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sábado, 18 de outubro de 2014

Risco Aécio : O mundo não precisa do Brasil lacaio dos EUA

Por ter ficado fora do ar por 15 dias na fase iraniana da viagem EURASIA 2014, não entrei no clima das eleições no Brasil, por mais que provocações me sejam feitas. Prefiro escrever sobre outros aspectos do risco da vitória de Aécio no plano internacional.

Aécio tem como aliados poderosos e que influirão no seu governo os "anti-"Foro de São Paulo", um segmento de direita identificado com a Guerra Fria, o macartismo e com os "ideais de 1964 e de sua revolução redentora". Isso significará, de imediato, a devolução de médicos cubanos, a retirada do Brasil de investimentos em Cuba, Venezuela, Uruguai, Equador e Argentina e a sabotagem ao Mercosul. Já os setores de direita pró-americana pressionarão para que o Brasil volte a ter as "relações carnais" com o Tio Sam, ou seja, manda quem pode, obedece quem tem juízo, e daí pode ressuscitar a ALCA. Ameaças aos nossos vizinhos e boicotes aos seus produtos também podem estar na pauta.

Somos sócios do BRICS com a China, Rússia, Índia e África do Sul, inclusive no seu banco que concorre com o Banco Mundial. O grupo quer uma redivisão geopolítica do mundo, buscando espaço ao sol em meio aos EUA e União Européia. O Brasil é uma peça fundamental nesse bloco, que vem peitando a hegemonia das grandes potências tradicionais. Com Aécio bastará uma só ordem de Washington para que deixemos ou sabotemos esse bloco e nos realinhemos caninamente com os EUA.

O Brasil tem sido autônomo na ONU e outros organismos internacionais. Denunciamos a espionagem norte-americana, defendemos o fim do boicote a Cuba, o fim da ocupação dos territórios palestinos por Israel e nos alinhamos na defesa de países pobres contra o imperialismo. Com Aécio tudo isso muda, e os EUA ganham ainda mais poder com a nossa submissão.

Boa parte das guerras em países produtores de petróleo tem apoio da Arábia Saudita. Cada país  destruído em guerras civis tem a produção de petróleo limitada, o que mantém os preços do produto no mercado internacional. Os EUA buscam sair dessa dependência com novas formas de exploração e buscando petróleo barato em outras fontes. Patrocina o golpismo na Venezuela e Equador, grandes produtores no nosso continente, e terá em Aécio um sócio de peso no nosso pré-sal, acabando com o regime de partilha e facilitando a entrada de empresas americanas tanto em privatizações como nos leilões de concessão.

O Brasil tem lutado pela reformulação do Conselho de Segurança da ONU, atitude que confronta os EUA. Com Aécio isso acaba e os Estados Unidos se fortalecem.

Não dá para votar no Brasil por ódio ou questões intestinas. É preciso ver o estrago que a vitória de Aécio pode fazer ao equilíbrio de forças nas relações internacionais. Fazer o Brasil voltar a ser lacaio dos EUA muda muita coisa para pior no mundo todo, e isso é um bom motivo para não permitir que voltemos aos 502 anos que antecederam Lula e Dilma. 

domingo, 27 de abril de 2014

BRASIL VIRA-LATAS 0023 : "Curta essa notícia estrangeira detonando o Brasil"

À medida que a Copa se aproxima multiplicam-se videos e notícias com origem no exterior mostrando as mazelas do Brasil. Algumas até feitas por brasileiros. Que os gringos tenham motivos para isso é cruel mas razoável. O cobertor da riqueza está curto, e a concorrência capitalista hoje se faz mais destruindo reputações de países (e os próprios países - Iraque, Síria, Ucrânia e Egito que o digam) que apresentando vantagens competitivas. E o "eurocentrismo" é como os coxinhas: não aceita que países pobres evoluam por preconceitos centenários.

