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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Maratona Báltico 2013 - 020 : Passeio nos fiordes da Noruega

Quem vem acompanhando os relatos vai perceber que deixamos de escrevê-los desde São Petersburgo. De lá para cá passamos em Helsinque e Oslo, sem tempo para escrever porque virou maratona orientada principalmente pelo uso de cartões de desconto em museus e gratuidade em transportes, que acabam permitindo mais deslocamentos e atrações. Quando retornar da viagem farei os posts "póstumos" sobre os lugares onde não escrevi.

Na programação original um dos grandes atrativos seria o passeio pelos fiordes da Noruega, voltados para o Mar do Norte. Nada a ver com o Báltico, seria uma atividade de oportunidade para ser feita logo após Estocolmo, mas a previsão de mau tempo nos fez abortá-la. Seguimos o circuito e agora, no retorno, a partir do acompanhamento diário da meteorologia, chegamos à conclusão que haveria uma brecha no mau tempo na segunda e terça. Depois formos saber que Bergen, o portal dos fiordes, é a cidade onde mais chove na Europa, algo em torno de 300 dias por ano. E para nossa felicidade, que o Instituto de Meteorologia da Noruega é muito competente e tem previsões que confirmamos no passeio.

Essa previsão aconteceu no domingo pela manhã. Vínhamos postergando a compra de passagens e hotéis dos trechos posteriores apostando nessa viagem e corremos o risco. Um risco caro, porque nada é barato nessa região, chegando a ser mais cara que Oslo, que já é absurdamente cara.

Compramos a passagem de trem da NSB (estatal de ferrovias) saindo de Oslo às 8:40h da estação central (próxima ao nosso hotel) e chegando a Bergen às 14:1h. Essa ferrovia foi um desafio de engenharia no século XIX, porque sai do nível do mar, sobe a mais de 1000m e retorna ao nível do mar passando por alguns dos maiores túneis ferroviários do mundo. Como não acompanhei a previsão do tempo nas paradas intermediárias, fomos surpreendidos por uma leve nevasca no ponto mais alto, em Finse e Myrdal. Foi a primeira, em pleno verão.

Na descida para Bergen o tempo foi gradativamente melhorando, e há chegamos com sol, mas sabendo que choveria ao final da tarde. Deixamos as coisas no hotel e rapidamente fomos aos principais atrativos, como o quarteirão do cais tombado pela Unesco, por onde passaram quase 800 anos da Liga Hanseática, uma importante organização de comerciantes que movimentou o comércio em portos de vários países na idade média.

Neve em Finse
Depois pegamos o funicular no plano inclinado que leva ao Monte Floyen, de onde se tem uma vista não apenas da cidade, mas do arquipélago que fica na foz de alguns fiordes. Mais uma vez o tempo instável nos pegou com uma pancada de chuva que depois melhorou o cenário para fotos. Descemos a pé passando por conjuntos de casas belíssimas, em madeira, coisa mais que secular.

No dia seguinte fizemos a maratona dentro da maratona: o passeio do esquema Norway in a Nutshell. A primeira tensão foi termos comprado o pacote sem os 3 dias de antecedência que eles pedem, recebendo o código para pegar as passagens na estação de trem somente no fim da segunda-feira para viajar na terça. Depois foi o cumprimento dos horários, sincronizados entre os vários modais de transporte.
Neve em Myrdal

Esse pacote é muito interessante pela flexibilidade de transportes, hotéis, horários e percursos. Sabendo que poderia chover pela manhã, abrir o tempo à tarde e chover de novo à noite, optamos pelo passeio que nos levaria de trem até Voss (1:10h de Bergen no sentido Oslo), imediatamente pegar um ônibus na estação rumo a Gudvangen (1:15h), esperar alguns minutos pelo ferry para o passeio de mais de 2h por um trecho do Sognenfjord até Flam e de lá o trem (1h de viagem) até Myrdal e de lá retornar a Bergen. O esquema deu certo e ao fim da viagem de barco o sol já tinha aparecido. Mesmo assim antes não choveu.

