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segunda-feira, 15 de julho de 2013

SIVAM : Vigilância da Amazônia nas mãos dos americanos

Nos anos FHC a mídia era dócil. Nada repercutia. O Congresso, docílimo, especialmente depois da compra da reeleição do "imortal" por R$ 200 mil o voto, um mensalão que a mídia também não viu. A Procuradoria Geral da República, que hoje age como inquisição contra os ditos mensaleiros do PT, era um amor: tudo que vinha contra o governo era arquivado. Geraldo Brindeiro era conhecido como "engavetador geral da república". Para completar, as CPIs, quando saíam, eram completamente dominadas pelo governo. Nada se apurava.

O governo Lula assumiu debaixo de pesado bombardeio e sabotagem em todas as áreas para que fracassasse, e cometeu um erro crasso: não abriu investigações para trazer os escândalos FHC. Entre eles, um dos mais graves crimes de lesa-pátria: a entrega do Sistema de Vigilância da Amazônia e de todos os seus dados a uma empresa norte-americana, a Raytheon.

Na época de FHC o escândalo não foi investigado. A PGR engavetou, uma CPI acabou em pizza. Hoje que temos a certeza do uso estratégico de informações roubadas de diversos países pelos Estados Unidos, a partir das denúncias do espião Snowden, mereceria que o Caso SIVAM fosse reaberto. Se a Microsoft, Google e Facebook colaboram com o governo do Tio Sam, por que não a Raytheon? Pior: esses sistemas podem embutir operação remota, tornando invisíveis aviões norte-americanos no nosso espaço aéreo da área mais cobiçada por eles.

Os satélites de comunicação civil e militar foram entregues por FHC na venda da Embratel. Nossa base de lançamento de foguetes misteriosamente explodiu quando se tentava lançar um satélite exclusivamente brasileiro sem depender de ninguém. O SIVAM pode ser desligado remotamente ao bel-prazer dos EUA. E ainda queriam nos empurrar caças militares americanos. O que nos garantiria que levantariam do chão em caso de ataque do "grande irmão do norte"?

A CPI da Espionagem deve levar tudo isso em conta. Reabrir o caso SIVAM. Vejam mais sobre isso no excelente artigo de Jânio de Freitas, de 2003, quando se soube que a Raytheon teria acesso a todas as informações do SIVAM: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0606200306.htm

FHC entregou soberania sobre comunicações aos americanos

Na privatização da Embratel por cerca de R$ 1 bi em 1998 no governo FHC para a empresa norte-americana MCI World Comm perdemos o controle sobre os nossos satélites, facilitando que os dados pudessem transitar pelos sistemas de bisbilhotagem do Tio Sam. FHC também entregou à empresa americana Raytheon o SIVAM, sistema de vigilância da Amazõnia. Quando tentamos lançar satélites próprios, a base em Alcântara misteriosamente explodiu. 

Além da gravidade desse crime de lesa-pátria, que foi muito questionado na época por submeter a nossa soberania a um país estrangeiro, justo o que mais risco oferece às nossas riquezas porque trata o Brasil como quintal, ainda temos hoje que questionar, no mesmo sentido, os produtos e serviços que compramos do Tio Sam, que podem embutir "cavalos de Troia" operacionais. Empresas como a Microsoft, Facebook e Google já mostraram que são extensões do governo americano quando se trata de assunto de segurança nacional deles. 

Podemos questionar: até que ponto um celular, um caça, um avião comercial, tudo isso possui caixas-pretas tecnológicas que a qualquer momento podem colocá-los a serviço dos interesses americanos? Será que um avião militar vendido pelos EUA levantaria vôo em caso de uso contra interesses dos americanos? 

Na lista de traições à soberania nacional também há que se investigar o SIVAM - Sistema de Vigilância da Amazônia. Foi mais um escandaloso caso de tráfico de influência e imposição norte-americana no governo FHC, investigado por uma CPI dominada pelo governo depois do Ministério Público arquivar a investigação. A CPI da Espionagem terá muito o que esclarecer.

http://www.istoe.com.br/reportagens/137133_BRASIL+DEVASSADO