Um lixão de direita do Facebook, o perfil TV Revolta, está divulgando com o apoio da viralatice nacional um vídeo "O Brasil na visão dos americanos" fazendo o contraponto da miséria com a Copa do Mundo. E ainda ressaltam que o vídeo nos humilha. A quem, cara pálida? Os problemas existem, as soluções sempre existiram, mas só agora se teve a decisão política de tentar mudar a realidade. Os americanos são grandes causadores de toda essa miséria, aqui e no mundo, ao sugarem grandes riquezas pelas veias do imperialismo. Nunca nos ajudaram. O vídeo quer mesmo é detonar o Brasil como país organizado, capaz de concorrer com eles. E tem gente que não enxerga isso. Eles enxergam, por isso fazem isso para deprimir as pessoas e deixá-las passivas diante da dominação. Aproveitei para postar esse vídeo que poderia se chamar "Os Estados Unidos na visão dos americanos", com a mesma generalização indevida do post dos coxinhas.

Que alguns brasileiros não gostem de Dilma, Lula, PT, trabalhadores, favelados, pobres, nordestinos por ódio ou preconceito  faz parte da vida, democrática ou não. O perigoso é que entre eles estão os que controlam os meios de comunicação, e suas idéias vão assaltando as casas e as mentes das pessoas. Sempre houve oposição política ao governo em prol do bem do Brasil. Hoje uma minoria diz que o Brasil não tem futuro, que o país não presta e a culpa é do povo. Daí talvez a vertente para o fascismo genocida: tem que matar, tem que pendurar no poste, não pode ter direitos humanos, pobre tem que morrer de fome, nada de programas sociais.

A miséria é endêmica no Brasil há séculos. Os portugueses, holandeses e franceses, nos tempos coloniais, e os ingleses e americanos, na fase imperialista do capital, nunca vieram aqui preocupados com o nosso povo, mas em como retirar as riquezas, de preferência com a colaboração dos locais. A preocupação com a pobreza e a miséria acima dos interesses dos exploradores só apareceu em alguns raros momentos, em especial nos últimos 12 anos. Isso é fato, mas nas mentes e bocas dos brasileiros foi incutida idéia disso ser negativo para o país e as pessoas. Soberania e disputa de mercados internacionais também é novidade na nossa história. E os vira-latas também acham isso péssimo. Se isso fosse uma questão de foro íntimo, que vá lá, mas os caras têm a mídia na mão 24 horas dominando tudo, vendendo suas verdades.

Se por aqui tem gente que entuba os gringos nos cutucarem com a nossa realidade, queria ver o que diriam se fizéssemos o contrário: divulgássemos por lá que eles são novos-pobres, que a miséria no seio do grande capital está aumentando, com concentração de renda, aumento de desemprego e corte de benefícios sociais. Os Estados Unidos pagam a mais de 40 milhões de miseráveis um "bolsa-comida". Se um americano perde o emprego vai morar acampado nos bosques ou nas ruas dependendo de caridade, sem médico, enfim, vira um pária. Um americano ver o país em decadência equivale a um paulista levando lata d'água na cabeça por falta d'água: não sabem o que fazer com essa nova situação. Já quem estava na miséria ou na seca e buscou soluções sabe como sobreviver na mudança de cenários.

Selecionei algumas matérias referentes ao G-7, grupo de países mais ricos do mundo, para que os nossos vira-latas expliquem se é melhor ser um novo-pobre com problemas se agravando ou viver num país que está rompendo as fronteiras da miséria e evoluindo. E os gringos têm que sentir vergonha de ver desabar seus impérios de fantasias. Sorte deles que não somos egoístas e exportamos o Bolsa-Família de Nova Iorque à Suíça. .

O G7 DA POBREZA

Estados Unidos - http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,conheca-os-acampamentos-da-miseria-nos-eua-pais-mais-rico-do-mundo,836286,0.htm

Inglaterra - http://jornalggn.com.br/noticia/13-milhoes-vivem-abaixo-da-linha-da-pobreza-na-inglaterra

França - http://www.portugues.rfi.fr/geral/20131107-pobreza-aumenta-na-franca-e-atinge-144-da-populacao-revela-imprensa

Itália - http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pobreza-atinge-niveis-recordes-na-italia,1113654,0.htm

Alemanha - https://www.youtube.com/watch?v=30_24u3FkuM

Japão - http://oglobo.globo.com/mundo/surto-de-pobreza-assusta-japao-3039873

Canadá - http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=aa5fb316032860bad4c453c010a2c859&cod=11068

