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segunda-feira, 26 de março de 2012

Bancos : E-mails de golpes ou desorganização?

Recebi mais um e-mail suspeito de golpe, que seria parte de uma campanha de cobrança feita por empresa de recuperação de ativos em nome de um grande banco privado. Examinando o material, apareceram as estranhezas, tipo :
- o e-mail era endereçado a uma pessoa, com o meu e-mail;
- não existia nenhuma referência na internet à empresa de cobrança, a não ser um site da empresa, bem organizado, onde para acessar qualquer coisa já capturava o seu perfil e e-mail, o que não é usual para empresas que têm sites na internet;
- havia um título impresso, com valor promocional de liquidação de uma dívida, em arquivo de formato PDF, onde o cedente era uma terceira empresa, e não o banco em nome do qual se fazia cobrança. Essa empresa também não tinha nenhuma indicação na internet, a não ser em uma parceria com uma universidade um site indicando uma empresa séria, espanhola.
- não tinha nada tipo "CLIQUE AQUI", que geralmente faz instalar algum arquivo malicioso, mas um arquivo PDF anexado. É possível passar vírus em PDF, por isso só o visualizei, sem salvar ou abri. Mesmo assim seria algo muito sofisticado para bandidos desqualificados aplicarem golpe.

Antes de fazer a denúncia no blog, segui a via protocolar: abri a página do banco e procurei algum "fale conosco", o que usualmente não existe. Tentei o SAC. Mandaram para o atendimento a clientes. Consegui falar com uma atendente, que abriu um protocolo. Insisti em enviar o material para o setor de segurança de TI. Ela me passou um e-mail do próprio SAC para onde poderia mandar o e-mail, falando do número do protocolo.

De lá, veio uma resposta "carimbada" tipo "o banco xxx não manda e-mail", mas nele veio o e-mail da área de segurança. Mandei tudo para lá contando a estória. Responderam que só atuam em casos onde o golpista cita o nome do banco (o que está nos elementos dos e-mails) e que aquele e-mail é privativo para evidências de golpes, praticamente desconsiderando a minha mensagem. Mesmo sem uma resposta, tipo "é golpe", que era o meu interesse maior, guardei o e-mail e agora mando para lá toda porcaria que recebo em nome desse banco.

Não classifiquei logo como "golpe" porque também é possível que o banco seja uma dessas badernas que repassa os dados sigilosos dos clientes para empresas terceirizadas de cobranças, que fazem o que querem com as informações. Nesse caso, recebi informações de um cliente, que não conheço, nem sei se existe. Sei tudo dele, até endereço. Dá vontade de mandar para a pessoa cujos dados foram devassados todo o material que recebi, para que cobre do banco mais cuidado com o tal sigilo bancário. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

BB : Assaltantes de agência obrigam reféns a cantar parabéns

Seria cômico se não fosse trágico: criminosos assaltaram a agência do Banco do Brasil em Baixa Grande (BA), a 250 km de Salvador, e depois de recolherem o dinheiro, obrigaram os reféns a cantar "parabéns prá você" em homenagem a um dos membros da quadrilha. Depois saíram atirando ao melhor estilo faroeste. A notícia é do Terra Brasil.

Esse é mais um caso bizarro que, felizmente, não acabou em mortes. Certa vez em Fortaleza uma quadrilha entrou usando capacetes numa agência bancária. Um dos bandidos ficou tomando conta da porta, usando capacete para não ser identificado. Um amigo que vinha pela calçada viu o povo todo dentro do prédio com as mãos para cima e achou que era alguma celebração religiosa, de louvação... Entrou no prédio e acabou rendido. Na mesma agência, uma funcionária que falava ao telefone, irritada com a barulheira (muita gente, mais os gritos) e se escondeu embaixo de uma mesa para continuar atendendo o cliente. Não percebeu o assalto...

Muitos casos como esses acontecem e traumatizam ou ferem os bancários, muitos porque os banqueiros menosprezam a segurança acreditando no seguro sobre os valores e bens. E fazem isso nas suas próprias unidades. Agora que terceirizam o trabalho bancário com lotéricas, correios, correspondentes bancários e outras formas de burlar os direitos da categoria é que não se preocupam mesmo. Nem com prédios de terceiros quando caixas eletrônicos são explodidos. Cada bancário ou ex-bancário, infelizmente, tem muitas estórias de violência para contar, inclusive as mais bizarras. Aproveite os comentários do blog para contar a sua.