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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Osama Bin Laden : De herói do ocidente a inimigo n° 1

A família Bin Laden era milionária. Fazia negócios com outra família igualmente rica, os Bush, que elegeram dois dos seus à presidência dos Estados Unidos. Um de seus filhos, Osama, engenheiro civil, virou o queridinho das potências imperialistas ao tornar-se um estrategista importante na guerra contra a União Soviética no Afeganistão, com o apoio dos Estados Unidos. Depois foi para o Sudão, trabalhar em projetos de infra-estrutura e treinamento militar.

Quando se voltou contra o ocidente, virou inimigo público n° 1 a partir do ataque às torres gêmeas de Nova Iorque em 2001. O ditador iraquiano Saddam Hussein seguiu a mesma trajetória : útil aos americanos atacando o Irã nos anos 70, depois passou a ser demonizado quando tentou esboçar autonomia e acabou morto como Bin Laden. Outro "ingrato".

Segue o link de uma matéria de 1993 enchendo a bola dele. O título do The Independent : "Guerreiro anti-soviético põe seu exército no caminho para a paz".
http://www.independent.co.uk/news/world/antisoviet-warrior-puts-his-army-on-the-road-to-peace-the-saudi-businessman-who-recruited-mujahedin-now-uses-them-for-largescale-building-projects-in-sudan-robert-fisk-met-him-in-almatig-1465715.html

domingo, 11 de março de 2012

Afeganistão : Soldado americano massacra 16 civis

Desta vez nem o presidente-fantoche Hamid Karzai segurou a barra dos seus senhores norte americanos, e condenou de forma vigorosa o assassinato de 16 civis por um soldado americano em Kandahar, reduto do Talibã. Crianças e idosos entre os mortos. O governo americano alega que houve um colapso nervoso poderia ter causado a atitude do soldado. O governo afegão diz que o episódio é imperdoável.

Obama está fazendo de tudo para sair do atoleiro afegão, especialmente depois da morte de Bin Laden. Pouco importa se aquilo voltar a ser do Talibã, se as mulheres usarem burca, se rolar uma guerra civil depois de saírem, o importante para o seu governo é cair fora o quanto antes. Até rolou negociação com os Talibãs, que são aliados da Al Qaeda, para um projeto de retirada. Isso foi até que um sem-noção (ou vários) queimaram exemplares do Alcorão numa base militar americana, causando a fúria da população. Agora, esse assassinato bárbaro.

Para os americanos, se não é para acabar com o terrorismo, o Afeganistão não serve para mais nada. Não tem petróleo, é ruim de dominar, até os russos se deram mal por ali. O que estão esperando? Usar a fronteira para invadir o Irã? Pelo visto, rapidamente estão se tornando "persona non grata" por lá, e pedir para sair não seria uma opção ruim diante do que ainda pode acontecer. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FANOAPÁ 0006 - Queimar Alcorão em país muçulmano

Este exemplo de Falta de Noção que Assola o País na verdade assola outro país, os Estados Unidos, que continuam desconhecendo a história e o costume dos países onde seus soldados pisam com as suas botas imperialistas. Um Zé Mané qualquer, num quartel do Afeganistão, sabe-se lá por que, tocou fogo num exemplar do Alcorão, livro sagrado muçulmano. O que para o sem-noção era só uma fogueirinha, para o povão do lado de fora do quartel significa profanação, e sangue rola por causa disso.

Até agora o ato cometido pelo soldado ''por ignorância", conforme disse o presidente afegão Kazai, e que já foi motivo de pedido de desculpas pelo presidente americano Barack Obama, já causou a morte de 24 pessoas, sendo dois soldados da força internacional de ocupação, e continua a revolta popular que pode levar até à retirada, antes do tempo, das tropas interventoras ou a um banho de sangue. É por essas e outras "coisinhas" que os americanos não entendem como alguém sequestra aviões e joga contra seus prédios. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Afeganistão : A selvageria americana contra as "não-pessoas"

Por muito menos que os americanos fazem na "guerra de libertação do Afeganistão", países ocidentais pediram ao Tribunal Internacional de Haia o enquadramento de alguns países. Obama, claro, não vai, porque a hipocrisia mundial dá carta-branca aos assassinos das grandes potências, e só condena os bizarros ditadores que se colocam entre os capitalistas e os recursos que queiram tomar dos países.

As cenas de soldados americanos mijando nos cadáveres dos afegãos mortos (pouco importa se são talibans, da Al Qaeda, quem quer que seja) são mais um caso se barbárie que as próprias autoridades se apressam a condenar, mas nada fazem para evitar. Assim também foi na prisão de Abu Graib, no Iraque, onde a tortura corria solta, e só foi denunciada porque um bando de soldados sem-noção gravou filme e botou na internet mostrando sua barbárie como se nada de mais estivessem fazendo.

O cinismo vem na forma de notícia também. No Jornal da Globo o apresentador Willian Waack disse que "apesar dessa cena de barbárie, as negociações para conseguir um acordo de paz com os talibans não deverão sofrer abalos, porque eles já estão acostumados com o comportamento selvagem dos americanos". Ou seja, tudo normal em se tratando dos americanos. A Globo alivia tudo, até barbárie, desde que seja daqueles cujos interesses representa. Nos outros, isso é crime.

Noutro dia li um artigo do norte-americano Noam Chomsky intitulado "Um mundo cheio de não-pessoas" onde afirma que existe no mundo uma categoria de "não-pessoas", e nelas enquadra os africanos e os palestinos, que parecem, perante os "civilizados", não ter qualquer direito. Bastaria mais uns dias para Chomsky ampliar seu leque aos afegãos e logo aos iranianos, seres "desprezíveis" diante dos "justos" interesses do capital.

Esse é o governo "democrata" de Obama, que precisa urgente se livrar dessa guerra para ganhar uma eleição. Mesmo que a recomece depois, ou a substitua por outra, como contra o Irã, mais rentável porque tem petróleo. Quem é mesmo terrorista? Literalmente, os americanos mijam no resto do mundo, em pessoas ou não-pessoas vivas ou mortas.