Mostrando postagens com marcador LBI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LBI. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de junho de 2013

Para o Brasil não girar à direita...

Na tentativa de explicar o fenômeno social que acontece há 3 semana e leva milhões de pessoas às ruas, reproduzimos abaixo a visão do coletivo trotskista Liga Bolchevique Internacionalista, como faremos adiante com outras visões de esquerda. A unidade de esquerda e o protagonismo do movimento operário estão entre as propostas:

EDITORIAL
Para o Brasil não girar à direita, o movimento operário deve ser o protagonista do cenário nacional
 
A esquerda ainda procura entender o se passa no Brasil após a avalanche de protestos que cruzou as principais cidades do país. As passeatas da juventude contra o aumento das tarifas no transporte público, que tiveram origem em São Paulo e no Rio, receberam um “carinhoso” tratamento por parte da oligarquia política dominante (PT, PCdoB, PSDB ,PMDB etc...), sendo inicialmente desqualificados como “Vândalos e Baderneiros”. Até mesmo a esquerda revisionista que apoiava inicialmente a convocatória do MPL para os protestos, como o PSTU e PSOL, deu um passo de lado afirmando que não avalizava os “atos de vandalismo” ocorridos na Av. Paulista, na mesma linha do sindicato dos Metroviários/SP (CONLUTAS) que afirmou não ter nenhum comprometimento político com as mobilizações que estavam ocorrendo. Lamentável papel ocupou a prefeita “comunista” em exercício, Nádia Campeão (PCdoB), sintetizando uma posição comum da esquerda declarou à Rede Globo no dia 12/06: “Acho que, depois dos acontecimentos nessas três manifestações, a vontade dos manifestantes não é dialogar. Os métodos utilizados afastam o diálogo, não aproximam. Não podemos aceitar que o objetivo seja criar transtorno. O diálogo nessas condições não é possível”. Para trazer a “solidariedade” da esquerda petista (DS, OT, EM), não aos manifestantes e sim ao fascista Alckmin, entrou em cena o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, oferecendo os “préstimos” da PF para monitorar o movimento. Mesmo isolados os corajosos “vândalos” do MPL seguiram com o movimento, que também chegou com muita força no Rio, organizando passeatas ainda maiores, catalisando desta forma o sentimento de “puteza” do conjunto da juventude oprimida por este regime da “Democracia dos Ricos”. Mas os quadros estrategistas da mídia “murdochiana” percebendo o potencial explosivo das mobilizações resolveram “abraçar” o movimento, e com a ajuda do reacionário grupo internacional “Anonymous” conseguiram “pautar” o movimento com bandeiras “cívicas e patrióticas”. Este foi o sinal verde para que milícias neofascistas e hordas da classe média direitista ocupassem as marchas para impor o “terror” indiscriminadamente contra todas as organizações da esquerda, contando inclusive com apoio de grupos anarquistas, muito influentes neste período de completa despolitização de setores mais atrasados da juventude plebeia. Ganhando um caráter multitudinário nacional, o movimento das ruas não é homogêneo e tampouco conseguiu assumir centralizadamente o eixo tão sonhado pelo “PIG”, do “Fora Dilma”. “Comendo pelas beiradas” a reação midiática tenta pelo menos unificar politicamente os protestos na “luta” contra a PEC 37, já contando com o apoio do PSOL,PSTU e PCB. Trata-se de uma manobra antidemocrática da burguesia que pretende transformar a corja reacionária do ministério público (Roberto Gurgel e Cia.) em um superpoder neste país. A única certeza mesmo que temos é que se o movimento operário organizado não se fizer presente e atuante politicamente nestas mobilizações, com seu próprio programa classista, a dinâmica do movimento nacional penderá inexoravelmente para a direita, colocando o país na sinistra trilha da reação imperialista mundial.


