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sábado, 22 de junho de 2013

Golpistas do Partido do Avatar reagem ao discurso de Dilma

A que ponto chegamos... Uma figura mascarada, querendo ocupar o imaginário de uma juventude que curte heróis e mitos, aparece num vídeo na internet rebatendo o discurso da presidente da república com mentiras. Essa reação desesperada mostra que na fala à nação de ontem Dilma desmontou o partido que está por trás do "movimento sem líderes nem partidos", que é uma estória para boi dormir. São os mesmos caras que agora querem uma greve geral sem partidos e sem trabalhadores para o dia 1o de julho. E um bando de gente ainda vai nessa onda. Segue o link do tal vídeo, bem aos moldes de tantos que a extrema-direita produz por aí.

Partido do Avatar, mostra a tua cara!

http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DgAuq7FTFSr8&h=lAQFB8Dqn

Dilma quer apoio das ruas para acelerar mudanças

Que tal se a presidente da República se aliasse aos movimentos das ruas e contasse com o seu apoio para acelerar as mudanças? No pronunciamento à nação em cadeia de rádio e Tv ontem à noite a Dilma Roussef fez mais que dizer que entendeu o recado das manifestações de rua: ela pediu apoio para reformas e projetos que não consegue aprovar por causa da classe política.

Em suma: ela quer pressionar o Congresso e acabar com o jogo de negócios de balcão toda vez que precisa aprovar algum projeto mais avançado. Quando a militância perceber que a situação é bem melhor que aparenta, que a presidente não é uma tirana truculenta a serviço da corrupção, as coisas podem fluir bem mais fácil e rápido. Dilma quer ser solução, não parte dos problemas apontados pelas ruas. 

Ela diz que quer acabar com o mercenarismo dos políticos que a toda hora pedem mais cargos e mais dinheiro, e entende que pode ter nas ruas o poder para não fazer concessões a políticos corruptos. Isso é o início da solução da bandeira "pelo fim da corrupção". Vejam este trecho: 

"Minhas amigas e meus amigos, todos nós, brasileiras e brasileiros, estamos acompanhando, com muita atenção, as manifestações que ocorrem no país.

Elas mostram a força de nossa democracia e o desejo da juventude de fazer o Brasil avançar.

Se aproveitarmos bem o impulso desta nova energia política, poderemos fazer, melhor e mais rápido, muita coisa que o Brasil ainda não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas.

Nesse trecho ela fala também das limitações econômicas, porque não consegue sozinha de opor ao poder econômico dos banqueiros, especuladores e grandes grupos econômicos, que patrocinam as 6 famílias donas de 70% da mídia, instrumento de manipulação pelo qual fazem política, impondo pautas que não são prioritárias aos interesses sociais. Na questão do combate à inflação o poder das ruas seria eficaz no boicote aos altos preços e na exigência de qualidade dos produtos. Tudo isso é enfrentamento com o poder econômico, que tem o apoio do Congresso onde a grande maioria é de latifundiários e empresários ricos.

Dilma também botou ordem na casa e quer o fim da violência,  subentendendo que não vai tolerar baderna, saques e atitudes fascistas. Alerta para o risco de golpe (colocar muita coisa a perder) se a violência sair de controle:

"Mas se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo, estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como também correndo o risco de colocar muita a coisa a perder.

Como presidenta, eu tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas, como dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da ordem, indispensáveis para a democracia."

Ela faz o balanço positivo das lutas anteriores que levaram o Brasil à democracia, ligando o passado ao presente. A idéia é "as lutas no Brasil já existiam antes do "despertar do gigante" de hoje, e as coisas se ligam historicamente. Conquistamos muito, mas temos que avançar em mais justiça:

"O Brasil lutou muito para se tornar um país democrático. E também está lutando muito para se tornar um país mais justo.

Não foi fácil chegar onde chegamos, como também não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas."

No trecho a seguir, a invocação à democracia popular e ao poder da república, ou seja, do estado ser a expressão da cidadania e não um instrumento a serviço de grupos de interesses:

"Só tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia - o poder cidadão e os poderes da república.

Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo. De propor e exigir mudanças. De lutar por mais qualidade de vida."

Deu o recado firme tanto aos que querem se aproveitar do movimento como aos responsáveis pela ordem pública. Nas manifestações se tem visto a ação de provocadores que incitam a violência policial e conseguem repressão em troca, retroalimentando o movimento com sentimento de revolta em relação à polícia. Mas a mesma polícia se mostra inativa quando as cenas de vandalismo, saques, arrastões e incêndios acontecem. Ela quer movimentos fortes sem o desestímulo que esses grupos provocam.

"De defender com paixão suas idéias e propostas. Mas precisam fazer isso de forma pacífica e ordeira.

O Governo e sociedade não podem aceitar que uma minoria violenta e autoritária destrua o patrimônio público e privado, ataque templos, incendeie carros, apedreje ônibus e tente levar o caos aos nossos principais centros urbanos.

Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar um movimento pacífico e democrático.

Não podemos conviver com essa violência que envergonha o Brasil.

Todas as instituições e os órgãos da Segurança Pública devem coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e vandalismo.

Com equilíbrio e serenidade, porém, com firmeza, vamos continuar garantindo o direito e a liberdade de todos.

Asseguro a vocês: vamos manter a ordem."

No próximo bloco, Dilma diz que a luta conquista e faz o apelo ao apoio para acelerar mudanças, e lembra sua própria história e a ditadura contra a qual muitos lutaram e pagaram preços altos por isso:

"Brasileiras e brasileiros, as manifestações dessa semana trouxeram importantes lições: as tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional.

Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para produzir mais mudanças que beneficiem o conjunto da população brasileira.

A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso.

A voz das ruas precisa ser ouvida e respeitada. E ela não pode ser confundida com o barulho e a truculência de alguns arruaceiros."

Lembrou aos que querem passar a idéia de descontrole que o país tem presidente, eleita pelo povo, com a obrigação republicana de governar para todos. E que apóia a participação direta das massas, mais uma vez indicando que o caminho é a pressão pelas reformas e no combate à corrupção. Não há nenhuma acusação de corrupção à pessoa dela, e faz questão de lembrar isso ao dizer aos de má-fé que eles a conhecem e mentem para enfraquecê-la

"Sou a presidenta de todos os brasileiros. Dos que se manifestam e dos que não se manifestam.

A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática.

Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos.

Todos me conhecem. Disso eu não abro mão."

No próximo trecho ela absorve a pauta de reivindicações e se coloca como aliada. Quer fazer parte das mudanças, dos avanços, do "querer mais". E diz que vai usar sua liderança para chamar os demais poderes, governadores e prefeitos para entrar nesse esforço. Deixa claro que a responsabilidade não é só dela, mas deve ser partilhada em todos os níveis de poder.

"Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo; ela quer mais segurança.

Ela quer mais.

E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar.

Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços.

Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos."

Em seguida, coloca uma pauta de 3 pontos onde tem tido dificuldade de avançar projetos no Congresso e entre o empresariado, corporativismos e interesses privados:

"O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que priviligie o transporte coletivo.

Segundo, a destinação de 100% do petróleo para a educação.

Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS."

Coloca os interlocutores sem distinção entre os movimentos "sem lideranças" e as organizações tradicionais, a quem se compromete a receber para receber contribuições. Abrir canais permantentes, de mão dupla:

"Anuncio que vou receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares.

Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente."

Novamente o apelo à força das ruas para mudar o sistema político, onde a pressão das ruas é fundamental, porque não se consegue reformar apenas com a disputa de correlação de forças internas:

"Brasileiras e brasileiros, precisamos oxigenar o nosso velho sistema político. Encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos malfeitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade."

Aqui, nesta simples frase, a opção pelo cidadão em oposição ao interesse econômico:

"É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar.

Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular."

Combate o antipartidarismo fascista que nas ruas destrói bandeiras de entidades sindicais, estudantis e populares que já vêm há anos lutando pelas mesmas causas e muito mais:

"É um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático."

