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sábado, 22 de junho de 2013

Golpistas do Partido do Avatar reagem ao discurso de Dilma

A que ponto chegamos... Uma figura mascarada, querendo ocupar o imaginário de uma juventude que curte heróis e mitos, aparece num vídeo na internet rebatendo o discurso da presidente da república com mentiras. Essa reação desesperada mostra que na fala à nação de ontem Dilma desmontou o partido que está por trás do "movimento sem líderes nem partidos", que é uma estória para boi dormir. São os mesmos caras que agora querem uma greve geral sem partidos e sem trabalhadores para o dia 1o de julho. E um bando de gente ainda vai nessa onda. Segue o link do tal vídeo, bem aos moldes de tantos que a extrema-direita produz por aí.

Partido do Avatar, mostra a tua cara!

http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DgAuq7FTFSr8&h=lAQFB8Dqn

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Protestos : O Partido do Avatar rumo ao golpe

Nada mais democrático que as pessoas irem às ruas protestar contra tudo e todos. Nada mais cidadão que se querer participar das decisões de governos e ser respeitado pelo estado. Nada mais estranho que as pessoas fomentem um golpe de estado para ter uma ditadura, recebendo ordens de avatares, ou seja, as lideranças se escondem por trás de máscaras e pregam que não existem líderes e que os partidos estão proibidos de participar da direção.

Até ontem isso era uma novidade, quando as máscaras dos avatares começaram a cair. Um forte cheiro de fascismo no ar, seguido da sensação de golpe de estado em andamento. As fichas começaram a cair com a repulsa à participação de sindicalistas e partidos no Rio e em São Paulo, com violência extrema dos partidários do movimento. Coisa de torcida de futebol, para dizer o mínimo. Ao final do dia, as cenas de vandalismo que se tornam habituais pela omissão das polícias, atribuídas a criminosos oportunistas, e a destruição em Brasília partida do seio do movimento.

Muita gente viu a tentativa de umas dezenas de pessoas em meio a mais de 40 mil participantes tentar avançar rumo ao Palácio do Planalto aos gritos de "vamos pegar a Dilma", que foram barrados pelo policiamento. Depois fustigaram a tropa em frente ao Congresso com xingamentos, água do lago e finalmente atirando rojões à queima roupa nos policiais, iniciando o revide com gás lacrimogênio e spray de pimenta.

A partir dali a massa se dispersou e uma parte correu da fumaça para o lado do Ministério das Relações Exteriores. Aí vimos as lamentáveis e perigosas cenas do ataque ao prédio tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade com coquetéis molotov, apedrejamento dos vidros, pichações e invasão.

É um dos prédios mais belos da Esplanada dos Ministérios, um orgulho de Brasília, de repente, atacado por uns poucos e permitido pela omissão de milhares. Depois da polícia dispersar os manifestantes, o rastro de destruição seguiu com o ataque a diversos ministérios, pontos de ônibus, semáforos e teve como ponto alto o apedrejamento dos vitrais da Catedral de Brasília.

Muita gente só viu as principais imagens do condenável ataque ao Itamaraty pelas lente da TV Record, já que a Globo estranhamente não passava nada. Tais cenas junto à Praça dos Três poderes levantaram o alerta: e se chegassem ao Congresso, ao Planalto ou ao STJ?

A presidente Dilma permaneceu no Palácio do Planalto durante toda a crise, amparada por forças especiais, exército, Polícia Federal e PM, como demonstração de que não se intimidava pela tentativa de tomarem o poder na marra. E em Brasília se estabeleceu entre os jovens que experimentavam o gosto da democracia o sentimento de serem "inocentes úteis" para algo podre, como um golpe de estado. Coincidentemente ontem o Senado regulamentou a sucessão em caso de vacância do poder do presidente e do vice, aumentando a sensação de golpe.

A dinâmica do golpe é incitar as cenas de destruição e vandalismo que a mídia passa sem parar nem para comerciais, feitas por milícias fascistas que se abrigam no movimento legítimo e democrático com direção oculta, e depois acusar a Dilma de descontrole para justificar sua deposição "à paraguaia", botando alguém no seu lugar que prometerá eleições que não se realizarão. Se vão botar alguém de farda ou de toga dependerá de quem achem o melhor para fazer o trabalho sujo de detonar toda e qualquer forma de resistência ao novo regime. Inclusive quem hoje está nas ruas com a melhor das intenções e, sem perceber, está dando asas a cobras. Ditaduras odeiam partidos e fecham congressos.

A foto desse post é do New York Times, e ilustra o que se vê lá de fora. Ninguém entende bem os protestos, porque o país não é uma ditadura, vive um momento ímpar na economia, comparado aos demais, sem razões aparentes para um radicalismo dessa ordem. Na charge Dilma diz que "isso nos faz parecer um país do terceiro mundo". A pessoa ao lado diz: "pior: como a Europa". Nos cartazes a palavra "jobs", ou empregos, que ninguém no movimento está pedindo, e na outra, "Brazil: Enough" ou "Chega, Brasil".

Para um golpe não sofrer as sanções internacionais precisa de "justificativa", e pelo visto nossa mídia e os inimigos internos estão sendo bem sucedidos ao passar a imagem de crise econômica como base para tudo. Hoje os jornais estampam que a Inglaterra se ofereceu para fazer a Copa de 2014 caso o Brasil não tenha condições de dar segurança ao evento. Como se vê, nada é por acaso, e começa a cair a ficha do movimento contra a Copa. A credibilidade do Brasil no exterior está sendo minada, e logo poderá chegar aos investimentos estrangeiros.