A reacionária onda de ufanismo “patrioteiro” e a rejeição agressiva de uma grande parcela dos manifestantes aos partidos de esquerda é um fenômeno político bem mais profundo do que o desgaste provocado por dez anos de governos burgueses da Frente Popular, ainda que este fator contribua em muito com a “desmoralização” da esquerda reformista. Como podemos aferir também a esquerda “socialista” não “chapa branca” foi alvo da fúria direitista, vinda de manifestantes que não poderiam ser propriamente definidos como “desiludidos” com a prática do PT. Como sempre, os revisionistas do marxismo tentam justificar a guinada à direita das massas (mesmo sendo espancados e expulsos das passeatas) como um fator “progressivo”, afinal seria uma consequência da “repulsa ao governo Dilma” e, portanto, passível de ser “capitalizada” pela esquerda em outra oportunidade, muito provavelmente nas próximas eleições... Acontece que estas tendências reacionárias da população (claramente expressa nas manifestações) são produto direto da etapa mundial contrarrevolucionária, gerando um “vazio” ideológico na luta de massas, ainda que esta se mobilize com métodos radicalizados. A chamada “crise de representação” não tem nada de “avançado”, sob a ótica do marxismo, é um reflexo internacional da eliminação das conquistas sociais dos Estados operários e da histórica derrota sofrida pela esquerda estalinista no Leste europeu. A ausência de uma autêntica direção revolucionária (mais além dos revisionistas que flertam com a social democracia) nestes processos políticos só agrava esta situação e acaba potenciando um “caldo de cultura” favorável ao crescimento de vertentes anticomunistas no seio das massas.

A adoção de uma agenda que contemple as reivindicações mais imediatas dos trabalhadores, em substituição à difusa pauta “verde amarela” induzida pela mídia, está ligada diretamente a capacidade de tomar a direção política do movimento nacional das mãos dos que manipulam hoje as chamadas “redes sociais” na internet, o que não implica necessariamente a disputa “por dentro” mantendo-se o atual quadro. Não se trata de uma tarefa fácil, posto que a própria esquerda perdeu em muito seu vínculo direto com o proletariado, reduzindo sua área de influência aos aparatos sindicais burocratizados. Convocar as mobilizações majoritariamente pela “Rede” pressupõe atingir um certo público atomizado e “individualizado”, ou seja indivíduos mais despolitizados que não integram e nem participam de entidades de massas. “Facebookeiros” são por excelência uma “audiência” nos atos muito mais propícia a um discurso reacionário e ações violentas contra a esquerda. É necessário primeiro estabelecer um norte de classe aos protestos nacionais e como consequência lógica mobilizar os próprios trabalhadores mais conscientes e a população oprimida das periferias, que com certeza não serão encontrada em nenhum “Orkut” ou “Face” da vida...

Outra questão vigente colocada é como enfrentar as hordas de nazi-mauricinhos que cada vez mais e em maior número nos protestos tem atacado indiscriminadamente as correntes de esquerda, do socialdemocrata PT até a Trotsquista LBI. Alguns agrupamentos tem defendido a formação de blocos antifascistas ou mesmo uma suposta “frente única operária” para a defesa da esquerda. O próprio PT convocou a organização de uma massiva coluna de toda a esquerda para a passeata do dia 20 em SP, “onda vermelha”, que acabou virando uma “marolinha laranja” em função da pouca receptividade de suas bases ao chamado. O PSTU que sonhou “surfar” na maré anti-Dilma desatada pela direita, acabou mesmo tendo é que se juntar ao PT para não apanhar, Zé Maria participou até de um ato no Sindicato dos Químicos/SP (21/06) ao lado de Rui falcão, onde debateram a formação de uma aliança para as próximas manifestações. Nós da LBI temos como princípio programático a defesa ativa de todo militante do movimento social, independente das divergências políticas ou metodológicas, diante de qualquer perseguição ou violência sofrida pela via do Estado capitalista ou de milícias neofascistas. Mas neste momento organizar colunas ou blocos comuns nas manifestações com partidos da base da Frente Popular ou com os “OTANISTAS” do PSTU/PSOL significa legitimar a própria plataforma política que conduziu a hegemonia da direita neste processo de mobilização. A melhor alternativa de combate às ações da direita reside na própria mudança da estratégia de condução do movimento, e não na diluição dos revolucionários em um mesmo bloco com o governo do PT ou mesmo a pró-imperialista “oposição de esquerda”. Para derrotar efetivamente o “furacão verde-amarelo” é necessário não a “onda bandeira vermelha” do PT, mas redirecionar as mobilizações para a classe operária e seus aliados, por que nestas a “mauriçada” direitista e as hordas fascistas não terão a coragem de sequer passar por perto de nossas “foices e martelos”.

