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terça-feira, 19 de março de 2013

Páscoa : Preços crucificam cristãos

Imagem que circula no Facebook, origem desconhecida
Desde quando coelho passou a botar ovo e por alguma razão a ressureição de Jesus Cristo foi associada a chocolate tem gente ganhando muito dinheiro em cima das tradições cristãs. Ainda têm o bacalhau e os peixes em geral, em substituição à carne vermelha.

Tudo isso tem preços aviltantes nesta época. Uma caixa de bombons Garoto, aquela amarelinha tradicional, pulou de R$ 5,50 para R$ 7,99 por um milagre. Um quilo de chocolate transformado em ovo tem preços estratosféricos.

Para dar idéia do absurdo, no ano passado escrevi o post "Páscoa : O milagre da multiplicação dos preços", onde registrava que a barra de chocolate de 170 gramas (toda hora diminuiu de tamanho) custava R$ 4,00. Hoje está na faixa dos R$ 6,00.

Como tem mais gente insatisfeita com isso, já circulam pelo Facebook campanhas para boicote aos ovos de páscoa, como a da imagem. Tem mais é que fazer isso mesmo, principalmente com artigos supérfluos, de luxo. A campanha mostra que um ovo de páscoa de 190g custa o mesmo que 1 kg de picanha. Uma troca estranha para a Páscoa, justo quando os cristãos devem evitar a carne, e ofensiva a eventuais chocólatras veganos, mas educativa para mostrar o absurdo do preço. de R$ 121 por quilo do chocolate do ovo.

Um boicote com encalhe do chocolate seria muito interessante para fazer ver aos gananciosos da cadeia produtiva do ovo de páscoa que preços extorsivos têm limites. Compre comida. 

sábado, 2 de março de 2013

Rio : Carestia geral também na Páscoa

O clima de exploração previsível para os grandes eventos internacionais, como a Copa das Confederações, parece ter contaminado toda a economia carioca. As diárias dos hotéis já estão tão altas que, no ano passado, muitas delegações deixaram de vir à Rio + 20 por não poderem pagar pelas hospedagem. Os preços em bares e restaurantes estão superiores aos praticados em capitais mais caras do mundo. O transporte é caro (e ruim). Com o surto de crescimento, falta mão-de-obra e a que se consegue é muito cara (e ruim), pois a melhor está empregada. Os aluguéis e imóveis dispararam com a implantação das UPPs.

Hoje fui a vários supermercados, e me deparei com uma realidade cruel: os mais pobres pagam mais caro pela comida. Depois de ir a dois supermercados maiores, onde ovos custavam na faixa de R$ 4,20 e o leite longa vida estava na faixa de R$ 3, fui até um outro que fica próximo a uma favela. Os preços eram bem maiores, mesmo considerando-se que a clientela paga em dinheiro, não tem ar condicionado, estacionamento e outros confortos que significam custos. Por que se paga mais caro, então? Conveniência, porque dá para levar a pé ou no carrinho, até em casa.

Todos já estão vendendo chocolates para a Páscoa, com preços bem acima dos praticados no ano passado. Uma caixa de bombons que estava na faixa de R$ 6 pulou para perto dos R$ 8. Uma barra de chocolates (daquelas que já foram 200g, depois 180, 170 e agora já tem só 160g) pulou da faixa dos R$ 5 para R$ 7. Essa mesma barra custava na Páscoa passada uns R$ 4. Assim cada um vai botando uma pedrinha a mais nos preços e logo teremos retração no consumo, pois o ganho real dos salários está indo todo para a ganância dos supermercados e fabricantes.