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domingo, 23 de março de 2014

Marcha das Famílias : Antifascismo foi o saldo positivo

Mesmo com apoio em mídia a Marcha da Família com Deus pela Liberdade teve retumbante fracasso em todo o país, juntando um pouco mais de pessoas em São Paulo. Reeditando a temática anti-comunista e repetindo 1964 ao pedir que os militares golpeiem a democracia, o movimento foi pífio, mesmo tendo nas redes sociais milhares de pessoas que diariamente compartilham mensagens golpistas.

O melhor saldo foi o surgimento de movimentos antifascistas e anti-golpistas que se organizaram em resposta ao movimento dos sem-votos, dos sem-gente e sem-vergonha. Enfim a esquerda conseguiu levar às ruas temas sintonizados com as vanguardas de todo o mundo, em meio à ofensiva imperialista que patrocina o neonazismo, o fascismo e o golpismo, destruindo países, promovendo guerras civis e principalmente fulminando a capacidade de autodefesa e autodeterminação dos povos para facilitar o saque das riquezas. Hoje estão na Ucrânia, amanhã na Venezuela, depois no Brasil.

O antifascismo e anti-golpismo são desdobramentos da luta anti-imperialista que se faz urgente organizar, em especial porque temos muito petróleo e as ambições dos Estados Unidos parecem não ter limites. A esquerda mostrou uma evolução em relação ao eleitoreirismo, ao oportunismo midiático e ao surfismo de movimentos sociais alheios. Afinal o holofote das lutas parece ter apontado para o foco correto.

Quanto à Murcha das Famílias, a lição que fica é que minoria inexpressiva golpista bater às portas de quartéis envergonha o país e até os militares. São fascistas até entre si. Chegaram a hostilizar um manifestante que estava de tênis vermelho e fãs do Metallica, que pensaram ser black blocs. Verdadeiros mamutes, congelados no tempo, sequer têm condições de entender as novas conjunturas.

 Em 1964 a Igreja, a direita organizada e a mídia conseguiram levar às ruas segmentos de classes médias num ato onde o movimento civil-militar já estava em maturação. Aquela marcha foi uma espécie de "homologação" para o que viria depois. Não foi a marcha que botou os militares nas ruas, mas o contrário.

Só lhes resta agora o consolo de ver no dia 31/3 algum comandante militar fazer o discurso de apologia ao golpe como "revolução redentora", reafirmar seus "princípios" (???) e passar a imagem da unidade das tropas contra o "comunismo internacional", que hoje só existe nas mentes de quem não evoluiu.

quarta-feira, 19 de março de 2014

CCBB Rio : 50 anos do golpe militar - exposição RESISTIR É PRECISO e debates

Para que nunca mais se repita, é fundamental termos a memória dos fatos que mudaram o Brasil desde
1964, deixou sequelas, vícios e principalmente impunidades. A exposição RESISTIR É PRECISO, que está acontecendo no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - no Rio, é para levar os jovens e mostrar as consequências de um golpe civil-militar como a censura, as arbitrariedades, as perseguições, as mortes e todo o processo de luta que levou à anistia e às eleições diretas.

Uma visita obrigatória para quem acha que o mundo começou a girar no ano passado ver que houve muito mais coisas antes disso acontecer.

No CCBB a Livraria Travessa promoverá uma série de debates sobre os 50 anos do golpe e suas mazelas nas áreas política, de direitos humanos, esporte, arte, imprensa e na própria esquerda. Selecionou ampla literatura sobre o tema do golpe disponibilizada na sua loja no CCBB. Os debates começam hoje:

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Quarta | 19 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: O caso Vladimir Herzog

Os 50 anos do golpe Militar será o tema de discussão da 10ª Quinzena. Evento promovido pela Livraria da Travessa com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil e diversas editoras.

Ivo, como filho, e Zuenir como colega de trabalho e amigo, vão revelar um pouco desse Vlado, pai exemplar, por um lado, e jornalista brilhante, por outro e de como seu assassinato nos porões da ditadura o fez um mártir da abertura.

Debate com Zuenir Ventura e Ivo Herzog, mediação Kennedy Alencar (CBN).

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento.