Os Marxistas Leninistas da LBI veem com bastante preocupação o momento que o país atravessa, fomos a primeira corrente da esquerda a alertar o desvio do movimento, enquanto o conjunto do revisionismo (e até mesmo setores oficialistas da esquerda) delirava com alucinações oportunistas do tipo: “rebelião popular” no Brasil. Não se trata agora de recuar, ou perfilar-se com o governo Dilma, temendo o potencial revolucionário das massas e da juventude em luta. A perspectiva aberta impõe uma enérgica ação da esquerda comunista para evitar um triunfo das forças mais retrógradas deste país. Somente o proletariado organizado, protagonizando com suas ações políticas o cenário nacional, poderá “virar o jogo” a favor da construção de uma verdadeira alternativa embrionária de poder socialista. Convocamos os genuínos comunistas e todos os coletivos classistas do país a se empenharem com a LBI nesta tarefa revolucionária da qual depende o êxito ou a derrota destas mobilizações nacionais em curso.

[24/6/2013; 9h10min]

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Esquerdismo : Quando os extremos se encontram.

Recebi a avaliação abaixo da LBI - Liga Bolchevique Internacionalista - que tem militantes muito ativos no Ceará, compondo um mosaico de forças políticas "sui-generis" no país. Enquanto praticamente todas as correntes de esquerda apoiaram a greve dos policiais contra a política de arrocho do governo Cid Gomes (PSB), a LBI se diferenciou por considerar equivocado o apoio a agentes da repressão.

A nota "Balanço da greve da PM do Ceará" vai tão longe na negação do direito dos policiais lutarem por melhores condições de vida e na crítica feroz a toda a esquerda que um desavisado poderia pensar que se trata de algum grupo ligado ao governador e aos neo-coronéis que o criaram na política.

Parece que queriam a repressão à greve dos agentes da repressão, alinhando-se nesse ponto de vista com o PSB e o PT, que participa do governo Ciro e já não está sequer no espectro da esquerda da LBI. É aquela coisa de ir tão à esquerda que acaba encontrando a extrema-direita em algumas colocações. Segue o texto:
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
UM PRIMEIRO BALANÇO DA GREVE DA POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ

Fortalecimento do aparato repressivo, recrudescimento das tendências fascistizantes e desmoralização ideológica da “oposição de esquerda”