Afinal, quem manda mesmo no movimento? Vi no Facebook muitos jovens passando adiante uma mensagem com o avatar usado pelo Anonymous, com duas mensagens: uma alertando para o jogo da direita e esquerda, outra com cinco bandeiras para o movimento adotar. Caiu a outra ficha: a juventude vai às ruas derrubar um governo eleito e colocar um avatar nos seu lugar. Quem, realmente está por trás daquela máscara? Além do mais, os míticos Anonymous não têm perfil no Facebook, porque não querem ser rastreados pelo "Big Brother" Obama. Quem está, portanto, por trás dessas máscaras?

O fato é que as bandeiras do movimento, que para a sua continuidade deveriam ter sido apresentadas ontem, não foram apresentadas. Conquistado o congelamento das passagens e sinalizado que a PEC 37 será rediscutida, o que resta é a sugestão quase individual das bandeiras. Cada um tem uma. O movimento não tem norte e os rebeldes ficaram sem causa. Uma desgraça para uma festa democrática tão recente, de tantas esperanças, com a apropriação do movimento pela direita para trazer a instabilidade ao país e derrubar Dilma.

Ainda bem que a ficha caiu, porque muita gente que foi na onda começa a questionar. Em termos de hashtag, que é a linguagem mais sintética, #DEMOCRACIA SIM GOLPE NAO. O movimento nas ruas tem que continuar, isolando a banda podre fascista e contestando as tentativas de manipulação a favor da volta a um passado que a juventude não viu nos livros de história porque só agora a Comissão da Verdade está escrevendo. 

sábado, 10 de novembro de 2012

Expedição Ásia 2012 - Fim da viagem, hora dos relatos

Em 22 de setembro comuniquei no blog o início de uma grande viagem à Ásia, que pela envergadura chamei de "expedição". De volta ao Brasil hoje neste curioso dia 10 do 11 do 12, que alguns panacas associam de alguma forma a uma previsão de fim de mundo, é hora de trazer os relatos das experiências que a dinâmica da viagem não permitiu fazer. Os 22 dias de bloqueio de acesso ao blog na China também.

Tivemos que suprimir algumas cidades do planejamento original para baixar o ritmo e adaptar o roteiro às dificuldades logísticas que encontramos na prática. Saímos de Brasília no dia 23/9 para Nagóia (Japão), com conexões em Atlanta e Detroit (EUA). No Japão, além de Nagóia, visitamos Osaca, Kobe, Nara, Quioto, Tóquio e Kamakura. Na Coréia estivemos em Seul e fomos até a Zona Desmilitarizada na fronteira com a Coréia do Norte (DMZ). Na China, além de Pequim, viajamos até a muralha, fomos a Xangai, Zhangjiajie (Monte Tianmen), Xi'An (guerreiros de terracota, rota da seda), Guilin e Yangshuo (cenários incríveis), Hong Kong e Macau. Voltamos a Nagóia e retornamos ao Brasil via Detroit e Atlanta, onde o tempo de conexão nos permitiu visitar rapidamente a cidade. Chegamos hoje às 8h.

Antes de entrar na rotina do Brasil quero aproveitar para fazer o máximo de relatos. Tem uma pilha de revistas e jornais que ficaram me esperando nesse período, além e-mails, mensagens no facebook em meio a uma conjuntura de eleições e pós-eleições, mensalão, greve dos bancários e outros que pude acompanhar superficialmente. Arrumar as coisas, fazer os balanços, analisar o fluxo de caixa futuro, também são tarefas urgentes, mas o mais importante é não deixar de registrar o que vimos, aquilo que está na memória, e de propor análises a partir de reflexões que fizemos nesse período.

O primeiro número é o de fotos e filmes feitos na viagem, desde 23/9 : exatos 22.982. Uma média de 469 fotos / filmes por cada um dos 49 dias. Outro dado é o peso de papéis com informações colhidas : 11,4 kg. Perdi 2,4 kg desde que saí do Brasil. O blog, apesar de ter postado apenas 26 novas matérias, manteve-se vivo com média de mais de 200 acessos / dia.

Os custos da viagem, ainda não levantados com precisão, não superaram o valor orçado, o que é muito bom. Pelas limitações que enfrentamos, praticamente não trouxemos nada de compras. Priorizamos livros de história ou com fotos que jamais teríamos condições de tirar nos locais visitados.

Encontrei um scanner de ótimas características, que além de velocidade e sensibilidade trabalha com negativos, slides e filmes, o que permitirá organizar parte do meu acervo antigo. Aproveitei o preço e trouxe uma nova câmera Sony  Alpha 5N, que não substituirá em versatilidade a atual Sony HX5, mas tem a vantagem do câmbio de lentes, um ganho de qualidade, principalmente. No mais, camisetas, magnetos, pequenas garrafas de bebidas, pequenos utensílios, etc. Sobrou cota. Como é de praxe, praticamente não trouxe nada para ninguém (vide http://blogdobranquinho.blogspot.com.br/2012/04/viagem-cilada-das-encomendas-no.html)

Tenho material para passar anos escrevendo, por isso o mais difícil será a seleção do que escrever, até para não superlotar o blog. Pode terminar em livro.