terça-feira, 11 de outubro de 2011

Banqueiros : Sócios da inflação, cúmplices da miséria

Torço pela hora em que irei acessar o site do meu banco e encontrá-lo fora do ar numa greve de bancários. Seria o sinal da solução do conflito em poucas horas. Hoje mais 90% das transações bancárias dependem de auto-atendimento dos clientes, por isso agências fechadas por greve não intimidam os banqueiros. Basta ter um esquema terceirizado remoto para manutenção dos sistemas de informática e um punhado de puxa-sacos trabalhando que as transações acontecem em escala quase normal.

O poder aquisitivo dos bancários despencou no governo FHC e tudo que o governo Lula conseguiu foi não ter perdas nos seus 8 anos. Os reajustes se limitaram a repor a inflação, algo que não acontecia antes. E as perdas? Foram para o bolso dos banqueiros, que pagam uma mão-de-obra cada vez mais barata. Até superávits de fundo de pensão dos funcionários foram ilegalmente apropriado por bancos, com o apoio e até iniciativa do governo Lula / Dilma.

Não existe um sistema bancário mais estatal que o brasileiro. Todos os bancos  mamam nas nossas tetas.  Quem sustenta boa parte dos gordos e imorais lucros dos banqueiros é o contribuinte, que paga imposto, e grande parte dele vai para o pagamento de juros de dívidas do governo sobre a qual as autoridades têm pouco controle. É a tal estória do "banco central autônomo" que a mídia dos banqueiros defende, ou seja, o governo vai pagar o que eles ditarem, independentemente das condições macroeconômicas. Se não pagássemos a enxurrada de juros que vai para o ralo do sistema bancário, não ficaríamos por aí dizendo ser necessário criar um novo imposto para sustentar a Saúde, etc. Teria dinheiro para investimentos e manutenção de sistemas de atendimento social de primeiro mundo!

Nosso povo, infelizmente, manipulado pela mídia, foca apenas na corrupção mais visível, que é a dos políticos safados. Gasta sua energia contra as formigas, e aceita que os elefantes passem. Isso é efeito dos telejornais e revistas patrocinados pelos banqueiros. Quem é o principal patrocinador do Bom Dia Brasil ? Do Jornal Nacional? Da Veja? Dos jornais? Bancos!

O governo Lula teve que aceitar o tucano ex-presidente Meireles porque os banqueiros chantagearam com a fuga de capitais caso o Banco Central alterasse as regras do jogo, que vêm desde a ditadura, e até de antes. Quando ele assumiu, o cenário era de catástrofe. Dólar a R$ 4,00. Inflação em elevação. Lula acabou fazendo essa concessão, quando deveria ter aproveitado a aprovação popular e ter cravado a estaca no peito do vampiro. Pagamos caro por isso. Lula teve que demitir um presidente do Banco do Brasil para dizer que queria crédito, não crise, em 2009. O BB e a CEF abriram o crédito, o consumo aumentou, e hoje temos o Brasil fora da crise.

Dilma não aceitou mais os nomes do mercado no BACEN. E agora, finalmente, o governo parece dar ordens na política de juros, mas o campo é minado. Mandou baixar os juros mesmo com a gritaria dos banqueiros pela mídia. Eles não terão o menor escrúpulo de derrubar Dilma se ela mexer mesmo na ferida, e era nisso que as pessoas deveriam focar: ou se encara os banqueiros, ou continuaremos a sangria das nossas riquezas para os rentistas que nada produzem.

Pelos banqueiros, se a greve dos trabalhadores bancários continuar com está, pode ficar por uns 30 dias que não terão prejuízos, desde que os sistemas não parem. Hoje até a compensação é eletrônica, e os banqueiros conseguem, com o poder econômico, medidas judiciais arbitrárias para afastar os sindicalistas dos principais pontos do sistema bancário, onde os piquetes poderiam decidir a disputa.

Se alguém quiser fazer um movimento realmente de protesto para mudar o Brasil, podem me chamar, se for para encarar a opressão dos banqueiros sobre a sociedade. Fora isso, estaremos lutando pelas migalhas que sobram do pagamento dos juros. Os jovens que pelo mundo todo ocupam praças e protestam apenas "contra" isso ou aquilo deveriam focar no inimigo mundial, o sistema financeiro, que nada produz e tudo suga.

Onde foi que Obama botou dinheiro em plena crise? Nos bancos. E para onde vão os recursos para "salvar" a Grécia, a Itália, Portugal? Para garantir os pagamentos de dívidas com bancos. Esse deveria ser o foco dos que estão ocupando a Wall Street nos EUA meio sem causa. Na Europa fala-se em criação de uma tarifa tipo CPMF para criar um fundo para ajudar os países a pagar suas dívidas, e não para ajudar o povo no desemprego e na miséria que a recessão estão provocando. Estatização do sistema financeiro sob controle da sociedade, esse deveria ser o lema desses movimentos. Banco é para viver de intermediação financeira, não de sugar os povos.