No último dia 04 de janeiro os policiais militares e bombeiros decidiram encerrar a greve iniciada no final dezembro. O governo da oligarquia “socialista” dos Ferreira Gomes, que reprimiu violentamente através da mesma PM os professores em greve durante vários meses em 2011, agiu de forma completamente distinta frente a paralisação de seus “jagunços de farda”. Concedeu um aumento de 53% escalonado até 2014, reduziu a jornada de trabalho para 40hs semanais, anistiou todas as lideranças e anunciou um plano de “modernização” da polícia, com mais viaturas, armas, coletes e munição. A “vitória” da greve da Polícia Militar foi tamanha que seus “colegas” civis resolveram retomar a paralisação que se arrastou por cinco meses no ano passado e agora esperam que também sejam agraciados com a mesma “generosidade”.
O grande trunfo que fez o governo Cid Gomes ceder rapidamente foi o clima de terror que os próprios policiais militares trataram de impor à população da capital, Fortaleza, anunciando a existência de “arrastões” em vários pontos da cidade por parte de “bandidos”, informações que se mostraram falsas em sua grande maioria, ou eram estimulados pelos próprios policiais encapuzados. A classe média se “protegeu” trancada em seus pequenos bunkers e o comércio acabou fechando suas portas, o que levou o governo a recuar de sua disposição de só negociar mediante o retorno dos militares ao trabalho. A repressão do Exército e da Força Nacional de Segurança se abateu sobre a população pobre dos bairros periféricos, onde houve pequenos furtos e roubos. Nesse cenário, tem-se como primeira lição da greve o fortalecimento do aparato repressivo estatal burguês, com as lideranças da greve, em geral ligadas aos setores de elite da tropa (Raio, Batalhão de Choque), de traços abertamente fascistas, ganhando peso político. Esse fenômeno se expressou concretamente na ascensão do suplente de deputado estadual do arquirreacionário Partido da República (PR), Capitão Wagner Sousa, escalado pela direita partidária no estado para dirigir a paralisação. Com a “vitória” da greve, o oficial já está sendo apontado como forte candidato a prefeito de Fortaleza em uma coligação eleitoral conservadora alternativa a aliança da frente popular entre PT-PSB.
Afora a LBI, que se colocou abertamente contra qualquer apoio a reacionária greve policial, o conjunto das forças políticas que se dizem de “esquerda” no estado (PSOL, TPOR, Crítica Radical, PCB e PSTU) apoiaram a paralisação dos agentes da repressão. Os cretinos do PSTU em seu balanço chegam a dizer que a greve “foi o acontecimento mais decisivo da cena política do Ceará nos últimos anos. A unidade entre trabalhadores militares e as demais categorias de trabalhadores foi conseguida e colocou o governo Cid contra as cordas... A força do movimento imobilizou o governo e se perdurasse por mais alguns dias estaria colocada a palavra de ordem ‘Fora Cid’ com força de massa. Não é exagero falar que se não estivemos frente a uma crise revolucionária no Ceará (governo suspenso no ar, não conseguia governar), certamente estivemos à beira de um quadro social e político com esse signo” (sítio PSTU, 04/01/2012). Esses canalhas, os mesmos que apoiaram os “rebeldes” da OTAN na Líbia em nome da farsesca “revolução árabe” e agora defendem a “oposição” da CIA na Síria, além de terem traído abertamente a greve dos professores estaduais do Ceará, cinicamente apresentam a reacionária greve policial que espalhou o terror fascista nos bairros proletários como a antessala de uma “crise revolucionária”. O que ocorreu na realidade foi o recrudescimento das tendências fascistizantes entre a população, particularmente na classe média, que apoiou a greve clamando por mais segurança, ou seja, reforço do aparato policial para defender a propriedade privada e seus negócios! Esses charlatões morenistas chegam a afirmar que “Os soldados e sindicalistas transformaram essa estrutura do aparato militar em uma espécie de ‘soviet’ de onde saíram às principais decisões que paralisaram as autoridades e isolaram o governo frente à sociedade” (idem) quando, na verdade, ficaram isolados e desmoralizados nas categorias que dirigem (construção civil e rodoviários), não conseguindo paralisá-las como desejavam justamente porque esses trabalhadores, que sentem na pele a repressão da PM quando fazem greve, não viram qualquer motivo em paralisar suas atividades em “solidariedade” a seus repressores algozes! 
