
Fica difícil entender por que não invadimos a Bolívia quando estatizaram empresas brasileiras e aumentaram o preço do gás. E ganhamos com isso. Ou quando entramos em parceria com o Peru para fazer uma estrada que nos ligará aos portos no Pacífico. Ou em concessões comerciais à Argentina. E agora, o caso de Cuba, que confunde os menos esclarecidos idólatras do capital.
Quando uma loja quer vender uma mercadoria e concede financiamento ela garante um maior número de clientes. O que vale para eletrodoméstico e roupas serve para obras de engenharia e equipamentos manufaturados, que empregam mão-de-obra qualificada brasileira.
O Brasil ganha na venda do serviço especializado, produto bem melhor que vender soja ou minério, e o BNDES ganha juros através da internacionalização das empresas brasileiras Difícil de entender mesmo é que empresas brasileiras vão se instalar na Zona de Processamento de Exportações de Mariel, uma plataforma que tem a menos de 200 km o mercado da América Central, Caribe e, quem sabe, norte-americano. A visão estreita, ideológica, retrógrada, não enxerga nem o benefício para o próprio capital nesse tipo de parceria.
Na África os interesses econômicos brasileiros batem de frente com a concorrência chinesa, que oferece vantagens de financiamentos para obter reciprocidades maiores ainda. Por que não ser fornecedor preferencial e ganhar vantagens competitivas? Essa é a lógica que impulsiona a diplomacia de Lula e Dilma. Nada mais capitalista. E tem gente vendo comunismo nisso.
Avalio que o governo de Raúl Castro em Cuba esteja seguindo os passos econômicos da China, abrindo zona especial de exploração de mais-valia abundante em parcerias com amplos impostos para o estado, sob controle do PC Cubano. Se isso acontecer o embargo cairá por força de capitalistas americanos interessados em faturar muito pertinho de casa. E o Brasil chegou primeiro. Alô, coxinhas, comunismo só existe na cabeça de vocês. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140127_estrada_porto_mariel_kawaguti_rw.shtml
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