Tarifas bancárias extorsivas e altos juros tanto pagos pelo governo como cobrados dos clientes garantem o whisky das crianças dos ricaços, sejam banqueiros ou parasitas do sistema, que ganham sem trabalhar. Mais do que nunca, os bancários deveriam retomar o slogan de uma greve que realmente deixou os banqueiros indignados na época:

BANQUEIROS : SÓCIOS DA INFLAÇÃO, CÚMPLICES DA MISÉRIA 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Viagem : Reservas de trens são essenciais

Se a viagem de Bratislava a Praga de trem da última sexta-feira foi uma tranquilidade, a volta foi terrível. Quando fomos a Budapeste, nem tivemos preocupação com a marcação de assentos para a volta, porque era tranquilo pegar um trem vazio. O mesmo não aconteceu em Praga: ficamos de fora do trem das 18h, que era praticamente direto, porque estava lotado e todo reservado. Acabamos esperando por outro, das 23:10h, que levaria 7:30h no percurso que na ida levou 4:10h, por conta de ficar parado numa cidade do interior para aguardar um trem de Berlim para ir para Budapeste.

Por conta de não termos feito a reserva de assentos (a volta era em aberto), chegamos a Bratislava às 6 da manhã, não tinha transporte para casa, acabamos indo a pé mesmo exaustos, e simplesmente rearrumamos as malas para vir para Zagreb, na Croácia. Depois escrevo esse trecho, mas ficamos felizes com a sorte de ter embarcado às 12:55h, porque às 14:00h iria começar a greve dos trabalhadores aeroportuários em vários países europeus. Não tivemos problemas, mas se por questão de minutos ficássemos no caos aéreo, diria que foi praga. 

domingo, 9 de outubro de 2011

FANOAPÁ 0002 - Deputado defende chicotada para presidiários

Mais um sem-noção alcançou a cláusula de barreira para fazer parte da nossa série FANOAPÁ - Falta de Noção que Assola o País. O laureado foi o senador Reditário Cassol, do PP-RO, que defendeu chicotadas em presidiários que não queiram trabalhar e o fim do auxílio-reclusão, benefício pago pelo INSS à família do trabalhador formal que tenha sido condenado e esteja cumprindo pena.

Quem esse deputado representa, ao propor a violência contra pessoas, que por maior que tenha sido o crime, merecem do estado tratamento digno? Por que quer deixar passando fome a família do trabalhador que eventualmente tenha cometido um crime, acabando com a subsistência paga pela previdência social? É mais um daqueles congressistas que representam a sua própria vontade e a de mais 0,00...1% dos brasileiros, prova cabal da superlotação do Congresso Nacional por gente que não deveria estar lá, especialmente por ser pai e suplente de ex-governador do estado, sem ter recebido qualquer voto.

Assim como Reditário, outros sem-noção combatem o auxílio-reclusão com mentiras na internet, dizendo que o valor é uma premiação às famílias de criminosos com valores falsificados, que seria a "Bolsa-Bandido. Veja aqui mais sobre essa fraude cometida pelos defensores da volta à Idade Média ou à Inquisição, nem tão sem noção assim, mas absolutamente sem caráter. 

sábado, 8 de outubro de 2011

EUA : Enfim, o povo americano pressiona Wall Street

Pessoas protestam há três semanas em Wall Street, coração financeiro da maior potência imperial do mundo, contra a pesada conta da crise financeira que está sendo jogada nas costas daqueles que não a criaram, e que perderam empregos, casas e outros bens enquanto o governo americano ajuda os banqueiros.

Claro que não dá para ser ufanista com esse movimento quase espontâneo, pois tem limitações por ser apenas "contra", como que exigindo que o próprio sistema se corrigisse. Mas é um indicativo de vida inteligente, de existência de gente com sangue quente nas veias, que possa se indignar com o escárnio dos mais ricos que não pagam impostos e querem que o governo Obama corte gastos sociais. Nossos votos para que essa vanguarda ainda despolitizada avance na construção de um programa de reformas (o máximo que podem conseguir por lá...) que reponha na ordem do dia a luta de classes, esquecida em meio a décadas de dominação ideológica capitalista e de consumismo.

Tomara que esse movimento não descambe para votar nos republicanos em oposição ao governo Obama, a exemplo do que ocorreu na Espanha, quando os ocupantes da Praça do Sol pediram votos contra o governo dito socialista de Zapatero e encheram o parlamento de direitistas. 

FANOAPÁ 0001 - Sem-noção diz que sofre por ter jatinho

Vamos começar a série FANOAPÁ - Falta de Noção que Assola O País - com a contribuição do deputado e ex-governador mineiro Newton Cardoso, que na Comissão de Viação e Transporte da Câmara afirmou que o caos aéreo acaba com os privilégios de quem viaja de avião particular, e que ele sofre muito por ter um jatinho. Um dos maiores ricaços do congresso, Newtão, coitado, disse que desse jeito vai ter que andar de ônibus ou de avião comercial, porque as filas para autorização de vôo estão enormes.