Local: CCBB
Horário: 18:30

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Quinta | 20 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: A Imprensa e a Ditadura

Títulos: NO CENTRO DA ENGRENAGEM: OS INTERROGATORIOS NA OPERAÇAO BANDEIRANTE E NO DOI DE SAO PAULO , GRACIAS A LA VIDA: MEMORIAS DE UM MILITANTE
Autores: Mariana Jofilly / Cid Benjamin
Editoras: EDUSP / JOSE OLYMPIO

Os 50 anos do golpe Militar será o tema de discussão da 10ª Quinzena. Evento promovido pela Livraria da Travessa com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil e diversas editoras.

Aluízio, do jornal O Globo, e Ricardo, da Folha de São Paulo, examinarão como a grande imprensa se portou antes, durante e depois do golpe militar, até o inicio do governo Figueiredo.

Debate com Aluízio Maranhão e Ricardo Balthazar.

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento.

Local: CCBB
Horário: 18:30
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Sexta | 21 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: No centro da engrenagem: tortura na Ditadura

Títulos: NO CENTRO DA ENGRENAGEM: OS INTERROGATORIOS NA OPERAÇAO BANDEIRANTE E NO DOI DE SAO PAULO , GRACIAS A LA VIDA: MEMORIAS DE UM MILITANTE
Autores: Mariana Jofilly / Cid Benjamin
Editoras: EDUSP / JOSE OLYMPIO

Os 50 anos do golpe Militar será o tema de discussão da 10ª Quinzena. Evento promovido pela Livraria da Travessa com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil e diversas editoras.

Neste dia Mariana descreverá como foram montados a Operação Bandeirantes e o DOI-CODI, descrevendo seus métodos de interrogatório e práticas de tortura. Já Cid falará do ponto de vista do torturado, suas dores, angústias e esperanças.
Autógrafos do livro: “No centro da engrenagem: os interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI de São Paulo”.

Cid Benjamin autografará seu livro: “Gracias a la vida: memórias de um militante”.

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30
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Segunda | 24 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: MPB e a Ditadura

Os 50 anos do golpe Militar será o tema de discussão da 10ª Quinzena. Evento promovido pela Livraria da Travessa com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil e diversas editoras.

Mautner e Macalé conversarão sobre como era compor músicas tendo nos calcanhares a censura. Falarão também sobre suas experiências no exílio.

Bate-papo com: JORGE MAUTNER e JARDS MACALÉ.

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30

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Quarta | 26 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: Futebol e Ditadura: que jogada foi essa?

Os 50 anos do golpe Militar será o tema de discussão da 10ª Quinzena. Evento promovido pela Livraria da Travessa com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil e diversas editoras.

Afonsinho, grande meio-campo do Botafogo, nos dirá como era o ambiente nas quatro linhas antes e depois do golpe e João analisará como o regime militar aproveitou o tri campeonato no México para o ufanismo nos nãos de chumbo.

Debate com: AFONSINHO e JOÃO MÁXIMO

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30

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Quinta | 27 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: As universidade e o regime militar

Título: DITADURA QUE MUDOU O BRASIL: 50 ANOS DO GOLPE DE 1964
Autores: Daniel Aarao Reis / Marcelo Ridenti / Rodrigo Patto Sa Motta
Editora: ZAHAR

Os 50 anos do golpe Militar será o tema de discussão da 10ª Quinzena. Evento promovido pela Livraria da Travessa com a parceria do Centro Cultural Banco do Brasil e diversas editoras. Os professores Rodrigo Patto e Maria Celina debaterão, a partir do livro As universidades e o regime militar, o tema das políticas da ditadura para o ensino superior, que foram construídas com base na combinação entre iniciativas repressivas e projetos modernizadores autoritários.

Neste dia Rodrigo Patto autografará seus livros: “As universidades e o regime militar” e “A ditadura que mudou o Brasil: 50 anos do golpe de 1964”.

Bate-papo com RODRIGO PATTO SÁ MOTTA e MARIA CELINA D’ARAUJO.

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30

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Sexta | 28 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: Arte e Pop em 1964

Ana Maria e Dapieve analisarão o ambiente cultural efervescente dos anos 60 no Brasil e no resto do mundo e o impacto das perseguições aos artistas a partir do golpe, até o endurecimento total do regime com o AI-5.

Neste dia Ana Maria Bahiana autografará seu livro: “Almanaque de 1964: fatos, histórias e curiosidades de um ano que mudou tudo”.

Debate com: ANA MARIA BAHIANA e ARTHUR DAPIEVE.