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

EUA : 14% da população dependem do "food stamp" para comer

Pois é, no país de economia dita mais liberal do mundo o bolsa-família deles é três vezes maior que o nosso. E os liberais daqui acham o Bolsa Família brasileiro um absurdo!

http://www.viomundo.com.br/politica/wsj-42-389-619-de-americanos-dependem-do-bolsa-familia-para-comer.html

WSJ: 42.389.619 de americanos dependem do Bolsa Família para comer

publicado em 4 de novembro de 2010 às 17:42
November 4, 2010, 2:47 PM ET
In U.S., 14% Rely on Food Stamps

By Sara Murray, naquele jornal comunista, o Wall Street Journal

Um grande número de domicílios americanos ainda depende da assistência do governo para comprar comida, no momento em que a recessão continua a castigar famílias.
O número dos que recebem o cupom de comida [food stamps, a versão americana do Bolsa Família] cresceu em agosto, as crianças tiveram acesso a milhões de almoços gratuitos e quase cinco milhões de mães de baixa renda pediram ajuda ao programa de nutrição governamental para mulheres e crianças.
Foram 42.389.619 os americanos que receberam food stamps em agosto, um aumento de 17% em relação a um ano atrás, de acordo com o Departamento de Agricultura, que acompanha as estatísticas. O número cresceu 58,5% desde agosto de 2007, antes do início da recessão.
Em números proporcionais, Washington DC [a capital dos Estados Unidos] tem o maior número de residentes recebendo food stamps: mais de um quinto, 21,1%, coletaram assistência em agosto. Washington foi seguida pelo Mississipi, onde 20,1% dos moradores receberam food stamps, e pelo Tennessee, onde 20% dos residentes buscaram ajuda do programa de nutrição.
Idaho teve o maior aumento no número de recipientes no ano passado. O número de pessoas que receberam food stamps no estado subiu 38,8%, mas o número absoluto ainda é pequeno. Apenas 211.883 residentes de Idaho coletaram os cupons em agosto.
O benefício nacional médio por pessoa foi de 133 dólares e 90 centavos em agosto. Por domicílio, foi de 287 dólares e 82 centavos.
Os cupons se tornaram um refúgio para os trabalhadores que perderam emprego, particularmente entre os estadunidenses que já exauriram os benefícios do seguro-desemprego. Filas nos supermercados à meia-noite do primeiro dia do mês demonstram que, em muitos casos, o benefício não está cobrindo a necessidade das famílias e elas correm antes da chegada do próximo cheque.
Mesmo durante as férias de verão as crianças retornaram às escolas para tirar proveito da merenda, onde ela estava disponível. Cerca de 195 milhões de almoços foram servidos em agosto e 58,9% deles foram de graça. Outros 8,4% foram a preço reduzido. Este número vai aumentar quando os dados do outono forem divulgados já que as crianças estarão de volta às escolas. Em setembro passado, por exemplo, mais de 590 milhões de almoços foram servidos, quase 64% de graça ou com preço reduzido.
Crianças cujas famílias tem renda igual ou até 130% acima da linha da pobreza — 28 mil e 665 dólares por ano para uma família de quatro pessoas — podem ter acesso a almoços gratuitos. As famílias que tem renda entre 130% a 185% acima da linha da pobreza — 40 mil e 793 dólares para uma família de quatro — podem receber refeições a preço reduzido, não mais que 40 centavos de dólar de desconto.
Ps do Viomundo: Texto dedicado àqueles que acham chique os programas sociais na França, na Alemanha e nos Estados Unidos, mas tem “horror!” dos programas sociais brasileiros.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

FHC entregou soberania sobre comunicações aos americanos

Na privatização da Embratel por cerca de R$ 1 bi em 1998 no governo FHC para a empresa norte-americana MCI World Comm perdemos o controle sobre os nossos satélites, facilitando que os dados pudessem transitar pelos sistemas de bisbilhotagem do Tio Sam. FHC também entregou à empresa americana Raytheon o SIVAM, sistema de vigilância da Amazõnia. Quando tentamos lançar satélites próprios, a base em Alcântara misteriosamente explodiu. 