Esse é um dos que elabora políticas de transporte para o Brasil. Não será estranho se surgir alguma lei obrigando os jatinhos a terem prioridade sobre os transportes aéreos coletivos. Esse tipo de gente não deveria estar no Congresso Nacional, porque representa uns 0,00..1% da população, mas tem dinheiro para pagar cabos eleitorais na hora da eleição. Essa é uma falta de noção do tipo da rainha francesa Maria Antonieta, que ficou célebre pela frase a ela atribuída demonstrando total desconhecimento dos problemas sociais: "se (os pobres) não têm pão, que comam brioches". Acabou na guilhotina em 1793 na Revolução Francesa pela falta de noção e umas coisinhas mais. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs : Homenagens e oportunismos

Segue a foto de uma homenagem a Steve Jobs em frente à loja da Apple em Praga, tirada agora há pouco. Em vários países as pessoas homenageiam pessoas queridas com velas, flores e fotos. Há poucos dias vimos em Bratislava diversas cenas como essa, em alusão à morte de um famoso jogador de hóquei no gelo da Eslováquia num desastre de avião.

Enquanto alguns rendem homenagens sinceras e até exageradas a Jobs, algumas declarações soam estranhas ao momento de luto. Um empresário brasileiro disse que a venda das camisas que fabrica, parecidas com as de Jobs, aumentou com a sua morte, como quem diz : "tenho camisas iguais à dele para vender". Outra foi da dançarina conhecida como Mulher Maçã, que se disse consternada com a morte do Esteve Jobs, e que vai fazer uma tatuagem com a marca da empresa para homenageá-lo. Oportunismo, falta de noção, ou tudo junto?

Viagem : De Bratislava a Praga

O trem sai da estação ferroviária Hlavna Stanica, no centro de Bratislava, em vários horários (vide site da empresa ZSSK), podendo ter mais ou menos paradas até Praga. O nosso parou em Kuty (SK), Brno (CZ) e Breclav (CZ), gastando cerca de 4:15h no percurso. A passagem na segunda classe, ida e volta, custou 30,10 euros. A marcação do assento (só da ida) foi 2 euros. Se fosse de primeira classe, o preço subiria cerca de 50%.

Creio que por andar apenas no territorio da antiga Tchecoeslováquia, o preço seja bem mais em conta que se pegássemos o trem em Viena, que segue um outro caminho e custa 67,4 euros somente a ida, na segunda classe, apesar da distância ser parecida.

A paisagem é predominantemente rural, cortada ora por florestas ou por cidades de pequeno porte, à exceção de Brno, que é a segunda maior cidade da República Checa e capital da região da Morávia.

A marcação de assento é importante para evitar dissabores, porque você pode ocupar o assento de outra pessoa que reservou e acabar desalojado, viajando em pé no corredor fora das cabines. Nas paradas nas cidades o trem foi enchendo, e havia até cachorro no corredor lotado. A estação ferroviária de Praga é aparentemente descuidada e necessita de reparos, mas descendo-se para o subsolo surge um verdadeiro shopping, novinho, que dá acesso ao metrô linha C.

O ticket do metrô pode ser comprado numa loja de conveniência próxima às roletas, e custa 32 HRK (coroas checas). Para calcular aproximadamente o valor em reais, divida o valor por 10, e descubra que o metrô é caro para padrões brasileiros, na base de R$ 3,20 por viagem. Os trens que pegamos, até aqui, são bem novos, assim como as estações. O movimento não parece ser grande, daí os trens terem uma frequência pequena.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Viagem : De Moscou a Viena

Na viagem para Moscou usamos ônibus comum e metrô para ir do Aeroporto de Sheremetievo para o centro, e gastamos uma hora a mais que na opção do trem direto para a estação Belorruski para de lá pegar o metrô, quase no centro. Tudo por causa da incerteza da parte do ônibus, que pega vias congestionadas sujeitas a imprevistos. Na volta não quisemos arriscar e fomos pelo trem.


Se você for com muitas malas, irá enfrentar a falta de acessibilidade de passagens subterrâneas e das linhas do metrô. Não há rampas nem elevadores em canto nenhum. Bom para quebrar rodinhas de malas. Táxi só em último recurso, porque deve ser uma fortuna, já que de trem expresso são 35 minutos. Sheremetievo dista 32 km da Praça Vermelha, enquanto o Aeroporto de Guarulhos fica a 28 km da Praça da Sé, em São Paulo. Lembramos que há outros dois aeroportos em Moscou, de Ynukovo e de Demodedovo, que são mais ao sul, enquanto Sheremetievo é ao norte, e de uso mais intenso pela Aeroflot e Air France.

