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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Herrar é umano 0020 : Obra em via pública sem planejamento

Dizem que Brasília é uma cidade diferente porque não tem esquinas, mas também não tem calçadas. Há lugares onde só se pode andar sobre a grama ou a terra. O governo do DF resolveu mandar fazer quilômetros de calçadas, e as empreiteiras estão racionalizando os métodos para a construção rápida da encomenda.

Algumas empreiteiras confundem velocidade com desplanejamento, preferindo literalmente passar o trator de qualquer jeito, desprezando a prospecção de instalações eventualmente existentes no subsolo.

 A filosofia é tipo "se der algum problema com instalações escondidas sob o solo, resolve-se pontualmente, pois o importante é avançar a obra". Assim sendo, prá quê buscar no GDF os projetos de instalações com as informações sobre instalações ocultas? Isso é especialmente perigoso numa cidade onde as instalações elétricas de alta tensão estão em galerias subterrâneas.


Foi com base nesse pensamento simplista que, em frente ao Parque Olhos d'Água, na Asa Norte, cometeu-se o erro que detonou cabos da GVT enterrados em tubulações no caminho de uma nova calçada. O resultado está nas fotos, tiradas com 5 dias de diferença. Na primeira está o estrago feito pelo trator. Na outra, o  reparo sendo feito por equipe da GVT, que, por sua vez, colocou a sua tubulação a cerca de 30cm do nível da calçada existente, que possivelmente foi feita depois. Poderiam esperar que um eventual reparo fosse feito com escavações a martelete, com possibilidade do operador da máquina parar ao ver o tubo, mas com trator não tem nada disso. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

DF : Calçadão da Asa Norte está pronto?

Pelo menos é o que diz a propaganda oficial, que anuncia a entrega de mais de R$ 1 bi em obras. Estive no domingo no calçadão e o quadro não mudou desde o post que fiz sobre a obra em 18 de julho. O que mudou foi para pior: a película protetora das madeiras do deck praticamente sumiu, deixando o material exposto às intempéries e pragas, sendo previsível o encurtamento da vida útil, com o sol inclemente de Brasília que destrói até pinturas de carros.

O que era para ser um lugar de lazer de permanência prolongada virou um pier onde poucos pescadores vão. Não há sombras, nem nos carramanchões que deveriam ser locais de piqueniques. Continuam lá os três ou quatro bancos para sentar (pelo menos parece que não roubaram nenhum). Não há segurança. Nem bebedouros. Lixeiras insuficientes. E os banheiros? Os matinhos próximos que o digam... Quem sabe às vésperas da próxima eleição, quando a falta de manutenção já tiver detonado tudo (normal no Brasil inteiro isso), façam uma reforma e coloquem o que falta, para inaugurar como se fosse uma novidade?