Bergen - Monte Floyen
Bergen - Parque central
O ônibus que faz o trecho Voss-Gudvangen pega uma estradinha que passa por vales estreitos com cenários fantásticos, onde grandes cachoeiras chamam a atenção. No passeio de barco o espetáculo de beleza continua com os paredões do fiorde com cachoeiras em grupo, algumas com quase 200m de queda, e as cidades ribeirinhas que fazem a alegria dos fotógrafos. Chegando a Flam fomos ao museu da construção da ferrovia Flam-Myrdal, inaugurada em 1940 para fazer a ligação com os fiordes, um desafio de engenharia, com trechos íngremes, muitos túneis, inclusive um em formato de grampo (hairpin) e cenários deslumbrantes. Chegando a Myrdal há havia um trem na estação, que não era o do nosso horário agendado, mas coincidentemente ia para Bergen e conseguimos viajar nele, retornando às 17:40h. Cansativo mas é daquelas coisas que se diz "vale cada centavo". Mais de 900 fotos batidas.

Cais de Bergen
O bom tempo no fim da tarde ainda nos animou a caminhar pelas ruas de um bairro numa península entre portos, secular, próximo à universidade, também muito bonito. Ao descermos a uma das áreas portuárias encontramos sob um prédio moderno, onde existe o serviço de informações, diversas peixarias. Numa delas encontramos um espanhol que morou no Brasil por 2 anos e falava português fluentemente, que nos explicou que eles fariam na hora o peixe escolhido. Apesar das nossas restrições orçamentárias, vimos que um prato de bacalhau fresco (para o norueguês o nosso bacalhau salgado é "coisa de gringo", com boa quantidade e acompanhamentos sairia mais barato que no Brasil. E também esclareceu o mistério da cabeça do bacalhau, que ninguém nunca viu. A cabeça é imediatamente descartada pelos pescadores pois faz o peixe apodrecer, ao contrário dos demais onde é importante manter  a cabeça. Foi a nossa despedida digna desse dia inesquecível.

PS: post em construção. Internet muito lenta no hotel. Daqui a pouco postarei as fotos do passeio.







sábado, 14 de setembro de 2013

Obama : Prêmio Nobel da Paz deveria ser revisto

Nobel Peace Center - Oslo - Noruega
A Noruega é o país mais rico do mundo com melhor distribuição de renda e mais alto IDH. Não faz parte da Comunidade Européia, tem moeda própria e petróleo. Não tem intriga com nenhum vizinho, mas pertence à OTAN. Seu Parlamento indica o Comitê Nobel, que seleciona anualmente o prêmio da categoria Paz (os demais são escolhidos na Suécia). Precisavam fazer média com Barack Obama dando-lhe um Nobel da Paz com poucos dias de governo aparentemente por motivos que vão do equívoco à bajulação?

Na exposição permanente do Nobel Peace Center, em Oslo, há uma sala com mídias mostrando todos os laureados com o Nobel da Paz. Noutra, com maiores detalhes, há os premiados com suas justificativas. O que levou o Comitê a dar o prêmio precipitado a Obama? Está lá na plaquinha, e pelo escrito o prêmio foi para que o advogado de direitos humanos Barack Obama, eleito presidente à época da escolha, reforçasse o multiculturalismo (primeiro presidente negro) e seguisse com coerência sua carreira á frente da mais poderosa nação militar do mundo:

Nobel da Paz em 2009 : "I have a gun"
Nobel da Paz em 1964 : "I have a dream"
"Obama tem a visão de um mundo sem armas nucleares e foco na colaboração multilateral. Promoveu o diálogo e negociação como instrumentos para resolver conflitos internacionais"

Parece que não agradaram, e uma outra idéia está estampada no mural:

"Reações ao prêmio : Críticos da seleção de Obama questionaram a concessão, pela qual o Comitê Nobel focou nas suas intenções mais que nas suas realizações. O chefe do comitê Thortgen Jagland respondeu referindo-se ao desejo de Nobel e que o prêmio deveria ir para aqueles que fizeram algo pela fraternidade internacional e cooperação no ano precedente. Martti Ahtisaari, Prêmio Nobel de 2008, disse acreditar que o Comitê Nobel queria encorajar Obama nos assuntos da sua agenda internacional. A resposta do próprio Obama foi: "Eu irei aceitar esse prêmio como um chamado para a ação".

Se o Comitê Nobel acertou em 1964 premiando o afrodescendente norte-americano Marthin Luther King pelo seu destaque na luta por direitos civis, que resultou no fim do apartheid nos EUA (e por extensão em permitir que Obama no futuro se elegesse) e teve como preço sua própria vida em 1967, com Obama pisaram na bola. O prêmio para Obama estava mais ligado a um outro desejo de Nobel, aquele de inventar a dinamite para explodir coisas.