Chega-se de metrô à estação Belorruski com facilidade, pois está na linha 5 do metrô (marrom), que é circular. Na estação de trem, há uma entrada específica do Aeroexpress, onde se pode comprar o ticket em máquinas ou no caixa por 320 rublos para adultos (R$ 20). O trem é confortável, e nitidamente tem primeira classe (poltronas azuis) e segunda classe (poltronas vermelhas), tudo pelo mesmo preço. É chegar e sentar, pois não tem lugar marcado.

A viagem mostra coisas interessantes, como os imensos conjuntos habitacionais que não têm vagas para automóveis, resultando nuns "puxadinhos" de garagens junto à linha do trem. Parece favela, mas é garagem mesmo. Favela mesmo, não se vê, apenas umas casas mal cuidadas já a 2/3 do percurso total.

Chega-se ao aeroporto pelo bloco dos terminais D, E e F, onde se mostra o ticket a uma leitora de códigos na roleta e se passa num detetor de metais normal de aeroporto (bolsas no aparelho de raios-x, detetor de metais para as pessoas). Quem vai para os demais terminais tem que pegar um ônibus numa saída próxima.

Nunca vimos um esquema de segurança tão pesado como o de Moscou. Em janeiro houve um atentado a bomba no aeroporto de Domodedovo, matando bastante gente, com autoria provável de separatistas da Chechênia. As neuroses de Nova Iorque, Paris e Londres parecem coisa de amador perto da Rússia. Nas estações de trem, além dos detetores, há policiais passeando com cães farejadores de explosivos.

Em Sheremetievo, depois de passar pela imigração, há um outro detetor, mais sofisticado. Deve-se tirar sapatos, cintos, casacos, e passar no aparelho de raios-x. O detetor de metais para as pessoas é uma cabine que também aponta concentrações de massas ou de calor numa tela de LCD que fica à frente do policial, que apalpa as regiões mostradas. Já tinha visto scanner de corpo no Canadá, mas deste, nunca vi.

Por conta da segurança, é recomendável chegar bem antes da hora ao aeroporto. Se houver um vôo em horário de pico, essas revistas podem gerar grandes atrasos. Outra recomendação é levar o bilhete de passagem impresso. Não entendemos bem por que, mas nos mandaram ir ao balcão da Aeroflot para imprimir. Deve ter coisas que eles só entendem por escrito, por causa do alfabeto diferente.

Um outro detalhe interessante: parece que selecionam as pessoas que ficarão nos locais mais espaçosos pelo tamanho. Isso porque me alocaram numa poltrona junto à saída de emergência, junto com mais 5 pessoas bem maiores que eu, onde havia espaço grande para as pernas. Se for isso, ótimo, mas pode ter sido coincidência. O povo que viaja na Aeroflot, tanto na ida como na volta, em grande maioria homens, aplaudiu entusiasticamente quando o avião pousou e freou. Como a Aeroflot tem um histórico indesejável de acidentes, deve ter algo a ver, e com razão: hoje, devido às condições ruins de clima, o avião subiu a uma altitude que nunca vi antes. Imaginem com neve, gelo, etc?

Foi ótima a visita a Moscou. Vimos tudo que todos vêem e mais alguma coisa. Correria. Cansativo, com tempo nublado ou chuvoso na maior parte do tempo. Mas a simpatia das pessoas, a boa vontade, a segurança da cidade e as suas belezas compensaram o esforço e o investimento. Seria necessário voltar com mais tempo para ver muito mais que existe lá. Além disso, saímos com a sensação de que São Petersburgo deve ser fantástica também, porque lá esteve o centro do império na sua fase áurea.

É um alívio ter sobrevivido a uma semana sem falar absolutamente anda de russo além de "da" (sim), "niet" (não) e "spacibo" (obrigado), e de a todo momento ter que transliterar do cirílico para o latino na esperança de aparecer alguma palavra conhecida. Agora só vamos andar em países de línguas que não conhecemos com o nosso alfabeto. Continuaremos sem conhecer as palavras, mas sem a trabalheira da conversão. Melhorou 100%! Além disso, saímos de temperaturas de 5 a 14 graus para um clima na base dos 25 graus, acabando com o perrengue de usar casacos pesados.


Viagem : Money Maldito

Viajar para países com moeda própria traz o desconforto de a toda hora fazer cálculos para converter valores para reais, e comparar preços. Nesta viagem já usamos forint na Hungria, rublos na Rússia, lev na Bulgária e euros nos outros países. O problema é que quando se saca nos bancos, há uma tarifa de 2,5 euros, não importando o valor, e para evitar pagar muitas vezes essa taxa deve-se buscar o valor mais ou menos certo para gastar.


Se sacar menos que o necessário, paga-se mais taxa porque outros saques serão necessários. Se sacar demais, sobra dinheiro que vai ser trocado numa casa de câmbio de forma desfavorável, ou virar mico por não ser uma moeda conversível em outros países. É o tal do "money maldito", que vira recordação de viagem. O último recurso para não ficar com o mico é queimar no free-shop dos aeroportos, quando se viaja de avião.