Além da gravidade desse crime de lesa-pátria, que foi muito questionado na época por submeter a nossa soberania a um país estrangeiro, justo o que mais risco oferece às nossas riquezas porque trata o Brasil como quintal, ainda temos hoje que questionar, no mesmo sentido, os produtos e serviços que compramos do Tio Sam, que podem embutir "cavalos de Troia" operacionais. Empresas como a Microsoft, Facebook e Google já mostraram que são extensões do governo americano quando se trata de assunto de segurança nacional deles. 

Podemos questionar: até que ponto um celular, um caça, um avião comercial, tudo isso possui caixas-pretas tecnológicas que a qualquer momento podem colocá-los a serviço dos interesses americanos? Será que um avião militar vendido pelos EUA levantaria vôo em caso de uso contra interesses dos americanos? 

Na lista de traições à soberania nacional também há que se investigar o SIVAM - Sistema de Vigilância da Amazônia. Foi mais um escandaloso caso de tráfico de influência e imposição norte-americana no governo FHC, investigado por uma CPI dominada pelo governo depois do Ministério Público arquivar a investigação. A CPI da Espionagem terá muito o que esclarecer.

http://www.istoe.com.br/reportagens/137133_BRASIL+DEVASSADO

terça-feira, 30 de abril de 2013

Estados Unidos : Miséria na aposentadoria?


Por que no país mais rico do mundo as pessoas estão vendo a aposentadoria mais distante e pior? 

A crise de 2008 trouxe desemprego e menos salários. O crescente custo de despesas médicas aumenta a necessidade de mais poupança para fazer frente aos gastos futuros. A inflação corrói as aplicações financeiras a ponto de uma pessoa perder, em 22 anos, metade do valor real da sua poupança de longo prazo. Os papéis de renda fixa estão pagando bem menos. Fundos de pensão de trabalhadores de grandes empresas e governos passam por sufoco com baixo rendimento das bolsas. 

Com esse cenário e apesar da economia mostrar sinais de lenta recuperação,  milhões de americanos ainda têm uma visão muito ruim quando se trata de sua própria capacidade de se aposentar. Considere estas cinco estatísticas (fonte: Moneynews):

  • 46% dos americanos têm menos de 10.000 dólares guardados para a aposentadoria. 
  • 40% dos baby boomers (geração do pós- 2a guerra mundial) agora pretende trabalhar até morrer. 
  • 36% dos americanos dizem que não contribuem nada para as suas poupanças. 
  • 87% dos adultos dizem que não estão confiantes em ter dinheiro para uma aposentadoria confortável. 
  • Idade esperada de aposentadoria subiu de 63 para 67 anos.

Nos Estados Unidos não há muitas opções seguras de investimentos que produzam rendas acima da inflação. A nossa caderneta de poupança protege os depósitos contra a corrosão inflacionária e ainda dá um trocado a mais, graças à cultura de altas taxas de juros e de inflação elevada. Assim sendo, os 10 mil dólares de 46% dos americanos, considerando-se a aposentadoria aos 65 anos e mais 20 anos de sobrevida, garantirão renda de uns R$ 83 por mês. 

O dado seguinte está bem correlacionado: 40% dos que nasceram após a 2a Guerra Mundial na geração "baby boom" (anos 50, na maioria) e que hoje tem entre 60 e 75 anos, deve trabalhar até morrer. O que também não é fácil num mercado cada vez mais explorador, onde as habilidades e capacidades exigidas inviabilizam o emprego de idosos. 

O terceiro dado também é coerente com os demais, ou seja, se quem tem 10 mil dólares não pode pensar em se aposentar, quem não tem poupança nenhuma tem que trabalhar até morrer. São 76% de norte-americanos com perspectivas sombrias de aposentadoria.

Se 87% dos adultos desconfiam que não terão aposentadoria confortável isso deve incluir os 76% dos grupos anteriores mais 11% que não pouparam os cerca de 1 milhão de dólares necessários a ter uma renda razoável para sobreviver até o fim dos dias ( em torno de US$ 4.000 mensais, o que não é muito por lá) ou desconfiam que seus fundos de pensão ou aplicações em previdência privada ou mesmo o governo apresentarão riscos de realizar as expectativas.