Do prêmio para cá o "pacífico" Obama desprezou a soberania de países, mandou assassinar lideraças políticas, bisbilhotou pessoas, governos e empresas pela internet, apoiou  a guerra civil na Líbia, a desintegração do Egito em uma potencial nova guerra fratricida, o expansionismo de Israel, manteve a tensão com o Irã e agora prepara seus bombardeios para detonar Damasco e o que resta da Síria.

Será que cabe recurso ao Comitê Nobel para cassar um prêmio equivocadamente concedido?





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Maratona Báltico 2013 - 001 : Vai começar a maratona

Partimos no domingo para uma viagem à Europa tendo como focos a região do Mar Báltico, parte da Escandinávia  e Lisboa. Se no ano passado chamamos a viagem de "expedição", o projeto de 2013 deverá se chamar "maratona", porque atravessaremos países ocidentais mais similares com a nossa cultura, porém em maiores intensidade e velocidade dados os altos custos de vida.

Noruega, Suécia e Dinamarca são países caríssimos. Segundo o site Numbeo, que mostra preços e compara custos de vida em diversos países, a Noruega, o mais caro do roteiro, tem preços aproximadamente 60% mais caros que os do Brasil. Um litro de gasolina custa 50% mais caro, mesmo sendo o país exportador de petróleo. O roteiro foi planejado para conhecer o máximo no mínimo de tempo, e os recursos projetados mais para a sobrevivência que para o conforto.

De modo geral o transporte será sempre mais caro, variando de país a país. Nossa experiência única com empresa aérea low-cost (nunca mais, a princípio) nos fez procurar e encontrar a Norwegian, que pelo menos na Escandinávia tem vôos muito competitivos. Cobra a bagagem por fora, mas o impacto não chega a ser muito grande. Um detalhe: os vôos de e para o Brasil tèm bagagem gratuita de duas malas de 23 kg, mais 5kg da bagagem de mão. Entre os países da Europa (não sei se apenas da Comunidade Européia) a regra é 20kg em tickets normais, 10kg nos vôos low cost, e paga em trechos especiais. Sempre em classe econômica.

A meta será percorrer, com densidades de informação e conhecimento bem superior aos tours oferecidos pelas operadoras de viagens, nada menos que, pela ordem: Suécia, Noruega, Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia, Finlândia, Rússia, Dinamarca e Portugal. Grana contadinha, resultado de sacrifícios de poupança, reduzida por uma desvalorização cambial da ordem de 20% em relação ao ano passado, exigindo mais esforço de concatenação e racionalização dos recursos, e principalmente de barateamento.

Mudamos a metodologia de planejamento em relação às viagens passadas, que consistia em listar as atrações e estimar os tempos necessários, e depois sair cortando muitas coisas quando o roteiro era fechado. Ou não executando o plano, o que trazia frustrações a algumas expectativas. Não dá para falar do conteúdo de um museu por uma foto na fachada, ainda mais para quem vai fazer abordagens sócio-antropológicas dos povos e culturas visitados. O método agora foi ler o que as empresas de turismo oferecem nos seus passeios panorâmicos tipo "salta, bate a foto e vamos embora" e ter uma idéia do todo, sem detalhamentos, e usar isso como base para iniciar o plano.

Listamos os países em volta do Báltico, ao qual agregamos a Noruega para concluir a Escandinávia e estimamos o tempo total. A princípio entraria o norte da Alemanha, com Hamburgo como alvo, mas as sete versões até chegar à definitiva acabaram escanteando essa cidade, pelo empo e pelo custo global, que poderá entrar (quem sabe, se não continuar essa desvalorização grande) num roteiro com Holanda, Bélgica, etc. Acrescentamos Lisboa porque é o lugar de entrada e saída na Europa, sem pretender conhecer Portugal mais a fundo, coisa para outra oportunidade (espero que haja). 

A cada cidade dedicamos, pelo menos, um dia completo entre dois pernoites no local, exceto as projetadas para ida e volta no mesmo dia, como Auschwitz, junto a Cracóvia, na Polônia, ou Veliky Novgorod, próxima a S. Petersburgo. Caso haja necessidade de reprogramação por alguma variável imprevisível, as primeiras a saírem do roteiros serão essas excursões "day trip". 