O melhor esquema é sacar logo no aeroporto, ao invés de comprar a moeda local em casas de câmbio, que cobram tarifas e comissões absurdas. Quando sacar? Depende do tamanho da estadia. Você vai usar moeda local em transportes (táxi, metrô, ônibus, trem), na compra de souvenirs, ingressos em geral, enfim, em todo lugar que usualmente não aceita cartões.

Ainda sobre cartões, vai um alerta: o Travel Money, que tem chip e tudo, seria seguro se em todo lugar se exigisse senha. Na Rússia não é exigida senha, e o usuário tem que assinar o recibo. Trocando em miúdos: se você perder um cartão desses na Rússia ou outro país onde não se use senha, invalide-o logo para não ter dissabores.


Moscou : Museu Histórico do Estado






Andando pelas ruas mais centrais percebe-se a enorme quantidade de teatros e museus da capital russa. Um ao lado do outro. Fora os conservatórios de música e salas de espetáculos. Broadway é fichinha perto disso aqui. Mais propaganda que quantidade e acessibilidade ao público.


Com o tempo curto, investimos nossas fichas de curiosidade no Museu Histórico do Estado, que fica numa entrada da Praça Vermelha, do lado oposto da Catedral de São Basílio. O
ingresso custa 300 rublos para adultos (uns R$ 18), e paga-se mais 130 rublos para bater fotos (R$ 8). Essa de pagar para bater fotos a gente viu recentemente por aqui. O turista também deve atentar para os cartazes de proibição de fotos, porque em alguns é apenas para o flash, noutros é total.

O acervo vai da Idade da Pedra ao final do império dos tzares, no início do Século XX. Seria bem mais interessante se houvessem mais legendas em outras línguas. Em algumas salas são disponibilizados cartões com explicações em inglês, muito poucas. Displays eletrônicos estão ora desativados, ou em funcionamento inadequado. Mesmo assim vimos bem mais que no Museu do Kremlin, que foca mais na riqueza da corte e da Igreja Ortodoxa.

Muito interessante, mas poderia ser mais. Também não há muito sobre a parte oriental da Rússia, já que a história está muito focada em Moscou, São Petersburgo e Kiev, faltando 2/3 do país, que parecia ser um deserto ocupado por nômades. Seja como for, os cossacos chegaram até a cruzar o Estreito de Behring e ocupar o Alaska, depois vendido pelos tzares aos norte-americanos para pagar despesas com a Guerra da Criméia

No último andar há uma exposição à parte, sobre imagens usadas após a revolução de 1917 para a promoção do regime que deveria ser socialista. Lênin era contra o uso de sua imagem, mas os marqueteiros da época, tentando fazer a revolução chegar a todos os cantos da Rússia, a usaram abundantemente para dar uma cara ao novo regime. Stalin nunca posou para pintores, que tinham o trabalho de copiar sua imagem de fotos previamente estudadas e sua obras eram posteriormente submetidas á censura para homologação do padrão "grandioso mas humilde". Depois de Stalin o padrão passou a ser o "sério e comprometido".

Encontramos uma raridade que escapou à manipulação histórica do período de Stalin. Há fotos onde revolucionários como Trotsky simplesmente desaparece do lado de Lênin, mas uma visão mais atenta a um quadro de 1925 mostra Trotsky e Stalin lado a lado no enterro de Lênin. Seguem imagens dos quadros e do detalhe. A visita toda levou 3 horas.

Sentindo falta do acervo desde a primeira guerra mundial, perguntei no setor de informações, onde a pessoa não falava nada além de russo, sobre outros museus, e recebi um catálogo com todos eles. O acervo está bastante setorizado, daí ser difícil encontrar um museu que tenha todas as informações históricas necessárias ao melhor
conhecimento da Rússia e da União Soviética

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Morreu Steve Jobs, o visionário inovador

Há pessoas que fazem uma coisa e se notabilizam para sempre. Outras fazem uma sucessão de coisas inovadoras, essas são imprescindíveis. Steve Jobs foi um dos responsáveis pela difusão dos computadores pessoais, das interfaces gráficas e da integração de diversos meios de comunicação, coisas que revolucionaram o mundo em poucos anos. Ele foi a cara da tecnologia da virada do milênio. Sem gente como ele, o mundo fica mais medíocre.

Ceará : Professores pedem "Fora Cid Gomes"


Cenas de violência policial contra trabalhadores, que eram tão usuais desde o tempo dos coronéis e dos neo-coronéis, pareciam ter desaparecido no governo Cid Gomes, mas no último dia 29 de setembro voltaram a acontecer na greve dos professores.


O governo mandou para o Legislativo, também submisso ao Executivo desde o tempo dos coronéis, uma mensagem que não atendia às reivindicações dos professores para ser votada, o que forçou a intensificação do movimento, com a ocupação da Assembléia, greves de fome, etc.