O último dado corrobora os anteriores. Era comum vermos no Brasil excursões de aposentados norte-americanos andando pelas nossas cidades turísticas. De algum tempo para cá, sumiram. 

Hoje no Brasil, na pior hipótese, há o benefício de um salário mínimo INSS para quem tem mais de 65 anos, mesmo que a pessoa não tenha contribuído totalmente. O SUS atende a todo mundo, mesmo com os problemas conhecidos. A Farmácia Popular e alguns programas governamentais dão remédios de graça ou muito barato. Isso pode ser pouco, mas é algum. Nos Estados Unidos o caminho para pessoas nessa situação é a miséria. Viver de caridade, de selos de comida de programas públicos, sem assistência médica, etc. O caminho é o relento ou a casa dos filhos.

Para quem tem previdência complementar todo cuidado é pouco. A época de ganhos fartos, fáceis e seguros da ciranda financeira pode estar no fim, com a redução dos juros da economia. A migração para ativos de maior risco será o caminho dos investimentos dos fundos. Se houver problemas de má gestão desse patrimônio, o sonho da aposentadoria acima do INSS estará ameaçado.

  













quarta-feira, 17 de abril de 2013

Venezuela : Baderna da direita derrotada mata 7 pessoas

O candidato derrotado nas eleições de domingo na Venezuela, Henrique Capriles, com o apoio político dos Estados Unidos, convocou manifestações em todo o país na segunda-feira que se tornaram violentas com o anúncio, pela suprema corte eleitoral, de que não haveria recontagem de votos pois as irregularidades existentes não seriam significativas.

Atacaram até a casa da presidente do tribunal. Em várias cidades os choques mataram eleitores de Maduro. Novas manifestações estão sendo convocadas. Se não houver uma forte rejeição internacional ao golpismo de direita e à baderna que estão tentando fazer, uma nova Síria pode estar nascendo nas nossas fronteiras. Os Estados Unidos, que querem a recontagem, mais uma vez são fator de desestabilização. Se a Venezuela não tivesse petróleo, eles nem sabiam onde ficava.

Agora Capriles e sua claque terão as responsabilidades pelas mortes investigadas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130416_venezuela_capriles_investigacao_pu_lgb.shtml

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Venezuela : Maduro vence a direita por pouco

Foi apertado o resultado das eleições de ontem na Venezuela, mas o chavismo representado por Nicolas Maduro venceu a direita de Capriles, que com o resultado ganha força para o golpismo e já diz que não reconhece o resultado. Considerando que todo poder emanava de Chávez e sua postura carismática e populista que conquistava multidões em torno da sua pessoa, Maduro conseguiu uma boa transferência de votos. Na eleição de 2012 Chávez teve 54% de votos contra Capriles.

Se de um lado amplos setores da população votou pela manutenção dos benefícios sociais do período de Hugo Chavez, reconhecendo Maduro como seu herdeiro político, o que chama a atenção é o crescimento do anti-chavismo representado por Capriles, que é de extrema-direita mas conseguiu trazer votos de outros setores insatisfeitos com o governo.

O risco de um golpe no estilo hondurenho ou paraguaio é remoto, porque as forças armadas e o judiciário estão ao lado do chavismo, mas nada impede que se inicie um período de turbulência com enfrentamentos que podem desembocar em violência. Não se pode esquecer que a Venezuela é um dos grandes fornecedores de petróleo dos Estados Unidos e paradoxalmente sua principal opositora política na América Latina.

Capriles é pró-americano e teve fartos recursos em sua campanha. Na eleição anterior, contra Chávez, foi derrotado por razoável margem de 10%. Sem Chávez e seu poder pessoal a Venezuela pode enfrentar grave crise política por conta do resultado.  