Chama os cidadãos à responsabilidade de fiscalizar, de controlar os seus representantes, como forma de combater a corrupção. E quer mais.

"Temos de fazer um esforço para que o cidadão tenha mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes.

Precisamos muito, mas muito mesmo, de formas mais eficazes de combate à corrupção.

A Lei de Acesso à Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos poderes da república e instâncias federativas.

Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público.

A melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor."

Na questão da Copa deve ter surpreendido muita gente ao dizer que o governo federal só financia e não gasta nada do orçamento da União com ela, reafirmando prioridades de recursos para saúde e educação:

"Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e governos que estão explorando estes estádios.

Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação."

Na falta de pautas objetivas pelo movimento, Dilma dá a direção em relação ao maior gargalo na melhoria da educação, que é a falta de verbas, que podem ser obtidas se o Congresso aprovar sua mensagem que pede 100% dos recursos e interesses paroquianos e de políticos interessados em manipular esse dinheiro impedem. Quer a bandeira dos "100% dos royalties para educação" na luta das ruas:

"Na realidade, nós ampliamos bastante os gastos com Saúde e Educação. E vamos ampliar cada vez mais. Confio que o Congresso nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a Educação."

Lembra que o Brasil esteve em todas as Copas, foi bem recebido e que o esporte é símbolo de tolerância entre os povos. Quer o povo recebendo bem as pessoas para que a imagem do Brasil se eleve em todo mundo. Ao mesmo tempo dá o recado à FIFA e ao mundo de que não aceita que se lance desconfianças sobre a realização dos eventos no Brasil, desmontando as suspeitas plantadas na mídia mundial.

"Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser.

O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte.

Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes.

O futebol e o esporte são símbolos de paz e convivência pacifica entre os povos.

O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa.

Minhas amigas e meus amigos, eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança."

Fecha o discurso dizendo que quer ser aliada das ruas para mudar e construir, sem violência. Dilma se propõe a ser parceira, porque luta pela mesmas coisas e quer avançar, mas encontra obstáculos que só as ruas podem dar a força para remover.

"Eu quero dizer a vocês que foram, pacificamente, às ruas: Eu estou ouvindo vocês!

E não vou transigir com a violência e a arruaça.

Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país.

Boa noite""

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dilma se diz orgulhosa com movimento das ruas

Hoje a Presidente Dilma fez um discurso passando a idéia de sintonia com o que se pede nas ruas e não vestiu a carapuça. Falou que seu governo quer  o mesmo que a juventude, que já fez muita coisa e que hoje o país amanheceu melhor. E disse que está orgulhosa das pessoas cantando o Hino Nacional e falando do orgulho como brasileiros. Na mídia internacional a atitude de Dilma de identificação com as causas do movimento está sendo ressaltada. Só faltou dizer que baixou medida provisória zerando o PIS e COFINS sobre as passagens de transportes e que o povo vá reclamar com os prefeitos.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xd92XE_4sgg

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http://blog.planalto.gov.br/o-brasil-acordou-mais-forte-afirma-dilma-sobre-manifestacoes/

A presidenta Dilma Rousseff elogiou, nesta terça-feira (18), o civismo da população brasileira, que foi às ruas em manifestações nas principais cidades do país. Segundo Dilma, foi bom ver tantos jovens e adultos defendendo um país melhor. Em discurso, a presidenta disse ainda que está ouvindo as vozes pela mudança.
“O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia. A força da voz da rua e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, (…) juntos com a bandeira do Brasil, cantando o hino nacional e dizendo com orgulho ‘sou brasileiro’ e defendendo um país melhor”, disse.
A presidenta afirmou que seu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Ela citou como exemplo a elevação de 40 milhões de pessoas à classe média. Segundo Dilma, as pessoas mudam porque o Brasil mudou, com mais inclusão, elevação de renda, acesso ao emprego e à educação.
“Surgiram cidadãos que querem mais e que tem direito a mais. Sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas querem mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo”, afirmou.