Acionada a PM, o que se viu depois foi pancadaria, com vários feridos, e depois uma farsa, onde a faca de um policial militar foi amplamente exposta pela imprensa como "prova" de que a manifestação seria violenta, fato desmentido pelo próprio comandante da PM.

Agora os professores iniciaram o movimento "Fora Cid" (cartaz da foto) para denunciar a truculência do seu governo contra trabalhadores. Há alguns meses, na Câmara Municipal de Fortaleza, a Guarda Municipal da prefeita petista Luizianne Lins já havia baixado a porrada em professores municipais em greve. Até na hora de bater em professores a prefeita e o governador estão mostrando a mesma sintonia demonstrada desde o apoio mútuo em alianças eleitorais.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tudo pelo Corinthians

Notícia de hoje: Corínthians iguala o Flamengo em preferência, segundo o Ibope, com 13% em 12 regiões pesquisadas. E o resto do país? Vai lá no interior do nordeste, do norte, e vê quem tem torcida. 84% dos corintianos estariam em São Paulo. O Mengão tem torcedores por todo o país.


Na mesma matéria está um dos motivos pelos quais tanto se tente favorecer o Timão : tem a marca mais valorizada. Além disso tem o melhor lobby político, porque conseguir renúncia fiscal de mais de R$ 400 milhões para construir um estádio não é para qualquer um.

Levando a sério a tal pesquisa, não se vê entre os mais cotados os demais times cariocas. Será que somados teriam os 13% do Mengão (que eram 19% em pesquisa de 2 anos atrás)? Onde foram parar milhões de torcedores do Flamengo entre uma pesquisa e outra? A pesquisa pode não dizer a verdade, mas o esforço corintiano é grande, começando com Mano Menezes desmontando o ataque do Mengão à enxurrada de arbitragens penalizando com cartões os jogadores rubro-negros.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Crise do capital : Da Grécia a Wall Street

Aqui no hotel em Moscou a televisão mostra várias estações russas, uma egípcia, CNN, BBC, Rai, uma francesa. Os telejornais têm mostrado a toda hora imagens das manifestações na Grécia contra os planos de arrocho do FMI, de Portugal pelo mesmo motivo e hoje, pela primeira vez, protestos em Nova Iorque, em Wall Street, o Vaticano do capitalismo.


Procurei saber mais, e descobri que há 3 semanas manifestantes estão lá reclamando do desemprego, da falta de prioridades sociais do governo Obama, do apoio bilionário aos banqueiros, etc. Nos jornais brasileiros fala-se muito pouco disso, pois o assunto é desagradável para os que defendem o mercado como panacéia curativa para todos os males do mundo. Para quem quer ver mais, vai o link:

Moscou : Mausoléu de Lenin


Dicas para quem for a Moscou e, na Praça Vermelha, quiser visitar o Mausoléu de Lenin:

- o horário é de 10h às 13h;
- a fila começa fora da Praça Vermelha, junto ao Muro do Kremlin;
- há espera, pois liberam pequenos grupos de cada vez;
- os grupos liberados são encaminhados a uma escadaria para um guichê nos fundos do Museu Histórico, para deixar num guarda-volumes os celulares, câmeras e bolsas muito grandes, pagando-se 20 rublos para cada eletrônico deixado (cerca de R$ 1 por cada);
- daí se vai para os detetores de metal na calçada oposta onde o baculejo é rigoroso; se algo for pego, volta-se ao passo anterior - deixar no guarda-volumes do outro lado da rua e entrar na fila de novo;
- quando finalmente se é liberado na revista, o caminho até o Mausoléu é junto ao muro do Kremlin, vendo-se à esquerda diversas placas alusivas a mortos da revolução de 1917 e do lado direito, pregadas no muro, muitas placas em homenagem a outros mortos, sendo notável a quantidade de gente na década de 30, provavelmente as vítimas do expurgo feito por Stalin no próprio partido que depois foram "reabilitadas";
- soldados pelo caminho orientam a ir para a calçada da Praça Vermelha para entrar pelo centro do Mausoléu. Mandam tirar chapéus. Fotos, nem pensar, por isso não deixam entrar nem celular. O ambiente é muito solene, no subsolo, meio escuro, tendo ao centro um caixão de vidro com a múmia de Lênin exposta. Se você parar para ficar olhando detalhes, a segurança te manda andar. É olhar e andar;
- saindo do mausoléu, há túmulos com os nomes e bustos de ex-dirigentes como Stalin e Brejnev.
- a saída é pela Praça Vermelha, de onde se caminha até o local da guarda de valores para pegar câmeras, etc.
- a entrada é franca.
- para quem não sabe, Lenin foi uma das lideranças revolucionárias comunistas que derrubou a monarquia da Rússia e fundou a União Soviética, em 1917 - explicamos porque ontem vi uma brasileira em frente a uma estátua de Lenin perguntando quem ele era, e seus colegas também não sabiam direito.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mengão volta a andar

Duas vitórias sucessivas parecem mostrar que o Mengão voltou a andar, depois de toda a sabotagem que foi feita com a retirada do seu ataque para salvar o emprego do Mano Menezes e dar uma mano ao Corínthians. A perseguição ao Mengão não para por aí: é escandalosa a quantidade de cartões dados aos jogadores, e as expulsões injustificadas.