sexta-feira, 15 de março de 2013

Filme mostra bastidores do golpe de 64

No próximo dia 29/ estreará o filme "O dia que durou 21 anos", que traz documentos, áudios e vídeos inéditos sobre a conspiração que envolveu políticos e militares brasileiros e o governo norte-americano para desestabilizar João Goulart e dar o golpe de 1o de abril de 1964. Em tempos de Comissão da Verdade é muito importante revisitar a história dos anos 60 para entender a extensão do maior dos crimes cometidos, que foi a submissão do país a interesses estrangeiros. Muitos dos que participaram ainda estão por aí, soltos, enganando muita gente. Mais informações no link a seguir:
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-03-15/com-arquivos-e-audios-da-casa-branca-filme-revela-apoio-dos-eua-ao-golpe-de-64.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FANOAPÁ 0015 - Estupro "legítimo" não engravida

Um épico de Falta de Noção que Assola o País, no caso, os Estados Unidos, vem do deputado republicano  Todd Akin,  candidato ao senado pelo estado de  Missouri. Perguntado sobre sua posição sobre se o aborto deveria ser proibido mesmo em caso de gravidez por estupro. Todd disparou a pérola:
"Parece que isso é muito raro. No caso de um estupro legítimo, o corpo feminino tem maneiras de bloquear essa coisa toda. Mas vamos supor que esse mecanismo não funcione: acho que deveria haver punição, mas o estuprador é que deve ser punido, não a criança". Se a mãe dele tivesse abortado ele não estaria aqui servindo ao ridículo.

Por incrível que pareça, Todd é membro do Comitê de Ciência da Câmara dos Deputados dos EUA. Nada anormal, num país onde a direita quer banir das escolas a teoria evolucionista de Charles Darwin e continuar empurrando nas crianças que o mundo foi uma criação divina.

A estupidez de Todd foi tão pesada que nem os republicanos contrários ao aborto seguraram a sua onda. Estão pedindo que retire sua candidatura, mas ele resolveu fazer um anúncio na TV pedindo desculpas e dizendo que foi mal interpretado.

Os candidatos à presidência Mitt Romne e seu vice Paul Ryan vieram a público discordando dele, dizendo que não se oporiam ao aborto em caso de estupro. Falta de noção tem limite. Ou seria "lack of notion", na língua local? Nem Maluf "estupra mas não mata" diria uma besteira dessas.










terça-feira, 14 de agosto de 2012

EUA : Avião militar X-51 Wave Rider pode chegar a Mach 6 hoje

Não importa a crise, sempre haverá dinheiro para a pesquisa militar norte-americana. Depois do fantástico feito de engenharia com o sucesso da missão Curiosity em Marte, que trará informações importantes para a ciência, agora vem a engenharia da guerra testando hoje o avião hipersônico experimental patrocinado pela Força Aérea dos EUA, o Boeing X-51A Wave Rider, em parceria com a NASA.

O nome Wave Rider foi dado ao avião por ele "surfar" na sua própria onda de choque. Um teste foi bem sucedido atingindo 5 vezes a velocidade do som (Mach 5), ou seja, é hipersônico. Hoje o teste será para atingir Mach 6, ou seja, mais de 7200 km/h. O veículo não é tripulado e tem curtíssima autonomia : apenas 5 minutos. A velocidade do som medida (Mach 1) é de 1.234 km/h.

Nos testes em andamento o avião é lançado a partir de um bombardeiro B-52 a cerca de 15 km de altitude, disparando um foguete de combustível sólido que leva o protótipo até a velocidade de 4,5 Mach, quando é acionado o jato que usa etileno como combustível, que é o principal componente em teste. Veja fotos em
http://news.cnet.com/2300-11386_3-10003532-3.html

PS: O AVIÃO PERDEU O CONTROLE E CAIU NO MAR 15 SEGUNDOS APÓS COMEÇAR SEU VÔO. MAIS DETALHES EM http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2188936/X-51-Waverider-spins-control-crashes-ocean-15-seconds.html

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

EUA : Meta é curar Alzheimer até 2025

O presidente norte-americano Barack Obama destinou 50 milhões de dólares para pesquisa do Mal de Alzheimer em 2012, e 80 milhões para 2013. O Departamento de Saúde dos EUA quer até 2025 ter um tratamento para a doença, pois os hoje 5 milhões de norte-americanos já padecem do mal e o número tende a aumentar. Não é milagre: botando dinheiro em pesquisa, as curas aparecem.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/02/eua-anunciam-mais-verbas-para-alzheimer.html