Feito isso, e ainda sem colocar como prioritária a programação local, alocamos os tempos em cada lugar, já articulados com os meios de transporte, seus horários e conexões com outros sistemas. Em nenhum outro plano sabíamos o que fazer ao chegar ao aeroporto, local onde tem os terminais de saque, local do ônibus, trem ou metrô, quanto custa, horário, onde saltar, caminho até o hotel, etc. É nessas conexões que estão as maiores perdas de tempo e riscos. 

Para chegar a esse nível de detalhe tivemos previamente que localizar os pontos de hospedagem. Uma rápida passada pelo Google Earth mostra onde ficam os hotéis, e junto a eles devem estar as principais atrações do mundo turístico, que não é exatamente a nossa praia mas serve de referência. Hospedagem perto de pontos de metrô, trem, ônibus são importantes para evitar táxis, mundialmente caros e aqui e ali nas mãos de máfias que exploram turistas. 

Queimada essa etapa de definição de datas, locais e tempos disponíveis partimos para a primeira orçamentação. Separamos numa planilha, para cada dia, despesas prováveis com alimentação, hospedagem, transporte local e ingressos, que são gastos cotidianos. Noutra estimamos, para cada trecho, os custos dos diversos modais de longa distância, já considerados os preços de conexão como metrô do aeroporto, táxi e outros que fazem parte do custo de movimentação. 

Dessa primeira estimativa chegamos a um valor final, que comparamos com os dados de outras viagens que fizemos. Aí vem a fase de refinamento do orçamento, coletando alguns preços, pegando os horários mais baratos de vôos, as opções de hotéis, hostéis, campings, apartamentos de temporada, etc. O mais difícil é aumentar a eficiência dos roteiros, o que leva a diversas versões de planejamento. 

Ajustados esses preços e trazido o orçamento para níveis aceitáveis, dentro da poupança prévia (não pagamos nada em cartão, principalmente agora com desvalorização contínua do Real), aí começa a viagem de verdade. A parte do "o que vamos fazer por lá". Geralmente visitamos um museu que mostre a cultura e a história do povo do país, um mercado popular, um supermercado, shopping, um bairro afastado (fora da zona turística), uma atração exclusiva do lugar (exemplo: Catedral de Sal, em Cracóvia), elementos históricos e arquitetônicos e, claro, aquilo que tem nos guias turísticos também. 

Aí é que se diz de fazer uma maratona, porque há metas a cumprir. Ninguém sacrifica um dinheiro enorme (pelo menos eu acho) para ir a outro país ficar o dia inteiro num boteco lendo jornal. Isso é coisa para burguês, não para o que minha avó chamava  de "remediados". Hotel com mil coisas não é para nós. O que importa é ter um ponto de apoio limpo, seguro, bem localizado, com o essencial, que é banho, cama e internet. 

Não reservamos tudo de uma vez pelo risco de ter que replanejar a partir de algum incidente fortuito. E porque depois  para pedir ressarcimento é infernal. Em geral compramos com duas semanas de antecedência. E é na hora de pegar preços, já sabidas as datas, que aparecem ciladas que demandam replanejamentos. Nesta viagem, por exemplo, vi os preços de hospedagem anormais no início de setembro em S. Petersburgo, e praticamente tudo ocupado. Abri o site de um jornal local e soube que haverá uma reunião do G-20 nessa época por lá. Aí tivemos que rever tudo para não chegar nem pouco antes nem logo depois. E o Blog do Branquinho não tem patrocinadores para fazer coberturas de eventos desse tipo. 

Também foram projetados "planos B" para o caso de necessidade de retorno antecipado ao Brasil. A favor da segurança também levamos todos os endereços e telefones das representações brasileiras nos diversos países para a necessidade de pedir algum tipo de ajuda. 

Quanto às línguas desconhecidas, não temos nenhum problema com isso. Já não falamos japonês, chinês, coreano, búlgaro, checo e outras línguas quando estivemos nos países que as falavam. O alfabeto cirílico da Rússia não é problema, basta transliterar e descobrir que a palavra resultante também não diz nada. E aqui e ali a gente aprende umas palavras-chaves como "perigo", "entrada", "saída", banheiros, bom dia, boa noite, obrigado, desculpe e "por favor", que geralmente abre muitas portas da comunicação. Em suma: valem a mímica, bad english, algumas poucas palavras nas línguas nativas e improviso. 

