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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

YOUTROUXA 0059 : "Joaquim Barbosa é vítima de campanha difamatória"

Apesar de assistirmos em todos os meios de informação o massacre diuturno ao PT, a Lula, Dilma e agora em especial aos "mensaleiros", há quem pense que isso não é uma campanha difamatória, mas faz parte da democracia.

O que se faz com o José Dirceu é criminoso. Ele precisa de um emprego para poder gozar do seu direito ao regime semi-aberto ao qual foi condenado pelo STF. A Globo vai atrás de acabar com a empresa, no caso um hotel de Brasília, na qual trabalharia e monta um circo, botando sob a lona até os juízes Marco Aurélio Melo e Gilmar Mendes. A Globo pratica o crime de lista negra (ofensa ao pleno emprego - art. 170 da Constituição Federal) , ou seja, estimula que ninguém empregue uma pessoa. Milhões assistem a isso enquanto jantam. E isso não é perseguição.

Quando meia dúzia de gatos pingados, perdidos entre blogs nanicos e publicações na internet teimam e opor a essa "verdade única" da minoria rica e poderosa, aí é perseguição. Não se pode dizer que o ministro Joaquim Barbosa tem um apartamento de 1 milhão de dólares (fato) em Miami, comprado através de uma empresa que não poderia ter (fato) e não podia registrar no apartamento funcional (fato), que tem um filho trabalhando com o Luciano Huck na Globo (fato) e que tem um processo do pai do Huck sob seus cuidados (fato), que recebeu uma medalha em Minas dos tucanos (fato), que sequer olhou para a gritante prova nos autos do processo que dizia que o dinheiro da Visanet não era público (fato) e isso serviu para aumentar penas e dar cadeia a alguns (fato), usou o "domínio do fato" para estender o crime de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha a José Dirceu, contra o qual não tem nenhuma prova (fato). O processo do primeiro "mensalão" está há 10 anos parado e pode ser prescrito em menos de seis meses sob sua guarda (fato), e nada faz para encaminhar numa aparente atitude de discriminação. Enfim, há o que se criticar da sua postura como servidor público à frente da maior corte do país.

Dizer que Joaquim Barbosa abusou dos seus poderes é fato. A OAB quer investigação sobre o show midiático das prisões dos "mensaleiros do PT" em 15 de novembro, onde todos se entregaram mas irregularmente um avião da Polícia Federal os levou até Brasília por nada, apenas para gerar imagens televisivas (exclusivas, claro) na Globo de "mensaleiros saindo do camburão aéreo". E depois substituiu um juiz da Vara de Execuções Penais porque quis fazer valer o direito dos condenados ao regime semi-aberto e colocou um filho de político tucano no seu lugar. Não é perseguição. Não é difamação. São atos que cometeu ao arrepio da legislação e devem ser investigados e pelos quais, se for o caso, deve ser punido.

O endeusamento de Joaquim Barbosa pelos meios de comunicação serve a vários fins. Temos no país mais injusto do mundo, em termos de distribuição de renda, 1% mais rico com 41% de toda a riqueza, que não se traduz numericamente em votos. Nas eleições vêm perdendo terreno à medida que as pessoas vão melhorando de vida e percebendo que as elites do capital não têm um projeto inclusivo. Como é que essa minoria ínfima se mantém no controle do Estado, não importa quem seja o governo? Usando suas cidadelas de poder, que acabam mandando que todas as demais instituições: STF, cúpula militar, religiões e mídia. Quando se denuncia os abusos de qualquer uma delas, a resposta é violenta, em especial pela mídia.

Barbosa é político. Pode ser candidato. Direito dele. O que não pode é usar o cargo para autopromoção, apoiada por uma mídia que quer estimular o ódio ao PT e Dilma na falta de propostas. Apenas ódio. Barbosa também pode servir a uma aventura militar, afinal, é o presidente da maior corte, facilitaria o reconhecimento por países estrangeiros interessados no nosso petró... digo, na democracia no Brasil. Segue o texto do filósofo Augusto de Franco que acusa os pequenos sites e blogs de orquestração difamatória contra Barbosa. No tempo que trabalhou para o governo FHC não havia dessas coisas, afinal, a mídia apoiava o governo e não havia redes sociais na internet para se contrapor às "verdades absolutas", que circula na internet em meio a comentários de fúria e revolta dos trouxas que veneram as criações da Globo:

UMA CAMPANHA SÓRDIDA DE DIFAMAÇÃO ESTÁ EM CURSO NO BRASIL

É de assustar. Já sei que é assim, mas sempre me assusto. Está em curso uma campanha sórdida de difamação de Joaquim Barbosa. A campanha é orquestrada. Vai desde a Carta Capital, passando pelos juristas amigos até Leonardo Boff (o teólogo que, depois das grandes manifestações de junho, se apressou logo a fazer um artigo dizendo que não se podia admitir o Fora Dilma; tudo bem com o Fora Alckmin, claro).

Claro que Joaquim tem defeitos. E muitos. Mas acho que ele tem até menos defeitos do que Péricles (que quis nomear seu filho com Aspasia de Miletocontra as regras da democracia dos atenienses). A democracia é assim. Não é feita de pessoas perfeitas (que não existem) e nem de heróis (ainda bem) e sim de pessoas comuns.

Não me consta, entretanto, que Joaquim tenha praticado algum crime. Não assinou falsos empréstimos (como fez o Genoíno). Nem montou uma quadrilha (como fez o Dirceu) para arrecadar recursos para um projeto de hegemonia de longo prazo (o que chamam de mensalão, confundido - a partir da esperteza do Consiglieri de Lula, Marcio Thomaz Bastos - em "mero caixa 2 que todo mundo faz" para enganar os trouxas).

