Alunos respeitavam professores, a sociedade valorizava professores, era uma profissão muito digna.

Estudei o primário e ginásio em escolas públicas. Depois me graduei em  duas universidades públicas. Muita gente da minha geração também, e tivemos bons profissionais. Com o tempo o nível das escolas decaiu, os salários se arrocharam, as escolas particulares passaram a concorrer diretamente e hoje há raras exceções de escolas públicas de qualidade compatível com as particulares.

O projeto de inclusão social começado por Lula e agora continuado por Dilma não pode parar apenas na erradicação do analfabetismo ou na maior escolaridade via Bolsa Família, Prouni, Ciência sem Fronteiras, Olimpíadas de conhecimentos, extensão da rede escolar, ônibus, etc. Tem que avançar bem mais. No ano passado, no rastro das manifestações de rua, Dilma conseguiu reservar o grosso dos recursos do pré-sal para a educação, vencendo os que queriam jogar o dinheiro nas prefeituras para quaisquer finalidades. De lá para cá a Petrobrás está batendo recordes em cima de recordes de exploração no pré-sal, e logo o fundo para a educação terá recursos bastante sólidos para perenizar um programa de educação de qualidade.

Vem por aí uma jornada de greves de professores. Por que Dilma não aproveita a oportunidade para anunciar um projeto de revolução na educação, com a programação de reajustes reais, acima da inflação, acima de um piso, por exemplo, de R$ 3 mil, seguido de um plano de carreira com forte apoio à requalificação, para num horizonte de 10 anos termos excelentes professores, bem pagos e motivados, fazendo a diferença? Que tal ampliar a oportunidade dos talentos que foram salvos da fome e da miséria para que consigam desenvolver seus potenciais e prover o país de bons cidadãos e profissionais? 

sábado, 25 de agosto de 2012

Dilma pode derrotar greves de servidores por um tempo

 A proposta final de 15,8% parcelados ou nada feita pelo governo é do tipo "ou dá, ou desce". Faca no peito, porque até o dia 31 o assunto tem que estar resolvido para entrar no orçamento de 2013. Pelo ultimato do Ministério do Planejamento, as categorias têm até a terça-feira para assinar os acordos com o que o governo propõe, ou ficar sem nada.

Não tem mais papo, e dias descontados só serão discutidos com o fim da greve. Ainda haverá negociações com alguns setores neste fim de semana. Alguns setores já fizeram acordos de voltaram às atividades, mas a maioria continua em greve. A FASUBRA, que representa servidores de universidades já fechou acordo.

Quando aos militares, Dilma anunciará um pacote para melhoria dos soldos, que se encontram muito defasados em relação, por exemplo, aos da Polícia Federal. A proposta traria uma revisão trienal dos soldos, além das mudanças trazidas pela Lei 12705, que abre caminho para que as mulheres tenham plena igualdade na formação no oficialato, e da Lei 12598, de incentivo ao desenvolvimento na área estratégica de defesa.

O índice de 15,8% nos próximos 3 anos mal cobre a inflação, mesmo que se mantenha no patamar de 5%. A solução interessa politicamente a Dilma por acreditar que com esse acordo plurianual com os servidores ela navegará em paz até o fim do seu mandato, sem novas greves. Mesmo que consiga empurrar esse reajuste goela abaixo dos funcionários, muitos acordos estão sendo feitos à parte com setores do funcionalismo, como reestruturações, reposições de perdas, etc.

O histórico mostra que novas greves do funcionalismo virão, se não pelo descontentamento com os reajustes, pelo descumprimento desses acordos. Em julho do ano que vem uma nova safra de greves é possível, ou antes, para pressionar o Congresso na discussão do orçamento.