Ontem foi Willians o expulso. Ronaldinho também sofre implacável perseguição. O sinal de que tudo está errado é o Vasco na liderança. Se a natureza não fizer o seu trabalho, trazendo-o de volta à realidade de posições bem abaixo da atual, logo será vítima da política de expulsões, cartões, etc.

Moscou : O que sobrou do "socialismo"?




Moscou : o que sobrou do "socialismo" soviético?


Bom, do socialismo mesmo já não havia nada desde a morte de Lênin. Depois veio a aberração do estalinismo, infelizmente e propositalmente confundido com o que seria o socialismo, e no fim a suprema corrupção que levou ao fim da União Soviética e transformou a "classe dominante" ou "nomenklatura" em ricos empresários. Dos símbolos, ainda há algumas coisas.

Felizmente não vimos nenhuma estátua de Stalin, mas Lênin está presente em todo lugar. Hoje na Praça da Revolução, que fica em frente ao Teatro Bolshoi, tivemos a grata surpresa de ver uma estátua de Karl Marx. Trotsky e os demais revolucionários que atuaram com Lênin não têm absolutamente nada, afinal, foram todos assassinados e caluniados pela verdade única do estalinismo.

Nas estações de metrô, algumas riquíssimas, mandadas construir por Stalin, lá está ele, representado em mosaicos e pinturas, sempre como o guia genial dos povos, como o libertador, como o pai dos pobres. Também não há nada de material sobre os que o sucederam, ou seja, tudo aparentemente foi criado por Lênin e realizado por Stalin, até depois da sua morte. Assim dizem os símbolos que sobraram.

No subsolo próximo ao muro do Kremlin próximo ao Manege de Moscou, onde ficam as belíssimas estátuas de cavalos em uma fonte, estão lá de plantão sósias de Lênin e Stalin. Fiquei de longe olhando o movimento, e a estatística era totalmente favorável a Stalin na preferência das fotos. Educadamente ele chamava o "Lênin" para participar também.

Hoje, andando pela rua Tverskaya, a principal de comércio e bancos, chegamos à praça Pushkin e ouvimos um discurso com megafone, e fomos ver do que se tratava. Umas 50 pessoas, a grande maioria idosa,com umas 3 bandeiras vermelhas com a foice e o martelo características da URSS, e um estandarte com a foto de Stalin, além de uns 10 policiais que cercavam o local com grades, faziam parte da cena. Paramos para olhar, e do que dava para entender era que se falava os nomes de Stalin e Lênin à vontade. Não distribuíram panfletos, por isso não tivemos a menor noção do que se tratava. O site dos continuadores do estalinismo é http://moskprf.ru/ , e lá tem as últimas edições do jornal do partido, o Pravda.

Antes que alguém achasse que participava do ato, caí fora, e na mesma rua, uns 200 metros adiante, havia um prédio mal conservado, com alguns blindados antigos nos jardins, que era o Museu da Revolução. Pelo horário, estava fechado, mas uma faixa na entrada, falando de um evento acontecido em abril, era o sintoma da falta de cuidado. Ironicamente, o prédio fica a 100m do primeiro Mc Donalds da União Soviética, onde há fotos de empresários americanos e do burocrata de plantão do Kremlin.

Rússia : O troca-troca Medvedev x Putin

Quando o ex-chefe da temida polícia política do estalinismo, a KGB, chegou ao governo da Rússia, o país estava em desordem, com privatizações de tudo na base de muita corrupção, ex-dirigentes "comunistas" virando milionários e a máfia mandando em muitos setores. Putin aparentemente botou ordem nas coisas através de um autoritarismo "soft", como diz a mídia daqui. Retomou o controle do petróleo, e fez dele e do gás os principais geradores de receitas para segurar a barra dos programas sociais e da previdência. Deu aos "órfãos do estado-provedor" sobrevida, e ficou popular com isso. Depois de 8 anos de mandato, elegeu Medvedev como seu sucessor, que está completando o primeiro mandato.


Na sexta passada, Medvedev chamou a mídia e disse que não vai se candidatar, e que vai apoiar Putin como candidato do partido Rússia Unida. Alegou que Putin tem mais aprovação, etc. As pessoas com quem conversamos dizem que isso é jogada ensaiada, e que Putin botou Medvedev como testa-de-ferro e continuou governando. A mídia, que faz igual à do Brasil com Lula, nega a existência de Putin, e se tem que falar nele, é batendo pesado. Incrivelmente parece que estão em campanha para Medvedev romper o acordo e sair candidato...