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30
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10ª Quinzena - 50 anos do golpe: O governo Jango e o golpe de 64

Títulos: 1964: O GOLPE QUE DERRUBOU UM PRESIDENTE, POS FIM AO REGIME DEMOCRATICO E INSTITUIU A DITADURA NO BRASIL , DITADURA MILITAR E OS GOLPES DENTRO DO GOLPE 1964-1969, A
Autores: Angela de Castro Gomes / Carlos Chagas / Jorge Ferreira
Editoras: CIVILIZAÇAO BRASILEIRA / RECORD

O professor Jorge e o jornalista Carlos examinarão se o golpe de 64 era inevitável e porque Jango não resistiu. Outro ponto é saber qual a real participação dos Estados Unidos no movimento militar e se João Goulart morreu de morte natural ou foi envenenado.

Carlos Chagas autografará seu livro “Ditadura militar e os golpes dentro dos golpes 1964 a 1969”.

Jorge Ferreira e Angela de Castro Gomes autografarão o livro: “1964: o golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil”.

Debate com: JORGE FERREIRA e CARLOS CHAGAS

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30
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Segunda | 31 | março
10ª Quinzena - 50 anos do golpe: Por que a esquerda faltou ao combate no dia 31?

Títulos: DITADURA E DEMOCRACIA NO BRASIL: DO GOLPE DE 1964 A CONSTITUIÇAO DE 1988 , DITADURA QUE MUDOU O BRASIL: 50 ANOS DO GOLPE DE 1964
Autores: Daniel Aarao Reis / Marcelo Ridenti / Rodrigo Patto Sa Motta
Editora: ZAHAR

Na última palestra do ciclo, Vladimir e Daniel examinarão as circunstâncias, questões e controvérsias a respeito da vitória fulminante do golpe e da derrota das esquerdas.

Daniel Aarão Reis autografará seus livros: “Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 a Constituição de 1988” e “Ditadura que mudou o Brasil: 50 anos do golpe de 1964”.

Debate com VLADIMIR PALMEIRA e DANIEL AARÃO REI.

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Entranda Franca – Senhas distribuidas 1h antes do evento

Local: CCBB
Horário: 18:30

sexta-feira, 15 de março de 2013

Filme mostra bastidores do golpe de 64

No próximo dia 29/ estreará o filme "O dia que durou 21 anos", que traz documentos, áudios e vídeos inéditos sobre a conspiração que envolveu políticos e militares brasileiros e o governo norte-americano para desestabilizar João Goulart e dar o golpe de 1o de abril de 1964. Em tempos de Comissão da Verdade é muito importante revisitar a história dos anos 60 para entender a extensão do maior dos crimes cometidos, que foi a submissão do país a interesses estrangeiros. Muitos dos que participaram ainda estão por aí, soltos, enganando muita gente. Mais informações no link a seguir:
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-03-15/com-arquivos-e-audios-da-casa-branca-filme-revela-apoio-dos-eua-ao-golpe-de-64.html

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de setembro de 1973 - O atentado que matou mais de 50 mil

Antes de ser vítima de um ato terrorista em 2001, os Estados Unidos, exatos 28 anos antes, em 11 de setembro de 1973, patrocinava um golpe de estado que derrubou a democracia chilena, matou o presidente eleito Salvador Allende e iniciou um período de trevas no Chile sob controle do general Augusto Pinochet, que matou e fez sumir mais de 50 mil pessoas.

A mídia faz o mundo lamentar os 2 mil mortos de Nova York, vítimas de um atentado terrorista condenável, mas "esquece" o outro 11 de setembro, executado a partir de uma estratégia geopolítica que acabou com a democracia na América Latina e impôs tiranias militares. Sempre se deve lembrar para que não aconteça mais. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Rio : Protesto contra comemoração do golpe militar de 64

Enfim o povo foi às ruas para protestar contra as atrocidades cometidas pelo regime militar. Hoje o STF julgará recurso contra a decisão anterior que considerou que a anistia cobria também crimes contra a humanidade como a tortura, o que desrespeita decisões de cortes internacionais que consideram o Brasil conivente com atrocidades pela impunidade.

Agora há pouco, no Rio, uma multidão protestava em frente ao Clube Militar contra a comemoração dos 48 anos do golpe militar, quando a polícia interviu com bombas de gás e pancadaria. Que o exemplo da manifestação se repita em todo o país para calar a empáfia de criminosos que usam instituições miltares como fachada para escaparem á punição.