Dirigir também não é problema, desde que se tenha uma Permissão Internacional para Dirigir, que se tira no Detran de qualquer lugar. Nela tem todos os seus dados traduzidos em diversas línguas que servem para o policial pelo menos saber que o motivo para ele te parar deveria ser do teu conhecimento. A questão está no mapeamento, porque nem sempre GPS é a melhor orientação, e olhar mapas com o carro andando também pode não ser saudável. E ler o que está nas placas, como "pare : abismo adiante".

O uso de cartão de saque na moeda local facilita muito. Vamos encarar euros, coroas dinamarquesas, norueguesas e suecas, zlotis poloneses, lats letonianos, litas lituanos e rublos russos. Mais uma vez entra o planejamento, pois o saque tem que ser na medida do gasto estimado para depois não ter que fazer câmbios desvantajosos ou ficar de lembrança com dinheiro estrangeiro. E cada uma exige contabilização independente, para ao final da viagem podermos analisar os gastos. Dá trabalho, mas não é mistério. E para ver preços em vitrines basta saber uma regra tipo "em coroas se divide por 2,5 que dá o resultado aproximado em real". Complicado? É só multiplicar por 4 e dividir por 10.  Tranquilo.

Para esta viagem aprimoramos o armazenamento dos registros. Diariamente mandaremos tudo para armazenamento na internet, deixando de ser necessários os muitos backups que fazíamos prevendo o risco de nos roubarem tudo e perdermos até as fotos. Isso renderá menos trabalho no hotel. Também teremos mais acesso a redes wi fi gratuitas onde passarmos, e até a comprar chips para ter internet em tablet, celular ou notebook em qualquer lugar. Devemos ganhar tempo com isso, pelo menos espero. 

Aprimorarmos as bagagens a ponto de achar que está faltando muita coisa. Preparamos uma lista com praticamente tudo que se precisa em viagem e a partir dela fazemos a verificação. Como na viagem passada deu certo lavar roupas tipo "dry fit" nos hotéis, que secam rapidamente e não precisam passar, agora só levamos suprimentos para 10 dias. 

A meteorologia aponta para mínimas de 5 graus e máximas de 25 em todo o período, o que resulta em casacos mais leves, com impermeável. Como os vôos na Europa têm apenas uma mala de 20 kg gratuita e o sobrepeso custa uma fortuna,  uma viagem longa deve começar com muito pouco peso, no máximo uns 12 kg, deixando-se as compras mais pesadas para a última parada. Se comprar, porque em geral as coisas são mais caras, a grana é curta e lembrancinhas obedecem à regra geral do "é não dando que não se recebe" que adoto em relação também a presentes de aniversário. 

Faremos de tudo para postar diariamente, o que será facilitado porque teremos muitos trechos trens e ônibus, alguns com internet. No ano passado fiquei de escrever um livro sobre a viagem à Ásia. Não tive tempo,  por isso devo escrever mais nesta viagem. Para acompanhar há um campo à direita na página do Blog onde se pode colocar seu e-mail e receber as atualizações. 


terça-feira, 17 de abril de 2012

Noruega : Tribunal vira palanque para nazista

Alheio ao sofrimento das famílias que tiveram seus entes queridos liquidados por suas balas e bombas, o terrorista de extrema-direita Anders Breivik diz que faria tudo de novo. Entrou no "palco" fazendo uma saudação neonazista, sorriu por boa parte do tempo, disse que agiu em legítima defesa contra a invasão muçulmana na Noruega e na Europa, e se considera um herói da resistência. Só se emocionou quando foram mostrados os seus textos que propagam o ódio xenofóbico.

Apesar do julgamento não estar sendo transmitido pela TV, o que sai da sala do júri é suficiente para dizermos que Breivik está à vontade para propagar a outros nazistas os seus ideais, fazendo uma jogada muito inteligente: diz o que quer para que o júri o ache incapaz, mas o que diz é verdade para outros direitistas, que vão torná-lo um mártir. Seu advogado alega a incapacidade, mas o tribunal, na ânsia de mantê-lo em prisão perpétua, tende a não aceitar a tese da insanidade.

Resumo: se for considerado incapaz, muitos não acham isso; se for considerado capaz, a justiça homologará como racional tudo o que diz. É previsível que aqui e ali outros criminosos doentios como ele venham a repetir seus "feitos", e que haja movimentos pela sua libertação. Pior que as bombas e balas será a divulgação das suas idéias.