Moscou : Visita ao Kremlin

Se você quiser andar por toda a parte permitida do Kremlin, área fortificada do centro de Moscou, e for adulto, terá que reservar:

- 700 rublos para visitar a parte de armas, jóias, móveis e veículos dos imperadores;
- 350 rublos para visitar o conjunto de igrejas e as áreas livres da fortaleza;
- 500 rublos para visitar a área com tesouros (diamante, ouro, etc).

A conta fácil para converter rublos para reais é: divida por 20 e jogue 20% em cima. O valor total de 1650 rublos, dividido p0r 20, resulta em 82,5, o que acrescido de 20% dá uns R$ 100. Isso é caro? Depende. Já fomos a museu de cera pagando 22 libras e era muito fraco (cerca de R$ 55).

O melhor das peças expostas é que são objetos densos de história, e quem tem interesse aprende muito. Entramos às 10h e saímos às 16h, vendo razoavelmente as coisas, e havia partes em obras que não estavam disponíveis à visitação. Vá disposto, leve água, porque lá dentro não tem café, água ou qualquer tipo de comida à venda. A impressão é de estar visitando um quartel. Se andar fora das calçadas e faixas permitidas, vem um guarda e dá uma apitada e um esculacho em russo.

Câmera e filmadora só terão sentido fora das áreas de exposição. Dentro dos ambientes há câmeras e gente vigiando tudo, e sempre tem um turista sem noção que bate foto com flash e tudo, e acaba ouvindo uma preleção inininteligível na frente de todo mundo. Corra do povo das excursões, porque quando chegam onde você está saem te empurrando. Ou você se antecipa, e fica na neurose deles chegarem perto, ou você deixa eles passarem e vai com calma, até o próximo rebanho chegar.

No mapa que te dão na entrada constam 41 coisas a ver, mas destas há 9 que realmente você pode ir, e o resto praticamente você vê de longe, porque fica preso às áreas permitidas. Também está no preço o audio-guia, com versões em inglês, espanhol, italiano e francês, mas que traz conteúdo apenas de algumas peças por sala. Em cada salão há um terminal de computador onde se pode indicar o local onde está a peça e é apresentada toda a informação.

Saímos de lá com a dimensão do que foi o império russo, de como se unificou, das guerras, das dinastias de imperadores, da onipresença da religião no poder. Na área de tesouros, ficou a impressão de ter visto um material melhor que na Torre de Londres. Diamantes enormes e em grandes quantidades, lapidados ou brutos, e pepitas de ouro de tamanhos impensáveis. Jóias ofuscantes. Da parte das igrejas, a primeira coisa que se pensa é: como é que um regime comunista e ateu manteve todo esse acervo, e na década de 70 gastou dinheiro com a restauração das pinturas?

As lojas de souvenirs têm preços unificados. Têm de tudo do artesanato que se compra nas lojas das imediações da Praça Vermelha, só que mais caro. Compramos um livro sobre o Kremlin e Moscou por R$ 45 que valeu a pena pelas fotos, pelas informações e como check-list para vermos o que há de bom ainda a visitar.

No geral, a imagem que tínhamos era do Kremlin como centro de poder que tensionou metade da humanidade, algo poderoso, militarizado, cheio de mistérios. O que tem lá de governamental é o prédio do Senado, onde mora o Presidente da Federação Russa (Medvedev), um prédio ainda cheio de símbolos do regime dito comunista que serve para reuniões, uma ala de armamentos antigos e, no mais, igrejas e museus. Vale a pena a visita. Fico devendo as fotos porque a internet está muito lenta, e o upload pode levar horas.


Viagem : Quando se fica refém de internet

Praticamente todo hotel hoje disponibiliza internet. Pelo menos, na propaganda do site, que você acessa na hora de reservar. Praticamente todos, entretanto, têm problemas na confiabilidade das suas redes, ainda mais agora que quase todo mundo está disponibilizando internet wi-fi.


Numa viagem longa você precisa de internet mais que pensa. É o meio de comunicação barato com a família e os amigos. É o canal de informação para organizar sua viagem, obter notícias do local e do Brasil, etc. É o meio de guardar fotos através de upload. E, para quem tem blog, é o meio de divulgação.

Sem internet confiável, tudo isso cai, e o recurso passa a ser o material impresso que alguém precavido traz para a viagem. A viagem continua, como antigamente, mas perde muito da eficiência. Usar internet em cafés ou portarias de hotéis traz muitos desconfortos.

Chegamos a Moscou na quinta. Internet ótima no quarto do hotel. Na sexta, intermitente. No sábado, alegaram defeito. No domingo, disseram não ter previsão. Ameaçamos mudar de hotel. Ela voltou, com baixa velocidade. E a cada vez que passamos na portaria damos o recado: se a internet parar, a gente cai fora. Acho que não precisa a gente falar russo para eles entenderem.