Já o PCB, que integra o governo municipal do PT, usou todo malabarismo político para justificar seu apoio à greve reacionária da PM, alegando que “Apoiamos a greve na perspectiva de um processo pedagógico e educativo, capaz de aproximar policiais e bombeiros do conjunto das reivindicações da classe trabalhadora, sem perder de vista, entretanto, os limites impostos pelo caráter retrógrado e reacionário da própria instituição policial. O saldo maior desta greve não se trata somente de mais uma pauta por reajuste salarial, mas evidencia-se na oportunidade ímpar de reiterar nossa denúncia à indiferença do Governo Cid Gomes frente ao conjunto do funcionalismo público estadual e na iniciativa de nós, comunistas, buscarmos neste momento influir estimulando a conscientização dos sujeitos deste processo com fins de identificar no seio de suas reivindicações o mesmo objetivo da classe trabalhadora” (sítio PCB, 04/01/2012). O PCB trata de fazer tudo o contrário do que nos ensina o abc do leninismo, ou seja, tenta identificar objetivos políticos comuns (inexistentes) entre as reivindicações dos trabalhadores com as demandas reacionárias de seus algozes de farda, que estão voltadas justamente para melhor reprimir os explorados. Como nos ensinou Lenin, os policiais não fazem parte da classe trabalhadora, são um destacamento ideologicamente preparado para “servir” a burguesia em seu ódio de classe mais profundo contra a população pobre, não foi por acaso que os mais destacados “líderes” grevistas da PM do Ceará são os mais identificados com a selvagem repressão a população negra e pobre dos bairros periféricos de Fortaleza. Os novos sindicalistas “companheiros” do PSTU e PCB são na verdade policiais com larga trajetória de crimes e barbaridades cometidas contra os trabalhadores.
Diferente do que nos tenta vender a moribunda “oposição de esquerda”, o deslocamento à esquerda dos setores baixos das FFAA (cabos e soldados), unindo-se e subordinando-se a disciplina do movimento operário só ocorrem em situações pré-revolucionárias, ou seja, em uma conjuntura diametralmente oposta a que levou esses partidos, em seu sindicalismo vulgar, a apoiar uma greve que defende o melhor aparelhamento da repressão e está sob a direção dos setores mais reacionários da tropa. Em situações pré-revolucionárias, é possível ocorrer manifestações progressivas que levem a insubordinação da tropa em relação ao comando, produzindo o rompimento da hierarquia militar. Foi assim na revolta da chibata de 1910, ou no levante dos cabos e soldados da marinha brasileira às vésperas do golpe militar de 1964. Os revolucionários devem aferir o apoio a estes movimentos a partir de critérios eminentemente políticos e não economicistas, impulsionando a defesa dos direitos políticos e democráticos da tropa e rechaçando os movimentos de caráter reacionários como as greves policiais que reivindicam melhores salários para aperfeiçoar sua atuação na repressão aos explorados.
Para um deslocamento à esquerda da tropa em situações de extrema radicalidade da luta de classes, é necessário combinar as reivindicações democráticas de eleição de todos os oficiais, liberdade de circulação de literatura política nos quartéis, direito de sindicalização e de filiação partidária, etc. a uma propaganda que aponte para a destruição da casta militar de verdugos da burguesia em favor de um exército revolucionário dos trabalhadores. O trabalho de propaganda revolucionária no interior da tropa deve avançar, em uma etapa pré-revolucionária, para a formação de sindicatos vermelhos da suboficialidade, que tenha como objetivo estabelecer a aliança entre cabos, soldados e operários, quebrando completamente a cadeia hierárquica e as ordens do alto comando, a serviço da burguesia, sobre a tropa. Ao mesmo tempo, esta tarefa deve combinar-se com o armamento dos explorados, com a democratização da instrução militar e com a formação de milícias operárias, para que os trabalhadores possam desarmar, expropriar os capitalistas e destruir o Estado burguês e seus organismos de repressão, através da revolução proletária. O programa revolucionário luta por destruir as instituições do Estado burguês e não reformá-las ou democratizá-las como prega a esquerda reformista. Somente a construção de um autêntico partido revolucionário pode conduzir o proletariado à vitória contra a ditadura da burguesia e seu aparato repressor, fazendo ir pelos ares sua máquina de guerra assassina contra os explorados!