Então, qual o crime do homem. É ríspido? É mesmo! Ao que se saiba isso não é crime tipificado em nosso Direito Penal. Eu às vezes também sou. Atropela as gentilezas corporativas e as normas civilizadas de salão e, via de regra (quando pode) decide monocraticamente? Sim. Mas nada disso também é crime. Qual o crime? Digam qual é o crime.

Usa a sua condição de negro? Ora, mas não foi Lula que o nomeou para o STF, inclusive pela sua condição de negro? Quer ser candidato (não sei se quer, tomara que não)? Ora, mas não é seu padrinho o campeão de ser candidato, aquele que transforma tudo (o que faz de legal) em disputa eleitoral (depois que aprendeu a usar a democracia contra a democracia)?

A campanha contra Joaquim Barbosa é movida pelo PT e pelo governo. Eles não se conformam com o fato de Joaquim não ter livrado a cara dos criminosos (dos poucos que foram às barras do tribunal). Eles acham que isso foi uma traição de Joaquim a quem o nomeou (porque pensam assim mesmo: em termos de vassalagem na ocupação e aparelhamento do Estado).

Não tenho nenhuma admiração especial por Joaquim Barbosa. Nada quero dele além da sua função de juiz. Não quero consertá-lo, adestrá-lo, edulcorá-lo, civilizá-lo. Quero apenas que não cometa crimes, tantos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e outros, como cometeram os seus difamadores. E, sobretudo, que não pretenda montar uma organização criminosa para reter o poder indefinidamente em suas mãos.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Midia Bandida 014 - Roubo de órgãos de pessoas vivas e o tucano oculto

Estarrecedor saber que tem gente que lucra roubando órgãos. O mais hediondo: de pessoas vivas. E que uma cadeia de crimes se associa a esse absurdo, da fraude ao desvio de verbas. O caso aconteceu na Santa Casa de Poços de Caldas. Quatro médicos foram sentenciados à pena de prisão, há um suicídio suspeito (dois tiros) e agora que um deputado tucano está sendo envolvido no caso o juiz do tribunal está sendo acusado de parcial e está sendo pedido seu afastamento.

E a mídia caladinha, afinal, em Minas tudo é blindado quando o assunto é PSDB. Coube ao jornalista Leandro Fortes, da Carta Capital, investigar e denunciar o caso que vinha sendo burocraticamente tratado pela grande mídia, sem virar o escândalo que realmente é. As informações são da matéria do link http://www.cartacapital.com.br/politica/a-dor-de-paulo-pavesi/

domingo, 27 de maio de 2012

Cachoeira também municiou matérias falsas da Época

A maré não está boa para as revistas do esquema de mídia golpista. Depois de se fingir de morta por umas semanas, a VEJA voltou a atacar, desta vez dizendo que Lula procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para pedir o adiamento do julgamento do Mensalão. Gilmar disse que o ex-ministro Nelson Jobim seria testemunha da tentativa de blindar Gilmar na CPI do Cachoeira em troca do adiamento. Jobim desmentiu. Jogada ao vento, mais essa mentira repercute nos esquemas Globo, Folha, Estadão e, claro, no PSDB e no que sobrou do DEM

A revista Carta Capital desta semana, numa reportagem de Leandro Fortes, mostra que Cachoeira também plantou informações na revista Época, do grupo Globo, para derrubar uma empreiteira concorrente da Delta em Goiás. A água de Cachoeira começa a entrar pelo portão da Globo. Agora até o vice de Dilma, Michel Temer, começa a aparecer como elo entre a Globo e o Planalto.


Temer, os Marinho e a CPI


Encontros. Em três semanas, o vice-presidente e João Roberto Marinho jantaram duas vezes no Jaburu. Foto: Adriana Scapa/AE
Na tarde da terça-feira 22 um assessor do vice-presidente da República, Michel Temer, Márcio Freitas, fez uma ligação urgente para a redação em Brasília de Época, revista semanal da Editora Globo. Do outro lado da linha, o diretor da sucursal, Eumano Silva, ouviu a informação de que circulava um zunzunzum entre alguns repórteres da capital: a Polícia Federal havia localizado nos autos da Operação Monte Carlo interceptações telefônicas nas quais Silva e Idalberto Matias Araújo, o Dadá, combinavam a publicação de uma reportagem contra uma concorrente da Delta Construções, a empreiteira-mãe da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Freitas informou ainda a Silva sobre a suspeita de que as informações colhidas pela PF haviam vazado para CartaCapital. “Há o boato de que você está sendo demitido por isso”, disse o assessor de Temer ao chefe da sucursal de Época. “Eu não sei de nada, continuo diretor”, respondeu Silva, segundo relato do próprio Freitas.
A essa altura você já deve ter se perguntado sobre o motivo do interesse de um assessor do vice-presidente em conferir com o diretor de Época a veracidade ou não de um boato sobre suposta reportagem de revista concorrente. Simples: desde o início de maio, Temer tornou-se uma espécie de mensageiro da família Marinho. O vice de Dilma Rousseff tem ouvido e repassado os recados do grupo que comanda a Globo ao governo e aos integrantes da CPI do Cachoeira. E que pode ser resumido em um ponto: a mídia não pode virar alvo na CPI. Como naquelas brigas de gangue, vale o ditado “mexeu com um, mexeu com todos”. Isso inclui deixar de fora a mais explícita das relações do bando de Cachoeira com os meios de comunicação: aquela estabelecida com a revista Veja.
*Leia matéria completa na Edição 699 de CartaCapital, já nas bancas