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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minas : Enchentes trazem verdade do descaso à tona

Não deu mais para esconder nem para segurar: em Minas há uma tragédia de espectro bem maior que a do Rio, com as previsíveis enchentes de janeiro, mas o foco dos tucanos era derrubar o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e ficaria estranho derrubar alguém por causa de R$ 100 milhões e em seguida pedir R$ 1,5 bi ao governo federal. Mais de 100 municípios em estado de calamidade pública, e o governo de Minas quieto, fazendo de conta que controlava a situação.

De repente, bateu o desespero. O ministro não caiu, e agora Anastasia e seu mentor Aécio vão ter que ir de pires na mão chorar uns trocados com o cara que tentaram derrubar. Não é nada de orgulho mineiro, até porque o povo é simples e não tem vergonha de pedir quando passa necessidade: é politicagem rasteira dos tucanos mesmo, brincando com as vidas de milhares de pessoas relegadas ao desamparo por falta de recursos. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Papa vem ao Brasil : quem paga?

Hoje houve protestos na Espanha contra os gastos públicos com a realização de um evento da Igreja Católica. Em meio a uma grave crise econômica, o gasto de 50 milhões de Euros com a visita do Papa soou como um insulto aos milhões que passam necessidade no país.


A Espanha vem sendo pressionada pela Comunidade Européia a cobrar o Imposto de Valor Agregado sobre os bens móveis e imóveis fornecidos à Igreja Católica. Como há um acordo de 1979 com o Vaticano sobre tais isenções de impostos, a Comunidade Européia exige que o governo espanhol denuncie o acordo. Os protestos e as pressões estão levando a Espanha, que é fortemente influenciada pela Igreja Católica, a discutir a laicidade do estado.

No Brasil, as entidades religiosas não pagam nenhum centavo de impostos sobre doações recebidas, embora paguem encargos sociais sobre folhas de funcionários. Também estão isentas, em muitas cidades, de IPTU e IPVA. Devem ter contabilidade de tudo, mas não pagam imposto de renda. Por isso, podem muito bem arrecadar entre seus fiéis os recursos para pagar os custos com a visita da sua autoridade máxima, sem onerar os não-católicos com o uso de dinheiro público na visita papal.

Pelo mesmo princípio, os não-corintianos não deveriam contribuir com a construção do estádio Itaquerão através de renúncias fiscais da prefeitura e de verbas públicas doadas, que são parte dos seus impostos pagos.